Morremos. A literatura permanece. Os personagens vivem para sempre. Eis a sina de todo escritor. Voltamos ao Odradek de Kafka, silenciosamente dizendo tudo o mais que se poderia dizer sobre a literatura e o tempo. Porque a idéia que ele possa nos sobreviver é sempre quase dolorosa.Artigo sobre as possibilidades da literatura. Publicado em 05/07/2008 na seção "Palavra" do Le Monde diplomatique Brasil Online.
Contos em parte sempre dão a sensação de quero mais. É uma leitura até o continue. E esperar o final sempre me deixa aflita, ainda mais se for como A Casa no Morro, título do tal conto.Daniela, do blog trecos & trapos, faz um comentário sobre o conto policial A casa no morro, em 02/06/2008.
Eu que raramente leio literatura na internet (ainda mais em séries) gostei muito e pretendo ler tudo de novo. Sim, é que ando numa fase de querer escrever ficção. Síndrome do conto, talvez. E gosto de ver bons modelos.Comentário de André Gazela publicado em seu blog Lendo.org, em 02/06/2008, sobre o conto policial folhetinesco A casa no morro.
Operação P2 é um policial psicológico, vivido entre São Paulo e Rio de Janeiro, dividido entre dois personagens que antagonicamente resolvem remexer na mesma história, um para enterrá-la e o outro para trazê-la à tona.Comentário de Marcos VP, publicado em seu blog Pirão Sem Dono em 01/03/2008, sobre o livro Operação P-2. O post também trata de outros livros d'Os Viralata.
Isso resulta numa combinação que leva o leitor em frente, arrasta-o. Lê-se com o coração na boca, como diria minha avó Petrona (bonito nome, não?). À parte disso, evoca um tempo brasileiro que não deixou saudades, daí porque há pouca coisa escrita. Mas penso que é assim mesmo: seria preciso uma geração a mais para remexer nessas coisas. Nós, os velhotes da literatura, estamos com o assunto ainda engasgado demais.Comentário de Luiz Antonio Assis Brasil, enviado por email, sobre o livro Operação P-2.
A história em si é realmente muito boa e conseguiu prender a minha atenção até o fim, apesar de ter achado o Rafael meio bundão.Comentário de Angela Kajita, publicado em seu blog Pingüim tem joelho?, em 30/12/2007, sobre o livro Operação P-2.
ao longo de 180 páginas, Olivia tortura seus personagens e os faz avançar numa espiral perfeita. o livro parece um furacão no mar: começa girando em torno da boca larga, ganha velocidade até o vórtice e mergulha, sem fôlego, num segundo de calmaria subaquática. sem surpresas ou pirotecnias. se sabe que é um furacão, e para onde ele está levando. OP-2 é brilhante no ritmo, no timing. não há segredos a revelar para o leitor; apenas momentos para encaixar peças formadas por verdades.Resenha de Tiago Casagrande, publicada em seu blog Bereteando em 08/12/2007, sobre o livro Operação P-2.
Como é o silêncio deles: o som da sala é de sirenes, zumbidos, batidas indistintas. As fotos são de paredes manchadas, pessoas cujas vozes não são ouvidas pela sociedade de consumo, alguém dança em uma montagem de stills. No seu texto, Olivia Maia descreve o ruído urbano que cerca alguém que quer tocar um piano.Texto de Elvira Vigna sobre a exposição Portfólio, do Itaú Cultural (maio/2007), e meu conto Desabitado, que acompanhou as fotografias da Cia de Foto. Publicado no periódico online Aguarrás em 22/05/2007.
Destaque para a Vila Madalena, bairro de classe média de São Paulo que acaba se transformando em uma espécie de personagem da trama. Seus charmosos e às vezes sinistros becos e ladeiras escondem segredos cuja revelação poderá custar caro.Comentário sobre o livro Desumano, publicado em 02/04/2006 no blog Criminália, da Livraria do Crime.
O enredo tem início com um rapaz chamado Márcio que recupera a consciência e se vê na sala de sua casa, ajoelhado no tapete todo melado de sangue, e sua mãe bem ali, deitada, com o pescoço cortado e o maxilar estraçalhado. Isso foi suficiente para prender minha atenção que, somado à narrativa rápida da Olivia, permitiu que eu terminasse de ler tudo em poucas horas.Resenha de Elton Cavalcanti sobre o livro Desumano, publicada em 11/03/2007 no seu blog Mistérios Misteriosos.
"Mas que motivos eu teria para matar a minha mãe?" é a primeira pergunta que o jovem faz em meio à perseguição, com sua companheira de investigação e solidão. Olívia Maia escreveu uma narrativa bem montada, com um conteúdo forte e cruel, como o próprio título diz e uma linguagem direta que conduz o leitor a conhecer o personagem protagonista, narrador do trama.Resenha sobre o livro Desumano publicada em 10/2/2007, por Cadorno Teles, no site Verdes Trigos.
A primeira coisa que eu preciso dizer é que eu gosto muito do livro da Olivia. O livro de Olivia é uma mistura de Hitchcok com Dostoievski e André Gide, só que muito melhor. É uma novela policial sem tiros, com um policial, para justificar o gênero, e duas mulheres, uma está morta, a outra está viva e se chama Luisa, que é um nome lindo.Uma das primeiras resenhas sobre o livro Desumano, feita por Dani Castilho, do blog MadTeaParty, em 23/12/2006.
Olivia Maia lançou seu primeiro romance, Desumano, pela Editora Brasiliense no ano passado. Mais recentemente, a escritora ficou também conhecida por discutir e levantar a bandeira da literatura independente das editoras. Em julho, ela começou a publicar um romance policial, A Ultima Peça, por capítulos, usando uma seção do seu blog.Conversa com Marco Polli, do blog ângulo, sobre um projeto (atualmente parado) de literatura policial folhetinesca.

Jornal Zero Hora, 01/02/2008. [Leia o texto no site.]
Mesmo com alguns problemas, Olívia Maia faz de Desumano uma boa estréia na literatura policialJornal Rascunho, 16/03/2007. [Leia o texto completo no site.]
A repercussão do livro se deve especialmente a dois fatores: a excelência da escrita da garota e ao conteúdo forte e violento. E não tem como dissociar o conteúdo da imagem doce de menina tímida de Olivia Maia - que mais parece uma heroína de Woody Allen que não sabe bem o que quer e tropeça nos cadarços.Jornal TodoDia, 02/02/2007. [Leia o texto completo no blog do Luiz Biajoni, autor do artigo.]
Uma mulher estirada no chão sobre uma poça de sangue e o filho, ao lado, paralisado. Ele é um dos suspeitos. Assim começa o livro Desumano (Editora Brasiliense, 152 páginas, R$ 24,90), de Olivia Maia, de 21 anos. Com um quê mórbido, este "conto comprido que virou livro" marca a estréia dela na literatura.
Gazeta de Cuiabá, 05/01/2007. [Leia o texto completo no meu blog.]
[Link para o artigo na Gazeta Digital. É preciso se cadastrar gratuitamente para acessar o conteúdo do site.]
Tudo me parece meio despropositado, mas minhas caminhadas agora me servem melhor do que estar preso no trânsito para pensar em você e em tudo aquilo que podia ter acontecido.Conto escrito como trabalho final em uma disciplina da faculdade.
Alguns poderiam dizer que saber toda a história antes de escrever tira toda a graça da escrita. Mas literatura policial é um troço assim. É um artesanato com uma técnica.Artigo sobre meu processo de criação e organização de ideias ao escrever minhas histórias policiais. Publicado em 22/02/2008 na seção "Palavra" do Le Monde diplomatique Brasil Online.
Nenhum escritor está disposto a se colocar como um escritor menor, um mero escritor de literatura de entretenimento. Dos poucos escritores brasileiros de literatura policial, a maioria ainda pretende se colocar uma importância que não deveria ter.Ensaio sobre a literatura policial brasileira. Publicado em 18/01/2009 na seção "Palavra" do Le Monde diplomatique Brasil Online.
E não seria impossível pensar que um grupo de incas houvesse escapado do conflito com os espanhóis, tomado o rumo do Atlântico, e. Mas os guaranis? Aceitei ajudar. Que fosse essa busca pelo inimaginável, capaz de me atirar fora da rotina.Conto publicado na edição de dezembro/2007 da Revista Pesquisa FAPESP.
Até que ponto é possível reduzir o gênero policial a um punhado de características?Ensaio sobre as origens e desdobramentos da literatura policial. Publicado em 30/11/2009 na seção "Palavra" do Le Monde diplomatique Brasil Online.
Não era moça de esperar que o mundo acontecesse por ela. Avisou o gato que voltava tarde; que ela sabia das vontades de escritores? Pensou que o autor poderia ao menos lhe dar uma dica, e deixou-se estar na saída do prédio, parada na calçada e sentindo o vento frio de um tempo anormal em meio de outubro.Conto publicado em 27/10/2007 na seção "Palavra" do Le Monde diplomatique Brasil Online.
Operação P-2 foi publicado em dezembro de 2007.
Edição e distribuição pelo selo independente Os Viralata.
encadernação lombada quadrada
ISBN 978-85-907771-0-6
ESGOTADO
Nova edição em breve.
Para Leonardo, o passado é um roteiro na memória e uma pilha de provas de História a corrigir. Mas isso está prestes a mudar - e em velocidade vertiginosa. Um jornalista e professor universitário é assassinado ao pesquisar desvios de verbas no período da ditadura militar; queima de arquivo? Como herança maldita para Rafael, seu aluno (e aprendiz de Philip Marlowe), três nomes e uma instrução: "procura o investigador Mateus, no DEIC". As descobertas da polícia despertam na mídia a curiosidade por uma suposta organização de guerrilha que funcionaria até hoje. Operação P-2? Outras mortes sucedem é Leonardo é pressionado em direção ao inevitável: um confronto com as lembranças de uma identidade que já não pensava ter, há quase vinte anos.
Operação P-2 está no Google Books: que tal espiar dentro do livro e ler algumas partes antes de comprar? Não paga nada.
Desumano foi publicado em dezembro de 2006 pela editora Brasiliense.
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O livro não é mais comercializado pela editora Brasiliense desde meados de 2009. Seu estoque em livrarias, portanto, depende exclusivamente de estoque. Caso queira comprar a versão impressa, você pode procurar e escolher a loja que te parece mais conveniente.