– Em que podemos ajudar, São Senhor?
– Eu não sou santo!
– Prove.
– Eu tenho pensamentos homicidas. Quero matar, matar com truculência, com requintes de crueldade, quero que haja agonia, terror e uma compreensão fulgurante – embora tardia – da minha autoria e da gravidade da minha fúria, que haja desejo inútil de voltar no tempo para que todo esse horror pudesse ter sido evitado!
– Deus? É o Senhor?
Fúria não gera compreensão. Fúria só gera mais fúria.
Todo mundo é santo até que se prove o contrário...
eu só sei de um negócio: milagre! milagre!
– Em que podemos ajudar, São Senhor?
– Eu não sou santo!
– Prove.
– Eu tenho pensamentos homicidas. Quero matar, matar com truculência, com requintes de crueldade, quero que haja agonia, terror e uma compreensão fulgurante – embora tardia – da minha autoria e da gravidade da minha fúria, que haja desejo inútil de voltar no tempo para que todo esse horror pudesse ter sido evitado!
– Deus? É o Senhor?
Desde quando sua filosofia serve para outra pessoa? É verdade apenas que o que você faz pode servir, mas não sua filosofia. Ela é só sua, só sua.
Então a intenção devia contar? É, supondo que " santificar " alguém fizesse algum sentido, acho que sim.
Só que na vida real, a intenção está em queda na bolsa.
Este é o Santo que todos nós pedimos a Deus...
Latércio - Laércio - Laerte. Isso tem alguma coisa a ver com o fato de você ser endeusado por uma geração, ó nobre desenhista?