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junho 2007 Archives

junho 28, 2007

Há vida além da Help Island

Academy of Second Learning

Para aqueles que recém chegaram ao mundo do Second Life e querem ir além do basicão ensinado na Help Island, uma dica é dar uma passadinha na Academy of Second Learning (ASL). Por lá, é possível aprender alguns truques básicos para sobrevivência no metaverso. Volta e meia rolam cursos com sugestões de como aperfeiçoar habilidades como criação de objetos e combinação de scripts. Foi lá também que tirei minhas dúvidas básicas sobre vôo nos primeiros dias de vida.

Por lá, eles também oferecem um pacote gratuito de boas vindas com vários objetos, como roupas, acessórios, e outros pequenos detalhes que fazem a diferença. Há um kit feminino e outro masculino. No feminino vem coisas superúteis, como calças e jaquetas “de grife”, jóias, e outros acessórios. Para os moços também tem objetos diferentes e descolados.

Tem até coisas um tanto, digamos, supérfluas, como uma mesa de madeira, um par de asas de anjo, chapéus engraçados, e até taças de champanhe. Não encontrei lá muita utilidade para isso tudo, a menos que se pretenda sentar sobre a mesa vestindo asas de anjo e chapéu engraçado para apreciar uma bela taça de champanhe (não que eu tenha feito isso...).

a camiseta não faz parte do pacote

-- Update 29/06 - eu esqueci essa mesa da foto lá na ASL e hoje me devolveram. Viva a proteção da propriedade privada digital!

junho 25, 2007

Olá!

Se7e Pecados

Ok... Eu aceitei fazer o blog.

Ok... Talvez criemos um relacionamento de longa data... nós postando... você comentando.

Mas antes que eu comece há uma coisa muito séria que preciso contar:

Como é complicado, vou dizer assim, direto. Acredite, não há um jeito mais fácil de fazer isso, então prepare-se... lá vai...

Eu sou um AVATAR!

Isso mesmo. Um avatar. Vivo no mundo do Second Life.

Vai... pode rir. Eu rio com você. Não me importo muito se você vai acreditar nisso ou não. Há alguns anos, também não acreditaria em alguém que diz ser feito de bits e não matéria orgânica. Muito menos se este alguém me disser que pode voar (eu posso voar!).

Mas hoje, passadas tantas experiências no mundo virtual, só posso repetir o que disse o cientista Werner Heisenberg: "pode a Natureza ser tão absurda como nos tem parecido nessas experiências?" Aham. Pode sim.

Meu nome é Alessa Boucher e nasci em fevereiro de 2007 num lugar chamado Help Island. Como todos em Second Life nascem em Help Island, cenas como gente se estatelando no chão em pousos mal calculados e ficando nuas de repente são bastante comuns.

É lá que damos nossos primeiros passos (seguidos por cabeçadas na parede) e ensaiamos nossos primeiros vôos. Também é lá que escolhemos a aparência que queremos ter.

Como a história do meu nascimento é muito parecida com a da minha colega Discovolante e não guarda nenhuma particularidade, partirei direto para um breve relato de minha existência para que você me conheça melhor.

Sou uma bon-vivant. Não tenho emprego, portanto, não tenho lindens na carteira. Não tendo lindens, não tenho casa. Não tendo casa, moro na rua. Mas isto não chega a ser um problema, afinal, não necessito de coisas como fazer xixi para viver.

Ocupo meus dias viajando pelo mundo. Já conheci Londres, Nova Iorque e a Paris de 1900. Meu lugar favorito é Porto Alegre, onde conheço váááárias pessoas. Ser bem relacionado é vital para os pobres de Second Life, pois permite obter favores e presentes como porshes e jatinhos particulares. Sei que parece cruel, mas é assim que funciona o meu mundo.

Sou uma festeira profissional. Tenho como meta de vida participar de todos os eventos que acontecem por aqui! Fui na inauguração do stand da Tam, da cidade de Porto Alegre e no coquetel de abertura da temporada outono-inverno no Moulin Rouge em Paris. Também já pulei de pára-quedas da torre Eiffel. Minha última (e mais radical) empreitada foi a festa do elenco da novela Sete Pecados, na ilha Globo. Eu era expulsa de lá cada vez que o segurança me via, mas isto não me impediu de comer, beber, ver o Giannechini e dançar com o pessoal do Pânico na TV! Assim que eu aprender, coloco uma foto de lá para vocês. Não sei mexer muito bem no blog por que não sou ligada em tecnologia... A foto está aí em cima :)

Antes que eu me vá, quero dizer que esta não é apenas uma introduçãozinha safada para te prender a atenção. Pense no filme "Matrix". Há algo ali que nos diz "existe a ilusão e existe a Verdade..."

Gabi e eu somos a ilusão tornada verdade. E este blog é para te contar um pouco da nossa história.

junho 23, 2007

Primeiros passos

Desde a primeira vez que eu entrei no Second Life eu tive a certeza de que estava chegando a um lugar inovador. Claro que a primeira experiência de cada um geralmente é um tanto frustrante, porque a gente chega lá cheio de expectativas e querendo voar (a melhor coisa para um novato é poder voar!) mas aos poucos boas doses de realidade vão nos atingindo, e percebemos que voar não é uma tarefa tão fácil assim. Até aprender a controlar o vôo (e confesso que até hoje costumo começar a voar para o lado errado, para só depois dar-me conta de que estou indo na direção contrária) somos meros escravos da Help Island. É praticamente impossível dar um primeiro passo sem ajuda. Em contrapartida, após os primeiros passos, nem o céu é o limite – é possível voar bem alto, nos lugares onde isso é permitido.

Aliás, meu primeiro vôo foi completamente acidental. Saí andando, meio errante, pela Ilha de Orientação, e quando vi estava dentro d’água. Instintivamente, pressionei o botão “Voar”. O resultado pode ser conferido na foto que ilustra este post. Perdi a emoção de poder planejar o primeiro vôo. Mas consegui sair da água e evitar um possível afogamento.

Mas, para além dessas enrolações iniciais, vamos ao que interessa. Meu nome é Gabriela Discovolante. Minha existência é um tanto singular, uma vez que só existo no mundo virtual. Sou um avatar no Second Life. “Nasci” em julho de 2006, em uma época em que falar de Second Life no Brasil era arriscar-se a receber uma cara de interrogação total como resposta. Hoje, quase um ano depois, já não é bem assim. Tem até um Second Life Brasil. E a população do mundo virtual aumenta a cada dia.

Passo a vida a desbravar territórios desconhecidos, lugares que só posso visitar digitalmente (já que sou constituída de bits e não tenho materialidade). Como todos os lugares me fascinam, ainda não possuo um território que possa chamar de “Home”. Digamos que eu pertença ao mundo. Todo e qualquer lugar onde esteja, mesmo que temporariamente, é o meu lugar naquele momento.

Não tenho “emprego” (na verdade, nunca procurei por emprego, até porque isso demandaria encarar o Second Life como mais um joguinho, e isso definitivamente ele não é), ando sempre com pouco dinheiro, e não dispenso a oportunidade de participar de algum evento – o importante é poder aproveitar a ferramenta ao máximo. Por ora, quero apenas explorar o território virtual. E isso inclui viajar para os mais diferentes lugares via teletransporte, participar de eventos educacionais e conhecer pessoas. E, eventualmente, a partir de agora, narrar algumas dessas experiências aqui por este blog.

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