Todas as coisas que eu queria escrever e não posso, porque não consigo, me torturam todos os dias. Não toca nas minhas memórias porque eu viro bicho, tudo está tão guardado em mim que ás vezes penso que eu mesma sou só reminiscência do resto. Eu não esqueço nada. Sou completamente mapeada por cheiros, toque e música. Guardo todos os que aqui tiveram e não deixo ninguém ir embora. Saudade é físico, quase crônico, e eu sinto falta de tudo. E tenho medo de escrever porque quando se é colocado pra fora e vira letra, é documento, e meus demônios (todos) quando tomam forma de palavra, só fazem com que eu nunca esqueça.
Eu sinto falta. Eu sinto a falta. E fecho os olhos só para me torturar com o tanto que restou. Do nada que sobrou pra mim, de qualquer coisa que poderia ter sido e não foi, do "se" que ás vezes me amedronta durante a insônia, e eu me questiono se eu poderia ter sido mais feliz, se eu posso ser mais feliz, e disso de querer tanto tudo e de me conformar ás vezes com tão pouco. Uma grande farsa de cabelo bagunçado e pseudo literatura.
Eusóqueriairemboraasvezes.
Ou então beber um pouco pra chorar um pouco, alguma coisa que quebrasse essa pose de durona enquanto por dentro corre sempre um mar de perguntas sem a mínima possibilidade de resposta.
Durante a noite as horas têm uma duração misteriosa. E com ninguém por perto esse silêncio me emudece.
E eu sou a pior companhia para mim mesma numa hora dessas...
pior companhia pq estar sozinha é como ser ngm?
bonito blog, bonitos textos.
estou sempre acompanhando.
:)
Todos nós podemos ser felizes. Para mim, a busca pela felicidade deve ser algo constante e motivador.
Também tenho alguns bichinhos que me corroem por dentro e minha melhor maneira de soltá-los é através da escrita, mas nem sempre consigo.
Acho que uma das coisas que faz quebrar a pose de durona é vc assumir isso aqui no blog. Dá para tirar proveitos do silêncio.