A punição para um janeiro fora do Rio é trabalhar demais. Porque minha veia mexicana diz que para compensar um mês de andanças por Israel eu preciso compensar os pés para cima na terra santa com o trabalho sem-escravo de nome Vogue. E hoje eu não fui trabalhar. Após um momento de surto e semi-barraco eu comprei uma passagem para a hometown e acordei sem pressa, sem graça, sem sentir meus pés, e fui olhar a casa que eu olhei de relance nos últimos dez dias, e pegar o jornal que virou uma intervenção urbana atrás da minha porta, com oito edições empilhadas uma em cima da outra, e olhei os 3 dvds sem ser entregues, e o papel de projeto de autoria da faculdade me olhando perguntando quantas linhas eu escrevi, e o gato, que me ignora, a net, que está para ser cortada, e a samambaia, que precisa de um enterro. Ando tanto cansada que...
Quando chegar de viagem, nutrida de feijão da vovó e outras coisas caseiras, a cabeça e o corpo funcionando bem, e pés, devidamente sem bolhas, ou mando o trabalho tomar no * e vivo de amor em uma cabana ou, ou, ou sei lá... Ainda não descobri o que na minha vida é bem o meio termo, porque entre o workahoolic e o hippie não sobre muita coisa.
É o problema de só funcionar no excesso.
O equilíbrio acaba sempre sendo um mistério.
DATE: 8:20 AM
funcionar só no excesso. 0 ou 100. sei como é. às vezes incomoda, mas se confunde com força vital, e se tira isso, sobra o quê? :)
DATE: 12:05 PM
Vc tem net-gato!?
Entre o trabalho e o hippei, eu escolho fazer pulserinhas de cipó e vender na praia...
Beijos
Nahonymous