"She spreads her lovin all over and when she gets home,there's none left for me"

Sábado cinza de Rio De Janeiro.Acordo ouvindo Caetano para me torturar logo de manha. Sinto saudades de tudo,do tudo,de todo mundo,de ninguém específico,mas de todos.Queria todo mundo aqui agora,e não é carência,é saudade,é sentimentalismo bobo,simples,de menininha,acordado assim pela manha ouvindo Caetano.Eu não quero me desprender de nada,eu quero mais é viver com todos eles em diferentes horas,em diferentes dias.Meu amor não canaliza,se espalha.E pra quem diz que eu tenho medo do novo,eu falaria do apego ao velho, e da simpatia ao novo,e do meu coração que vira milhares,e das várias que eu consigo ser.Cada um preenche um pouco,um lado, mas o todo tem suas brechas,então sempre fica um espaço,um oco,um lado,e esse lado é o que grita mesmo que seja pouco,eu não aceito menos do que o muito, e Deus sabe como dói não aceitar nessa vida,apenas a parte que me cabe.

2 Comments

DATE: 10:46 AM

vc realmente acha que consegue ser várias???

DATE: 1:49 AM

É tanto amor que extrapola.bonito texto.

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Esta página contém um post de Paula Gicovate publicado em junho 16, 2007 9:49 AM.

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