Tolerância Zero
Às vezes eu ou outras colegas somos verbalmente atacadas por homens na blogosfera, que ridicularizam o nosso constante estado de alerta contra o machismo em textos, caixas de comentários ou posts. Alguns simplesmente reclamam que somos sensíveis demais e levamos piadas a sério. A questão, meus camaradas, é que a violência contra a mulher só vai diminuir no dia em que os homens aprenderem a respeitá-las em todas as instâncias, e pararem de disseminar – mesmo em piadas ou comentários babacas – conceitos atrasados que vão desde a inferioridade feminina na vida profissional ou conjugal até a aceitação de violações físicas ao corpo da mulher. O que pode ser descontado como piada por um homem inteligente, será levado a sério certamente por um número muito maior de meninos, rapazes e homens de pouco discernimento - é o que mais tem nesse planeta.
Uma em cada três mulheres no mundo todo já foi surrada ou molestada sexualmente, segundo dados da ONU. O grande desafio é tornar a violência contra a mulher socialmente e culturalmente inaceitável, além de crime com punições severas, mundialmente. Nem mesmo nos países desenvolvidos as mulheres estão seguras contra a violência que vem de maridos, pais, namorados ou estranhos. Nos Estados Unidos, 700 mil mulheres são estupradas ou molestadas sexualmente a cada ano. Em Genebra, Suíça, um estudo concluiu que 20 por cento das estudantes de segundo grau já tinham sofrido algum tipo de violência sexual. Uma pesquisa brasileira em São Paulo mostrou que 13% das mortes de mulheres em idade reprodutiva eram homicídios, dos quais 60% eram perpetrados pelos próprios parceiros das vítimas. No Peru, um estudo revelou que 90% das grávidas entre 12 e 16 anos tinham sido vítimas de estupro, incluindo incesto.
Organizações em defesa dos direitos da mulher lutam para eliminar as brechas e anacronismos nas leis de seus países que permitem a impunidade dos agressores. No Paquistão e em outros países de forte influência islâmica, uma denúncia de estupro só é aceita se a mulher conseguir um certo número de testemunhas homens para confirmar que houve o crime. Em lugares como Uruguai, Costa Rica, Etiópia e Líbano, há artigos ridículos na legislação dando liberdade ao estuprador que peça sua vítima em casamento (caso ela aceite).
A situação é ainda mais grave nos países onde costumes milenares de violência contra a mulher continuam sendo tolerados. Há a tradição da mutilação genital feminina (principalmente na África), dos assassinatos de moças cujos pais não conseguem reunir um dote para o casamento (notadamente Índia e Bangladesh), os assassinatos em defesa da honra (tanto de pais quanto de maridos, principalmente no Oriente Médio e América Latina).
Por tudo isso, um relatório do Banco Mundial estimou que a violência contra a mulher causa mais mortes e invalidez do que acidentes de trânsito e malária combinados, nas mulheres em idade reprodutiva. Em 2002, o Conselho da Europa declarou a violência contra a mulher uma questão de emergência de saúde pública. Em 1999, a ONU declarou o 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Nos últimos anos, o dia 25 é seguido pelos 16 Dias de Ativismo contra a Violência contra a Mulher, promovendo manifestações e eventos no mundo todo. Além disso, foi criado em 1997 o Fundo das Nações Unidas para Eliminar a Violência contra a Mulher, que patrocina programas em 96 países diferentes.
Mas não podemos apenas esperar que ativistas façam o trabalho por nós. Cabe a cada um contribuir para impedir que nossas mulheres, mães, irmãs, amigas ou mesmo desconhecidas continuem sofrendo violência física e verbal. Não compactue, denuncie. E, mulheres, não se submetam a um homem violento ou excessivamente agressivo: é inaceitável, e não é normal. Procure ajuda de outras pessoas que gostam de você. Procure uma delegacia da mulher, onde vão te tratar de maneira digna, elas são treinadas para isso.
Cabe a cada um de nós, também, ficar de olhos e ouvidos bem abertos para protestar contra o machismo, que só contribui para a perpetuação da violência. Não deixe que a reação agressiva dos trogloditas te desanime. A excrescência que sai da boca desses brutamontes suja apenas a eles próprios, como nos exemplos a seguir de mimos dirigidos a mim na blogosfera, onde alguns homens apelam facilmente para o xingamento sexual quando se vêem ameaçados por uma mulher numa discussão política:
- “Feminista frígida” (Rafael Azevedo, blogueiro de direita, aquele que “numa brincadeira” desejou que uma líder sem teto fosse torturada sexualmente com tubos de PVC e ratos)
- “Mal comida”, “tá precisando de um crau” (Cláudio Cordeiro, comentarista reacionário de blogs, cujo parentesco com o mundo animal é mais próximo do que o nome sugere)
- “Foi dar pra um gringo” (Alexandre, troll)
- “Gretchen Fonda, Conga, Conga” (Raimundo Arão, blogueiro de direita)
- “Vagina arregaçada” (comentarista troll anônimo)
As irmãs Mirabal
![]()
![butterflies_movie[1].jpg](http://www.verbeat.org/blogs/stuckinsac/arquivos/butterflies_movie%5B1%5D.jpg)
O dia 25 de novembro foi escolhido para marcar a luta pela eliminação da violência contra a mulher em homenagem às três Irmãs Mirabal – Las Mariposas – assassinadas por ordem do ditador dominicano Rafael Trujillo nessa data, em 1960. Minerva, Pátria e Teresa Mirabal eram ativistas contra a ditadura sangrenta do “Chefe”, que durou 31 anos e caiu (foi assassinado) um ano após a morte das irmãs. O ditador Trujillo conheceu a família Mirabal ainda nos anos 30, e ficou tentando conquistar Minerva durante um baile. Minerva rejeitou-o enfaticamente, já tendo ouvido falar inclusive de mulheres que sofreram abuso nas mãos do ditador. Trujillo pouco depois começou a perseguir politicamente a família Mirabal, aumentando ainda mais a indignação de Minerva e suas irmãs contra o regime. Elas seguiram em frente organizando movimentos de resistência e ganhando fama em toda a República Dominicana como “Las Mariposas”, resistindo a prisões, represálias, e por fim morrendo assassinadas pelos capangas do ditador. A história fascinante das irmãs Mirabal virou um TV movie bacaninha com a Salma Hayek no papel principal, e Edward James Olmos interpretando o ditador.
(Esta é uma Blogagem Coletiva organizada pela Denise Arcoverde, marcando o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Era para o dia 25, mas resolvi me adiantar um pouquinho, porque no meio do feriadão do Thanksgiving estarei muito ocupada com reuniões em família...).
Comments
alias, leila, o que eu estava querendo dizer eh isso aqui:
http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2005/01/priso-ressentimento-parte-i-de-iv-o.html
Posted by: alex castro | dezembro 4, 2005 11:49 PM
marcus,
eh aquela velha historia. eu dou minha opiniao e alguem diz, indignado: essa eh a SUA opiniao, neh?! e eu respondo: nao, nao, essa eh a opiniao daquele careca que vai passando ali, agora vou dar a sua opiniao, soh no final eh que vou dar a minha...
ora bolas, qualquer coisa que eu diga se refere a minha experiencia e a minha opiniao, que pode ou nao se aplicar as situacoes de vidas dos outros.
cada um faz o que bem entende...
Posted by: alex castro | novembro 29, 2005 1:10 AM
Leila, estou em viagem e não tive como postar nada, e até para comentar vou ser sucinto.
AMEI o seu post. Amei mesmo, você tocou em vários pontos da questão. Concordo com você que o gênero influencia a sensibilidade para o assunto: nós homens não nos indignamos tanto com esses ataques em caixas de comentários (já falamos sobre isso na Blog-Left).
Infelizmente, o Alex puxou a coisa para o outro lado. Ele está o tempo todo dizendo que o que ele diz no LLL é a SUA experiência, dele e de mais ninguém. Mas o fato é que o tom que ele usa parece que isso deveria ser algo OBRIGATÓRIO para todos, que quem não partilha das opiniões DELE parece algo ridículo e coisa e tal.
Um senhor espetáculo de egocentrismo. Nenhuma surpresa, mas...
Posted by: Marcus Pessoa | novembro 28, 2005 6:15 PM
Sim, Leila, é lamentável que a discriminação mal disfarçada de piada sem graça consiga qualquer adepto...Violência se combate em casa, na rua, na escola, em todo lugar e todo dia!!! um beijão!
Posted by: Mani | novembro 28, 2005 6:05 PM
Minha nossa!
A coisa pegou fogo aqui hein! No frigir dos ovos, digo apenas que foi bom achar um post que tenha instigado tanta argumentação.
Leila, é a primeira vez que pouso no seu blog. A blogagem coletiva, além de aprofundar o debate sobre um tema, favorece conhecer gente nova e novos blogs. Adorei isso!
Seu post foi pontual, cheio de informação e muito bem escrito.
voltarei sempre
abraços
pat
Posted by: pinkareta | novembro 27, 2005 2:25 PM
Lindo post, Leila. Infelizmente a blogosfera serve de amostra do mundo: infectada de "brincadeirinhas" machistas, o que não deixa de ser uma violência. Um abraço
Posted by: Dani | novembro 26, 2005 3:50 PM
O Roberson se referiu a um famoso blogueiro. Não tenho passado por lá ultimamente. Para quem conhece o Eneagrama, sistema de tipologia de personalidade humana, a atitude do blogueiro é muito previsível.
Mas comento não para desancar a personagem, porém abordar um pouco sobre o Eneagrama. Esse sistema é muito revelador e bastante útil. Quem tem contato pela primeira vez se assusta como pode existir uma ferramenta tão penetrante, desnudando as motivações que cingem determinado tipo, seu estado de percepção, etc. Neste sistema os seres humanos ocupam uma das nove tipologias, e cada tipologia assume um nº de 1 ao 9.
Personalidades públicas como César Maia, Roberto Requião, ACM, por exemplo, são do grupo 8. São, à primeira vista, os típicos "tratores", assumindo lideranças, confrontadores, de temperamento mais "explosivos", uma das facetas desse grupo. Podem assumir um grau de faixa menos saudável ao mais saudável, conforme o desenvolvimento pessoal. Jô Soares é o típico 7, desde o trato físico como os dotes e atitudes intelectuais.
Pertencer a um grupo ou não, não caracteriza mérito ou demérito, mas sim como nos situamos dentro dele, que atitude desenvolvemos nele.
O conhecimento desse sistema propicia um horizonte de compreensão jamais visto, principalmente para conhecermos a nós mesmos. Ajuda muito na tomada de decisões, evita desgastes desnecessários, pois nos fazem compreender as motivações de determinadas atitudes estranhas ao nosso tipo, e nos possibilita sermos mais úteis aos outros. Dois autores são bem citados: Don Richard Riso e Helen Palmer. Acho Richard Riso imprescindível à qualquer biblioteca.
Posted by: Flávio Tadeu | novembro 26, 2005 12:45 PM
Tô contigo e não abro. Lindíssimo post. Obrigada por sempre defender com tanto talento a nossa "raça", Leila. Vc me dá muito orgulho.
Beijo.
Posted by: Andrea | novembro 26, 2005 11:30 AM
Bravo pelas respostas, Leila !
Sempre notei, e é observação e experiência pessoal, que quando uma pessoa reage e faz calar um piadista que fez piadas racistas ou sexistas, o piadista hesita muito, depois, em recomeçar por medo de apanhar outra vez. O piadista racista ou sexista não tem muita coragem diante de opiniões contrárias. Por isso é importante reagir e fazer calar essa gente logo, e cada vez que se encontra - especialmente nos blogs. A passividade não é uma boa escolha.
Posted by: horvallis | novembro 26, 2005 11:27 AM
As piadas e anedotas de cunho discriminatório são, normalmente (só pra não passar por radical), formas covardes e simuladas de preconceito. "Ah, isso não pertence ao mundo do real, gente! É um faz de conta!"
Não, não quero fazer maccarthismo aqui! Proclamar uma pessoa ideal, fazer bonito pra platéia. Mas é que não nos damos conta de quão profundo e inconsciente são arraigadas as falsas concepções, que são em si preconceitos, e eclodem no mundo real em violências de várias tonalidades. O machismo é uma delas.
Pode o "superior" (pensamento do ego machista) provir do "inferior" ou ter participação do "inferior"? Pois todo macho é concebido pela participação da fêmea, e é nela que ele se desenvolve, ganha contornos humanos. Que maravilhosa obra do Universo, não?
Amigos, poderiam me esclarecer a origem da expressão esdrúxula "sexo frágil"? Agradeço qualquer ajuda!
Posted by: Flávio Tadeu | novembro 26, 2005 10:57 AM
Fiquei um tempão lendo os comentários. Dá pra dizer uma coisinha. Quando o Rafael Galvão (prefiro citar os nomes, ora bolas!) colocou o tal post no ar, fui um dos que - apesar de fã do blog - criticou o conteúdo. Falei sobre isso no blog da Denise Arcoverde. Colocou no ar? Tem caixa de comentários? Agüente o pau!! (sem conotação sexista).
Aqui serve o mesmo princípio. Se a caixa de comentários serve como ressonância do post, nada mais justo que contemplar as diferentes opiniões, desde que com classe.
Basta de violência (física, moral, apelativa, racial...).
Em suma, Leila, parabéns pelo posicionamento. Além de linda e inteligente como bem diz nosso Flavio Prada, também és muito arretada!
Posted by: Roberson | novembro 26, 2005 10:53 AM
Fernando, você levantou uma bola super importante. Essa passividade do brasileiro, o medo de reclamar por seus direitos, essa mania de dar de ombros e deixar pra lá, é um dos grandes motivos pelos quais as pessoas continuam a ser constantemente desrespeitadas, seja pelo imbecil que fuma dentro de um ônibus, seja pelo chefe que assedia mulheres sexualmente, seja pelo vizinho que joga lixo pela janela. Se houver mais pessoas reclamando - inclusive enfrentando os outros que vão te chamar de louca, chata ou ridícula -, com certeza haverá um avanço em direção a uma sociedade mais civilizada.
Posted by: Leila | novembro 26, 2005 10:39 AM
Eu não tenho a intenção de criar polêmica, até porque concordo que certa gente merece ser deixada falando sozinha mas também acho que certas coisas não se devem deixar passar em branco.
Na minha opinião, acho um pouco contraditório dizer que a mãe se lamentando do filho que deixa a toalha no chão é parte da raíz do problema, enquanto o blogueiro famoso botando um vídeo onde se simula uma agressão sexual é passível apenas de ser visto como uma piada de mau gosto da qual não se pode contra-argumentar.
Se um amigo meu fizer uma piada contra feministas sou capaz de achar graça. Se ele fizer uma piada de tão mal gosto como essa, no mínimo, vou dizer pro cara que ele está mandando muito mal. Mesmo que eu seja o único que diga isso, mesmo que algum escrotinho ache que estou sendo PC. Essa passividade do brasileiro (homens e mulheres) diante do absurdo é que é pra mim a verdadeira raíz do problema.
Abraços
Posted by: Fernando | novembro 26, 2005 9:49 AM
Nora, PERFEITO!
Daniela, well said!
Posted by: Leila | novembro 26, 2005 9:22 AM
Leila, li todos os posts e só não comentei um por um por causa da lentitude de minha conexão. Seus posts estão fantásticos!
Quanto a este último, parabenizo de coração a iniciativa de marcar a data com um post bem pesquisado e bem escrito como esse.
Eu estava com o Milton e até comentamos sobre a violência de gênero ( que aqui na Espanha é horrível) e a vontade de escrever sobre o tema.
Só agora que estou com meu computador REALMENTE funcionando, posso voltar às visitas.
Quanto aos comentários deste post queria dizer que não concordo com o Alex quando ele diz que é melhor não reagir aos insultos porque não "vai adintar mesmo". Acho que não é por aí. Reagir a uma agressão verbal é direito do cidadão, homem ou mulher.
Eu entendo que os acossadores adoram que se forme uma polêmica ao seu redor e que o silêncio poderia frustrar suas expectativas mas não reagir também pode ser compreendido como permitir, ceder, acovardar-se.
Um beijo pra você!
Posted by: nora borges | novembro 26, 2005 9:02 AM
Errata: "Mas são essas piadinhas e xingamentos que refletem o pensamento de uma sociedade onde a vítima é considerada de alguma maneira, em algum grau, culpada de sua agressão." :)
Posted by: Daniela | novembro 26, 2005 8:51 AM
Triste Leila, é ver que as pessoas minimizam xingamentos e piadinhas de cunho machista. Mas são essas piadinhas e xingamentos que refletem o pensamento de uma sociedade onde a vítima é considerada de alguma maneira, em algum grau, de sua agressão. É esse duplo padrão que diz que uma mulher não tem o direito de ser promíscua ou de levar a sua vida sexual/sentimental/e qualquer outro -al da forma que quiser porque, caso ela sofra uma agressão "ela estava pedindo por isso". Tsc, lamentável.
Já vi (ou soube) as agressões que dirigem a você por aí. E o silêncio dos donos dos blogs realmente me incomoda. É criminoso.
E, pra não fugir à regra, as mulheres são sempre culpadas: se responde, não deveria ter feito pq qualifica o agressor, se não responde não deveria ter permitido que lhe tratassem assim.
É difícil ser mulher nesse mundo.
Parabéns pelo post.
Posted by: Daniela | novembro 26, 2005 3:46 AM
eu nao rebati pq nao vale a pena. o kafka dizia que contra uma piada nao hah argumento. o que se pode dizer contra aquele video em que o cara cala a boca da mulher com um pau? eh triste. mas nao dah pra contra-argumentar. vc soh lamenta...
Posted by: alex castro | novembro 25, 2005 9:33 PM
Olha, Alex, em nenhum momento eu classifiquei o seu comentário de machista, nem precisa se justificar quanto a isso. Só não gostei do tom que você usou inicialmente, foi agressivo sem necessidade e, apesar de entender exatamente o que você está dizendo, e de reconhecer que alguns dos xingadores a gente deve deixar falando sozinhos, tem certas horas que a gente precisa responder sim. Até porque, nos blogs de homens em que fui xingada, não apareceu um só homem para colocar os tais xingadores em seu lugar. Se você acha que as mulheres não devem se rebaixar, então seria legal que os donos desses blogs dessem um cala-boca nesses comentaristas, ou apagassem o comentário, mas isso NUNCA foi feito. Quem cala consente. Na verdade, o único homem que até hoje eu vi rebater ataques de machistas contra mulheres nesses blogs foi o Fernando.
Posted by: Leila | novembro 25, 2005 8:01 PM
gente, soh o que eu disse eh que xingar de volta nunca adianta nada. voces podem ateh xingar de volta, pra desabafar, pq nao tem sangue de barata, ou por quaisquer motivos muito validos, mas nao resolve nada, nao soluciona o problema, qualifica o xingador e ainda coloca voces no mesmo (e baixissimo) nivel deles...
em suma, se quiserem xingar de volta, tudo bem, soh nao achem que isso resolve o problema.
uma das maiores culpadas por comportamento machista sao as maes que deseducam os filhos. tenho uma amiga que reclama do machismo do marido, que nao move uma palha em casa. outro dia, eu estava na casa dela, o filho saiu do banho, largou a toalha no chao do quarto, ela foi lah, catou e pendurou no varal.
eu disse: vc estah criando um homem que vai ser igual ao seu marido.
e ela: vou fazer o que, deixar a toalha embolada no chao?
e eu: claro. a toalha nao eh dele? ele nao pendura a toalha pq ele larga no chao e, mesmo assim, magicamente, a toalha aparece no dia seguinte sequinha. deixa a toalha onde estah e, no dia seguinte, quando ele perguntar cade a toalha, vc responde: nao sei... onde VC deixou sua toalha? e ele vai ter que se enxugar com a toalha molhada que passou a noite embolada no chao. rapidinho ele aprende...
o machismo dos adultos de hoje acaba quando a geracao atual morrer. o problema eh que tem muita mae por ai (e pai tambem, claro) criando os machinhos de amanha....
mas, ai ai, com certeza alguem aqui vai arranjar alguma coisa nesse comentario pra dizer que o machista sou eu.
saiam da defensiva...
Posted by: alex castro | novembro 25, 2005 7:33 PM
Guga, a passagem pro Tahiti ainda não chegou :)
Posted by: Leila | novembro 25, 2005 7:24 PM
Laurinha, que difícil a situação da sua irmã. Mas ela vai ter que fugir, nem que para isso tenha que sumir da cidade por uns tempos. O pior nessas situações é que esses homens ameaçam e intimidam de tal forma que fazem a mulher se sentir impotente e sem coragem de se libertar. Bom, pelo menos os seus pais estão de olho na situação e provavelmente vão ajudá-la a sair dessa. Beijo e tudo de bom.
Posted by: Leila | novembro 25, 2005 7:14 PM
Gente, obrigada por todos os comentários. Eu queria destacar aqui uma coisa que a Anna comentou, sobre a violência que todas as mulheres brasileiras já tiveram que aturar, desde crianças, com 11, 12 anos, que é ouvir coisas de homens na rua como "quero comer essa bundinha" ou coisa do tipo, sem falar nos homens que passam a mão nas mulheres na rua, no ônibus, e saem covardemente sem que tenhamos tempo de revidar. Coisas típicas do homem brasileiro e que violam a mulher no dia-a-dia. As piadas e observações machistas a gente ouve desde criança. São coisas que podem ajudar o Alex e outros homens a entender porque a gente tá saturada e não vai mais ficar caladinha enquanto qualquer troglodita nos xinga, principalmente em público. O troll anônimo pode não estar nem aí, mas nós estamos expostas, temos cara, nome e sobrenome. Eu não vou agüentar calada enquanto eu ou uma amiga somos xingadas por um escroto desses. Não importa se for mendigo ou um graduado em Harvard, troll ou blogueiro "famoso". Se viesse na minha frente, levaria um chute no saco. Aqui na blogosfera, ele vai ter que aturar uma resposta que o coloque em seu lugar.
Posted by: Leila | novembro 25, 2005 7:12 PM
Meu e-mail não saiu. É cararock@bol.com.br
Posted by: Daniel Lopes | novembro 25, 2005 6:44 PM
Cara Leila. Estou organizando uma lista de e-mails para enviar semanalmente um pequeno texto com um resumo dos últimos posts que saíram em meu blog (onde, evidentemente, você já está linkada, ora). Gostaria muito de incluir seu e-mail. É apenas algo semanal que vou enviar, não vai ocupar muito espaço de sua caixa, ok? Me mande um e-mail informando o seu. Fico no aguardo (você não pode faltar!). Abraço de seu leitor piauiense fã do Stuck in Sac e da The Nation.
Posted by: Daniel Lopes | novembro 25, 2005 6:41 PM
Oi querida!
que discussão boa!
Tou com você, tolerancia zero pra violencia cotidiana, inclusive desses engraçadinhos que ficam anonimos pra falar as maiores barbaridades.
Cansamos de ouvir caladas, não é?
Beijo, beijo!
Posted by: BethS | novembro 25, 2005 4:11 PM
Leila, eu vim aqui algumas vezes hoje, mas so agora estou tendo um tempo para sentar e ler tudinho direitinho, e dar o meu palpite.
Muito bem escrito, e concordo com tudinho!
Olha, a minha irma eh casada com um cara tipo assim. Ela casou muito novinha, muito inocente, foi mae muito cedo. Com os anos, o casamento foi se mostrando um fracasso. Agora, aos 33 anos ela quer fora. Mas o cara nao a deixa. Nos estamos vivendo este drama que eh ter uma mulher na familia que vive com um homem que nao ama, por medo de deixa-lo, por ser ameacada por ele constantemente. Eh barra pesada! Meus pais ja se ofereceram para leva-la a delagacia da mulher e denuncia-lo, e pedir conselhos. Mas a minha irma nao quer, e tem medo de ir. Meu pai ja ate conversou com ele muitas vezes, mandou que ele fosse embora, em paz!
Eu tenho muito medo pela minha irma, pois vejo que ela simplesmente nao eh forte o suficiente para tomar a atitude que ela tem que tomar.
Nenhuma mulher deveria ser obrigada a viver com um homem que ela nao ama, porque o cara eh um loser e nao vai embora. Nenhuma mulher deveria se submeter a tal tratamento. Nenhuma mulher deveria se sentir como se ela nao tivesse outra opcao.
Posted by: Laurinha | novembro 25, 2005 4:10 PM
Muito bom post, Leila!
Vc abordou bastante bem o tema. Aquilo que parece periférico e sem veneno, como piadas e anedotas, como muitos gostam de atalhar, são na verdade, fruto de preconceitos internos. É preconceito mesmo, filho da ignorância. Claro que não estou tentando fazer caça às bruxas e bom mocismo, agradar às mulheres, por exemplo.
É apontar aquilo que são na realidade, sem o jeitinho de travestismo. Nós, homens, incorporamos isso inconscientemente e não pesamos o valor implícito neles. É uma das várias formas de prisões que acometem o ser humano.
Precisamos fazer distinção entre MASCULINIDADE e MACHISMO. A masculidade é implícita, não se obtém por rogos, não cede a opinião de outros, é agradável às mulheres.
O machismo por sua vez, é hábito e pensamento adquirido socialmente, é internalização de valores de compensação, e quanto mais internalizado, mais o sujeito é fraco de espírito, pois procura satisfazer expectativas que ele enxerga "outros" lhe cobrando.
É supérfluo e marca de conformismo. O machismo, em sua forma exterior, é violência contra as mulheres e, internamente, prisão para os homens, compelido por complexos. Não sabe apreciar a convivência em liberdade plena, tem auto-estima baixa, não pode viver a plenitude da felicidade.
Em suma, o machismo não traz benefício real a ninguém, mas se prevalece sobre a mulher para seus caprichos inferiores, sempre é fruto de esbulho.
O homem resovido ama a si mesmo, e tem, por isso, a capacidade de amar plenamente as mulheres. O amor a si implica o amor aos outros, sem distinção de sexo.
Posted by: Flávio Tadeu | novembro 25, 2005 1:04 PM
horvallis, jah ficou provado faz tempo que vc nao sabe ler - lembra do meu "pai juiz"?. o piadista nao sou eu, eu nao tenho nada a ver com isso, achei a piada idiota, na verdade, nao eh nem piada, pois nao tem graca nenhuma, achei o tal video que a denise mencionou uma coisa hedionda e desafio voces a encontrarem afirmacoes machistas/chauvinistas lah no LLL. por favor, nao coloque palavras na minha boca. o que estou falando aqui nao tem nada a ver com isso e, se voce nao entendeu, paciencia. alex
Posted by: alex castro | novembro 25, 2005 11:12 AM
leila, hoje a folha publicou as seguintes informações sobre a violência contra as mulheres:
- 27% das paulistanas
- 34% das mulheres na zona da mata pernambucana
- 61% das mulheres em cuzco, peru (maior índice)
- 13% das mulheres no japão (menor índice)
Posted by: anna | novembro 25, 2005 11:09 AM
Piadista (Alex Castro),
Aposto que somente os imbecis riram !
Não se trata de uma piada. Os homens dos países muçulmanos, que inventaram essa frase a levam mesmo muito a sério. Por isso, não somente, batem nas mulheres mas também as mutilam com ácido clorídrico. As escravidão das mulheres é tão divertida !
Você, Piadista, com certeza se divertiu muito com o post de Leila, abaixo, sobre as mulheres na Africa muçulmana, pois a sua piada é um resumo da situação delas. Tenho a certeza que com todos os detalhes posto por Leila no seu artigo, você morreu de rir.
Posted by: horvallis | novembro 25, 2005 10:00 AM
Leila, como sempre um excelente post, com muita informação e agradável de ler ( embora o assunto seja extremamente desagradável...). Realmente precisamos ter tolerância zero.
Infelizmente o Weblogger está fora do ar e o Nós por Nós não poderá participar deste Nós na rede.
Posted by: Viva | novembro 25, 2005 9:25 AM
A Mulher tem que viver livre da violência, ponto crucial para se criar um Mundo baseado na cultura de respeito aos Direitos Humanos.
Posted by: Ana Frank | novembro 25, 2005 9:19 AM
Leila,
Parabéns, parabéns, parabéns! Vocês mulheres merecem ser amadas, acariciadas, reconhecidas e acima de tudo respeitadas!
Vocês tem mais é que brigar pelo que acham certo, deixar de encarar o problema nunca foi e nunca vai ser solução, entendo o que o Alex quis dizer quando fez a analogia com o mendigo bêbado, mas discordo completamente, pois quem navega e diz desaforos na internet/blogosfera, não é mendigo bêbado, mendigo bêbado ninguém ouve, ou pelo menos ninguém leva a sério, mas aqui, muita gente ignóbil é levada a sério, até demais...
Abs, agora vou lá visitar a Denise e deixar meus parabéns pra ela tb!
Posted by: Thiago | novembro 25, 2005 8:53 AM
Continue sempre 'parecendo' ridícula. É por isso que todos voltam aqui de uma forma ou de outra. Também entrei nesse post coletivo dando sequência a fase Lima Barreto do meu espaço. Bj. A passagem pro Tahiti já chegou aí?
Posted by: gugala | novembro 25, 2005 7:02 AM
Leila, eu acho a violência contra a mulher uma das coisas mais deprimentes do mundo. Entre as poucas coisas que poderia enumerar que são piores do que isso, está a TOLERÂNCIA à essa violência. É isso.
Posted by: Renato K. | novembro 25, 2005 6:35 AM
Leila,
Excelente e muito informativo. Concordo com você sobre a tolerância zero.
Dê, você teve absolumente razão em denunciar o vídeo.
Talvez essas nossas reações, que não são ridículas, vão levar os autores das piadas a passar do humor nível "0" a humor nível "1", que já seria um progresso enorme pela humanidade.
O pobre do Alex & friends ainda não entenderam que se pode ser divertido sem ser vulgar e espiritual sem fazer piadas pornogrâficas !
Beijos.
Posted by: horvallis | novembro 25, 2005 1:38 AM
Leila, seu texto tá ótimo e muito informativo. Também descobri coisas que não sabia, como o caso das irmãs Mirabal.
Este certamente é um assunto que rende discussões infinitas, a começar pela forma como costumamos encarar palavras aviltantes aqui na internet. Confesso que ainda não passei por nada parecido no meu blog ou mesmo em caixas de comentários alheias, mas obviamente que acabo acompanhando discussões travadas em outros blogs e muitas vezes o sangue ferve.
Já me envolvi com um rapaz extremamente colérico e terminei rapidinho, quando percebi aonde estava me enfiando. Isso foi há mais de doze anos e nunca mais passei por nada nem parecido, criei anticorpos mesmo.
Tenho paúra de pensar em um dia voltar a viver um namoro tenso como foi aquele, mas a julgar por todas as pessoas com quem me envolvi depois (rapazes sempre muito pacatos e sensíveis, serenos) tenho certeza que isso não acontecerá. Ainda assim podemos deparar com trogloditas em ambiente de trabalho, na faculdade, no trânsito, no dia-a-dia, enfim, e certamente precisamos manter a cabeça fria, o que nem sempre é fácil.
Muito bom abordar este assunto, e espero que muitos homens dêem suas opiniões. :)
Beijos.
Posted by: Patrícia Köhler | novembro 24, 2005 10:40 PM
Que absurdo a quantidade de violência sexual que as mulheres sofrem, eu não sabia que era tão alto o índice. Uma vergonha! Fiquei assustado com as estatísticas que vc colocou no texto.
Leila, parabéns por não ficar quieta quando acha que algum cara tosco está sendo machista e tentando desmerecer as mulheres através de piadinhas, comentários maldosos ou qualquer outro meio. Muito bom o texto, muito bem argumentado.
E se a melhor resposta dos trogloditas na discussão política é através de xingamento sexual, eles não devem ser levados a sério. As pessoas apelam dessa forma quando percebem que não têm argumentos suficientes pra continuar uma discussãocom o níveo. Sempre que não se sabe o que falar, usa-se paravrões, tenta-se humilhar o adversário.
Posted by: Túlio | novembro 24, 2005 8:50 PM
eu nao disse que ninguem É ridicula. eu disse que PARECEM ridiculas quando se dignam a discutir a serio com gente q nao está discutindo a sério.
beijos,
Posted by: alex castro | novembro 24, 2005 8:27 PM
Bom, esse é um momento péssimo pra discutir questões sérias, porque ainda tenho 3 malas pra arrumar, emails pra responder e um post pra fazer, mas como acabei de chegar da minha primeira ceia de Thanksgiving e ainda estou em estado de graça por causa da torta de maçã com sorvete de baunilha... vou escrever umas coisinhas...
Alex, é o seguinte, cada um(a) tem uma forma de se relacionar na blogosfera e agente precisa respeitar todas. Eu não gosto de ir em blog de ninguém discutir e discordar... fiz isso nos primórdios, até entender a dinâmica da coisa e perceber que não adianta de nada, quero discutir alguma coisa, discuto lá no meu blog mesmo e evito dar nomes aos bois... mas respeito quem vai, é tudo uma questão pessoal, não tem o que é certo ou errado.
Não sei se você pensa que eu sou uma das amigas "ridículas" da Leila (mas me parece que sim), e se eu sou, se é por causa do caso de um vídeo nojento colocado em um dos blogs conhecidos por vocês e discutido por mim lá no SdeE. Se for (ou se não for), quero esclarecer uma coisa.
Eu nunca fui no blog do tal cara pra dizer que ele é machista, pra espernear e bater boca, até porque, definitivamente, acho que ali é caso perdido e não tenho nenhum interesse em discutir com ele. Foi ele quem discutiu comigo e apenas na lista Blog-left, não nos blogs.
Agora, aquem faz militância, seja da causa que for, precisa ter o "feeling" pra aproveitar uma boa oportunidade de passar sua mensagem.
Enquanto que algumas pessoas ficam achando que o que eu fiz foi espernear, o que eu fiz foi usar um bom exemplo de machismo baixo e barato pra levantar uma questão que gerou uma excelente discussão lá no blog, botou o mulherio (e uns homens bacanas, pra pensar) e rendeu muito papo.
Nunca dei o nome nem endereço do cara, usei o caso apenas como um "exemplo educativo". Isso não tem nada de ridículo, eu não estava histérica, nem exasperada... tava puta, sem dúvida, mas tudo foi muito bem pensado...
Ele chutou a bola, eu bati e fiz um gol... isso é o que vocês precisam aprender, esse tipo de discussão, que eu e a Leila levamos, vale a pena, porque enquanto os babacas acham que estão arrasando, eles só estão fazendo o que a gente quer, ou seja, servindo de (mau) exemplo... e bptando o mulherio pra pensar...
;-)
Beijocas a tod@s!!!
ps.: Leiloca, seu post foi um ARRASO, adorei o enfoque... agora vou terminar o meu... por enquanto, só tenho a música e a foto na cabeça...
Posted by: Denise Arcoverde | novembro 24, 2005 7:35 PM
Que verve Leila!
Leila for president!!!
Posted by: Roberson | novembro 24, 2005 4:41 PM
leila, acho que chega mesmo uma hora que não dá prá ignorar. prá pessoas como vc que se expressam tão bem, creio que deva usar esse TEU espaço para comentar e responder como e de que maneira quizer. crescemos ouvindo na rua, em alto e bom som e na frente de qualquer pessoa "elogios" do tipo "e aí tesuda", "fala gostosa" e fomos educadas a não revidar.já jovenzinha e de saco cheio de tanto desrespeito, passei a revidar. no iníco, respondia com palavrões ou então desprezando o que eles julgam tão sagrado, o falo.a alguns constrangi, a outros dei mais gás prá ser humilhada. então concluo que tudo continua como antes. dá pena de nossa humanidade.
um bom dia de ação de graças.
Posted by: anna | novembro 24, 2005 3:29 PM
É isso aí, Leila. Os iluminados sabem que a culpa toda dessas agressões contra as mulheres (online e offline) é das próprias mulheres!!! Quem mandou responder?
[]s
Posted by: Fernando | novembro 24, 2005 3:03 PM
Concordo em gênero (opa!!!), número e grau com o alex castro. Ao dar atenção a argumentos sem fundamento, vocês indiretamente estão dando razão a esses argumentos. É como se São Jorge fosse matar um dragão e de repente resolvesse pisar nas lagartixas no meio do caminho...
Posted by: Leitora Opinativa | novembro 24, 2005 12:41 PM
Vixi! Mandou bem o Alex. Matou a cobra e mostrou o pau!! (opa! com todo o respeito, hein meninas?)
Posted by: Marcio | novembro 24, 2005 12:30 PM
o que eu quero dizer é o seguinte.
imaginem que estão andando na rua e um mendigo bêbado grita que vocês são feministas mal-comidas. alguém vai se indignar? por causa de um mendigo perebento que dorme no chão?! alguém vai parar e contra-argumentar com ele que nao, vc transa com seu marido três vezes por semana, etc? com um mendigo idiota e cheio de cachaça?!
eu acho que a maioria das pessoas simplesmente apressaria o passo, faria tsc tsc e iria embora.
entretanto, quando a MESMA coisa acontece na internet, vocês ficam putas, gastam saliva, respondem aos insultos e ainda param pra explicar que não, não são mal-comidas, transam três vezes por semana e são muito felizes, etc.
desculpem, mas eu já vi isso muito pela internet e acho ridículo sim discutir com o mendigo bêbado.
na verdade, pior que ridículo, é contra-producente. os mendigos bêbados (on-line e offline) só querem é chamar sua atenção, te irritar, te deixar nervoso.
se você entra no jogo deles, se fica nervosinho, se fica indignado, se responde, eles ganham. é tudo o que eles querem. pode ficar CERTO que vão lhe provocar de novo e novo.
vocês é que alimentam, com suas respostas, os mendigos bêbados que lhes enchem o saco. quem xinga outros pela internet sao sempre pessoas desqualificadas mas ao responder a elas, ao abrir um dialogo com elas, vocês estão automaticamente qualificando-as!
meu conselho, que dou de coração, de boa fé, na amizade, é ignorá-los todos. vocês podem aceitar ou não meu conselho, mas a maior prova que foi dado de boa-fé é que qualquer leitor do LLL sabe que é assim que lido com os malas, reacionários, chauvinistas, e vermes em geral que aparecem na minha casa.
Posted by: alex castro | novembro 24, 2005 11:34 AM
eu falei na boa, mas tudo bem. um dos outros problemas de se estar na defensiva demais é que as vezes a gente contra-ataca até o que não foi ataque e daqui a pouco não consegue mais distinguir amigos de inimigos.
Posted by: alex castro | novembro 24, 2005 11:10 AM
Flavio, Márcio, André, _U1, vocês são bacanas, sorte das mulheres de vocês!
Marcos, eu também, mas aquela imagem tava muito pesada, e se ficasse como thumbnail tinha um quadrado azul em volta que estragava um pouco o visual.
Milton, estou ansiosa para ouvir o seu relato de viagem!
bjs a todos,
Posted by: Leila | novembro 24, 2005 8:34 AM
Guilhermina, daqui a pouco o Fernando pinta aí. E uma dica: ele é bem mais bonitinho do que o Dick Cheney.
Posted by: Leila | novembro 24, 2005 8:25 AM
Alex, eu sei que você está acostumado a ser xingado na sua caixa de comentários. Parabéns pelo seu sangue frio. Mas não é por isso que você vai achar que os outros blogueiros vão levar numa boa quando alguém os chama de ridículos e idiotas, mesmo que não seja ao pé da letra. Foi grosseiro.
Posted by: Leila | novembro 24, 2005 8:21 AM
Tolerãncia Zero para todos os preconceitos e discriminações de raça, gênero e grau! Tô contigo, Leila!
Posted by: Marcio | novembro 24, 2005 7:38 AM
leila, não minizei seus sentimentos. estou só dizendo que ridículo é dar trela pra idiota. vejam as caixas de comentários do LLL. todo dia tem algum troll a quem nunca dirigi palavra tentando me irritar e me agredir. vc acha eu vou fazer o que eles querem e me irritar? nada disso. seria dar confianca demais.... eu ignoro todos heroicamente....
Posted by: alex castro | novembro 24, 2005 6:21 AM
Leila, te acho linda, inteligente, equilibrada e com uma voz muito bonita. Ninguém com estes dotes pode ser ridícula ao se defender de agressões.
Posted by: Flavio Prada | novembro 24, 2005 4:51 AM
Só acabará o machismo quando acabar também o racismo e, principalmente a diferença de classe. Isto é, ou se elimina a desigualdade ou se é vazio e sem sentido falar em eliminação de diferenças de gênero e raça.
Só uma igualdade substantiva e não meramente formal poderá superar, senão em absoluto pelo menos em boa parte, o problema da diferença como ferramenta de opressão.
Posted by: _U1 | novembro 24, 2005 4:42 AM
Eu gostei mais da imagem que ilustrava a primeira versão do post.
Posted by: marcos | novembro 24, 2005 4:37 AM
Apressadinha, bem que podia ter esperado para o dia 25. Podia pedir para teu substituto e defensor Fernando postar na data correta.
Sede de holofotes?
Posted by: Guilhermina | novembro 24, 2005 4:32 AM
Não li o post e depois vou me desculpar com a Denise por não ter publicado nada. Estou saindo em viagem e estes momentos são meio apressados e confusos. Adoraria ter escrito sobre este tema, mas...
Um beijão para ti. (Vim aqui correndo quando te li lá no Gejfin dizendo que só conheces tuzinha da Verbeat... É uma pena.)
Posted by: Milton Ribeiro | novembro 24, 2005 4:30 AM
Leila, discutir falando em "sentimentos" já é jogo sujo :)
Entendo que a vigilância seja uma forma de denunciar comportamentos machistas que já nem sejam percebidos como tal. Mas ao se escolher injustamente o alvo, só se atrai antipatia e se banaliza o problema (e, claro, o difícil é justamente saber quando o ataque é necessário).
Além disso, acho muito mais eficiente conscientizar as mulheres de que as violências são inadmissíveis do que tentar educar homens que só merecem o desprezo, a solidão e a cadeia.
Mas enfim, só queria acrescentar que só agora em 2005 foi revogada no Brasil a legislação que permitia liberdade ao estuprador que se casasse com a vítima (ou pior, se a vítima se casasse com outro).
Posted by: andre lopes | novembro 24, 2005 2:10 AM
Sua resposta está tao boa, Leila, que nem precisa complementar.
Beijos,
Vanessa, orgulhosamente do time das "ridículas"
Posted by: Vanessa | novembro 23, 2005 10:51 PM
Alex, muitas vezes essas agressões partem de pessoas a quem jamais dirigi a palavra (ex, Raimundo e troll anônimo), portanto o seu conselho de "só conversar com quem vale a pena" não é suficiente para a gente sobreviver nessa selva. Para você pode parecer "ridículo" sequer prestar atenção ou responder às agressões. Mas para quem já tá de SACO CHEIO de ouvir esses porcos, chegou a hora de revidar. Talvez se você fosse mulher, seria mais fácil entender, em vez de se apressar em julgar e minimizar os nossos sentimentos.
Posted by: Leila | novembro 23, 2005 10:10 PM
Já volto, Leiloca...
Posted by: Denise Arcoverde | novembro 23, 2005 9:41 PM
Ridículas?!
Posted by: Denise Arcoverde | novembro 23, 2005 9:41 PM
por um lado, as piadas mantem vivos os preconceitos. por outro, sem senso de humor nao se consegue ir ateh a esquina.
realmente, vc e suas amigas sao defensivas demais e isso as vezes me parece ridiculo, palavra de um cara que ninguem nunca acusou de machista.
conversem com os homens que valem a pena. ignorem os q nao valem.
vcs parecem ridiculas justamente quando se rebaixam pra discutir com chauvinistas que nao querem discutir, soh querem zoar.
sabe aquela velha frase: as vezes, vc esta discutindo com um idiota... e ele tambem!
Posted by: alex castro | novembro 23, 2005 8:50 PM
Muito obrigada, Vanessa.
Estou curiosa para ver o seu post!
Posted by: Leila | novembro 23, 2005 6:19 PM
Leila,
depois venho aqui com mais calma comentar melhor este post tao impecável (aliás, depois dele, já nem sei mais o que escrever!). Por enquanto, só queria dizer que esses xingamentos que voce andou ouvindo sao inacreditáveis. Realmente, é de dar nauseas imaginar que voce teve que "ouvir" coisas desse nível e, pior, em conversas que deveriam ser, no mínimo, mais inteligentes. Que horror.
Beijos,
Vanessa
Posted by: Vanessa | novembro 23, 2005 5:45 PM