Política de Bush agrava desastre do Katrina
O presidente George W. Bush finalmente se mancou e decidiu voltar ao trabalho (dois dias antes do final previsto para suas férias), para fazer um pouco de relações públicas e dar impressão que está liderando a estratégia de emergência para salvar as populações atingidas pelo desastre causado pelo furacão Katrina. Mas fica difícil esconder o fato de que muitas tragédias poderiam ter sido evitadas, se o governo tivesse investido com antecedência num esquema efetivo de evacuação da população mais pobre, e que obviamente dependia totalmente da ajuda do Estado para escapar das suas cidades e obter abrigo adequado. Outro problema grave é que a Guarda Nacional, principal responsável por ajudar populações em caso de desastres naturais, tem boa parte de seus membros atualmente lutando no Iraque. No estado de Louisianna, 35% das tropas da Guarda se encontram no Iraque, enquanto no Alabama, também fortemente atingido pelo furacão e enchentes, o número sobe para 40%.
Não podemos esquecer também - como lembrou a nossa amiga cientista Lucia Malla em uma discussão na nossa lista blog-left - o papel do Global Warming no aumento da força de intempéries no mundo ultimamente. E o governo Bush tem negado todas as evidências científicas sobre isso e se recusado a adotar novas políticas ambientais para reduzir a emissão de gases poluidores, bem como se negado a aderir ao Tratado de Kyoto das Nações Unidas para evitar a mudança de clima global.
UPDATE EM 1/9: Bush deu uma entrevista hoje na ABC (Good Morning America), com uma falsa cara de compungido (aquele jeito dele de fingir consternação com canastrice, quase querendo rir), sobre o que governo está fazendo ou poderia ter feito para combater a emergência na Louisianna e Alabama. Numa demonstração total de cinismo (ou burrice), Bush afirmou que "ninguém esperava que os diques de New Orleans se rompessem". Meu Deus do céu! Até eu já sabia que isso era possível depois de ler um post antigo sobre a cidade no blog do Idelber. Como mostra o Daily Kos, a própria Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) colocou a inundação de New Orleans como um dos três mais prováveis e maiores desastres que poderiam acontecer nos Estados Unidos (veja neste artigo aqui de 2001), ao lado de um terremoto gigante em San Francisco e um novo ataque terrorista a Nova York. O Governo Clinton criou um programa para reforçar os diques, e também para preservar ecologicamente as wetlands entre New Orleans e o Golfo, a fim de evitar maiores inundações, e o Governo Bush cortou os fundos, cancelou as medidas e promoveu desenvolvimento comercial de construções nas wetlands. Louisianna pediu do governo verbas de $60 milhões para investir no programa de Flood Control esse ano, mas recebeu apenas 10 milhões (esse dinheiro, em termos de construção nos EUA, é puro trocado). Enfim, as evidências são claras.
Comments
Um pouco tarde, mas vale a pena recordar para o Fernando que dos 34 países Partes do Protocolo de Kyoto, os EUA contribuem com 36,1% do total de emissões, seguido da Federação Russa com 17,4%, Japão com 8,5% e Alemanha com 7,4%. Os demais países individualmente tem percentuais pequenos (dados do ano base de 1990, conforme tabela constante no Protocolo de Kyoto, que pode ser acessado, na íntegra na página http://www.mct.gov.br/clima/quioto/protocol.htm#tabela. À época, China e Índia (citadas) não eram suficientemente industrializadas para representar perigo. Claro que não fizeram parte do protocolo por razões de cunho ideológico, mas buscar nesses países uma saída para a irresponsabiliade dos EUA... por outro lado, os controles ambientalistas existentes nos EUA não são tão desenvolvidos assim como se pensa. Uma leitura do site do EPA e do INECE - International Network for Environmental Compiance and Enforcement (http://www.inece.org) dá uma boa visão da situação por aí. Convém dar uma lida, também, na relação de setores/fontes emissoras, e será interessante verificar que o the american way of life é, de fato, o maior consumidor de energia do mundo e, por conseguinte, possui a indústria mais poluidora do mundo. Os fatores ligados à agricultura, predominantemente associados aos países do "terceiro mundo" são poucos, se comparados ao total da lista.
Só para terminar, em 48 anos de vida aqui no Rio Grande do Sul, jamais tinha ouvido falar em ciclones. Pois bem, hoje (02.09) estamos enfrentando o segundo em menos de um ano. E este com ventos de até 90Km/h aqui em Porto Alegre, o suficiente para ter me impedido de andar na rua. O que é isso senão mudanças climáticas causadas pela poluição? Catástrofes naturais certamente não são. abs
Posted by: afonso | setembro 2, 2005 2:39 PM
ensaiada
Posted by: Laurinha | setembro 2, 2005 8:02 AM
As entrevistas de Bush sao simplesmente ridículas. "the folks of New Orleans need our help! We will help the folks! It's hard work! Things will be under control!"...WTF!!! Será que esse cara sabe dizer 2 frases, sem chamar o povo de Folks, e sem ler de um papel uma coisa completamente ensaida, sem alma, sem compaixão... não senti nenhuma firmeza nele. vi um total ~detachment~ da situação. Que papelão!
Posted by: Laurinha | setembro 2, 2005 8:02 AM
Megui, acho que sempre tem gente disposta a se enganar e iludir, e a engolir os talking points do governo, da Fox News e Cia. Mas a popularidade do presidente está caindo drasticamente, já estava caindo antes desse desastre, acho que ele vai perder ainda mais eleitores.
André, sobre os reparos, eu já me posicionei aqui na caixa de comentários.
Ge, sem problemas.
Posted by: Leila | setembro 2, 2005 7:10 AM
Olá Leila, Depois de ler o seu comentário adicionei-o à minha página no multiply, já que reflete bem meu ponto de vista, coloquei a fonte ao fim do artigo, espero que não se importe.
Posted by: Ge Nascimento | setembro 2, 2005 6:34 AM
Leila, embora eu já tenha visto declarações de gente que refuta qualquer preocupação ambientalista pela crença de que o fim está próximo (muito mais forte nos EUA do que em qualquer outro lugar do mundo), ainda me parece que ela é mais fruto da ideologia de que nenhum tipo de controle pode ser exercido sobre as atividades econômicas, não importando as conseqüências a curto ou longo prazo. Decididamente, eu não entendo a direita.
Concordo com os reparos feitos, inclusive pela própria Lucia Malla. Devagar com o andor que o Global Warming é de barro.
Posted by: andre lopes | setembro 2, 2005 6:00 AM
Minha única curiosidade é em relação aos eleitores do Bush. Qual será a opinião deles?
Posted by: Megui | setembro 1, 2005 11:09 PM
Eu e o dan temos conversado muito sobre isso. Nem tenho muito o que comentar, Leila. Você já falou tudo.
Posted by: Megui | setembro 1, 2005 11:08 PM
He he he, Lucia, o Google pega comments também? Bem, deixa eles virem, and we'll rip them into pieces.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 3:13 PM
Fernando! Fala baixo essa coisa de ID senao a Leila vai ser invadida por "religioxiitas"...
Vc viu q eu pus um selinho do FSM no meu blog? ;-)
Posted by: Lucia Malla | setembro 1, 2005 3:02 PM
Fernando, lamentavelmente, as pessoas que acreditam no Great Cloud Being vão sempre arrumar uma desculpa para achar que ele está certo.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 2:05 PM
Leila, tem razao, talvez deveria ter sido mais claro. Vc nao fez esse link direto, realmente. Mas tem aparecido por ai'. Em termos de global warming, concordo absolutamente. A sabotagem e' latente, sorrateira e venenosa; e sem duvida inclui a Casa Branca atual. Isso nao se discute.
[]s
PS = E onde fica o Intelligent Design nisso tudo? Afinal de contas, qual e' o masoquista que ainda vai rezar pra "entidade superior" que planejou Katrina?
Posted by: Fernando | setembro 1, 2005 1:43 PM
Fernando, nem passou pela minha cabeça que você estivesse fazendo uma crítica aos ambientalistas. A impressão que me deu é que você se incomodou por eu ter colocado o global warming no meio da discussão, pela falta de provas de que haveria uma ligação direta com o Katrina. Mas não se trata de culpar o global warming pelo Katrina, e sim de alertar para a importância de políticas preventivas contra o global warming, que poderá com certeza gerar desastres semelhantes a esse no futuro - políticas essas que o governo Bush têm sabotado.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 12:58 PM
Leila, meu comentario nao foi dirigido ao post necessariamente, mas a outros comments que andam pipocando na blogosfera. Ate' pq o seu post e' claro em apontar isso que vc falou. Eu tb nao estou defendendo posicoes indefensaveis aqui. O fato e' que a posicao intransigente dos EUA nao e' o unico problema, apesar da posicao de destaque. Por outro lado, como mostra o desmatamento continuo da Amazonia, pedir para que os trabalhadores rurais parem de cortar arvores nao e' suficiente. E' preciso achar uma forma viavel para que isso aconteca. As vezes pode nao ser claro, mas eu estou longe de fazer apologia a destruicao ambiental.
Acho que o problema da direita e da elite politica em geral e' que eles sempre defendem os interesses corporativos em primeiro lugar. Mesmo quando o meio ambiente e' mencionado, isso e' um mero jogo de PR. Depois tem todo aquele preconceito de achar que isso e' coisa de hippie, abracar arvore, etc. As pessoas que inteligentemente combinam desenvolvimento equilibrado com preservacao ambiental sao muito poucas, infelizmente.
[]s
Posted by: Fernando | setembro 1, 2005 12:34 PM
Juli, vou passar meu telefone por e-mail pra você.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 12:07 PM
Leila, obrigada pela atenção. Estou indo sábado de manhã mas um amigo meu decidiu ir comigo de última hora.
Aqui no trabalho está uma loucura e eu estou sem tempo para pensar em nada, desculpa não ter mantido contato com vc.
Caso vc esteja ocupada com a sua sogra, tudo bem. Não sei muito bem qual será minha agenda lá, não progamei nada sério mesmo, vou decidir fazer as principais atrações, sair sábado a noite. Vai ser tudo decidido de última hora mesmo.
Talvez, se for possível vc ir,poderíamos jantar.
Posted by: Juliana Cavalcanti | setembro 1, 2005 11:42 AM
Criminoso.
Posted by: pecus | setembro 1, 2005 10:40 AM
Anna, você vê muita gente aqui também comentando que as cenas parecem de êxodos e refugiados de Terceiro Mundo. A reação do governo, para mim, foi bastante tardia.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 8:51 AM
Fernando, eu também coloquei a falta do plano de emergência como o ponto principal. Mas esse é o momento certo de lembrar a urgência de se estabelecer medidas de diminuição dos greenhouse gasses, e o governo Bush até agora só tem trabalhado para negar os dados científicos que comprovam a existência do aquecimento global. A política do governo É negligente com o futuro da população, dentro e fora dos Estados Unidos. Não tem como separar uma coisa da outra.
Outro dia um amigo meu comentou que talvez esse desprezo da direita às questões do meio ambiente tenha a ver com a crença religiosa no inevitável dia do apocalipse e juízo final, e de que eles, como "bons cristãos", serão o povo escolhido para sobreviver.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 8:49 AM
leila, interessante. acabei de comentar no bilis que as fotos que vi no jornal da tragédia me parece não ter sido nos estados unidos. e aqui você me respondeu. não houve vontade política mesmo! é... o pobre é pobre em qualquer lugar deste planeta.
Posted by: anna | setembro 1, 2005 8:47 AM
Condivido com varios pontos levantados aqui, mas acho que existe um pouco de idealismo que obscurece ou ate' vai em contra do objetivo final. O problema com Kyoto nao sao so' os EUA, mas tb a China e outros paises que ficam de fora da discussao (talvez por ideologia, sei la'). O consumismo de muitas nacoes em crescimento e' um componente essencial do desastre ecologico que se aproxima no horizonte. Nao digo que as nacoes industrializadas nao tenham sua parcela de culpa, mas olhar para esse lado somente me parece um erro grave. Ate' pq os controles ambientalistas que existem nos EUA sao ate' maiores do que em paises como a India e a China.
Por outro lado, o crescimento desorganizado e' resultado de varios componentes que vao alem da ganancia capitalista. Os mortos do tsunami, por exemplo, foram gananciosos? A culpa e' do turismo burgues (no linguajar de alguns)? Como deveriam os governos destes paises ter se prevenido? Como evitar que as faixas menos favorecidas nao acabem sofrendo as maiores consequencias economicas com as restricoes ambientais? Porque no fundo, tudo isso custa dinheiro tb.
Enfim, acho que a conexao Katrina-efeito estufa e' um pouco tenue para levar a conclusoes (como bem disse a nossa "expert" Lucia Malla). O "x" da questao aqui e' que nao houve prevencao suficiente ou plano de emergencia adequado. Nao houve plano de seguranca, nem consideracao aos que nao tinham meios financeiros de sair da cidade, ate' pq o automovel tb e' um meio de discriminacao aqui nos EUA. O despreparo e' evidente nesse aspecto.
[]s
Posted by: Fernando | setembro 1, 2005 8:42 AM
Flavio, estamos lutando para isso!
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 7:24 AM
Daniela, o Bush passou 20% do seu mandato até hoje em férias. Isso num país onde a maioria dos trabalhadores tira apenas 2 semanas de férias por ano.
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 7:23 AM
Lucia, eu não coloquei o Katrina como conseqüência direta da falta de adesão ao tratado de Kyoto. Talvez o furacão tivesse força idêntica mesmo sem aquecimento global. Mas o que existe, sim, é uma negligência do governo Bush ao não tomar medidas preventivas contra o aquecimento global, que PODE ser a causa desta e de outras tragédias naturais no futuro. Bjs,
Posted by: Leila | setembro 1, 2005 7:22 AM
É impressão minha ou o Bush está sempre de férias?
Posted by: Daniela | setembro 1, 2005 3:21 AM
Leila, seu post estah otimo. Acrescento aqui o q saiu no ultimamente pra-la-de-acido Der Spiegel (eu adoro esse jornal...): um artigo excelente sobre todas os FATOS do governo Bush - e eh claro q eles apontam aquelas q poderiam de alguma forma ter diminuido os efeitos do impacto sobre a populacao de New Orleans.
http://service.spiegel.de/cache/international/0,1518,372455,00.html
Acho tbm q nao deve ser colocada relacao causal, afinal nao eh PORQUE os EUA nao aderiram a Kyoto q HOUVE o Katrina. Catastrofes naturais acontecem, ponto. O q se discute eh q essas catastrofes realmente podem aumentar em frequencia no planeta dado o aumento da temperatura dos oceanos e atmosferica. E esse aumento de temperatura estah vindo em parte pelo excesso de CO2 q a acao humana tem fomentado.
Esse eh o momento pra se discutir aquecimento global e medidas serias. Discutir como reagiremos frente as mudancas naturais q estao pra lah de provadas q estao acontecendo.
Bjs - e valeu pela citacao! :-)
Posted by: Lucia Malla | setembro 1, 2005 12:57 AM
Leila, me permito colar o comentário que deixei no blog do Idelber, já que o tema é New Orleans.
"O que ninguém queria aconteceu. O mítico berço do jazz destruído e com previsão de longa reconstrução. Pior ainda, com um saldo de mortos que sobe a cada instante e já se contam às centenas. Profundamente lamentável, porém também oportunidade de mais uma vez se fazer uma reflexão de como estamos sendo negligentes com a questão ambiental. A ocupação irracional do território e todas as consequências climáticas derivadas de nosso modo de vida consumidor nos farão assistir mais desses espetáculos dantescos. Poderêamos discutir isso na lista pois nesse sentido, não tem muito a fazer, tem TUDO ainda a ser feito. Reverter a inércia ensandecida da produção consumista parece até uma idéia profana, tal a dificuldade ideológica de se enveredar pelo tema. Porém o preço é claro e patente. Infelizmente, enquanto morrem pobres e negros a coisa parece que não é tão grave, os mortos são tratados como números. Um grande abraço de solidadriedade e conte comigo para as lutas de que falei."
Infelizmente os EUA, ao menos o de Bush, nunca irá assinar um tratado como o de Kioto que preve exatamente uma mudança em padrões de consumo e produção. Esse maluco promove guerras para acelerar ainda mais a economia, imagine se vai aderir a uma política que pressupõe controle e quebra de paradigmas. Ei, voces aí nos EUA, mudem de governo po.
Posted by: Flavio Prada | agosto 31, 2005 11:45 PM
Muito bem lembrada a questão do exército. Eles devem estar preocupados com suas famílias. O que me deixou mais atônita foi o relato das brasileiras que estão no estádio, onde há muitos mortos, brigas e suicídios. E pior, dizem que a imprensa nos EUA não está mostrando isso.
Terrível!
Bjs, Lili
Posted by: Lili | agosto 31, 2005 4:14 PM
A nossa antipatia pelo Bush faz com que esta catástrofe não tenha a conotação emocional entre nós que outras em outros lugares provocam, eu não chorei vendo as imagens. triste realidade.
Posted by: laura | agosto 31, 2005 3:53 PM
Pô, Afonso, e eu? Eu moro nos EUA!
Posted by: Leila | agosto 31, 2005 2:37 PM
Ssshhh, Afonso. Se os neocons escutarem isso, e' capaz deles classificarem os furacoes como WMDs e invadirem algum outro pais, pra variar.
Posted by: Fernando | agosto 31, 2005 2:27 PM
O consolo, se é que isso serve de consolo, é que se o mundo for para maus caminhos, eles também acabam indo junto. Ou será que os americanos se imaginam imunes à natureza? bjs
Posted by: afonso | agosto 31, 2005 2:15 PM
Erramos: mais de mil mortos no Iraque, não... quase mil... desculpe
Posted by: Lou Salomé | agosto 31, 2005 12:37 PM
Populaçao pobre e afro-descendente. Alias eu fiquei boba quando soube que a maior parte do exército da Lousiana tava no Iraque. Beijao Leila.
Posted by: Ana Lucia | agosto 31, 2005 12:25 PM
Marcio, true. Mas há uma população pobre significativa nos estados atingidos pela cheia do Katrina.
Lou, estou torcendo para que a popularidade dele caia ainda mais. Acho que o governo já devia ter investido pesado numa forma de reforçar os diques de New Orleans, ou de evacuar e colocar abrigos à disposição antes que a enchente acontecesse. Agora, me parece um pouco tarde pro Bush ter acordado e saído das férias.
Posted by: Leila | agosto 31, 2005 12:07 PM
Katrina e mais de mil mortos no Iraque. Será que ele aguenta? Concordo com seu post, e não é só na passagem do furacão que muita coisa poderia ter sido evitada, né? Beijo
Posted by: Lou Salomé | agosto 31, 2005 12:07 PM
Mesmo assim, Leila, não é nada que se compare ao terceiro mundo. Qualquer chuva mais forte na India, por exemplo, resulta em milhares de mortos; na África, nada menos do que 30% da população vai morrer de AIDS nos próximos anos; e no Brasil, são 50 milhões abaixo da linha de pobreza...
Posted by: Marcio | agosto 31, 2005 12:04 PM
O pior é que faz sentido.
Posted by: pecus | agosto 31, 2005 11:38 AM
Mas Márcio, inundações não são novidade nos EUA... Estados do Sul sofrem muito com isso, de tempos em tempos. E quem está pagando mais o pato é a população mais pobre - que tem aumentado, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza nos EUA se elevou em mais de 1 milhão no último ano.
Posted by: Leila | agosto 31, 2005 9:15 AM
Parabéns pelo excelente post, Leila - concordo inteiramente. E como tudo tem um lado bom (menos os discos do Fagner...), a parte positiva da menina Katrina é deixar 'a nu' essas bobagens do governo Bush; além disso, em nós terceiromundistas, não dá pra esconder uma pontinha de malvada e diabólica satisfação, ver os todopoderosos United States of America convivendo com imagens e fatos tão comuns para nós: desabrigados aos montes, mortos por enchentes e desabamentos, falta de agua, de luz e de comunicação, atendimento precario ou inexistente...
Posted by: Marcio | agosto 31, 2005 9:06 AM