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Obama hits the ground running

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Foto UPI

Republicanos permanecem do lado errado da História; mídia tenta lhes dar relevância, mas aprovação popular é para Obama e democratas

As primeiras duas semanas do Governo Obama já promoveram uma boa parte das mudanças prometidas em campanha, revertendo uma longa lista de medidas reacionárias de Bush, e imediatamente colocando em votação no Congresso um pacote de estímulo à economia. O mundo comemorou o anúncio do fechamento da prisão de Guantanamo nos próximos 12 meses, e o retorno do financiamento a entidades de planejamento familiar internacionais que haviam sido barradas por supostamente "promover aborto". Esta semana, o que mais agitou o noticiário foi a votação do pacote econômico.

O pacote de estímulo à economia é um conjunto fantástico medidas - sem paralelo a não ser o plano New Deal - para melhorar a infraestrutura do país, com ênfase na energia, investimentos em educação, saúde, para criar milhões de empregos e oportunidades para as empresas, além de medidas de bem estar social como expansão do seguro desemprego, cortes de impostos para os trabalhadores, auxílio para compra de medicamentos e tíquete-alimentação para os pobres. Outros pacotes ainda virão nas próximas semanas, mas esse é o maior e mais urgente.

Na contramão da história, o Partido Republicano resolveu votar "não" em bloco ao pacote de Obama na Câmara dos Deputados (House of Representatives). Eles argumentavam que havia no meio da lei alguns gastos "frívolos" com os quais não concordavam, e pediram mais cortes de taxas para empresas. Obama e os democratas aceitaram retirar os pontos mais criticados pela oposição mas, mesmo assim, os assholes votaram contra o pacote. O que não adiantou nada, já que o Partido Democrata conseguiu tal maioria no Congresso, após as eleições, que pode tranqüilamente passar leis sem apoio dos republicanos.

O modus operandi do Partido Republicano vai ser semelhante, ao que parece, ao tempo do Governo Clinton. Fazer tudo do contra, independente do que beneficie a população americana, só para tentar prejudicar o partido adversário e marcar posição. Até aí, tô pouco me lixando, eu não esperaria nada diferente deles mesmo. Mas o que me irritou foi ver o espaço que a mídia deu aos políticos republicanos, que criticaram e ridicularizaram o pacote econômico (dá dinheiro para Arte! Dá dinheiro para refazer a grama do Capitol Mall em Washington! - coisas que obviamente geram empregos e movimentam setores da economia, mas republicano adora pegar um títulozinho e depois usar como mote para seus talking points em programas da Fox News e Rush Limbaugh).

Se você ligasse a TV ou rádio semana passada, poderia ter a impressão que a pessoa mais importante no cenário político americano era o líder da minoria dos Deputados, o republicano John Boehner, e não Obama ou mesmo, em menor escala, a Nancy Pelosi, líder da Casa que trabalha duro para articular as votações com sucesso. Vários comentaristas do noticiário reclamavam que Obama e os democratas não estavam sendo suficientemente "apartidários" nessa questão. Ah, tá. Então os caras que ganharam a eleição com maioria acachapante e ainda se deram ao trabalho de escutar o partido minoritário, além de mudar termos da lei para tentar ser mais palatável para os adversários, são os radicais da história, enquanto os republicanos, que votaram não (obrigando todos os deputados do partido a fazerem o mesmo) são os razoáveis nessa história. Me poupe!

Felizmente, com a liderança de Obama, os democratas não estão se acovardando diante dessas pressões. Nos bastidores da votação do pacote, o presidente Obama disse, a republicanos que estavam enchendo o saco exigindo mais mudanças: "Eu ganhei a eleição". Ha ha! Newsflash: quem tem capital político de sobra agora é o Obama, não esses Boehners, McCains e Canters da vida...

Comments

Infelizmente a coisa não é tão simples assim. O plano Obama vai aumentar o déficit público e causar mais déficit fiscal. Vale lembrar que a crise iniciou-se em projetos dos democratas (liberando financiamento via Freddie e Fannie com subsídio do governo). Entretanto o mais importante é identificar quem pagará por esses déficits.

Essa coisa de dizer que gastar com isso ou aquilo cria empregos demostra sua falta de conhecimento em economia. Tais "empregos" têm custos que serão repassados a quem? Alguma idéia? Eu te ajudo: o governo não produz riqueza, toma-a de quem produz mediante impostos.

Agora me responda: você acredita mesmo que taxando mais os "ditos" ricos (Lembrando que os próprios funcionários do Obama não pagam devidamente impostos), isso irá mesmo resolver o problema de desemprego? Quer dizer, você taxa mais as empresas na expectativa de obter mais recursos para "criar mais empregos" via gastos governamentais. Entretanto, maior taxação pode (e vai) levar a menor taxa de produção (e a crise já começa a afetar a produção). Com menor produção, têm-se menos riquezas e, como consequência, menos Tributação, ou seja: menos dinheiro pro Obama gastar na criação de empregos.

Depois, os EUA ainda são uma democracia e os republicanos, embora minoria, têm uma certa representatividade. Ganhar uma eleição de forma "acachapante" não dá o direito à tirania, minha filha.

Leila.
Eu torço para que tudo possa durar e perdurar. O inicio jà demonstra a que veio Obama. Espero mesmo que saiba tambèm domar as forças ocultas que sempre torcem o nariz pra quem age justamente e com coerencia.
A pare isso, obrigado pela visita e comentàrio.

Leila, eu fiquei impressionada com a quantidade de coisas (otimas) que Obama ja fez. Eu esperava um pouco mais de lentidao, cada dia, a gente le nticias de mais um novelo que ele desenrolou depois das presepadas de Bush. Estou muito feliz por ele estar sendo tao coerente com o que prometeu.

Leiloca,
Acho que a midia vai continuar "isenta" por um bom tempo, afinal se viciou com dois mandatos republicanos... Mas tenho fé que as coisas mudam, coitado do Obama.

querida, coloquei teu nome num memê bem divertido que me mandaram, vê lá no meu blog.
Beijinhos!

Pra midia mudar não basta os democratas ganharem a eleição, né? infelizmente a isenção passa longe... e são dois mandatos republicanos!

Querida, botei seu nome num memê divertido lá no meu blog. Vê se dá pra você entrar...
beijos

Menina, é isto ai. Bom ler teu post, fica mais claro para mim, não tenho lido os jornais, ando cansada-olhos.
Obrigada pela visita, sempre gosto de te ver lá.
Viu as fotos da Katie na praia de Copa? tem no UOL.
Bj no filhote e em vc, Laura

I heart Obama.

O termo seria "bipartidários" e não "apartidários", não? Parece que foi essa a promessa de Obama, de governar ouvindo a minoria.

Acho que ele vem fazendo isso, e por mais que a mídia tente torcer as coisas, a população vai saber filtrar. Se o fazem aqui no Brasil, onde o poder da mídia é maior, e o massacre contra o governo, também muito maior...

 

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