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janeiro 31, 2009

Obama hits the ground running

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Foto UPI

Republicanos permanecem do lado errado da História; mídia tenta lhes dar relevância, mas aprovação popular é para Obama e democratas

As primeiras duas semanas do Governo Obama já promoveram uma boa parte das mudanças prometidas em campanha, revertendo uma longa lista de medidas reacionárias de Bush, e imediatamente colocando em votação no Congresso um pacote de estímulo à economia. O mundo comemorou o anúncio do fechamento da prisão de Guantanamo nos próximos 12 meses, e o retorno do financiamento a entidades de planejamento familiar internacionais que haviam sido barradas por supostamente "promover aborto". Esta semana, o que mais agitou o noticiário foi a votação do pacote econômico.

O pacote de estímulo à economia é um conjunto fantástico medidas - sem paralelo a não ser o plano New Deal - para melhorar a infraestrutura do país, com ênfase na energia, investimentos em educação, saúde, para criar milhões de empregos e oportunidades para as empresas, além de medidas de bem estar social como expansão do seguro desemprego, cortes de impostos para os trabalhadores, auxílio para compra de medicamentos e tíquete-alimentação para os pobres. Outros pacotes ainda virão nas próximas semanas, mas esse é o maior e mais urgente.

Na contramão da história, o Partido Republicano resolveu votar "não" em bloco ao pacote de Obama na Câmara dos Deputados (House of Representatives). Eles argumentavam que havia no meio da lei alguns gastos "frívolos" com os quais não concordavam, e pediram mais cortes de taxas para empresas. Obama e os democratas aceitaram retirar os pontos mais criticados pela oposição mas, mesmo assim, os assholes votaram contra o pacote. O que não adiantou nada, já que o Partido Democrata conseguiu tal maioria no Congresso, após as eleições, que pode tranqüilamente passar leis sem apoio dos republicanos.

O modus operandi do Partido Republicano vai ser semelhante, ao que parece, ao tempo do Governo Clinton. Fazer tudo do contra, independente do que beneficie a população americana, só para tentar prejudicar o partido adversário e marcar posição. Até aí, tô pouco me lixando, eu não esperaria nada diferente deles mesmo. Mas o que me irritou foi ver o espaço que a mídia deu aos políticos republicanos, que criticaram e ridicularizaram o pacote econômico (dá dinheiro para Arte! Dá dinheiro para refazer a grama do Capitol Mall em Washington! - coisas que obviamente geram empregos e movimentam setores da economia, mas republicano adora pegar um títulozinho e depois usar como mote para seus talking points em programas da Fox News e Rush Limbaugh).

Se você ligasse a TV ou rádio semana passada, poderia ter a impressão que a pessoa mais importante no cenário político americano era o líder da minoria dos Deputados, o republicano John Boehner, e não Obama ou mesmo, em menor escala, a Nancy Pelosi, líder da Casa que trabalha duro para articular as votações com sucesso. Vários comentaristas do noticiário reclamavam que Obama e os democratas não estavam sendo suficientemente "apartidários" nessa questão. Ah, tá. Então os caras que ganharam a eleição com maioria acachapante e ainda se deram ao trabalho de escutar o partido minoritário, além de mudar termos da lei para tentar ser mais palatável para os adversários, são os radicais da história, enquanto os republicanos, que votaram não (obrigando todos os deputados do partido a fazerem o mesmo) são os razoáveis nessa história. Me poupe!

Felizmente, com a liderança de Obama, os democratas não estão se acovardando diante dessas pressões. Nos bastidores da votação do pacote, o presidente Obama disse, a republicanos que estavam enchendo o saco exigindo mais mudanças: "Eu ganhei a eleição". Ha ha! Newsflash: quem tem capital político de sobra agora é o Obama, não esses Boehners, McCains e Canters da vida...

Posted by leilac at 10:02 AM | Comments (8)

janeiro 25, 2009

45 minutos na corda bamba, no topo do mundo

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O maravilhoso feito do francês Phillippe Petit virou documentário indicado ao Oscar

Eu era bem pequena na época, mas tenho uma vaga lembrança de ter visto essa matéria no Fantástico. Nos anos 70, não faltavam histórias de daredevils, mas essa foi a mais incrível de todas. Em agosto de 1974, o equilibrista e artista de rua francês Phillippe Petit conseguiu atravessar de uma torre à outra o World Trade Center, na corda bamba, numa aventura planejada por ele desde 68, quando leu uma notícia sobre a construção dos edifícios. Petit teve a ajuda de amigos franceses e americanos, que junto com ele se disfarçaram de operários para chegar ao topo das torres (que estavam nos retoques finais de construção). Com um arco e flecha, e um anzol na ponta do cabo, eles lançaram a corda bamba de uma torre para a outra.

Um fascinante documentário já premiado em Sundance em 2008, e agora candidato ao Oscar, narra toda a preparação para a histórica aventura do equilibrista francês. O clímax do filme, claro, é quando você vê as imagens da travessia na corda bamba, com Petit abusando da sorte - deitando, sentando na corda, acenando, andando de costas.... Enquanto policiais nova-iorquinos esperavam impacientes que ele pisasse no terraço do prédio, sem cair, para em seguida o levarem preso.

Assisti ontem em DVD aqui nos EUA, e se já saiu no Brasil, não percam. Aqui vai o trailer:

Posted by leilac at 9:01 PM | Comments (7)

janeiro 20, 2009

Posse de Obama ao vivo online

Dica para quem esta' trabalhando sem uma TV por perto: varias redes de TV americanas estao exibindo a cobertura ao vivo em seus websites. A melhor pagina que eu vi ate' agora foi a da ABC news, aqui.

Posted by leilac at 9:05 AM | Comments (2)

janeiro 17, 2009

Obama tá chegando

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O presidente eleito Barack Obama, que tomará posse daqui a 3 dias, decidiu refazer o mesmo trajeto que Abraham Lincoln percorreu de trem, há um século e meio atrás, de Philadelphia a Washington, D.C., parando em algumas estações para saudar a população e dar uma carona ao vice Joe Biden, em Delaware. Apesar das baixíssimas temperaturas, as estações no trajeto estavam lotadas de gente que foi ver e acenar para Obama. Ele fez um discurso para o público na estação de partida, em Philly.

Os preparativos para a cerimônia de posse na capital americana estão a todo vapor, hotéis estão lotados e moradores da cidade também estão emprestando sofás e quartos de hóspedes para familiares e amigos que vêm de longe para assistir a esse momento histórico. Mas em todo o país, muita gente também está preparando comemorações. Eu mesma fui convidada por uns conhecidos para uma grande festa na terça à noite, aqui mesmo em Sacramento. Não dá para deixar em branco a felicidade de acordar desses oito anos de pesadelo.

Posted by leilac at 11:19 AM | Comments (6)