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Convenção showbiz e clima família

Democratic Convention

Se família adorável ajuda a ganhar votos, o Barack Obama já levou essa (veja vídeo abaixo), porque dificilmente o clã McCain -- com a relação gélida de John e sua esposa hiper-plastificada, e filhos já crescidos - podem competir em carisma com Michelle Obama e suas filhas, que sempre roubam a cena. Na Convenção Nacional Democrata, ontem, além das meninas falando espontaneamente no palco, com o pai na telona, eu adoro a parte em que Obama deixa a esposa encabulada ao dizer ao público, após o brilhante discurso dela: "Agora vocês entendem porque eu fui tão persistente chamando ela para sair comigo várias vezes apesar de ela viver dizendo não..."

Outro momento "família" da noite de ontem foi a presença de Ted Kennedy, 76 anos e que está com um câncer cerebral incurável, mas fez questão de ir à convenção e discursar em favor do candidato que acredita ser capaz de levar os EUA a uma era melhor, comparável ao feito de seu irmão John Kennedy. "A causa de minha vida é essa esperança." Kennedy acha que Obama é capaz de reverter a atual situação de falta de acesso à saúde, racismo e outros preconceitos no país. Suas sobrinhas Caroline Kennedy (filha de JFK) e Maria Shriver (esposa de Arnold Schwarzenneger, governador republicano da California) estavam lá e se emocionaram com o discurso dele:

E vocês perceberam como o palco da convenção democrata tinha uma iluminação incrível, de fazer inveja ao American Idol e à transmissão do Oscar?

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Hoje à noite a expectativa é em torno do discurso de Hillary Clinton. Muitos eleitores dela continuam ressentidos que ela perdeu a indicação para a candidatura a presidente, e ainda não se empolgaram por Obama. O partido espera que, a partir do discurso de Hillary hoje, esses eleitores finalmente resolvam abraçar a campanha do candidato democrata à presidência dos EUA e dêem mais força para Obama sair do empate com McCain nas pesquisas.

Update:

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O discurso de Hillary Clinton não decepcionou. Ela estava alegre, sem demonstrar um pingo de ressentimento pela derrota na corrida pela candidatura do partido. Ela conclamou seus eleitores a lutarem para eleger Obama, de quem ela se diz "a proud supporter". Afinal, lembrou Hillary, "vocês fizeram campanha pensando em mim, ou naquela mãe com câncer, tentando criar seus filhos sem seguro saúde? Ou naquele soldado doente? Ou naquele menino e sua mãe vivendo de salário mínimo?", questionou, depois de contar histórias emocionadas de eleitores que lhe pediram para lutar por plano de saúde universal, a retirada das tropas do Iraque e melhores salários. Só Obama, afirmou Clinton, só o candidato Democrata, pode levar o país nessa direção. "Não podemos desperdiçar um só momento, um só voto. Nada menos que o futuro dessa nação e de nossos filhos depende disso." McCain, o candidato republicano, afirma Clinton, significa mais quatro anos iguais aos últimos oito anos de crise econômica, guerra, falta de diplomacia, favorecimento de poucos, redução de empregos, falta de acesso à saúde, pessoas perdendo suas casas próprias, péssima política energética e ambiental. "No way, no how, no McCain", disse a senadora, muito aplaudida.

Comments

Oi Leila,

Espero mesmo que o discurso da Hillary ontem tenha conseguido convencer @s eleitores dela a votarem para o Obama. Li um artigo da Susan Faludi (http://www.nytimes.com/2008/08/26/opinion/26faludi.html?ref=opinion) no NY Times que diz que 27% dos eleitores da Hillary estao dizendo que vao votar para McCain em protesto. Achei chocante, um absurdo, que essas mulheres que se dizem feministas possam votar para alguem como McCain.

Concordo com a Ana, mas acho que se a Michelle nao colocasse a carreira "on hold" para fazer o papel de mae e esposa ele nao teria nenhuma chance. Infelizmente nesse pais o candidato tem que promover a imagem de familia e crista com o "God bless America" no final de cada discurso.

Eu achei esse artigo comparando o background dos dois candidatos (Obama e McCain) bem interessante: http://www.huffingtonpost.com/johann-hari/if-you-really-want-to-und_b_121600.html.

Tudo de bom. Saudades.

Regina

eu prefiro o Obama por mil razoes e principalmente pelo o que ele representa pra populaçao afro-americana, mas a familia jah torrou o saco, e essa imagem da esposa que apesar de ter uma profissao fica atras do marido cuidando das crias, também me cansa.

Eu acho tudo isso um saco -- como diria Raul Seixas --, mas é necessário. Nos EUA é.

Beijo.

Oi Leila!
Sem duvida eles formam uma familia adoravel e os americamos amam um canditado com uma familia perfeita,apesar de que eu nao acredito muito nisso, esses politicos americanos sabem muito bem criar um clima de total harmonia familiar mesmo que estejam falling apart, claro que os Obamas podem estarem sim felizes mas toda essas declaracoes de amor em publico me parece exageradas demais e desnecessarias.Porque os canditados americanos usam tanto a vida pessoal pra ganhar eleitores? Se lembro bem os candidatos brasileiros nao fazem tanto uso publico de suas familias assim.
Mas vamos que vamos, eu vou de Obama com ou sem familia perfeita,acho que ele pode sim mudar a historia americana.
Abracos pra vc

 

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