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julho 17, 2007

Vendo o acidente de fora

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(foto de Rogério Cassimiro/Folha Imagem)

A repercussão do acidente da TAM aqui na imprensa dos EUA tocou em pontos como o caos no controle aéreo no Brasil, e houve menção do problema da interdição judicial (infelizmente revertida) daquela pista de pouso por falta de segurança. Na CNN, o locutor comenta que tem a impressão de que o número de bombeiros e paramédicos na cena parece ser insuficiente para a dimensão do desastre. Claro que fica difícil afirmar isso sem estar lá ao vivo, mas até admito que fosse o caso. De qualquer forma, não acredito que bombeiros pudessem ter salvo muita gente mesmo que fossem os mais numerosos e eficientes do mundo. Tudo indica que a maior responsabilidade recai sobre a ganância das empresas e a negligência das autoridades aéreas, que ignoraram a falta de segurança gritante e mantiveram o movimento de grandes aviões em Congonhas.

Eliane Cantanhêde, da Folha, resumiu muito bem: "O que explodiu hoje não foi só o Airbus da TAM. Foi também o resquício de credibilidade que ainda sobrava do sistema de vôo no país e a capacidade de o governo, no seu conjunto de órgãos responsáveis, gerir a situação. O que há é o caos. Junto com a dor, a perplexidade e a sensação de que não tem mais conserto."

Update em 18/07: Landing in Congonhas - Agora pela manhã, eu vi uma matéria boa na CNN, mostrando vídeos de aproximação e pouso em Congonhas vistos pelo cockpit de um avião, com bonitas imagens dos arranha-céus de São Paulo, e mostrando como a aterrissagem tem pouco espaço com chuva. Alguns pilotos chamam a pista do aeroporto de "aircraft carrier", justamente por ser curta para aviões grandes. O jornalista pegou os vídeos no YouTube, então eu procurei para ver se achava, e estou postando aqui:

este vídeo apareceu na CNN somente nos momentos finais (chegada com chuva)

Posted by leilac at 9:35 PM | Comments (12)

julho 12, 2007

A volta da mulher biônica

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Bionic Woman entre 1976 e 1976, com Lindsay Wagner...

E a partir de setembro de 2007, na nova versão, com Michelle Ryan (foto abaixo).

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A Mulher Biônica é um clássico da TV dos anos 70. Eu amava aquele seriado, que surgiu como spin-off do Homem de Seis Milhões de Dólares (aliás uma bagatela hoje em dia, ha ha ha). Anyway, Jaime Sommers tinha sido criada apenas para servir de interesse romântico e parceira de aventuras temporária de Steve Austin, e chegou a morrer - por rejeição das suas pernas biônicas, ooooh!!! Mas o sucesso da personagem foi tão grande, que o canal ABC resolveu trazê-la de volta à vida, criando uma série só para ela. Vejam abaixo um trecho maravilhosamente tosco do seriado, onde a Mulher Biônica parece ter mais dificuldade em lidar com seus cabelos louros do que com a areia movediça (outra personagem indispensável nos seriados dos anos 60 e 70). A cena inclui, claro, aquela corridinha em câmera lenta com o efeito sonoro "tchin tchin tchin", que toda criança da época imitava.

É certo que os espectadores do século 21 não são tão ingênuos e a versão 2007, que vem pelo canal NBC, vai trazer uma trama ágil e excelentes efeitos especiais e ingredientes para tornar a história mais atual e convincente. Eu gostei da escolha da atriz; o típico físico dela é bem diferente de Lindsay Wagner, talvez porque outra loura ficaria sempre vulnerável a comparações. Estou aguardando a estréia com curiosidade.

Posted by leilac at 8:33 PM | Comments (8)

julho 5, 2007

Flashback

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Um antigo colega me achou no orkut e me mandou a pérola acima. Nós estávamos em São Paulo, em janeiro de 1990, fazendo o Curso Abril de Jornalismo, onde jornalistas recém-formados, escolhidos num concurso entre universitários do Rio e São Paulo, eram convidados para estagiar nas revistas da Abril e ir a palestras com os melhores profissionais da editora, com tudo pago inclusive hospedagem (para os 4 cariocas do grupo). Foi nesse curso que vi pela primeira vez a máquina que fazia os primórdios do Photoshop nas modelos, especialmente as que posavam para a Playboy. Marcello, o rapaz à esquerda, e eu, a mocinha no canto direito, estagiamos na revista Veja. Okay, okay, podem rir do franjão e das calças com cintura altíssima, ou a camisa de manga enrolada (já desenrolada). Para ver a foto com mais detalhe, é só clicar e ampliar.

Posted by leilac at 8:34 PM | Comments (9)

julho 2, 2007

Bush anula decisão judicial e livra amigo da cadeia

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George W. Bush mostra mais uma vez o seu desprezo pela democracia, comutando a pena de Lewis Scooter Libby imediatamente após a decisão da justiça federal de manter a sentença do ex-assessor do governo em 30 meses de prisão - sem poder apelar em liberdade -, por perjúrio e obstrução de justiça, no caso do vazamento da identidade da agente secreta da CIA Valerie Plame Wilson para a imprensa (numa vingança de Cheney, chefe de Libby, contra o marido de Valerie, embaixador Joe Wilson, que desmentiu a informação do governo Bush de que o Iraque teria comprado urânio enriquecido na Nigéria, exagerando a ameaça representada por Saddam para justificar a guerra.)

O senador e candidato à presidência John Edwards disse bem: "George Bush e seus amigos pensam que estão acima da lei, e apenas os outros têm que arcar com as conseqüências de seus atos. A causa da Justiça igual para todos nos Estados Unidos sofreu um duro golpe hoje."

Libby está recebendo um tratamento bastante privilegiado. Pela lei americana, o presidente tem até direito de perdoar ou comutar uma pena, mas o procedimento normal é só conceder depois que o condenado já estiver preso, e se ele não apelar da sentença (o que não foi o caso de Libby). Em sua mensagem justificando a comutação, George Bush afirma que "respeita a decisão do júri", mas que achou a pena "excessiva" e por isso retira a parte da pena que prevê a prisão de 30 meses - uma declaração idiótica, já que um fato anula o anterior.

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Libby agora só precisa pagar a multa de 250 mil dólares (com os amigos que tem, não vai ser difícil) e dois anos de probation. Nenhum outro oficial do governo, mesmo sabidamente envolvidos no caso do vazamento, como Karl Rove, foram condenados no caso do vazamento do nome da agente da CIA, que comprometeu a segurança nacional. O procurador geral só conseguiu reunir provas para incriminar Libby por mentir à justiça e dificultar o trabalho da investigação. Mas todos sabem que Libby agiu por lealdade a seu chefe, o vice-presidente Dick Cheney, que, tudo indica, arquitetou junto com Rove a vingança contra o casal Wilson.

A prisão de Libby era a única coisa que dava um mínimo senso de justiça para quem se opõe à política do governo Bush de manipular os fatos e desrespeitar as leis impunemente. A senadora e candidata à presidência Hillary Clinton resumiu bem o sentimento:

"A decisão de hoje é mais um exemplo de que esse governo se considera acima da lei. O caso Plame surgiu da politização da inteligência e segurança nacional pela administração Bush, e dos esforços para punir e silenciar quem se declarasse contra essa política. Quatro anos de guerra no Iraque, e ainda vivemos as conseqüências do esforço da Casa Branca de esmagar o dissenso. A comutação da pena é o sinal claro de que nesse governo, favoritismo e ideologia passam por cima de competência e de justiça."

Posted by leilac at 7:43 PM | Comments (8)

julho 1, 2007

Por que eu assisto isso?, ou Mulheres de 20 x 40

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Americanos chamam isso de "guilty pleasure" (prazer com culpa): uma forma de entretenimento bem brega e superficial, mas que vicia. Depois que eu assisti às primeiras edições de "The Bachelor" e "The Bachelorette", achei que nunca mais perderia meu tempo com outro programa que seguisse a mesma fórmula gasta, ainda mais com o desprezo que tenho por essas mulheres que se submetem à humilhação de se enfileirarem e competir com outra dúzia de desesperadas pelo "amor" de um homem escolhido pela produção de TV, e que elas só conhecem depois que começa a gravação do reality show.

Mesmo assim, eu estava de bobeira semana passada e acabei sintonizando no "Age of Love", da NBC, em que um tenista australiano, Mark Phillippoussis, de 30 anos, tem a árdua tarefa de escolher uma entre 12 mulheres, com a diferença em que metade é da faixa de 20 anos, e metade, de 40 pra cima (tem uma moça de 39, mas sinceramente, eu tenho a mesma idade e acho que ela parece ter bem mais, com o pescoço flácido e um jeito de quem andou fazendo plástica ou no mínimo botox... Não acredito muito que ela tenha apenas 39. Anyway...) O objetivo do programa é um tanto cruel e humilhante para com as mulheres mais velhas, já que as moças de 20 anos não precisam "provar" nada. O próprio bachelor, coitado, fica numa situação difícil, pois para não ficar mal na fita, ele terá que manter uma proporção igual de mulheres mais velhas durante as eliminações, mesmo que ele não esteja nem um pouco interessado em nenhuma delas.

Eu não vejo problema nenhum e acho super comum uma mulher de 40 sair com um rapaz de 30, e acho que na vida real muitas dão de mil a zero nas moças mais novas. Mas acho que a produção do Age of Love podia ter caprichado bem mais no grupo das mais velhas, pois, sinceramente, no dia-a-dia eu conheço mulheres mais atraentes e bem conservadas do que as escolhidas para o programa. Talvez a dificuldade venha do fato que não muitas mulheres de 40 sejam tão idiotas a ponto de se expor à humilhação desse reality show. Ou seja, no quesito beleza, o grupo das de 40 perde feio para o grupo das de 20, mas não é pela idade e sim porque elas mesmo com 20 anos não eram lá essas coisas. No entanto, as candidatas de 40 são mais legais e no fundo o público deve acabar torcendo por elas. Até o último episódio, Mark parecia mais empolgado pela mulher de 39 e por uma mocinha de 21. A mais velha, de 48 anos (e com um filho de 25, fato que fez o tenista engolir em seco), tem jeitinho de menina e um corpo espetacular, e ainda está no páreo, mas acho difícil que ela seja escolhida no final.

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Fontes de Hollywood afirmam que uma das dificuldades para selecionar mulheres para esses programas à la Bachelor é que muitas das mais bonitas não passam no exame médico. Um dos problemas mais comuns e que barram possíveis candidatas é herpes.

Posted by leilac at 6:03 PM | Comments (12)