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março 29, 2007

Lost Spoiler Alert: Rodrigo morto ou vivo?

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Rodrigo Santoro aparece vestindo um agasalho do Brasil na cena do aeroporto

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Personagem Paolo acaba se dando mal

Finalmente os personagens de Rodrigo Santoro e Nielle Sanchez (Paolo e Nikki) conseguiram destaque no stephen-kingiano episódio de Lost que foi ao ar ontem nos EUA. Ficamos sabendo que eles são um casal de golpistas, portanto o terrível final que tiveram provavelmente não vai comover os espectadores do seriado - muitos deles, pelo que li nos blogs jornalísticos e fóruns de fãs de Lost, estavam exatamente torcendo para que eles morressem logo, porque suas aparições até o momento eram extremamente forçadas e desnecessárias, sem acrescentar nada à trama geral.

Agora, Rodrigo e Nielle pelo menos tiveram a chance de aparecer mais para o público americano. A moça é muito bonita, já seu talento como atriz deixa um pouco a desejar. Rodrigo também estava bonitinho e conseguiu demonstrar mais força dramática, mas ainda embolou a pronúncia de algumas falas - uma pena, porque nas entrevistas que ele deu para a TV americana, ele aparece bem desenvolto e com ótima pronúncia, nem parece que só aprendeu inglês há pouco tempo. Enfim, combinado ao sucesso do filme 300, o papel de Rodrigo Santoro em Lost ainda é capaz de render novos convites em Hollywood. Vou torcer.

Dois blogueiros amigos que também moram nos EUA e acompanham Lost já comentaram no post abaixo: será que os personagens de Rodrigo e Nielle ainda podem sobreviver? (Spoiler - não leia se não quiser estragar a surpresa). É que eles foram dados como mortos e enterrados ainda vivos (estavam apenas paralisados pelo veneno de aranhas) na areia da praia. É verdade que a probabilidade de eles morrerem sufocados antes de poderem reagir é maior, e afinal Rodrigo já voltou ao Brasil há um tempão, uma prova de que seu personagem já terminou as gravações em Lost. No entanto, Locke disse ao personagem de Rodrigo o bem no início do capítulo de ontem: "Nada permanece enterrado por muito tempo nessa ilha", enquanto Paolo tentava enterrar seus diamantes na areia.

Update em 30/03: Infelizmente, Nikki e Paolo morreram mesmo. Os escritores de Lost, em podcast no site oficial do seriado, explicaram que já tinham a idéia de incluir uma personagem atriz (Nikki) desde o fim da primeira temporada, junto com outro personagem que fosse seu namorado (Paolo). Depois de contratarem Rodrigo Santoro e Nielle Sanchez, e começarem a escrever a terceira temporada, os autores perceberam que não tinham muito espaço para incluí-los com destaque na série, que já é cheia de personagens, mistérios e tramas paralelas. "Fomos um pouco ambiciosos. É mais ou menos como você ir no supermercado e comprar um monte de comida, quando na verdade você não vai conseguir consumir tudo, e o negócio fica meses dentro da geladeira..." Os personagens de Rodrigo e Nielle foram então jogados fora, mas de forma, digamos, honrosa, com um capítulo bem escrito todo dedicado a eles. Para os autores, o episódio foi um dos melhores da temporada atual. Os escritores admitiram que muitos fãs reclamaram da entrada de Nikki e Paulo, surgindo do nada, mas apontam que foram justamente os espectadores que pediram a eles para dar atenção a outros sobreviventes da ilha que nunca tivessem participado do núcleo principal de ação, com falas.

Posted by leilac at 9:48 AM | Comments (20)

março 23, 2007

Capítulo emocionante na campanha americana

capt.6f4ebce7f72f44d3a8ee4fa66f763fbd.aptopix_edwards_2008_ncgb103.jpg O anúncio ontem de que o câncer de Elizabeth Edwards, 57 anos, esposa do candidato à presidência John Edwards, voltou, e não tem chance de cura, comoveu o público americano. Os dois vivem um casamento feliz, com dois filhos pequenos e uma filha adulta, mas já sofreram uma perda devastadora do filho Wade em 96 (aos 16 anos, num acidente de carro) e a descoberta do câncer de Elizabeth em 2004, inicialmente controlado com radio e quimioterapia. Numa demonstração de otimismo e coragem, Elizabeth e John Edwards deram uma surpreendente entrevista juntos, afirmando que vão continuar na campanha pela presidência dos Estados Unidos, independente do câncer. Elizabeth diz que ainda se sente bem, e, em suas próprias palavras, não quer privar o povo americano da possibilidade de eleger John presidente, e por isso faz questão que ele não desista da campanha por causa dela.

A postura do casal faz sentido especialmente levando em conta que a advogada Elizabeth Edwards sempre foi uma das principais dirigentes das campanhas do marido, defendendo de forma apaixonada uma plataforma política que inclui combate à pobreza, maior acesso aos planos de saúde (problema grave no país, onde a saúde é caríssima), reforço à classe média, retirada das tropas do Iraque e condução da política internacional de forma moralmente ética e com compaixão, recuperando a imagem do país diante do mundo.

Analistas políticos acreditam que esse infortúnio pode acabar ajudando a campanha de Edwards. O público vê o casal enfrentando uma situação difícil, trágica, e isso os torna mais próximos de uma pessoa real. Com o drama se desenvolvendo publicamente na mídia, eleitores que nunca tinham ouvido falar em John Edwards até então, passarão a conhecê-lo e se interessar por ele. E os inimigos políticos terão mais dificuldade em fazer jogo sujo com um homem que está enfrentando a iminente perda da esposa para o câncer. Ou seja, ataques como o de Ann Coulter chamando Edwards de "viado", algumas semanas atrás, serão vistos com horror pelo eleitorado.

Mas claro que o câncer de Elizabeth joga uma incerteza séria sobre a campanha. Se ela piorar muito nos próximos 18 meses, pode inviabilizar a candidatura de John, que pretende estar ao lado dela nos momentos mais difíceis do tratamento e da doença. A aposta de Elizabeth é que ela conseguirá sobreviver no mínimo mais 5 anos, que é a média dos pacientes de câncer de seio estágio 4 (com metástase) atualmente, devido aos avanços da medicina. Foi ela quem convenceu o marido a continuar na campanha. Ontem, ele resumiu o sentimento dos dois: "Nós já passamos por muitos momentos difíceis na nossa vida, e não vamos nos acovardar dessa vez."

Eu gosto do John Edwards como candidato e como pessoa. Espero que Elizabeth sobreviva o máximo possível e consiga testemunhar a vitória do marido, que ela tanto ajudou a construir.

Posted by leilac at 1:17 PM | Comments (14)

março 21, 2007

My Wishlist

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Josh Holloway (o Sawyer de Lost)

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Sendhil Rammamurthy (Suresh de Heroes)

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Heath Ledger

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Gael García Bernal

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Luke Wilson

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Ethan Hawke

(Inspirada pela wishlist de aniversário do Serbon)

Posted by leilac at 3:24 PM | Comments (22)

março 17, 2007

St. Patrick's Party

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Posted by leilac at 9:39 PM | Comments (17)

março 5, 2007

Telefone sem fio

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A fotografia acima é do candidato democrata à presidência John Edwards e sua bonita família (faltando o filho mais velho, que tragicamente morreu aos 16 anos num acidente de carro, em 96). John é casado com Elizabeth há 30 anos, numa relação feliz e companheira, e no final de 2004 todos vimos o quanto o casal sofreu quando ela foi diagnosticada com câncer no seio (no momento ela está em remissão). Mesmo assim, sem qualquer fundamento, a criatura abjeta que atende pelo nome de Ann Coulter, colunista de extrema-direita, apelou para um louco ataque ao candidato, chamando-o de faggot (viado) na recente Conferência de Ação Política Conservadora. O xingamento despropositado seria rapidamente ignorado como mais uma imbecilidade de Ann Coulter, se não fosse a avidez da mídia americana em cobrir incessantemente essa história. Ou seja, a todo momento aparece num canal pretensamente sério como a CNN que "Ann Coulter diz que John Edwards é viado". O público, em vez de prestar atenção ao fato de que se trata de uma tentativa de calúnia e difamação, é bombardeado com a mensagem "John Edwards é viado".

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Coisa parecidíssima aconteceu no mês passado com outro popular candidato democrata à presidência, Barack Obama. O canal de extrema-direita Fox News colocou no ar uma "denúncia" de que Obama tinha estudado numa escola muçulmana na Indonésia aos 7 anos de idade. Na matéria, eles praticamente dizem que Obama foi educado por terroristas islâmicos, e os comentaristas em seguida dizem que ele é uma ameaça caso eleito como presidente americano. Felizmente, o programa de Anderson Cooper da CNN veio com outra reportagem mostrando a idiotice da Fox - Obama é cristão da United Church of Christ, e vai à igreja todo domingo. Ele estudou na escola da Indonésia porque seu padrasto levou a família para lá na época; e a escola tem um currículo mais laico do que religioso. Mesmo assim, a cobertura sensacionalista da Fox fez efeito para muitos eleitores. Aqui mesmo no meu blog, uma leitora brasileira disse, comentando no meu post sobre a candidatura do Obama: "Uma amiga que mora nos EUA me contou q a última bomba da história entre os democratas, trazida a tona pela Hillary, é q Obama é muculmano - o q certamente abalaria mto da credibilidade e do carisma q ele tem." Como num efeito da brincadeira de telefone sem fio, a amiga dela entendeu (e repassou) a mensagem de que o cristão Barack Obama é "muçulmano". E notem o detalhe de que elas também ouviram a versão mentirosa, promovida pela direita, de que teria sido a Hillary Clinton quem trouxe à tona essa história (manchando a imagem de dois candidatos democratas de uma só vez).

A estratégia do Partido Republicano e seus aliados de disseminar mentiras sobre os seus oponentes, com o auxílio conveniente da mídia que as repete sem parar, mesmo quando as calúnias não têm o menor fundamento, não é novidade na política americana. O candidato democrata à presidência em 2004, John Kerry, foi bastante prejudicado por uma campanha de um grupo chamado Swift Boat Veterans for Truth, de veteranos da guerra do Vietnã que alegavam ter visto Kerry se comportar de forma desonrosa. Ou seja, o candidato herói e ferido na guerra, tendo recebido a medalha purple heart, era transformado num traidor e covarde. E enquanto a imprensa discutia a polêmica sem parar, pouco se mencionava o fato de George W. Bush ter usado a influência do pai para fugir do Vietnã, e nem mesmo no serviço moleza que ele tinha que prestar dentro dos Estados Unidos, na Guarda Nacional Aérea, ele apareceu, durante um ano inteiro. Hoje, "swiftboating" virou um jargão político para as situações em que os conservadores tentam destruir um candidato através de uma campanha caluniosa.

Posted by leilac at 2:05 PM | Comments (36)

março 1, 2007

Mais um capítulo decepcionante para Rodrigo

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Rodrigo no episódio de Lost ontem, dizendo a Hurley que vai cortar
umas bananas - or something to that effect.

Já chegamos ao décimo episódio da terceira temporada de Lost, e até agora o "personagem" do ator Rodrigo Santoro não passou de um figurante de luxo. Ele apareceu em apenas quatro dos 10 capítulos até agora, e sempre dizendo umas duas falas irrelevantes e desajeitadas por episódio (não por culpa dele, mas sim dos escritores, que sempre inserem o personagem dele nas cenas de forma forçada). Ontem a participação dele se resumiu a dizer algo como "as caixas de cereal Dharma estão acabando", e depois, recusar-se a tentar consertar o carro com o Hurley: "Não, eu acho que vou cortar umas bananas" (ou pelo menos foi isso que ouvi, a dicção do Rodrigo está meio difícil de entender). Até o meu marido ficou com pena. "Poor Santoro, his lines suck", ele comentou enquanto assistíamos o episódio inédito de ontem à noite.

Fica claro que o personagem de Rodrigo, mesmo que consiga crescer num futuro episódio, não vai ganhar o destaque de outros que também chegaram na série "atrasados" como a Ana Lucia e o Mr. Eko (ambos já mortos). Esses dois entraram fortes já no início da segunda temporada, aparecendo bem, inclusive com flashbacks de sua vida antes da ilha, em diversos episódios. Continuo na expectativa de ver Rodrigo aparecer mais em Lost, mas pouco otimista. O perigo é, como disse a Laurinha, o Rodrigo não passar de um mero "camisa vermelha" nesse seriado.

Posted by leilac at 8:24 AM | Comments (21)