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maio 31, 2006

Dia D (de Derrota)

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Corpos dos inocentes mortos em Haditha pelos Marines

Claro que não precisava mais nada para colocar a opinião pública mundial - especialmente dos povos árabes e muçulmanos - contra a guerra no Iraque. Mas o dia de hoje, com duas notícias de efeito devastador para o governo americano, marca definitivamente a derrota dos Estados Unidos nesse conflito. Primeiro, veio a revelação de que um grupo de Marines matou 24 civis inocentes em suas casas, na cidade de Haditha, numa vingança indiscriminada pela morte de um soldado num ataque a bomba, em novembro (mas só hoje o New York Times informou que a investigação interna militar desmente a versão inicial dos Marines, de que atiraram quando estavam sob ataque dos insurgentes). Em seguida, ficamos sabendo que duas mulheres iraquianas, uma delas prestes a ter um bebê, a caminho do hospital, foram assassinadas a tiros, quando o motorista do carro delas não parou num bloqueio de militares americanos. O rapaz, primo das vítimas, alega que não viu qualquer sinal de que havia bloqueio ali. O bebê também morreu, apesar dos esforços dos médicos para salvá-lo.

As duas reportagens chocaram até mesmo o anestesiado público americano - especialmente a notícia sobre o massacre de Haditha, que se for confirmada (como tudo indica), é um crime de guerra. Vai causar mais danos à imagem dos Estados Unidos do que Abu Ghraib.

Posted by leilac at 7:24 PM | Comments (20)

Blogueiras que você precisa conhecer

blogueira.jpg Há alguns meses conheci o blog genial da Cam Seslaf, Scarlet Letters, com doses diárias de humor, wit e observações originalíssimas sobre tudo. Amo posts como "Guilty Plea" e "Haute Literature de Manicure", mas há muitos outros essenciais.

Através da Cam, conheci o Mulheres com Legendas, um novíssimo e divertido blog que procura explicar aos homens, de forma ilustrada e didática - "com homem não adianta só explicar, é preciso usar figurinhas" - o que sentem e pensam as mulheres. Alguns dos meus trechos favoritos:

"Mas no fundo a gente busca esse protetor de uma certa forma. Não o macho provedor que nos sustente. Não o imbecil anabolizado que faz aula de jiu-jitsu ou coisa que o valha para arrumar briga com qualquer desavisado que olhar para nossa bunda. Só aquele mocinho que consiga ser fofo o suficiente para que num abraço, num sorriso ou numa frase despretensiosa nos faça acreditar que ele está lá para gente para o que der e vier. Mesmo que seja mentira. Mesmo que a gente saiba que na prática tenha que defender o mocinho fofo do imbecil anabolizado com bolsadas (porque a gente adora defender mocinhos fofos)."

Ou:

"A solução para o problema, tirando alguns paliativos, eu ainda não sei. Mas aos meninos que convivem com garotas que sofrem do mal, sugiro a eles dois dias de coma induzida."

Ou ainda:

"Flores. Meninas gostam de flores. Depois de uma briga, depois de uma trepada, depois de um bom dia ou de um mau dia. Flores. E tenho dito."

Posted by leilac at 9:08 AM | Comments (14)

maio 30, 2006

Ficar pra titia? I don't think so.

caketop.jpg Há exatos 20 anos, em maio de 1986, a revista Newsweek publicou uma reportagem de capa dizendo que as chances de mulheres solteiras se casarem diminuíam radicalmente após os 30 anos. No texto da matéria, uma frase de mau gosto ficou famosa e volta e meia ainda é repetida até hoje: "A mulher solteira após os 40 anos tem mais chances de ser morta por um terrorista do que de se casar". O estudo em que a matéria se baseava dizia que mulheres com educação de nível superior que estivessem solteiras aos 30 anos tinham apenas 20% de chances de encontrar um marido; aos 35 anos, o índice caía para 5%; aos 40, teriam apenas 2,6% de chances. Já na época de sua publicação, o estudo foi desmoralizado por vários experts em demografia e estatísticas, afirmando que moças de 40 anos ou mais tinham até 23% de chances de se casarem naquela década. O censo mais recente dos EUA que estudou as tendências dos casamentos, em 1996, mostrou que as chances das solteiras acima de 40 anos se casarem era bem maior: 40%.

nw_leftnavcov_060605_2006.jpg Mesmo depois de toda a fúria que a matéria gerou, só neste domingo a Newsweek publicou seu mea culpa, numa nova reportagem de capa admitindo que eles estavam errados em 1986. Eles localizaram 11 das "solteironas" entrevistadas há 20 anos e viram que 8 delas estão casadíssimas. Além disso, lamentaram a hipérbole infeliz sobre os terroristas, que foi aproveitada pela editora de Nova York depois de uma piada sem compromisso da repórter de San Francisco, numa comunicação interna na redação, comentando a estatística para as solteiras de 40 anos. E também publicaram um texto da historiadora Stephanie Coontz ajudando de vez a desbancar o mito de que mulheres instruídas, independentes, e que não casam antes dos 30, estão em desvantagem na competição por um parceiro.

O problema da matéria de 86 é que ela olhava para tendências do passado, justamente numa época em que a liberdade sexual, a independência financeira das mulheres e o comportamento e expectativas dos homens quanto a suas parceiras estavam mudando em ritmo acelerado. Hoje, percebe-se que as mulheres de carreira, inteligentes, não estão em desvantagem alguma comparadas com as menos instruídas. Elas conseguem encontrar parceiros de dispostos a dividir a vida com uma companheira com nível intelectual semelhante e com quem possam compartilhar as despesas e rendimentos. Além disso, o estudo de 86 não fazia diferença entre as mulheres que estavam solteiras por opção, as que não casavam por falta de parceiros interessados, e as que moravam com um companheiro sem papel passado. Hoje, a média de idade das mulheres no primeiro casamento, nos Estados Unidos, aumentou para 26 anos no geral (era 20 anos nos anos 60) e 30 anos em moças de nível superior. Cada vez mais, mulheres de 40, 50 e até 60 anos estão se casando, com o aumento na ênfase em casamentos felizes e satisfatórios (quase ninguém se sente mais obrigado a casar logo só para não ficar solteirona, nem a manter um primeiro casamento infeliz, eternamente), e de mulheres que se unem a parceiros mais jovens.

A conclusão de tudo isso é que nenhuma mulher deve se desesperar se ainda não tiver encontrado um marido após os 30 ou 40. É melhor continuar procurando o parceiro que irá lhe fazer feliz, do que se apressar a casar com um pretendente duvidoso, por medo de ficar eternamente solteira. As estatísticas hoje são bem mais animadoras. Mas claro, você pode me dizer que, quando se trata da SUA vida, o que importam as estatísticas? O futuro de cada indivíduo é difícil de prever. Só sei de uma coisa: estar casado com 20, 30 anos, não é garantia de felicidade eterna. Se você é a única solteira entre as suas amigas, acima de 35 anos, quem garante que, daqui a dez anos, você não seja a mais feliz e realizada do grupo, com uma paixão correspondida, enquanto as outras estão morrendo de tédio com seus casamentos? "Bottom line is, chart your own course", finaliza Stephanie Coontz.

Posted by leilac at 9:18 AM | Comments (15)

maio 29, 2006

My new babies

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Rosa

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Hydrangea

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Gerbera

Depois de uma vida inteira em apartamentos, sem nunca ter plantado nada além daqueles feijõezinhos de escola, finalmente aprendi o básico de mexer na terra e plantar flores. Acima você viu algumas das minhas meninas, que plantei esses dias lá em casa. Quando tiver mais tempo (e melhor luz) postarei as outras espécies. Claro que estou com medo de perdê-las, não sei se estão com a quantidade de sol e água ideais, mas vamos ver.

Posted by leilac at 11:35 AM | Comments (19)

maio 27, 2006

Breaking News: É Jiló!

Eu sabia que o nome da filha de Angelina Jolie e Brad Pitt iria seguir o padrão hollywoodiano de nomes esquisitos. O nome completo da criança, nascida hoje na Namíbia por cesariana, é Shiloh Nouvel Jolie-Pitt.

Posted by leilac at 5:32 PM | Comments (24)

maio 26, 2006

Babá ou Ricardão?

Alguns posts atrás, eu mostrei para vocês o "manny" (male nanny) do filho da Britney Spears, um ruivaço que tem tudo para satisfazer não só o pequeno Sean Preston, mas também a mãe da criança. Eu já tinha dito aqui que ele poderia ser um ótimo substituto para o marido skumbag Kevin Federline, que vinha botando a mulher pra baixo em entrevistas recentes, chamando-a de gorda. As fotos a seguir trazem sérios indícios de que Spears pode ter promovido o manny para outras funções.

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Vejam como ela está feliz passeando com o manny, naquela body language típica de início de azaração. Notem a mudança na moça: se antes ela andava frumpy, largada, cabelo preso de qualquer jeito, agora ela aparece com as madeixas soltas, um sapato vermelho matador, batom vermelhão e um vestido naquele comprimento que você só encontra na Daspu, ou no guarda-roupa da irmãzinha tween. Seja onde for que ela achou esse modelito, o efeito é o mesmo: ela deixa de ser a mamãezinha largada e assexuada, e se transforma em mulherão, disposta a atrair os olhares masculinos.

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Pela direção do olhar do "manny" na foto acima, a estratégia de Britney parece ter dado certo. Te cuida, K-Fed!

UPDATE: Oh my God, pára tudo! Acho que a Britney não está mais interessada em paquerar o manny, do contrário ela não apareceria ASSIM na frente dele:

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Acho que, mesmo no tempo da minha avó, sair na rua de bobs no cabelo era considerado um no-no. Em qualquer circunstância.

Posted by leilac at 12:48 PM | Comments (22)

maio 25, 2006

A volta do shortinho

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Depois de aparecer no programa de David Letterman (foto no topo) e na capa da Entertainment Weekly (acima) usando o mesmo tipo de short curto - uma peça que eu não via há anos ser usada por mulheres de bom gosto quando querem estar bem arrumadas -, está na cara que Jennifer Aniston está lançando moda para esse verão americano. Eu já estava sabendo que os city shorts (bermudas compridas, justas, como as das fotos abaixo) já estavam virando até roupa aceitável em escritórios esse ano, mas um shortinho curto para sair, eu não via desde meados de 92.

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Posted by leilac at 7:12 PM | Comments (21)

maio 24, 2006

Copa? Que Copa?

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Uma das coisas mais esquisitas de viver no exterior é ficar completamente afastada de determinados fenômenos que dominam completamente a vida no Brasil de tempos em tempos (Carnaval, Reveillon, Páscoa, alguma musa de novela, eleições, e agora a Copa). A gente vê de longe a febre nas manchetes dos jornais brasileiros online, tenta acompanhar as conversas de amigos e familiares que moram no Brasil do jeito que pode, mas não é a mesma coisa. Para o bem ou para o mal, estamos por fora, alienados. Achei a maior graça nesse post do Marcão, comentando que leu uma manchete "Ronaldo acena do hotel", que mostra exatamente o exagero da imprensa brasileira em publicar cada detalhe da rotina da seleção, numa overdose que pode enjoar até os torcedores mais fanáticos. Enquanto isso, aqui nos EUA, ainda não li uma nota sequer sobre a Copa. Ah, vi um comercial da Nike ou da Gatorade, e só. Os americanos estão muito ocupados com os playoffs do basquete e a temporada de baseball no momento.

Por um lado é bom não estar submetida ao bombardeio patriótico das TVs e jornais brasileiros. Mas a verdade é que eu sempre adorei a Copa do Mundo, e tenho lembranças deliciosas, desde a infância e adolescência, de assistir os jogos com a família e os amigos, as decorações da minha rua, as palhaçadas da minha irmã mais velha narrando as partidas, o orgulho da seleção de 82, a festança nas ruas de Ipanema em 86 com a galera da faculdade, a agonia das vitórias sofridas em 94, que me fizeram consumir nervosamente mais pipocas em duas semanas do que na minha vida inteira.

Aqui em Sacramento os brasileiros estão se organizando para assistir às partidas em sports bars que vão transmitir a Copa em suas plasma TVs. Tem o pub inglês downtown e um bar mais novo no subúrbio de Roseville, onde parece que vai ser a maior concentração de brazucas. Mas sei não, assistir em bar não tem a mesma familiaridade da casa dos meus pais e dos meus amigos, onde a gente senta no chão, se tranca no quarto quando não suporta ver alguma decisão por pênalti... Enfim, melhor do que nada. Outro problema, para quem quer assistir à Copa aqui, é que os jogos na California vão passar no início da tarde, e quando cair em dia de semana, quem trabalha não poderá assistir. Aqui, definitivamente, ninguém é liberado mais cedo por causa de eventos esportivos. Muito menos um em que os americanos suck.

Posted by leilac at 9:17 PM | Comments (20)

maio 23, 2006

A melhor cena de sexo (de marionetes)

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Esse beijo é só o início

Há muito tempo eu não ria tanto num filme quanto em Team America. Com marionetes que lembram a antiga série Thunderbirds, Team America é uma sátira dos filmes de ação estilo Jerry Bruckheimer, do poder de destruição americano, dos pacifistas de Hollywood. Politicamente incorreto, como se poderia esperar dos criadores de South Park, o filme erra a mão na crítica política, mas o ideal é assistir a Team America como um bom besteirol e uma nostalgia das animações de marionete dos anos 60 e 70.

teamamerica.jpg O filme já começa hilário, com diálogos e cenas explorando todos os clichês do cinemão de ação americano, incluindo um herói morrendo nos braços da namorada, falando um tempão e dizendo para ela ser feliz com outro amor. Algumas das melhores partes de Team America são proporcionadas pela trilha sonora, como em "America, fuck yeah, coming again to save the motherfuckin day", num estilo de música de fundo de Top Gun, ironizando o excesso de patriotismo. Ou na balada em que o herói diz que está pensando na amada e em como o filme Pearl Harbor foi horrível, e Cuba Gooding Jr. devia ter sido mais bem aproveitado, porque Ben Affleck é péssimo. Sensacional também é a música cantada pelo líder coreano King Jong Il (o vilão principal, num boneco hilário), "I'm so ronery" (lonely).

Mas o ponto do alto de Team America é a cena de sexo entre os personagens principais. Tente imaginar como os diretores conseguiram realizar uma transa entre os toscos bonecos manipulados por cordinhas. De qualquer forma, você vai se surpreender.

Posted by leilac at 5:30 PM | Comments (22)

maio 22, 2006

Verdade inconveniente

150px-GoreSenate.jpg Depois de "perder" a eleição para Bush em 2000, Al Gore resolveu se dedicar à luta para tentar impedir o avanço do aquecimento global. Ecologista desde os tempos da faculdade, Gore curou-se da desilusão política trabalhando pela sua causa predileta. O ex-presidente dos EUA acha que ainda há tempo de salvar o planeta. Mais precisamente, dez anos. O trailer acima é do documentário An Incovenient Truth, baseado nas pesquisas e palestras de Gore e mostrando, entre imagens catastróficas e alguns momentos de esperança, uma personalidade charmosa e cativante, que infelizmente a mídia americana e parte do público não conseguiram descobrir na eleição de seis anos atrás.

O filme, que já está gerando o maior buzz na internet, estreou em Cannes com a presença de astros como Sharon Stone, Jessica Alba e outros. Trazendo Gore de volta aos holofotes, o filme está levando muita gente a se arrepender ainda mais de ter votado no verde Ralph Nader em 2000, pois isso tirou votos de Gore, que teria sido um presidente mais pacífico e certamente progressista nas questões ambientais. Se em 2004 os democratas achavam que seria inviável trazer Gore, o "perdedor" como candidato, em 2008 a situação pode ser muito diferente. Ele hoje é visto como uma das mais progressistas alternativas possíveis pelos eleitores democratas, e essa reinvenção pessoal tornou Gore mais "hip" e carismático. O blog de Eric Alterman já sugeriu uma chapa sensacional, que teria meu voto com certeza: Gore/Obama 2008.

Posted by leilac at 9:04 PM | Comments (16)

maio 21, 2006

Starbucks oficializa abertura de lojas no Brasil

starbucks-mug.jpg Deu na coluna do Ancelmo Góis domingo, no Globo, que a Starbucks confirmou, oficialmente, que vai abrir lojas ainda este ano no Brasil (dica do leitor Marcos Messer). Maria Luísa Rodenbeck, que ao lado do marido Peter será sócia da Starbucks no Brasil, garante que os copos de papelão serão apenas para quem levar as bebidas "to go". Quem tomar café dentro da loja será servido com xícaras de porcelana. Ponto para os Rodenbeck. Agora, resta saber se o preço das bebidas também vai se adaptar ao orçamento do consumidor brasileiro, ou se vai ser acessível apenas para quem ganha em dólar.

Posted by leilac at 9:58 AM | Comments (22)

maio 19, 2006

That's entertainment

Assistir às peripécias de Britney Spears não é o que se pode chamar de high class entertainment. Mas a cobertura de alguns blogs americanos de celebridades sobre a vida da moça consegue sempre encontrar um jeito de divertir até quem não dá a mínima para a dublê de cantora ou para o seu marido skumbag. Vou colocar aqui as imagens que me arrancaram mais risadas essa semana:

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O novo guarda-costas de Britney, com seu bigode ridículo, mais parece um ator pornô. Via Pink is the New Blog

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Mas o bigodudo foi fundamental para evitar a queda do bebê Sean Preston dos braços de Britney ontem, em Nova York.

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Aliás, o bebê Sean Preston já tem até uma campanha em sua defesa, depois que Britney foi flagrada duas vezes colocando-o em perigo no carro, e o menino ter ido parar no hospital devido a uma queda de sua high chair.

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Sean Preston é fofo, mas também já virou fair game nos blogs, que já disseram que ele tem o mesmo olhar de maconheiro do pai, além de criticar a mania de Britney de colocar o boné do menino pro lado, num look ghetto fab que a pobre criança não merece.

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Enquanto o marido de Britney anda sumido, sequer acompanhando a mulher grávida e seu filho bebê em suas aparições públicas nas últimas semanas, vimos que Sean Preston agora tem uma nova nanny, quer dizer, um male nanny, ou "manny". O rapaz é boa pinta e há muita gente torcendo para que ele tome o lugar de K-Fed.

Posted by leilac at 8:57 AM | Comments (16)

maio 18, 2006

Passional

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A modelo brasileira Adriana Lima foi vista no último fim de semana fazendo uma cena digna de novela, num restaurante de Nova York, na festa de aniversário do seu namorado, o Príncipe Wenzeslau de Liechtenstein (foto). Testemunhas viram quando ela chegou, atrasada, e marchou furiosa em direção ao rapaz, dando-lhe um tapa na cara. Em seguida ela foi para o bar, com uma amiga, mas depois de dez minutos, resolveu ir conversar com Wence. Puxou-o pelo braço e levou-o para fora do restaurante, onde conversaram e fizeram as pazes.

Wence deve ser um cara pra lá de paciente, pois, além de aturar ser estapeado em público, já namora a modelo há uns dois anos e ela continua decidida a se casar virgem (segundo declarou em entrevista recente à GQ). Mas, para muitos homens, o sacrifício poderia valer a pena, para ter o privilégio de estar com a musa. Puxa, mas se é verdade mesmo que ela é virgem, acho difícil que o príncipe - que deve ter centenas de mulheres se jogando para cima dele - esteja agüentando esses dois anos sem transar com ninguém. Essa história de virgindade, de briguinhas dramáticas com o namorado em público, parecem dignas de menininhas de 14 anos, e não de uma adulta de 24.

E por falar em virgem, essa é a única explicação para o comportamento desta senhora na foto abaixo, durante uma gala presidencial com Bush em Washington, ontem, segundo a Dependable Renegade.

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Posted by leilac at 10:04 AM | Comments (20)

maio 15, 2006

Big Brother

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Charge publicada no jornal Seattle Post-Intelligencer

O governo Bush está de registrando todas as ligações domésticas feitas por cidadãos comuns nos EUA. O pretexto é combater os terroristas, mas até hoje nenhum foi pego através do método de espionagem telefônica (que é ilegal no país sem mandado judicial - e ao que consta, o governo está agindo nesse programa sem a supervisão do Departamento de Justiça, completamente ao arrepio da lei). Sabe-se, agora, que o governo começou a espionar a imprensa. Mais detalhes no meu artigo hoje no Bombordo. Vai lá!

Posted by leilac at 8:47 PM | Comments (10)

Repercussão do caos de São Paulo

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A imprensa americana está noticiando a rebelião do crime organizado, nas ruas e presídios de São Paulo. Pelo que li até o momento, são descrições factuais; as reportagens não estão fazendo muitos juízos de valor sobre a competência das autoridades, ou relacionando o problema à campanha eleitoral para a presidência. Mas, a continuar esse estado de guerra civil, é possível que a imprensa estrangeira vá mais a fundo nas análises. Afinal, São Paulo está competindo com Bagdá esses dias em número de assassinatos.

É triste ver a população paulista completamente refém do crime organizado. As notícias dos últimos dias me lembraram os locautes de traficantes em alguns bairros do Rio no ano retrasado, mas essa guerra promovida pelo PCC é de muito maior alcance e com muito mais vítimas do que qualquer outra ação de criminosos que eu me lembre no Rio de Janeiro. Se você está me lendo aí de São Paulo, espero que você e sua família estejam seguros, e que a normalidade volte o mais rápido possível.

Posted by leilac at 10:30 AM | Comments (16)

maio 12, 2006

Para quem vai passar o verão nos EUA

Você, que é brasileira morando nos Estados Unidos, vai passar o verão aqui e seus biquinis brasileiros já estão gastos e pequenos demais... Sei que os biquinis americanos em geral são feios e super caros. Mas a Victoria's Secret está com liquidação de biquinis agora, e tem alguns modelos bem bonitinhos. Aqui estão meus preferidos:

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Achei linda essa orquídea no fundo branco.

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Adorei o design deste biquini.

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Este é perfeito para quem faz um estilo alternativo. O único problema é que vai deixar uma marca grande em cima.

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Esse modelo eu não gosto muito, mas a dica é que a parte de baixo é a única no "corte brasileiro" ou seja, que não cobre a bunda inteira. Pena que só vem em preto, ou então na estampa igual à do sutiã da foto. Mas o bom é que a Victoria's Secret vende as partes de cima e de baixo separadamente, então você pode combinar o preto de baixo com o sutiã de qualquer outra estampa que gostar mais.

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Embora não seja muito o meu estilo, achei bonito. É da marca brasileira Rosa Chá. O único problema é que custa cinco vezes mais caro que todos os outros citados acima. Mais fácil pedir para alguém no Brasil te mandar pelo correio um biquini dessa loja.

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Esse aqui é para quem quer uma parte de baixo beeeem comportada. Aliás, para vocês sentirem o drama da cobertura da bunda nos biquinis da loja - que é igual em qualquer lugar nos EUA - dêem uma olhada no quadro abaixo (clique para ampliar).

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Posted by leilac at 7:55 PM | Comments (24)

maio 11, 2006

Feminista defende suas fotos topless no Flickr

diana.jpg Diana York Blaine, Ph.D., (foto), professora de Estudos Femininos da University of Southern California (USC), em Los Angeles, tem um blog linkando para suas fotos no Flickr. Entre as mais de 100 imagens, há algumas de Diana topless. Ela defende a exibição de suas fotos como uma forma de incentivar a auto-estima feminina, bombardeada pelas fotos de modelos magérrimas e siliconadas (ela não é magra, seus seios são um tanto caídos), e também para quebrar o tabu puritano que torna a nudez e a sexualidade repulsivas.

Um pequeno grupo de estudantes conservadores da USC, que já vinha atacando a professora politicamente em seu blog há algum tempo por suas idéias feministas, resolveu "denunciar" as fotos à imprensa, e a afiliada local da NBC levou ao ar uma reportagem escandalosa exibindo as imagens de Diana (com tarjas em cima dos seios). Justamente no dia em que ela tinha dado uma aula na universidade sobre o escândalo na literatura, em obras como A Letra Escarlate, O Amante de Lady Chatterley e Justine. Diana comenta assim o caso em seu blog:

"Para atacar a minha liberdade de expressão(..), esses alunos queriam capitalizar o senso puritano de que devemos nos envergonhar de algo tão banal quanto os nossos próprios corpos, tentando assim me marcar com a Letra Escarlate. 'Ummmm, vamos denunciá-la, e dessa forma ela vai ter problemas com a autoridade patriarcal - no caso, a administração da USC. That will show her for disagreeing with us! Put her in her place!"

A TV NBC4 - para justificar a exibição da reportagem (para além da mera desculpa para faturar audiência com as imagens de uns peitos), criou um escândalo que nunca chegou a existir. Foram à direção da universidade cobrar uma posição sobre o direito da professora de aparecer topless na internet, e se ela estaria cometendo um desvio de conduta. A Universidade respondeu simplesmente que a política deles é não interferir no direito individual dos professores de liberdade de expressão em seus websites pessoais, pelos quais a USC não tem qualquer responsabilidade.

"Meanwhile over 2400 United States citizens have been killed in Iraq. But while I saw repeated televised images of my wonderful personal life and pixilated pictures of my breasts on television all day yesterday, I didn't hear those dead men and women discussed once", revolta-se Diana.

Posted by leilac at 2:02 PM | Comments (26)

maio 10, 2006

Diplomacia tosca

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Não há dúvidas de que a carta do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad a George W. Bush é mais uma peça panfletária de propaganda e acusação às políticas do governo americano do que uma tentativa sincera de iniciar um diálogo. A carta leva mais tempo falando mal de Israel e das democracias ocidentais e exortando as leis religiosas, do que tocando no cerne da crise sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, a reação de Washington, desprezando de imediato a carta como sendo um mero sermão ou mesmo um "ataque" (nas palavras da Condoleeza Rice hoje na TV), mostrou mais uma vez a inabilidade desse governo em lidar com a opinião pública do Oriente Médio e com crises diplomáticas em geral.

Em sua primeira reação pública à carta de Ahmadinejad, o presidente Bush hoje minimizou a iniciativa iraniana porque "não responde o que o mundo está perguntando: quando vocês vão se livrar de seu programa nuclear?" Bem, para começo de conversa, não é o "mundo inteiro" que está perguntando, e de qualquer forma, a preocupação internacional não é barrar totalmente o programa nuclear do Irã, mas sim evitar uma possível utilização bélica dessa tecnologia. Bush mostra-se praticamente tão tosco quanto o líder iraniano.

Pela blogosfera e jornais americanos hoje, encontrei alguns insights ótimos sobre o conteúdo da carta e a resposta do governo Bush. No blog "Or How I learned to stop worrying", Mash lembra da correspondência entre Kennedy e Khrushev na época da crise dos mísseis cubanos, e de como a necessidade de manter a comunicação aberta é ainda maior em tempos de crise. No blog do Juan Cole, especialista em Oriente Médio, ele nos lembra das conseqüências de ignorar outra carta que um presidente iraniano mandou para um presidente dos EUA no passado:

eisenhower.jpg "Devemos lembrar que o então Primeiro Ministro do Irã Mohammad Mosaddegh irritou Washington no início dos anos 50 ao nacionalizar o petróleo iraniano. Eisenhower impôs sanções ao Irã e destruiu a economia do país. Washington naquela época achava Mosaddegh um comuna, mas na verdade ele era um aristocrata relativamente conservador. No auge da crise, Mosaddegh escreveu uma carta para Eisenhower, que foi ignorada. Ike fez com que a CIA derrubasse o governo parlamentar eleito no Irã e instalasse o Xá, um ditador megalomaníaco. Dá para perceber que a tradição dos líderes iranianos em escrever cartas em tempos de tensão com Washington não está repleta de sucessos. E claro, os iranianos se vingaram da interferência mão-pesada dos Estados Unidos em sua forma de governo. Fizeram a Revolução Islâmica em 1978-79, e, mais recentemente, o radical Ahmadinejad. O que Washington não faria hoje para ter de volta aquele afável Sr. Mosaddegh."

Posted by leilac at 12:58 PM | Comments (11)

maio 9, 2006

Quando Washington parece Brasília

Tem dias que as manchetes nos jornais americanos não deixam nada a dever às do Globo ou Folha de S. Paulo. Escândalos com membros do governo corruptos envolvidos com lobistas e prostitutas, parlamentares débeis mentais propondo leis absurdas, políticos de direita fazendo de tudo para beneficiar as empresas e os mais ricos, em detrimento da população. Vou dar só alguns exemplos dos personagens de circo da última semana:

ra3221181890.jpg O Diretor Geral da CIA, Porter Goss, pediu demissão (foi forçado a sair) na sexta-feira passada sem apresentar motivos. A versão oficial era de que ele era apenas uma pessoa de "transição", e depois a Casa Branca "vazou" que ele saíra por não se entender com seu superior, o Diretor Nacional de Inteligência John Negroponte. No entanto, crescem os rumores de que Porter Goss estaria envolvido no escândalo das festas de prostituição e poker promovidas no Hotel Watergate pelo empresário de armamentos Brent Wilkes, o mesmo que molhou a mão do Senador Duke Cunningham, que renunciou há alguns meses admitindo o crime. Porter Goss era unha e carne com outro diretor da CIA, nomeado por ele, Dusty Foggo, que também freqüentava as festas de Wilkes e está sob suspeita de ter arranjado alguns contratos públicos para o amigo empreiteiro. Outro amigo dos dois que também tem conexão direta com o Wilkes (recebeu um cheque dele de 5 mil dólares) é o agente da CIA Brant Basset "Nine Fingers". Caramba, Duke, Dusty e Nine Fingers, isso tá pior que nome de bandido de filme faroeste.

kay.jpg Esta nobre senadora estadual do Kansas, republicana Kay O' Connor, lutou com todas as forças para impedir uma lei que proíbe o casamento de menores de 14 anos. Citou a Virgem Maria e a cantora country Loretta Lynn como exemplos de pessoas que casaram meninas e foram bem sucedidas. Alegou que impedir o casamento de menores de 14 anos poderia incentivar mais adolescentes a fazerem abortos. Felizmente, os demais parlamentares não aceitaram seus argumentos, e ela foi voto vencido.

kyl.jpg A seis meses das novas eleições para o Congresso, o Partido Republicano vê que corre grande risco de perder a maioria no Parlamento para a oposição, e está correndo para votar uma série de medidas que beneficiam as grandes fortunas. Eles querem estender ainda mais os cortes de impostos para os ricos, já promovidos pelo Governo Bush. Este senhor da foto, senador Jon Kyl do Arizona, não teve pudor nenhum de admitir: "Em política, timing é tudo; você faz o que pode, quando pode, e é isso que está na ordem do dia no momento". Os republicanos não irão botar em votação a extensão do corte de taxas para os trabalhadores e casais com filhos, que está para expirar em 2010.

Posted by leilac at 9:03 PM | Comments (5)

maio 8, 2006

Fatos e Fotos IX

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Katie Holmes está linda e exibindo uma forma invejável para quem acabou de ter um bebê - a calça que está usando, low rise e apertadinha, não denuncia nem um pouco de barriga pós-parto... Mas, provando que todas as novas mamães pagam os mesmos micos - até mesmo em Hollywood - Katie não reparou que o sutiã de amamentação abriu e está aparecendo sob a sua linda camisole de seda. Ah, como me identifico com essas tentativas de sair razoavelmente arrumadinha, tentando parecer normal e não "overwhelmed" pela maternidade, até que alguém aponta o seu leite vazando na blusa, e a golfada seca do neném na sua manga ou no seu cabelo.

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Perguntado por um jornalista alemão sobre o momento mais maravilhoso de sua presidência, a única coisa que ocorreu a George W. Bush foi: "o dia em que pesquei um peixe de 7.5 libras no meu lago..." Realmente, deve ser difícil pensar em momentos sublimes quando o seu governo é um desastre completo. Hoje, Bush desceu a mais um recorde negativo de popularidade: 31% de aprovação dos americanos, segundo o Instituto Gallup.

A mente simplória do decider-in-chief se revela ainda mais claramente na forma como Bush iniciou a entrevista com o repórter alemão: "So, the first thing that a President does, which I didn't realize, was pick a rug. I have no idea about rugs. And so in this job you've got to delegate. The American President is in a position where there's just unbelievable complexities to the job -- Darfur, Iran -- a whole lot of issues. So I delegated the decision about the rug to my wife. The second thing a President has got to do is have a strategic mind. In order to be successful, in my judgment, as the President, you've got to constantly think strategically. And so I said to her, you pick out the colors, you be the tactical person, but I want it to say optimistic person. That's all I wanted it to say. Here is the result. Isn't it beautiful?"

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Meg, Meg, Meg... Você tinha uma boca tão charmosa, por que foi fazer essa cirurgia plástica que te deixou com uma beiçola de pato com reação alérgica? Por favor, não dá para levar a sério ninguém que injete doses maciças de colágeno na boca... Não é bonito, não é sexy, é só patético.

Posted by leilac at 2:50 PM | Comments (33)

maio 6, 2006

Brasileiro arrebenta na NBA

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Leandro Barbosa (à direita) abraça Steve Nash após
a vitória de sábado sobre os Lakers

O Leandro Barbosa, jogador de basquete brasileiro do time Phoenix Suns, tá fazendo sucesso por aqui. Hoje ele foi fundamental para a vitória arrasadora do Phoenix sobre os Los Angeles Lakers (que eu ODEIO, é mais ou menos como o Flamengo/Corinthians do basquete americano). Portanto, vou dar uma de TV Globo e dizer que o "Brasil" avança para a segunda etapa dos playoffs da NBA. Fiquem de olho e torçam pelo Barbosa. Todos dizem que ele é muito bom rapaz e está jogando cada vez melhor. Aproveitem e conheçam também outro puta jogador do time, o canadense Steve Nash, o dínamo de cabelinho comprido.

Já o nosso time local, Sacramento Kings, pagou mico no jogo decisivo da série contra o San Antonio Spurs (atual bicampeão da NBA) e não vai mais para a segunda fase dos playoffs. A derrota foi ontem, e assistimos durante uma reuniãozinha aqui em casa, mas ninguém deu muita bola porque sabíamos que o time não estava grande coisa mesmo este ano. Agora sou mais o Brasil, quer dizer, o Phoenix Suns.

Posted by leilac at 7:10 PM | Comments (19)

Imigrantes e o inglês

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O post abaixo gerou polêmica na caixa de comentários sobre os imigrantes que vivem nos Estados Unidos e têm dificuldades de assimilar o inglês. Vamos continuar a conversa aqui então.

Há quem critique os estrangeiros que, em vez de se integrarem mais à sociedade americana, preferem se relacionar mais com seus compatriotas, continuar falando a língua materna e mantendo os costumes de seu país de origem. Americanos anti-imigração e sumpremacistas brancos são os que mais esbravejam contra isso, pois não suportam conviver com outras raças e culturas em seu país e temem ver a hegemonia do inglês ameaçada. Mas basta uma certa vivência nos Estados Unidos, conhecendo um pouco mais a fundo os diferentes tipos de imigrantes e suas formas de assimilação, para comprovar que nem o uso do inglês está ameaçado, e nem a cultura americana está em perigo de ser substituída inteiramente pela mexicana ou de qualquer outro grupo grande de imigrantes.

capt.sge.npv41.010506043737.photo00.photo.default-380x252.jpg Da mesma forma, é perfeitamente possível entender os imigrantes que não conseguem atingir a fluência em inglês, mesmo depois de morando nos EUA por muitos anos. É muito difícil para um adulto aprender uma língua estrangeira e se tornar fluente, especialmente quando ele trabalha longas jornadas e ainda tem que dar atenção à família quando volta para casa. Mesmo os imigrantes trabalhadores que conseguem tempo para freqüentar aulas de inglês (gratuitas ou pagas) não têm condições de se dedicar de forma intensiva aos estudos. Ainda assim, eles vão se adaptando à medida do que a sobrevivência e o trabalho deles exigem. Garçons de restaurante precisam se comunicar com os fregueses, faxineiras e babás precisam se comunicar com as donas de casa.

oaxaca.jpg De qualquer forma, a barreira da língua é um problema que só costuma atingir uma parcela da primeira geração de imigrantes ADULTOS. As crianças e adolescentes imigrantes vão para as escolas públicas americanas, onde não há outra alternativa senão aprender o inglês, que é também a língua falada por seus colegas. O resultado é que a maioria delas acaba em pouco tempo se sentindo mais fluente e mais confortável falando em inglês do que na língua do país de onde vieram.

Um estudo desenvolvido pelo professor Ruben Rumbaut, da Michigan State University, nos anos 90, com crianças e adolescentes imigrantes (metade delas nascida no exterior, metade delas nascida nos EUA de pais estrangeiros) comprova com dados estatísticos que a rápida assimilação do inglês é inevitável, e que a maioria das crianças residentes nos Estados Unidos prefere o inglês, mesmo quando fala em outra língua dentro de casa. No total dos alunos pesquisados, a preferência pelo inglês evoluiu de 73% para 88% das crianças num espaço de 3 anos apenas. O grau mais alto de preferência da língua inglesa foi registrado entre as crianças cubanas ou filhas de imigrantes cubanos em Miami (95%), e mesmo entre as crianças mexicanas (etnia onde a retenção da linguagem é a mais forte nos EUA, devido à facilidade de acesso a rádios e TVs hispânicas e ao grande número de imigrantes dessa comunidade) a preferência pelo inglês era de 53% na primeira fase do estudo e pulou para 79% três anos depois.

Latino-1!.jpg Outro dado importante do estudo de Rumbaut, que é um tapa na cara dos racistas, é que os estudantes estrangeiros nas escolas de San Diego levavam os estudos mais a sério, tinham menor incidência de abandono da escola, e levavam mais tempo fazendo deveres de casa do que seus colegas nascidos nos Estados Unidos. Essa semana mesmo eu estava ouvindo uma entrevista com adolescentes imigrantes ilegais de Los Angeles, que estudavam numa high school americana, para a National Public Radio. Apesar de carregarem forte sotaque, eles eram fluentes em inglês e todos valorizavam a oportunidade que os Estados Unidos lhes deu, e tinham ambição de se formar na universidade e realizar o American Dream. “Eu quero ter um MBA para poder ajudar o meu pai mecânico a ter uma cadeia nacional de lojas, tipo a Midas”, dizia uma delas.

Para finalizar, eu queria reproduzir aqui algumas conclusões importantes do professor Rumbaut:

This pattern of rapid linguistic assimilation is constant across nationalities and socioeconomic levels. It suggests that, over time, the use of and fluency in foreign languages will inevitably decline results providing information which directly rebut nativist alarms about the perpetuation of foreign-language enclaves in immigrant communities. The findings suggest the linguistic outcomes for the third generation - the grandchildren of the present wave of immigrants - will be no different: they may learn a few foreign words and phrases as a quaint vestige of their ancestry, but they will most likely grow up speaking English. It is for this reason that the United States has been called a "language graveyard."

Seen in this light, initiatives like "English for the Children" seem superfluous. English is alive and well among the new second generation. While public debate over English remains contentious, what is being rapidly eliminated is these children's ability to maintain fluency in the language of their immigrant parents, a significant loss of scarce and valuable bilingual resources.

Posted by leilac at 10:37 AM | Comments (18)

maio 4, 2006

Feliz Cinco de Mayo! (Fotonovela)

Arriba... Usted es una chica muy caliente...

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Bush ficou no maior chamego com a cantora mexicana Graciela Beltran durante as comemorações da Independência Mexicana na Casa Branca...

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Mas enquanto tira uma casquinha da cantora e faz média com os latinos nessa photo op, Bush é contra a tradução do hino americano para o espanhol.

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Depois da farra de Cinco de Mayo do preznit, nem mesmo uma dose pesada de Xanax poderia conter a ira da patroa...

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Posted by leilac at 5:49 PM | Comments (30)

maio 3, 2006

Você tem fome de quê?

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Hemetério pergunta: será que Garotinho vai ser como Hurley de "Lost", que mesmo em dieta forçada há meses numa ilha deserta, ainda não conseguiu emagrecer? Afinal, a essa altura ele já devia estar com o físico igual ao do Jack (foto maior)


Depois que o Garotinho entrou em greve de fome com reivindicações utópicas e estapafúrdias, que sequer podem ser atendidas por alguma entidade específica, começaram a surgir alguns posts ótimos de blogueiros contando o que os motivaria a fazer um protesto semelhante. As meninas do Finaliza ou Dispersa sugerem uma greve de fome "Pelo Retorno dos Preferidos", que só terminaria quando aqueles moços apaixonantes e inatingíveis descobrissem que você é a mulher da vida deles e voltassem a lhe procurar. O Jorge Bastos Moreno, do Globo, disse que entraria em greve até a Juliana Paes ligar para ele (hat tip to Marcus Pessoa).

As possibilidades são infinitas. O George Bush poderia fazer uma greve de fome até que ele encontrasse uma justificativa válida para a invasão ao Iraque, ou até que saísse do fosso dos 32% de popularidade. Eu acho que entraria em greve de fome até o Bush sofrer um impeachment. Entraria em greve de fome pela cura do câncer. Ou da gripe aviária. (Who am I kidding? Não consigo sequer fazer uma dietazinha para perder os cinco quilos de baby fat adquiridos há mais de dois anos! Pensando bem, emagrecer seria uma utopia ideal para a minha greve.)

E você, qual seria o seu motivo para uma greve de fome?

Posted by leilac at 2:56 PM | Comments (24)

maio 2, 2006

Aguardo os próximos capítulos

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Evo para a Petrobrás e Lula: Quero que vocês se top, top, top...

A novela da nacionalização dos "hidrocarburos" da Bolívia está prendendo o interesse do mundo inteiro e eu, como espectadora, não podia deixar de dar o meu pitaco.

Respeito o desejo dos bolivianos de soberania sobre seus recursos minerais. No entanto, eu acredito que a nacionalização devia ser feita de forma gradual, e não numa medida drástica e unilateral como está acontecendo, confiscando bens e investimentos de outras empresas e países.

Uma forma de caminhar legitimamente para a nacionalização seria honrar os contratos atuais e direitos adquiridos das empresas que hoje atuam lá, e a partir disso impedir a expansão da presença estrangeira na exploração, refino e distribuição. Até porque, a YPFB, como é hoje, não tem condições de arcar com todas as operações no país.

Estou curiosa para ver como vai se desenrolar o drama. Evo irá voltar atrás e negociar uma parceria e um tratamento diferenciado para a Petrobrás, que criou boa parte da infraestrutura do gás natural no país? Ou irá simplesmente manter para a Petrobrás as condições irreais que deu a todas as multinacionais para permanecerem no país? Com a nacionalização, a Bolívia irá sofrer com represálias de investidores internacionais, ou conseguirá resistir às pressões do mercado? E a Petrobrás, conseguirá encontrar uma saída honrosa?

O primeiro capítulo dessa novela terminou com um baita de um cliffhanger.

Posted by leilac at 7:20 PM | Comments (15)

maio 1, 2006

¡Sí se puede! Yes, we can!

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Protesto em Sacramento marcando "Um Dia sem os Imigrantes"

Mesmo os ativistas mais aguerridos da esquerda americana nunca viram um movimento tão grande e organizado em sua vida. Acostumados a passeatas de fim de semana apenas, e que dificilmente têm adesão massiva de leste a oeste no país, os americanos testemunharam hoje, uma segunda-feira normal de trabalho, o que foi mais próximo de uma greve geral no país desde o início do século passado. As passeatas e o boicote de hoje em defesa dos imigrantes nos Estados Unidos pararam cerca de 1 milhão de trabalhadores e estudantes nacionalmente, sendo que as maiores manifestações aconteceram em Los Angeles e Chicago, com cerca de 400 mil participantes cada. As passeatas e greves aconteceram também em muitas outras cidades de grande e médio porte, onde até empresários donos de restaurantes, lojas e empreiteiras aderiram. Fábricas inteiras fecharam devido à ausência de funcionários.

Segundo o historiador Nelson Lichtenstein, as últimas grandes greves proletárias americanas aconteceram no final dos anos 40. Depois disso, a perseguição a sindicalistas e à esquerda, intensificada na Guerra Fria, sufocou os movimentos trabalhistas na segunda metade do século 20. As grandes mobilizações políticas de massa nos EUA passaram a ser os protestos por direitos civis (negros, feministas) e anti-guerra, geralmente realizados em fins de semana. "Para nossa geração, a idéia de que poderíamos mudar as condições de trabalho e a estrutura da política pareciam ou uma fantasia radical ou auto-indulgência parisiense", escreve o professor Lichtenstein nesse ótimo artigo na Slate. O Primeiro de Maio, que no resto do mundo é Dia do Trabalho em homenagem ao movimento dos operários imigrantes de Chicago em 1886 pela jornada de 8 horas, nos Estados Unidos nem é feriado. Em 1958, o May Day foi proclamado por Eisenhower como "Dia da Lei", justamente para desestimular o uso da data para protestos. Mas agora, o movimento dos imigrantes, organizados em boa parte pelas comunidades de latinos - que têm grande capacidade de comunicação nacional em suas rádios e TVs, e uma expressiva presença em sindicatos - vem resgatar o verdadeiro significado do Primeiro de Maio para os Estados Unidos.

As passeatas de hoje são um alento para a esquerda americana. "As in the crucial struggles that began more than a century ago, today's marches have forged a link among working-class aspiration, celebrations of ethnic identity, and insistence on full American citizenship. It's an explosive combination. And it could revive and reshape liberal politics in our time", conclui Lichtenstein em seu artigo.

Para fechar esse post, queria recomendar um filme bacana do Ken Loach, Bread and Roses (Pão e Rosas), com o Adrien Brody no papel de sindicalista, contando a história da imigrante mexicana Maya e da mobilização dos trabalhadores de faxina em Los Angeles que ficou conhecida como "Justice for Janitors". O filme passou no cinema em 2000 e você encontra em vídeo ou DVD nas boas locadoras.

Posted by leilac at 6:05 PM | Comments (26)