Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)
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Exactly two weeks ago, I queried Tachyon Publications (publisher of The New Weird) on review copies of some books, among them the forthcoming Steampunk (another enterprise of Ann and Jeff VanderMeer which I was itching to read). In 15 days the whole bunch arrived right at my doorstep: the aforementioned Steampunk (an advance reader copy), Thomas M. Disch´s The Word of God, The James Tiptree Award Anthology 3, Year´s Best Fantasy 7 (from the famous series edited by David G. Hartwell and Kathryn Cramer), Asimov´s Science Fiction Magazine 30th Anniversary Anthology, and Michael Swanwick´s new collection of stories The Dog Said Bow-Wow. Thanks to Jill Roberts, Managing Editor for Tachyon, for the swiftness, efficience and very good disposition (and sense of humor, as well).
Calma, este post não tem nada de sacanagem (do tipo erótico, digo). Como eu nunca cansei de dizer, William Gibson é um grande agente provocador que, através dos seus livros, ajudou a dar forma à cibercultura como a conhecemos hoje. Ou seja, se não fosse por ele, não teríamos o conceito de ciberespaço, o dub não teria tido tanta atenção da mídia, Zion e a a moda óculos-espelhados-roupas-de-couro jamais teriam entrado na moda através de Matrix (que por sua vez não teria nem existido).
Não bastasse ter feito isso, ainda ajudou, com seu amigo e parceiro Bruce Sterling, a cunhar o termo steampunk para denominar toda história de alta tecnologia ambientada no século XIX, graças ao seu livro The Difference Engine.
Quando Reconhecimento de Padrões, o primeiro livro do que agora podemos dizer que é sua mais nova trilogia, foi publicado, uma das coisas mais interessantes é como William Gibson continua influenciando pessoas e tendências sem precisar se esforçar. Apenas pelo fato de sua protagonista desse livro, Cayce Pollard, usar uma jaqueta Buzz Rickson (um tipo de jaqueta de aviador fake e razoavelmente cara) na cor preta, que não existia no mundo real, a Buzz Rickson Products prontamente passou a produzir a dita-cuja não só na sua tradicional cor verde-oliva, mas também na cor preta, que se tornou o modelo "Pattern Recognition" Black MA-1 Intermediate Flying Jacket.
Agora, acabo de ficar sabendo que outro produto derivado do universo gibsoniano vazou para o mundo real: é a Node Magazine, revista criada pelo magnata belga Hubertus Bigend, figura que aparece tanto em Reconhecimento... quanto em Spook Country, seu mais recente livro. Criada em janeiro de 2007, a revista é um apanhado de links sobre William Gibson e suas referências. É uma revista aparentemente simples, mas parece interessante; vale a pena dar uma navegada, nem que seja como tributo ao mestre.
A dica é da Asamiya Athena, que também teceu em seu fotolog elogios ao meu livro A Construção do Imaginário Cyber. Agradeço penhorado!
UPDATE 17 DE MARÇO: Hoje William Gibson completa 60 anos de idade. É, pessoal, o tempo passa - mas o Grande Mestre Cyberpunk continua alive and kicking. Este ano será o Ano Gibson no Brasil - é só aguardar um pouco as novidades da Editora Aleph.

Homessa!!! Quero um desses para mim!!!
Dica da sempre antenada Adriana Amaral, que soube pelo Roberto Tietzmann.


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