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Acabo de ser informado, por mestre Guilherme Kujawski, editor do site Cibercultura, do Instituto Itaú Cultural, que minha resenha sobre a coletânea The New Weird, editada por Ann e Jeff VanderMeer, acaba de ser publicada. Vocês podem conferir aqui.

Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)

Se eu tivesse esperado mais alguns minutos podia ter escrito um post só: além da resenha da Weird Tales 349 na The Fix, acaba de ser publicado meu primeiro conto num site de língua estrangeira.

O conto, baseado em O Artista da Carne, que saiu na coletânea Interface com o Vampiro, foi reescrito totalmente em inglês por mim mesmo e submetido a várias revistas lá fora. Quem levou foi a Nautilus, da Romênia, pilotada pelo editor e escritor Michael Haulica. Na tradução em romeno, o título ficou sendo Vampirul si geneticianul (o parabola). Não acho muito provável que algum dos meus leitores leia romeno (eu mesmo leio muito mal), mas queria compartilhar essa alegria com vocês.

Meu mais sincero obrigado ao Michael e ao amigo Horia-Nicola Ursu, o Ugly Bad Bear (que de feio e mau não tem nada, é gente boa toda vida), que leu o conto e o apresentou ao Michael. E ao tradutor, Radu Ganea.

Enquanto a novidade não vem dar na praia, como diria Herbert Vianna, saiu mais uma resenha minha na The Fix. Desta vez é um texto sobre a sensacional Weird Tales, a edição de numero 349, comemorativa de 85 anos da revista (85 anos com interrupção, infelizmente; ela ficou no limbo por mais de vinte anos e só voltou na década de 80, tendo ido recentemente também para a web). Este número é excelente: além de apresentar novos autores, como a ótima Sarah Monette, tem ainda a volta do sensacional Michael Moorcock e seu igualmente sensacional Elric de Melniboné, com sua espada devoradora de almas Stormbringer. Vale a pena assinar.

Pedindo licença aos meus fiéis leitores para este marketing pessoal descarado, aviso que acabo de publicar um artigo na versão online do jornal Le Monde Diplomatique. Este artigo é a primeira parte. No máximo em duas semanas sai a próxima, e em breve um conto inédito.

Muito obrigado ao Rodrigo Gurgel pela honra e pela excelente oportunidade de contribuir para uma interlocução sobre a ficção científica como uma literatura sobre a qual vale a pena conversar e debater.

scifi2-med.jpgThere´s a new review of mine in The Fix: an appreciation of The Solaris book of New Science Fiction, Vol. 2. Great reading, highly rewarding.

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Tem resenha nova na revista online The Fix: um texto que escrevi sobre o volume 2 da antologia de contos inéditos de FC da editora inglesa Solaris. Muitos autores novos desconhecidos no Brasil (como os ótimos Neal Asher, Kay Kenyon e Eric Brown), além de alguns que já foram publicados por aqui, ainda que apenas de passagem (Paul Di Filippo, salvo engano na falecida Isaac Asimov Magazine brasileira, e Michael Moorcock, criador de Elric, aqui apresentando uma história inédita de seu anti-herói Jerry Cornelius. Vale a dica para as editoras brasileiras.

Fiquei sabendo pelo Pedro Doria: o Edney, bom e velho blogueiro e precursor dos condomínios de blogs com seu Interney.net, estipulou o dia 17 como o Dia da Blogagem Inédita.

O que vem a ser isso? Com vocês, nas palavras do próprio Edney (resumidas, o link para o post completo está acima):

"É uma blogagem coletiva ou blog carnival, com o objetivo de trazer mais lucidez à blogosfera, ressaltando o valor que há na profundidade com que o bom jornalismo trata a informação e divulgando blogueiros de diferentes formações que tem aproveitado a liberdade da ferramenta para trazer conteúdo inédito para a rede."

O conteúdo inédito é uma tentativa de incentivar o jornalismo blogueiro, coisa que eu sempre defendi desde os tempos do meu primeiro blog, que durou de 2001 a 2002. Aproveitei que tinha escrito a resenha da saga de Stephen King (vide post abaixo) e ofereci meu link para a página de Blogagem Coletiva do Interney.

O critério básico era que o blogueiro apurasse por conta própria a matéria, sem pegar nada de outros sites. Como a resenha foi inteiramente escrita por este que vos digita, ela foi aceita e está figurando no blog do Edney. A ele, meus agradecimentos. Aos demais blogueiros, parabéns. E vamos visitar os links indicados lá, que têm notícias e entrevistas assaz interessantes.

Thumbnail image for nodemagazine.jpgCalma, este post não tem nada de sacanagem (do tipo erótico, digo). Como eu nunca cansei de dizer, William Gibson é um grande agente provocador que, através dos seus livros, ajudou a dar forma à cibercultura como a conhecemos hoje. Ou seja, se não fosse por ele, não teríamos o conceito de ciberespaço, o dub não teria tido tanta atenção da mídia, Zion e a a moda óculos-espelhados-roupas-de-couro jamais teriam entrado na moda através de Matrix (que por sua vez não teria nem existido).

Não bastasse ter feito isso, ainda ajudou, com seu amigo e parceiro Bruce Sterling, a cunhar o termo steampunk para denominar toda história de alta tecnologia ambientada no século XIX, graças ao seu livro The Difference Engine.

Quando Reconhecimento de Padrões, o primeiro livro do que agora podemos dizer que é sua mais nova trilogia, foi publicado, uma das coisas mais interessantes é como William Gibson continua influenciando pessoas e tendências sem precisar se esforçar. Apenas pelo fato de sua protagonista desse livro, Cayce Pollard, usar uma jaqueta Buzz Rickson (um tipo de jaqueta de aviador fake e razoavelmente cara) na cor preta, que não existia no mundo real, a Buzz Rickson Products prontamente passou a produzir a dita-cuja não só na sua tradicional cor verde-oliva, mas também na cor preta, que se tornou o modelo "Pattern Recognition" Black MA-1 Intermediate Flying Jacket.

Agora, acabo de ficar sabendo que outro produto derivado do universo gibsoniano vazou para o mundo real: é a Node Magazine, revista criada pelo magnata belga Hubertus Bigend, figura que aparece tanto em Reconhecimento... quanto em Spook Country, seu mais recente livro. Criada em janeiro de 2007, a revista é um apanhado de links sobre William Gibson e suas referências. É uma revista aparentemente simples, mas parece interessante; vale a pena dar uma navegada, nem que seja como tributo ao mestre.

A dica é da Asamiya Athena, que também teceu em seu fotolog elogios ao meu livro A Construção do Imaginário Cyber. Agradeço penhorado!


UPDATE 17 DE MARÇO: Hoje William Gibson completa 60 anos de idade. É, pessoal, o tempo passa - mas o Grande Mestre Cyberpunk continua alive and kicking. Este ano será o Ano Gibson no Brasil - é só aguardar um pouco as novidades da Editora Aleph.

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A CONSTRUÇÃO DO IMAGINÁRIO CYBER - William Gibson, Criador da Cibercultura

  • v e r b e a t b l o g s
  • São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2006

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