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Vladimir Nabokov escrevia um texto como quem tece uma estrutura delicada, respeitando a etimologia do texto como tessitura, como tecido, algo que é mais tramado e costurado do que criado do nada.

Existem duas maneiras de se revolucionar uma narrativa (Borges diria que são duas dentre muitas outras, incontáveis, mas isto ocuparia muito espaço aqui): pela forma e pelo conteúdo.

Autores como Julio Cortázar, Ítalo Calvino e todos os membros do grupo OuLiPo [1] (do qual Calvino também participou), como Raymond Queneau e Georges Perec, tinham um carinho especial pela forma de suas narrativas. Sem nunca descuidar do conteúdo, eles impunham a si mesmos regras franciscanas (ou seriam jesuíticas?) para escrever seus textos.


Este é o começo de minha resenha do livro A Defesa Lujin, recém-lançado pela Companhia das Letras, e que vocês podem ler na íntegra na última edição do caderno Palavra do Diplô, aqui.

Tá lá na home, mas o link principal é este aqui.

O autor? Um ilustre desconhecido, inclusive para mim: Robert T. Jeschonek, que acaba de publicar seu primeiro livro, Mad Scientist Meets Cannibal, na verdade um showcase da PS Publishing, com poucos contos. Mas excelentes. Jeschonek lembra (como diz Mike Resnick no prefácio) R.A. Lafferty, muito pouco lembrado no Brasil, mas também lembra dois dos meus autores preferidos da velha guarda: William Tenn e Fredric Brown. Fiquem de olho nesse cara. Vale a pena.

Lavinia2

Este é o livro que muita gente estava esperando. Lavínia é o mais recente livro da mestra Ursula K. LeGuin. Ambientado no mesmo cenário da Eneida, de Virgílio, LeGuin usa um recurso semelhantes ao que Marion Zimmer Bradley usa em As Brumas de Avalon: dar voz à mulher, relegada a um papel secundário (ou nulo) na história.

Na Eneida, Virgílio só cita Lavínia, a segunda esposa de Enéias, ao tratar de um presságio: na véspera do desembarque de Enéias em Latinum (região da Itália anterior à fundação de Roma), os cabelos de Lavínia's aparecem recobertos por uma espécie de fogo-fátuo, um augúrio de que a guerra está por vir.

Em Lavínia, Le Guin reverte inteligentemente o jogo, dando voz à personagem que da título ao livro. Filha do Rei Latinus e da Rainha Amata, governantes de Latinum, Lavínia foi prometida pela mãe (semi-enlouquecida pela perda de seus outros filhos por doenças ainda na infância) a seu sobrinho, Turnus, rei da vizinha Rutuli. Mas o rei discorda: seguindo as palavras de um oráculo, ele anuncia que Lavínia se casará com um estranho recém-chegado de Tróia, Enéias. Isso vai provocar uma guerra civil.

Estou apenas citando uma sinopse, porque acabei de receber o livro. Aguardem uma resenha mais saborosa em breve.

As férias começaram ma non troppo: hoje retomo os estudos de doutorado (uma análise do conceito de pós-humano na ficção científica) e continuo trabalhando em projetos e escrevendo. E, claro, lendo bastante. Abaixo, uma lista do que tenho lido:

Perdido Street Station, de China Miéville - relendo este já clássico que inaugurou o subgênero literário chamado de New Weird. Miéville, que já escreveu mais dois livros ambientados no universo bizarro de New Crobuzon: The Scar e Iron Council, além de uma ótima coletânea chamada Looking for Jake, que contém uma história de New Crobuzon mas outras igualmente incríveis, lançou recentemente um infanto-juvenil que de bobo não tem nada: Un Lun Dun, que narra a incrível viagem de duas meninas por uma Londres oculta - algo no mesmo tom de Neverwhere, de Neil Gaiman, mas ao mesmo tempo bem diferente. Vale a pena conferir. Aguardem resenha em breve, além de uma surpresa no Post-Weird Thoughts.

Dreamsongs, Vol. 1, de George R. R. Martin - Comecei agora; o grande barato é ler os primeiros contos que o cara publicou em zines na década de 1960. Coisas meio lovecraftianas, mais para Old Weird que para New, mas também o cara tá com quase 70 anos, né? Muito bom

Mad Scientist Meets Cannibal, de Robert T. Jeschonek. Autor de livros de Star Trek, Jeschonek estreia com uma minicoletânea que faz parte do showcase da PS Publishing. O livro ainda não saiu, mas recebi uma ARC (Advance Reviewer Copy) para resenhá-lo no The Fix. Esse cara eu não conhecia, mas até agora estou adorando os contos da minicoletânea. Jeschonek lembra Frederic Brown e William Tenn. Bárbaro!!

A Magia das Máquinas - John Wilkins e a origem da mecânica moderna, de Ana Maria Alfonso-Goldfarb. Excelente livro, fruto da dissertação de mestrado da Professora Goldfarb, da PUC-SP, para pesquisa no romance que estou escrevendo agora (mais sobre isso depois).

ficção de polpa 2

areia nos dentesAcabo de receber, do Samir Machado de Machado, da Não Editora (excelente nome, se eu tivesse uma editora ia querer colocar um nome desses) os livros Ficção de Polpa vol. 2, coletânea de diversos autores, e Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky.

Nada a comentar neste instante, a não ser a EXCELENTE, embasbacante qualidade gráfica de ambos os livros. O primeiro, uma coletânea original de ficção científica "pulp", com uma capa que homenageia os grandes ilustradores do gênero, como Frank R. Paul. O segundo, um western que, me disseram, é meio weird - bem do jeito que eu gosto.
Aguardem resenha suculenta em breve. Meu obrigado ao Samir pelo envio.

Update 7 / 06: o Bruno Porto postou um comment querendo saber quem são os autores das capas. Muito justo, erro meu que corrijo agora. A capa do Ficção de Polpa 2 é do Samir Machado de Machado, e a ilustração é de Gisele Oliveira. A capa e todo o projeto gráfico do Areia nos Dentes são do Samir.

Recentemente uma amiga me procurou chateada porque recebeu uma péssima resenha sobre sua mais recente tradução. Entre outras coisas, o jornalista que leu o livro disse que a tradução tinha de ser mais "competente" e "inspirada".

Não vou fazer aqui uma análise do livro, porque, confesso, não o li, nem no original, nem na tradução. Tradutores não são perfeitos; minha colega de ofício e ex-chefe em nossa gestão à frente do Sindicato dos Tradutores, em meados da década de 1990, Lia Wyler, quando interpelada sobre escolhas específicas de determinados termos na série Harry Potter - que ela traduziu com muita eficiência, diga-se de passagem - respondeu mais ou menos o seguinte (cito de cabeça): "cada tradutor traduz o texto de seu jeito, a tradução não é uma ciência exata".

Ela está certa. Desconfiem sempre de quem diz o contrário e vem com fórmulas prontas. Tradução é o famoso mix de arte e técnica, tekhné no melhor sentido grego clássico, e é sempre muito complicado criticar a tradução se o crítico não for ele próprio alguém que labuta nesse ofício.

Quando trabalhei na Encyclopaedia Brittanica (onde traduzi alguns verbetes dos anuários), meu chefe, Donaldson Garschagen, jornalista e tradutor responsável pela primeira versão (e creio que a única até hoje) de A Cidade e as Estrelas, de Arthur C. Clarke, para o português, passou por uma situação ainda mais constrangedora: quando traduziu o clássico Nostromo, de Joseph Conrad, para a Editora Record, um resenhista da Folha de São Paulo decidiu fazer um cotejo (comparação) entre a tradução dele e a do saudoso poeta e ensaísta José Paulo Paes, feita na mesma época e lançada pela Companhia das Letras. Afinal, como a obra de Conrad já caiu há muito em domínio público, qualquer editora pode publicá-la sem problemas.

Pois bem, o resenhista já mostrou qual era seu propósito desde o começo: desacreditar a tradução de Donaldson. Estou sendo parcial porque o sujeito foi meu chefe? Não, e explico porquê: em seu artigo, o jornalista disse que a tradução de Donaldson estava errada (não inadequada, não imprecisa, errada mesmo), e citou um exemplo. Donaldson traduziu a palavra cupidity como cupidez, e não como ganância, que seria o correto - e foi como Paes traduziu.

Acontece que o livro foi escrito em 1905, e qualquer estudante de ginásio que tenha se dado ao trabalho de ler Machado de Assis vai encontrar em seus livros a palavra cupidez, que significa... ganância! A opção de Donaldson foi manter uma linguagem mais antiga, machadiana; a de Paes foi modernizar a linguagem sem descaracterizá-la. Quem está errado? Nem Donaldson, nem Paes: o jornalista errou. Porque cometeu um crime de injúria, calúnia e difamação. Na época, Donaldson escreveu uma carta para o jornal, que não se retratou. Pouco tempo depois, os livreiros começaram a devolver a edição da Record, porque ninguém queria mais comprá-la, alegando que não comprariam uma tradução "cheia de erros".

Voltando à minha amiga: ela me disse ter feito um trabalho competente e inspirado, e estava tendo um retorno muito bom dos fãs, mas que a resenha a havia deixado sem chão. Até pouco tempo atrás, ela estava tentando entrar em contato com o jornalista, não para tirar satisfação, porque ela é uma pessoa educadíssima e tranqüila, mas simplesmente para que ele pudesse esclarecer por que motivos ele achou que a tradução estava ruim (em tempo: ele NÃO DEU NENHUM EXEMPLO de tradução em sua resenha).

Esse é um dos tipos de crítica mais rasteiros que existem. Digo rasteiros não para ofender, mas para criticar mesmo o trabalho do crítico. Como jornalista, sei que nosso espaço no jornal ou na revista e muito pequeno para entrarmos em detalhes, mas uma de nossas primeiras lições de jornalismo (e quem mestres como Perseu e Cláudio Abramo nos ensinaram) é: tenha como provar aquilo que você afirma. Quando não faz isso, o crítico não está apenas colocando na berlinda o trabalho do criticado, mas também o seu próprio.

Não conheço o coleguinha pessoalmente, mas soube por conhecidos que ele é uma boa pessoa, mas um pouco intenso demais em suas críticas. E conheço pessoalmente a tradutora, cujo nome não cito aqui porque ela não me autorizou (e nem acho que seria pertinente, pois o importante aqui é o caso, não os nomes), mas ela traduziu uma das obras mais importantes da literatura dos últimos anos, e o fez com afinco, recebendo elogios de todos os veículos que o resenharam. Portanto, ela não pode ser uma tradutorazinha qualquer.

Moral da história? Seja você tradutor ou não, não se deixe depreciar. Robert A. Heinlein dizia que o crítico literário é o sujeito que não teve competência para ser escritor. Não concordo inteiramente (até porque eu exerço os dois papéis), mas talvez esse possa ser o caso em questão.

Acabo de ser informado, por mestre Guilherme Kujawski, editor do site Cibercultura, do Instituto Itaú Cultural, que minha resenha sobre a coletânea The New Weird, editada por Ann e Jeff VanderMeer, acaba de ser publicada. Vocês podem conferir aqui.

Não, eu não estou falando de Barack Obama - ao menos não por enquanto. Para quem conhece bem a obra de Monteiro Lobato, o título é claro: é de um de seus livros, publicado originalmente em 1926, portanto há 82 anos (e curiosamente no mesmo ano em que Hugo Gernsback iniciou a publicação de Amazing Stories e cunhou a palavra scientifiction), o que faz todo o sentido do mundo, porque é o livro adulto de Lobato mais "science-fiction" que ele escreveu.

O Presidente Negro, que acabou de ser relançado, é também a história mais polêmica de Lobato, que nos anos 1960 foi acusado de racismo por ela. Injustamente.

Não vou entrar em detalhes agora, porque acabei de comprar o livro e vou começar a relê-lo depois de mais de vinte anos. Mas foi interessante perceber, ao entrar na livraria, que, ao contrário dos demais livros de Lobato que a Editora Globo está relançando, O Presidente Negro é o único que não está exposto à vista de todos, mas enfiado envergonhadamente no fundo de uma prateleira da seção de Literatura Brasileira. Será que os livreiros brasileiros têm vergonha desse livro de Lobato? E será que isso é um reflexo de uma suposta "vergonha" que os brasileiros teriam? Mais sobre isso muito em breve.

Tive a honra de ter meu livro resenhado por uma das tradutoras que mais admiro, a Ludimila Hashimoto, tradutora de Alan Moore (A Voz do Fogo) e dos livros de Terry Pratchett da série Discworld, em seu ótimo blog. Foi a melhor e mais bem sacada resenha sobre ele até agora. Ludi foi uma das poucas observadoras que sacaram o porquê da inserção de uma passagem especial sobre moda no livro. Meu mais sincero obrigado a ela.

Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)

Enquanto a novidade não vem dar na praia, como diria Herbert Vianna, saiu mais uma resenha minha na The Fix. Desta vez é um texto sobre a sensacional Weird Tales, a edição de numero 349, comemorativa de 85 anos da revista (85 anos com interrupção, infelizmente; ela ficou no limbo por mais de vinte anos e só voltou na década de 80, tendo ido recentemente também para a web). Este número é excelente: além de apresentar novos autores, como a ótima Sarah Monette, tem ainda a volta do sensacional Michael Moorcock e seu igualmente sensacional Elric de Melniboné, com sua espada devoradora de almas Stormbringer. Vale a pena assinar.

Os meus leitores já repararam que não estou escrevendo rigorosamente todos os dias, como fazia até bem pouco tempo. Paciência, please, ao menos por enquanto: estou trabalhando muito e as traduções, bem como as aulas, demandam uma grande dedicação.

O que me salva é que minha dedicação aos livros não é menor. A quantidade de livros que estou lendo é grande e vai gerar uma boa quantidade de resenhas muito em breve, algumas para o The Fix (tem uma saindo por esses dias), outras para este blog, outras para um outro blog que está surgindo (pronto, falei). Provavelmente até o fim desta semana ou o começo da próxima estarei abrindo os trabalhos no outro - sem abandonar este nem um pouco, ressalto.

Enquanto isso, lendo os seguintes livros:

The Road, Cormac McCarthy - eu não levava muita fé nesse escritor, muito embora o filme baseado em seu livro No Country for Old Men tenha levado o Oscar, coisa e tal. Mas ontem achei o pocket na Cultura a um preço ridículo de tão barato e comprei. Resultado: quase não dormi esta noite. Não conseguia parar. Extremamente bem escrito. Uma história pós-apocalipse nuclear feita para figurar entre as melhores do gênero, como Damnation Alley, de Roger Zelazny, e The Memoirs of a Survivor, de Doris Lessing.

The Immortalists, de David M. Friedman - um dos melhores livros de não-ficção que li nos últimos tempos, que conta uma história interessante e assustadora ao mesmo tempo: a parceria inusitada entre o herói da aviação norte-americana Charles Lindbergh, responsável pela primeira travessia do Atlântico em 1927, e o cientista francês Alexis Carrel, Prêmio Nobel de Medicina de 1912. O objetivo da parceria: buscar a imortalidade através da perfusão de órgãos, ou seja, a manutenção da vida dos órgãos internos do corpo humano, inicialmente fora do corpo. Um projeto algo frankensteiniano, iniciado em 1930 e que vai se tornando mais assustador quando Lindbergh assume publicamente seu apoio à Alemanha nazista, às vésperas de uma Segunda Guerra Mundial que ele jurava aos militares americanos que jamais aconteceria. Contraditório como todo ser humano, Lindbergh era anti-semita e acreditava na superioridade da "raça" branca (coloco raça entre aspas porque esse conceito já caiu por terra cientificamente), mas ao mesmo tempo era capaz de gestos desprendidos e de uma grande dedicação em projetos que tinham motivação de ajuda humanitária. Foi ele, por exemplo, quem aperfeiçoou um modelo de centrífuga que até hoje é utilizado em laboratórios clínicos, e seu método de perfusão permitiu a evolução de procedimentos científicos para transplantes. Lendo para pesquisa, juntamente com o excelente The Plot Against America, de Philip Roth, uma história alternativa que narra o que poderia ter acontecido aos judeus dos EUA caso Lindbergh tivesse concorrido à presidência em 1940 (isso nunca aconteceu). Roth é sempre uma ótima leitura.

Continuo lendo Vellum, de Hal Duncan, além da biografia de Nietzsche escrita por Rüdiger Safranski, que também é biógrafo de Heidegger. Mais detalhes em breve.

Acabaram de ser anunciados os finalistas do Locus Award, prêmio conferido pela revista Locus, a mais importante do mercado anglo-americano de ficção científica, fantasia e horror. Abaixo, a lista completa:

LIVRO DE FC


The Accidental Time Machine, Joe Haldeman (Ace)
Brasyl, Ian McDonald (Pyr)
Halting State, Charles Stross (Ace; Orbit UK)
Spook Country, William Gibson (Putnam; Viking UK)
The Yiddish Policemen's Union, Michael Chabon (HarperCollins) -

LIVRO DE FANTASIA


Endless Things, John Crowley (Small Beer Press; Overlook)
Making Money, Terry Pratchett (Doubleday UK; HarperCollins)
Pirate Freedom, Gene Wolfe (Tor)
Territory, Emma Bull (Tor)
Ysabel, Guy Gavriel Kay (Viking Canada; Roc)

LIVRO INFANTO-JUVENIL


Extras, Scott Westerfeld (Simon Pulse; Simon & Schuster UK)
The H-Bomb Girl, Stephen Baxter (Faber & Faber)
Magic's Child, Justine Larbalestier (Razorbill)
Powers, Ursula K. Le Guin (Harcourt; Gollancz)
Un Lun Dun, China Miéville (Ballantine Del Rey; Macmillan UK)

LIVRO DE ESTRÉIA


City of Bones, Cassandra Clare (Simon & Schuster/McElderry)
Flora Segunda, Ysabeau S. Wilce (Harcourt)
Heart-Shaped Box, Joe Hill (Morrow; Gollancz)
The Name of the Wind, Patrick Rothfuss (DAW; Gollancz)
One for Sorrow, Christopher Barzak (Bantam Spectra)

NOVELA


After the Siege, Cory Doctorow (The Infinite Matrix Jan 2007)
All Seated on the Ground, Connie Willis (Asimov's Dec 2007)
Memorare, Gene Wolfe (F&SF Apr 2007)
Muse of Fire, Dan Simmons (The New Space Opera)
Stars Seen through Stone, Lucius Shepard (F&SF Jul 2007)

NOVELETA


Dark Integers, Greg Egan (Asimov's Oct/Nov 2007)
The Merchant and the Alchemist's Gate, Ted Chiang (F&SF Sep 2007)
Trunk and Disorderly, Charles Stross (Asimov's Jan 2007)
We Never Talk About My Brother, Peter S. Beagle (Orson Scott Card's Intergalactic Medicine Show Jun 2007)
The Witch's Headstone, Neil Gaiman (Wizards)

CONTO


The Last and Only, or, Mr. Moscowitz Becomes French, Peter S. Beagle (Eclipse One)
Last Contact, Stephen Baxter (The Solaris Book of New Science Fiction)
A Small Room in Koboldtown, Michael Swanwick (Asimov's Apr/May 2007)
Tideline, Elizabeth Bear (Asimov's Apr/May 2007)
Who's Afraid of Wolf 359?, Ken MacLeod (The New Space Opera)

COLETÂNEA


The Dog Said Bow-Wow, Michael Swanwick (Tachyon)
The Jack Vance Treasury, Jack Vance (Subterranean)
Overclocked, Cory Doctorow (Thunder's Mouth)
Things Will Never Be the Same, Howard Waldrop (Old Earth)
The Winds of Marble Arch and Other Stories, Connie Willis (Subterranean)

ANTOLOGIA


The Best of Lady Churchill's Rosebud Wristlet, Kelly Link & Gavin J. Grant, eds. (Ballantine Del Rey)
The Coyote Road, Ellen Datlow & Terri Windling, eds. (Viking)
The New Space Opera, Gardner Dozois & Jonathan Strahan, eds. (Eos)
The Year's Best Fantasy & Horror 2007: Twentieth Annual Collection, Ellen Datlow, Kelly Link & Gavin J. Grant, ed. (St. Martin's)
The Year's Best Science Fiction: Twenty-Fourth Annual Collection, Gardner Dozois, ed. (St. Martin's)

NÃO-FICÇÃO


Brave New Words: The Oxford Dictionary of Science Fiction, Jeff Prucher, ed. (Oxford University Press)
Breakfast in the Ruins, Barry N. Malzberg (Baen)
The Country You Have Never Seen, Joanna Russ (Liverpool University Press)
Gateways to Forever: The Story of the Science-Fiction Magazines from 1970 to 1980, Mike Ashley (Liverpool University Press)
Shadows of the New Sun: Wolfe on Writing/Writers on Wolfe, Peter Wright (Liverpool University Press)

LIVRO DE ARTE

The Arrival, Shaun Tan (Lothian 2006; Scholastic)
Dreamscape: The Best of Imaginary Realism, Claus Brusen & Marcel Salome, eds. (SalBru)
Emshwiller: Infinity x Two, Luis Ortiz, ed. (Nonstop Press)
Mervyn Peake: The Man and His Art, compilado por Sebastian Peake & Alison Eldred, editado por G. Peter Winnington (Peter Owen)
Spectrum 14: The Best in Contemporary Fantastic Art, Cathy Fenner & Arnie Fenner, eds. (Underwood)

EDITOR


Ellen Datlow
Gardner Dozois
David G. Hartwell
Patrick Nielsen Hayden
Gordon Van Gelder

REVISTA


Analog
Asimov's
F&SF
Lady Churchill's Rosebud Wristlet
Subterranean
PUBLISHER
Baen
Bantam Spectra
Night Shade Books
Subterranean Press
Tor

ARTISTA


Stephan Martiniere
John Picacio
Shaun Tan
Charles Vess
Michael Whelan


Destes, alguns já foram resenhados por mim aqui ou no The Fix. A maioria dos contos, noveletas e novelas já está disponível na Web (as revistas estão disponibilizando os contos finalistas gratuitamente, uma tendência ótima que se confirmou de vez este ano e que eu aplaudo). Periodicamente, continuarei postando resenhas dessas histórias aqui - e também em outro blog, que está pintando nos próximos dias, aguardem.

Obrigado ao Larry, do OF Blog of the Fallen, pela lista. / Thanks to Larry, of OF Blog of the Fallen, by the list.

I bought the pocket yesterday and read it in bed that night. I read it entirely, beginning to end, before I could sleep. Okay, it´s not a big book - but so what? It´s pretty damn good. I didn´t read anything by Gerrold in a long time, and when I saw the advertising for the movie starring John Cusack, I got interested at once.

The story of how Gerrold, a gay, single SF writer adopted an abused child and his struggle to bond with him is very touching. Everyone who has a child, of his/her own or adopted, should read it. It´s also a fun story - I mean it´s a story narrated in a very good-humored way. You can´t help laughing sometimes more than you can´t help shedding some tears.

That story also reminded me of a very brief moment in which my life almost touched theirs. I attended the 1995 WorldCon in Glasgow, when Gerrold won the Hugo for the novelette version of The Martian Child. It was my first international convention (it still is, though this situation is due to change soon), and I was so thrilled to meet so many writers I enjoyed reading (like Mike Resnick, with whom I had a great time at the kaffeeklatsch, and Gregory Benford, Geoffrey A. Landis, Iain M. Banks, and Robert Silverberg) that I hardly could even speak (that temporary inability made Terry Pratchett have some good laughs at me when I tried to talk to him).

All in all, that experience was very important to me - exhilarating and fun. I only have two regrets: in the first day of the convention, I was still so amazed I couldn´t bring myself to walk a few steps and talk to John Brunner, which was talking to some friends liks Hal Clement and Forrest J. Ackerman, and also seemed to be in a very good mood. Sadly, later that night, he suffered a massive heart attack and died. To say it was a terrible loss is an understatement.

The second is this: I was near a hot-dog booth at the food court when I saw Gerrold with his son David. It was in the last day, just after the award ceremony. Gerrold was holding the spaceship statuette and buying something for him and his son to eat. For a moment, I felt like going down there just to tell him how much I enjoyed some of his stories, like his classic Star Trek story The Trouble with Tribbles. But I hadn´t read the winning novellette yet, and I was afraid of being inconvenient. So, I didn´t.

I hope he can read these words someday (that´s the good side of the Net; maybe he will) and know that, as the poem of Vladimir Mayakovsky goes, once there was a happy man in Brazil. That was how his book made me feel.

scifi2-med.jpgThere´s a new review of mine in The Fix: an appreciation of The Solaris book of New Science Fiction, Vol. 2. Great reading, highly rewarding.

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Tem resenha nova na revista online The Fix: um texto que escrevi sobre o volume 2 da antologia de contos inéditos de FC da editora inglesa Solaris. Muitos autores novos desconhecidos no Brasil (como os ótimos Neal Asher, Kay Kenyon e Eric Brown), além de alguns que já foram publicados por aqui, ainda que apenas de passagem (Paul Di Filippo, salvo engano na falecida Isaac Asimov Magazine brasileira, e Michael Moorcock, criador de Elric, aqui apresentando uma história inédita de seu anti-herói Jerry Cornelius. Vale a dica para as editoras brasileiras.


As told in the last post (right below, in Portuguese), I´ll be doing a series of short reviews of the Hugo and Nebula finalists in the next weeks, as time and circumstances allow me to do so.

The first one is Who's Afraid of Wolf 359?, by Ken MacLeod (The New Space Opera, ed. Gardner Dozois and Jonathan Strahan, HarperCollins/Eos). This short story is slightly reminiscent of Theodore Sturgeon´s The Skills of Xanadu, with an even madder twisted ending. MacLeod tells us the apparently simple story of a virtually immortal man (or, as he tells us himself in the very beginning of the story, maybe not, maybe his implanted memories are to blame on the fact that he really believes it), a gallant, gallivanting rogue who is caught with the wife of a powerful man and is force to face a very singular punishment: travel to the distant world of Wolf 359 and bring back anything that might have survived the collapse of civilization there. But he does find a civilization there, after all - it´s his reaction to the beings he finds in Wolf 359 that will be essential to a successful completion of his mission. That´s where MacLeod and Sturgeon goes their separate ways -- the space trigger-happy cowboy Bril of Kit Carson resists any kind of involvement with the inhabitantes of Xanadu, only to be slowly wooed by their gentle ways. Not so with MacLeod´s protagonist, which only wants to make a profit - any profit he can. It´s a short, curt story - and a funny one, which makes all the difference.

Eu já havia cantado a pedra num post anterior sobre os finalistas do Arthur C. Clarke Award. Agora, foram indicados os finalistas dos maiores prêmios da ficção científica de língua inglesa: o Hugo e o Nebula.

Os finalistas do Hugo nas categorias impressas são:


Melhor Romance

The Yiddish Policemen's Union, de Michael Chabon (HarperCollins; Fourth Estate)

Brasyl, de Ian McDonald (Gollancz; Pyr)

Rollback, de Robert J. Sawyer (Tor; Analog Oct. 2006-Jan/Feb. 2007)

The Last Colony, de John Scalzi (Tor)

Halting State, de Charles Stross (Ace)

Melhor Novela

"The Fountain of Age", de Nancy Kress (Asimov's July 2007)

"Recovering Apollo 8", de Kristine Kathryn Rusch (Asimov's Feb. 2007)

"Stars Seen Through Stone", de Lucius Shepard (F&SF July 2007)

"All Seated on the Ground",de Connie Willis (Asimov's Dec. 2007; Subterranean Press)

"Memorare", de Gene Wolfe (F&SF April 2007)

Melhor Noveleta

"The Cambist and Lord Iron: a Fairytale of Economics", de Daniel Abraham (Logorrhea ed. John Klima, BantamSpectra)

"The Merchant and the Alchemist's Gate", de Ted Chiang (Subterranean Press; F&SF Sept. 2007)

"Dark Integers", de Greg Egan (Asimov's Oct./Nov. 2007)

"Glory", de Greg Egan (The New Space Opera, ed. Gardner Dozois & Jonathan Strahan, HarperCollins/Eos)

"Finisterra", de David Moles (F&SF Dec. 2007)


Melhor Conto

"Last Contact", de Stephen Baxter (The Solaris Book of New Science Fiction, ed. George Mann, Solaris Books)

"Tideline", de Elizabeth Bear (Asimov's June 2007)

"Who's Afraid of Wolf 359?", de Ken MacLeod (The New Space Opera, ed. Gardner Dozois and Jonathan Strahan, HarperCollins/Eos)

"Distant Replay", de Mike Resnick (Asimov's April/May 2007)

"A Small Room in Koboldtown", de Michael Swanwick (Asimov's April/May 2007; The Dog Said Bow-Wow, Tachyon Publications)

E os finalistas do Nebula:

Romances


Ragamuffin,de Tobias Buckell (Tor, Jun07)

The Yiddish Policemen's Union, de Michael Chabon (HarperCollins, May07)

The Accidental Time Machine, de Joe Haldeman (Ace, Aug07)

The New Moon's Arms, de Nalo Hopkinson (Warner Books, Feb07)

Odyssey, de Jack McDevitt (Ace, Nov06)

Melhor Novela

"Awakening", de Judith Berman (Black Gate 10, Spr07)

"The Helper and His Hero", de Matt Hughes (F&SF, Mar07 (Feb07 & Mar07))

"Fountain of Age", de Nancy Kress (Asimov's, Jul07)

"Stars Seen Through Stone", de Lucius Shepard (F&SF, Jul07)

"Kiosk", de Bruce Sterling (F&SF, Jan07)

"Memorare", de Gene Wolfe (F&SF, Apr07)

Melhor Noveleta

"The Children's Crusade", de Robin Wayne Bailey (Heroes in Training, Martin H. Greenberg and Jim C. Hines, Ed., DAW, Sep07)

"Child, Maiden, Woman, Crone", de Terry Bramlett (Jim Baen's Universe 7, June 2007)

"The Merchant and the Alchemist's Gate", deTed Chiang (F&SF, Sep07)

"The Evolution of Trickster Stories Among the Dogs Of North Park After the Change", de Kij Johnson (Coyote Road, Trickster Tales, Ellen Datlow and Terri Windling, Ed., Viking Juvenile, Jul07)

"Safeguard", by Nancy Kress (Asimov's, Jan07)

"Pol Pot's Beautiful Daughter", de Geoff Ryman (F&SF, Nov06)

"The Fiddler of Bayou Teche", de Delia Sherman (Coyote Road, Trickster Tales, Ellen Datlow and Terri Windling, Ed., Viking Juvenile, Jul07)


Melhor Conto

"Unique Chicken Goes In Reverse", de Andy Duncan (Eclipse 1: New Science Fiction And Fantasy, Jonathan Strahan, Ed., Night Shade Books, Oct07)

"Always", de Karen Joy Fowler (Asimov's, May07 (Apr/May07 issue))

"Titanium Mike Saves the Day", de David D. Levine (F&SF, Apr07)

"The Story of Love", de Vera Nazarian (Salt of the Air, Prime Books, Sep06)

"Captive Girl", de Jennifer Pelland (Helix: A Speculative Fiction Quarterly, WS & LWE, Ed., Oct06 (Fall06 issue -- #2))

"Pride", de Mary Turzillo (Fast Forward 1, Pyr, Feb07)

Como vocês devem ter visto, alguns dos contos e novelas podem ser acessados de graça na Web (os links estão nos títulos). Como em prêmios mais famosos (digamos, Golden Globe e Oscar), alguns títulos se repetem na preferência dos eleitores (o Hugo é votado por todos os participantes da convenção mundial de FC, que este ano será realizado em Denver, Colorado, em agosto - mesmo não sendo afiliado a nenhum grupo de língua inglesa, eu votei no Hugo quando fui à WorldCon de 1995, em Glasgow, na Escócia; já o Nebula é restrito aos membros da Science Fiction and Fantasy Writers of America).

Não li todos os livros e contos acima, mas segue abaixo uma brevíssima avaliação dos que tive a oportunidade de ler até agora (aguardem nas próximas semanas mais dicas):

Brasyl, de Ian McDonald - fiz uma resenha sobre ele na revista Cibercultura do Itaú Cultural. Gostei; talvez seja a primeira vez que um autor de língua inglesa escreve uma história onde 99 por cento dos personagens são brasileiros, e não fica no estereótipo. Há alguns erros conceituais, mas na maior parte das vezes McDonald acerta, e a história é instigante (já imaginaram um acelerador de partículas na USP criando acidentalmente um portal para universos paralelos? Pois é, o cara imaginou).

"Glory", de Greg Egan - este eu li ontem mesmo, na coletânea The New Space Opera, editada por Gardner Dozois e Jonathan Strahan. Egan às vezes pode ser difícil de ler (talvez por uma deformação profissional - Egan é matemático), mas a leitura sempre compensa. Neste conto, entretanto, ele deixa de lado os cálculos e especulações densas para contar o que acontece quando uma avançada civilização galáctica decide fazer o primeiro contato com uma espécie hostil.

Estou lendo The Yiddish Policemen's Union, de Michael Chabon (que, pelo que tenho lido em alguns sites especializados, é o franco favorito, com Brasyl logo atrás). Aguardem em breve comentários aqui. Os contos online vêm em seguida. Mas fiquem de olho nos nomes: vários deles tinham aparecido em listas que fiz aqui de autores que precisam ser lidos e publicados no Brasil urgentemente. São nomes que têm algo a dizer. Leiam.

O Persegonha me pediu uma relação de bons livros de Arthur C. Clarke para ler, principalmente para um impenitente como ele, que nunca leu nada do mestre. Como tributo a Clarke, segue uma lista de livros: livros que me marcaram pessoalmente e que foram importantes para minha geração.

O Fim da Infância - Para mim, o melhor livro de Clarke. Conta a história do primeiro contato entre os humanos e uma civilização alienígena tão superior a nós tecnológica e moralmente que a humanidade é obrigada a mudar totalmente seus conceitos... e bem mais que isso. É um livro belo e terrível, como diria outro inglês ilustre, William Blake.

A Cidade e as Estrelas - Um belo precursor de Matrix. Uma história passada nada menos que um milhão de anos no futuro, quando a humanidade foi reduzida a uma única cidade gigantesca, Diaspar, onde os humanos que a habitam são "reencarnados" depois de mortos, de modo a manter sempre o mesmo número de habitantes, e vivem num mundo perfeitamente criado para eles. Até que nasce Alvin, o primeiro ser inteiramente original desde a criação de Diaspar, e começa a questionar o porquê dessa existência tão protegida, e se pergunta: o que há além das fronteiras da cidade?


2001, Uma Odisséia no Espaço - Ao contrário do que muita gente pensa, 2001 foi escrito ao mesmo tempo em que o filme de Kubrick foi feito. Stanley Kubrick pensou em adaptar O Fim da Infância, mas acabou desistindo e lhe foi sugerido que adaptasse The Sentinel, um conto curto mas muito instigante. O conto acabou entrando no filme indiretamente: é a parte em que aparece o monolito escavado na lua e, ao ser tocado, emite um ruído ensurdecedor - o aviso para seus criadores de que a raça que ocupava a Terra finalmente conseguiu sair do planeta. Apesar disso, há algumas diferenças entre livro e filme. A maior delas é que Clarke considerava mais lógico que a Discovery fosse explorar Saturno, ao passo que Kubrick acabou achando que Júpiter era mais interessante visualmente. Não importa: este é um dos poucos casos em que livro e filme estão certos e são ótimos.


2010. Uma Odisséia no Espaço II - Esse livro ainda mantém o frescor e o sense of wonder de 2001. Uma curiosidade: Clarke sempre afirmou que jamais escreveria uma continuação - mas isso foi até ele receber uma carta de um carioca chamado Jorge Luis Calife, que lhe enviou um conto chamado "2002" e dando ao mestre todos os direitos sobre a história. Clarke nunca assumiu diretamente a influência de Calife, mas o agradece ao final de 2010. E várias das premissas de 2002 estão presentes em 2010, como a participação do Dr. Chandra, criador do computador HAL, para analisar o que deu errado na missão original, e as "viagens" do ex-astronauta Dave Bowman, agora mais que humano, pela Terra. O filme de Peter Hyams não é ruim, mas não chega aos pés do filme de Kubrick; vale pela diversão.


Encontro com Rama - O melhor livro de Clarke junto com O Fim da Infância. É um dos livros mais instigantes de Clarke, pois mostra a visita de um asteróide gigantesco ao sistema solar e uma expedição que vai explorá-lo... e descobre que ele possui um imenso maquinário alienígena em seu interior. A expedição é curta (como o livro, um dos menores romances de Clarke) e de uma lucidez impressionante, pois mostra uma possibilidade que poucos escritores (como Stanislaw Lem em Solaris) mostraram: a sensação de frustração perante o incompreensível de uma mente alienígena.
Um dos sonhos da vida do ator americano Morgan Freeman é fazer a adaptação deste livro para o cinema. Esperemos que agora ele saia (mas com um gostinho amargo na boca, pois infelizmente o velho mestre não o verá).

Existem muitos outros livros bons do mestre, mas estes foram os que mais me marcaram. E contos excelentes, como Os Nove Bilhões de Nomes de Deus e A Meeting with Medusa (uma novela excelente que comecei a reler ontem, em homenagem a Clarke).

E vocês? Quais foram as histórias de Clarke que mais os marcaram?

Post bilíngüe: recebi os livros O Tempo que o Tempo Tem - Por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário, de Alexandre Cherman e Fernando Vieira e De Cabeça Aberta - conhecendo o cérebro para entender a personalidade humana, um dos mais recentes livros de Steven Johnson, de quem já resenhei seu livro Emergence aqui. Obrigado a Daniela Name e Lívia, da TRILHA Comunicação & Conteúdo, que fazem a assessoria de imprensa da Jorge Zahar Editora, pelo envio dos livros. Aguardem resenhas em breve no Webinsider.

And now, for something not completely different: I just got from Night Shade Books two very nice books, which seem to be a real treat: The Best SF and Fantasy of the Year Vol. 2, edited by Jonathan Strahan, and Pump Six and Other Stories, by Paolo Bacigalupi, one of the recent names of the New Weird. Thanks to J.J.Adams, publicist for Night Shade, for having the books sent to me. Expect reviews soon.

Post bilíngüe: a partir de ontem o site de resenhas de ficção curta The Fix tem um novo colaborador. Comecei a colaborar com eles fazendo uma resenha do chapbook (livreto, traduzindo de modo meio literal) de Jeff VanderMeer, o weird-kafkiano The SItuation, que eu havia citado mais abaixo. Em inglês.

//

I´m the new contributor to the short fiction review site The Fix. My first contribution is a review on the latest Jeff VanderMeer´s book (a chapbook, in fact), The Situation. It´s the first of, I hope, many reviews. Hope you like it.

Thanks to Eugie Foster for accepting me in the gang.

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