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Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)

Enquanto a novidade não vem dar na praia, como diria Herbert Vianna, saiu mais uma resenha minha na The Fix. Desta vez é um texto sobre a sensacional Weird Tales, a edição de numero 349, comemorativa de 85 anos da revista (85 anos com interrupção, infelizmente; ela ficou no limbo por mais de vinte anos e só voltou na década de 80, tendo ido recentemente também para a web). Este número é excelente: além de apresentar novos autores, como a ótima Sarah Monette, tem ainda a volta do sensacional Michael Moorcock e seu igualmente sensacional Elric de Melniboné, com sua espada devoradora de almas Stormbringer. Vale a pena assinar.

Os meus leitores já repararam que não estou escrevendo rigorosamente todos os dias, como fazia até bem pouco tempo. Paciência, please, ao menos por enquanto: estou trabalhando muito e as traduções, bem como as aulas, demandam uma grande dedicação.

O que me salva é que minha dedicação aos livros não é menor. A quantidade de livros que estou lendo é grande e vai gerar uma boa quantidade de resenhas muito em breve, algumas para o The Fix (tem uma saindo por esses dias), outras para este blog, outras para um outro blog que está surgindo (pronto, falei). Provavelmente até o fim desta semana ou o começo da próxima estarei abrindo os trabalhos no outro - sem abandonar este nem um pouco, ressalto.

Enquanto isso, lendo os seguintes livros:

The Road, Cormac McCarthy - eu não levava muita fé nesse escritor, muito embora o filme baseado em seu livro No Country for Old Men tenha levado o Oscar, coisa e tal. Mas ontem achei o pocket na Cultura a um preço ridículo de tão barato e comprei. Resultado: quase não dormi esta noite. Não conseguia parar. Extremamente bem escrito. Uma história pós-apocalipse nuclear feita para figurar entre as melhores do gênero, como Damnation Alley, de Roger Zelazny, e The Memoirs of a Survivor, de Doris Lessing.

The Immortalists, de David M. Friedman - um dos melhores livros de não-ficção que li nos últimos tempos, que conta uma história interessante e assustadora ao mesmo tempo: a parceria inusitada entre o herói da aviação norte-americana Charles Lindbergh, responsável pela primeira travessia do Atlântico em 1927, e o cientista francês Alexis Carrel, Prêmio Nobel de Medicina de 1912. O objetivo da parceria: buscar a imortalidade através da perfusão de órgãos, ou seja, a manutenção da vida dos órgãos internos do corpo humano, inicialmente fora do corpo. Um projeto algo frankensteiniano, iniciado em 1930 e que vai se tornando mais assustador quando Lindbergh assume publicamente seu apoio à Alemanha nazista, às vésperas de uma Segunda Guerra Mundial que ele jurava aos militares americanos que jamais aconteceria. Contraditório como todo ser humano, Lindbergh era anti-semita e acreditava na superioridade da "raça" branca (coloco raça entre aspas porque esse conceito já caiu por terra cientificamente), mas ao mesmo tempo era capaz de gestos desprendidos e de uma grande dedicação em projetos que tinham motivação de ajuda humanitária. Foi ele, por exemplo, quem aperfeiçoou um modelo de centrífuga que até hoje é utilizado em laboratórios clínicos, e seu método de perfusão permitiu a evolução de procedimentos científicos para transplantes. Lendo para pesquisa, juntamente com o excelente The Plot Against America, de Philip Roth, uma história alternativa que narra o que poderia ter acontecido aos judeus dos EUA caso Lindbergh tivesse concorrido à presidência em 1940 (isso nunca aconteceu). Roth é sempre uma ótima leitura.

Continuo lendo Vellum, de Hal Duncan, além da biografia de Nietzsche escrita por Rüdiger Safranski, que também é biógrafo de Heidegger. Mais detalhes em breve.

Right now, doing the translation for a new edition of Asimov´s original Foundation trilogy (aside from a handful of projects in editing and writing), one could think I have no time left at all to read. Wrong all the way: for me, things seem to work in an ever-accelerating mode. The more I have to do, the more I do (reading included).

Reading right now:

The Dark Tower, Stephen King - just finishing the quest of the ka-tet of Roland Deschain. I must confess I haven´t read King for a very long time, but when several friends strongly recommended me this saga, I finally tried to see what all that fuss what about, and wasn´s disappointed. It´s by far the best King story I´ve ever read - and that made me buy a whole lot of his books in order to understand better the references he so deflty puts through the books of the saga.

The New Space Opera, edited by Gardner Dozois and Jonathan Strahan - Just beginning to read this one, but already loving it. The first stories - Gwyneth Jones´ Saving Tiamaat and Verthandi´s Ring by Ian McDonald, made me very happy. More on that as soon as I finish it.

The Space Opera Renaissance, edited by David G. Hartwell and Kathryn Cramer - My God, I didn´t realize how refreshing it was to read Edmond Hamilton! I mean, I had read one of two of his stories as a child, but to read it now and find out that his stories (in this case, The Star Stealers) still work very well in terms of sense of wonder... well, what can I say? I´m flabbergasted. Reading Jack Williamson´s story now and already missing the Grand Master.

The Yiddish Policemen´s Union, Michael Chabon - I had already read The Amazing Adventures of Kavalier and Clay, which has been translated to Brazilian Portuguese - and loved it. The only consolation to Brazilian readers is that Michael Chabon´s work is not considered SF in any way possible (to the editors, I mean), and that´s why he´s translated in Brazil. The Yiddish Policemen´s Union is, as far as I know, already being translated here.

Atonement, Ian McEwan - The greatest frustration for me in this year´s Academy Awards was that Atonement just grabbed one Oscar - what the hell, this film deserved the Award for Best Movie! The book, as it happens, is much better, of course, but the film was beautifully done, and McEwan (like Kazuo Ishiguro, IMHO) writes a painful love story with a sensibility that touches the reader´s soft spot. I can´t help but feel sad and also overjoyed (and, obviously, feel an incredible envy of Mr. McEwan for writing so damnably well!! :-)

All that and some PDFs I got to review in the past few days, but that´s an info which I´m not authorized to disclose right now. Anyway, stay tuned - I´ve got plenty of reading to do and many more books on my desk (and on my nightstand) waiting their turn in the line.

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