A notícia já tem um tempo, mas só agora o amigo e editor Rodrigo Gurgel me deu a confirmação definitiva: por motivos orçamentários, o Le Monde Diplomatique Brasil fez um "passaralho" (para os neófitos: jargão da área jornalística para demissão em massa) na redação. O principal prejudicado (depois, claro, dos coleguinhas postos na rua) foi o suplemento literário Palavra.
Foi quase um ano inteiro publicando artigos e resenhas nesse caderno. O primeiro, em duas partes (aqui e aqui), foi sobre a ficção científica brasileira.
Além desses dois, foram no total sete resenhas e um conto inédito. A lista, com os links, vocês podem ver abaixo:
A entrevista que não acaba - Uma resenha do livro Conversas com Woody Allen, de Eric Lax.
O passado dói - Uma resenha do livro O passado, de Alan Pauls.
Um mapa dos corações humanos (de São Paulo e do Brasil) - Uma resenha de O Livro Amarelo do Terminal, de Vanessa Bárbara.
Quando o labirinto é o mundo - Uma resenha de Ensaio Sobre a Cegueira, de José Saramago.
Um portal de papel - Uma resenha da revista/portal-de-papel colaborativo Solaris.
A Defesa Lujin - ou a precisão do texto - Uma resenha de A Defesa Lujin, de Vladimir Nabokov.
O grande concerto - Um conto de minha autoria, até então inédito.
Um presidente negro que a história esqueceu - Uma resenha de O Presidente Negro, de Monteiro Lobato.
Infelizmente, a revista acabou quando ainda havia uma série de artigos (e uma entrevista) a serem publicados. Rodrigo batalhou bravamente uma nova casa para os articulistas, mas a crise econômica mundial teve reflexos sobre as redações de jornal, sejam físicas ou virtuais, e não houve como retomar os trabalhos em outra revista ou jornal. Meus agradecimentos ao Rodrigo pelo excelente papel como editor durante todo o seu tempo à frente do Palavra.
Os próximos textos de minha autoria do Palavra serão publicados, portanto, aqui. Aguardem em breve, resenhas de Dostoiévski, Carlos Ruiz Zafón, Roberto Bolaño e P. D. Smith (este último, com uma entrevista exclusiva). O primeiro texto, que será postado ainda hoje, é uma resenha de O Professor de Botânica, de Samir Machado de Machado. Vocês não perdem por esperar.





