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Esta lista fecha minha série de 2008. Nela, ao contrário dos contos, novelas e noveletas, misturo brasileiros e estrangeiros com alegria e prazer, porque foi um ano muito rico para todos nós.


Joe Abercrombie, The Blade Itself


Jonathan Carroll, The Ghost in Love


Jeff Carlson, Plague Year


Michael Chabon, Gentlemen of the Road


Michael Chabon, The Yiddish Policemen´s Union


David Louis Edelman, Infoquake


David Louis Edelman, Multireal


Neil Gaiman, The Graveyard Book


William Gibson, Spook Country


Otis Adelbert Kline, The Swordsman of Mars


Ian McDonald, Brasyl


Flávio Medeiros, Quintessência (infelizmente, não encontrei o livro no sites da Cultura, da Saraiva, da FNAC e da Amazon)


Patrick Ness, The Knife of Never Letting Go


Chris Roberson, End of the Century


Chris Roberson, The Dragon´s Nine Sons


John Scalzi, Old Man´s War


Ekaterina Sedia, The Secret History of Moscow


Ekaterina Sedia, The Alchemy of Stone


Liam Sharp, God Killers


Antônio Xerxenesky, Areia nos Dentes

Por incrível que pareça, ainda mergulhado em trabalho (e não vou emergir antes do dia 15 de janeiro, aproximadamente), talvez eu poste um pouco menos do que gostaria. Talvez não. Em todo caso, começo agora a postar as minhas listas do ano. A primeira é talvez a mais boba de todos: aproveitando a deixa do meu amigo americano Larry, começo a série de listas de fim de ano relacionando todos os livros lidos em 2008 (esta lista, claro, poderá ser atualizada até o dia 31, e provavelmente será).

Nem vou disputar com ele: este ano foi um dos meus mais fracos da década em termos de quantidade de livros lidos (em termos de qualidade não, pelo contrário, mas sobre isso eu falo em outro post). Foram menos de duzentos livros, ao contrário do que eu havia suposto e escrito aqui há pouco tempo.

Não faz mal: 2009 será melhor. Enquanto isso, minha lista de livros lidos em 2008, sem ordem específica de leitura ou de preferência. Os links são para os livros que resenhei, seja aqui, seja em outras publicações:


1. Mary Shelley, Frankenstein (releitura)

2. William Gibson, Spook Country

3. Roman Jakobson, A geração que desperdiçou seus poetas

4. Stephen King, The Waste Lands

5. Stephen King, Wizard and Glass

6. Leon Trotski, A Revolução de Outubro

7. Joseph Roth, Berlim

8. Arkadi Vaksberg, O Laboratório dos Venenos

9. Stephen King, The Wolves of the Calla

10. Yevgeny Zamyatin, We

11. Flávio Medeiros, Quintessência

12. Maiakovski, Poemas

13. SF´s Best 11 (ed. David G. Hartwell e Kathryn Cramer)

14. Cory Doctorow, Someone Comes to Town, Someone Leaves Town

15. Stephen King, Bag of Bones

16. Alexandre Barbosa, Cuidado, a Internet está Viva!

17. The New Weird (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

18. Stephen King, Song of Susannah

19. Stephen King, The Dark Tower

20. Stephen King, Salem´s Lot

21. Ian McDonald, Brasyl

22. Ekaterina Sedia, The Secret History of Moscow

23. Octavio Aragão, Quadrophenia

24. Isaac Asimov, Foundation (releitura - tradução)

25. Isaac Asimov, Foundation and Empire (releitura - tradução)

26. Jeff Vandermeer, The Situation

27. The New Space Opera (ed. Jonathan Strahan e Gardner Dozois)

28. Charles Stross, Accelerando

29. David Gerrold, The Martian Child

30 Matthew Hughes, Template

31. Cormac McCarthy, The Road

32. Cormac McCarthy, No Country for Old Men

33. Jeffrey Thomas, Blue War

34. Adam Roberts, Splinter

35. Eric Brown, Helix

36. Paper Cities (ed. Ekaterina Sedia) - resenha de Jacques Barcia

37. Joe Haldeman, The Accidental Time Machine

38. Steven Gould, Jumper

39. Steven Gould, Reflex

40. Steven Gould, Jumper - Griffin´s Story

41. Kelly Link, Magic for Beginners

42. Eric Brown, Kéthani

43. Brad Meltzer, The Book of Lies

44. Tobias Buckell, Crystal Rain

45. Otis Adelbert Kline, The Swordsman of Mars

46. Stephen King, The Mist

47. Stephen King, The Girl Who Loved Tom Gordon

48. Thomas M. Disch, The Word of God

49. Heather Ingemar, A Slip of Wormwood

50. Robert T, Jeschonek, Mad Scientist Meets Cannibal

51. The Solaris Book of New SF Vol. 2 (ed. George Mann)

52. SF´s Best 13 (ed. David G. Hartwell e Kathryn Cramer)

53. Michael Chabon, The Yiddish Policemen´s Union

54. Robert J. Sawyer, Rollback

55. Jonathan Carroll, The Ghost in Love

56. Michael Chabon, Gentlemen of the Road

57. Steampunk (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

58. Fast Ships, Black Sails (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

59. Thomas M. Disch, Camp Concentration

60. John Scalzi, Old Man´s War

61. John Scalzi, The Ghost Brigades

62. John Scalzi, The Last Colony

63, John Scalzi, The Sagan Diary

64. John Scalzi, Zoe´s Tale

65. Asimov´s SF Magazine - 30th Year Edition (ed. Sheila Williams)

66. Vladimir Nabokov, A Defesa Lujin

67. José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira (releitura)

68. Ficção de Polpa 2 (ed. Samir Machado de Machado)

69. Antonio Xerxenesky, Areia nos Dentes

70. William S. Burroughs, The Job

71. Chris Roberson, The Dragon´s Nine Sons

72. Algys Budrys, Rogue Moon

73. David Louis Edelman, Infoquake

74, David Louis Edelman, Multireal

75, Neil Gaiman, The Graveyard Book

76. Ekaterina Sedia, The Alchemy of Stone

77. Monteiro Lobato, O Presidente Negro (releitura)

78. Erich Maria Remarque, Nada de Novo no Front (releitura)

79. Michael Crichton, Jurassic Park

80. Patrick Ness, The Knife of Never Letting Go

81, Michael Crichton, Eaters of the Dead

82. Jeff Carlson, Plague Year

83. Jeff Carlson, Plague War

84. Alan Pauls, O Passado

85. Clinton Davisson, Hegemonia

86. Christie Lasaitis, Fábulas do Tempo e da Eternidade

87. Tibor Moricz, Síndrome de Cérbero

88. Tibor Moricz, Fome

89. Aldous Huxley, Brave New World Revisited (releltura)

90. China Miéville, Looking for Jake

91. Bruce Sterling, Schismatrix Plus (releitura)

92. Anna Funder, Stasilândia

93. Ivonete Lucirio, Você Pode Viver 100 Anos

94. Arthur Conan Doyle, O Cão dos Baskervilles (releitura)

95. Futures From Nature (ed. Henry Gee)

96. Michael Crichton, The Great Train Robbery

97. Stephen King, Just After Sunset

98. Joe Abercrombie, The Blade Itself

99. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, The Road to Dune

100. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Sandworms of Dune

101. Caleb Carr, The Italian Secretary

102. Olaf Stapledon, Last and First Men (releitura)

103. Kevin J. Anderson, The Last Days of Krypton

104. Vanessa Bárbara, O Livro Amarelo do Terminal

105. Solaris (revista) (ed. Nelson de Oliveira)

106. Neuromancer (revista) (ed. Nelson de Oliveira)

107. Thomas M. Disch, 334

108. Dashiell Hammett, The Maltese Falcon (releitura)

109. Michael Crichton, The Terminal Man

110. China Miéville, Perdido Street Station (releitura)

111. Tobias Buckell, Ragamuffin

112. Brandon Sanderson, Mistborn

113. David M. Friedman, The Immortalists

114. Philip Roth, The Plot Against America

115. Richard Brautigan, An Unfortunate Woman

116. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Hunters of Dune

117. Tara Dixon-Engel e Mike Jackson, The Wright Brothers

118. Edmund Couchot, Des Images, du temps et des machines

119. Jeff Vandermeer, Predator: South China Sea

120. Ficção de Polpa 1 (ed. Samir Machado de Machado)

121. Martin Heidegger, The Concept of Time

122. George R. R. Martin, Dying of the Light

123. Santo Agostinho, Sobre a Potencialidade da Alma

124. John Rieder, Colonialism and the Emergence of Science Fiction

125. Joachim Fest, Hitler (Vol. 1)

126. Slavoj Zizek, Arriscar o Impossível

127. Zeljko Loparic, Ética e Finitude

128. Emmanuel Levinas, Ética e Infinito

129. Adam Roberts, The History of Science Fiction

130. Alan Moore, The League of Extraordinary Gentlemen - Black Dossier

131. Michael Crichton, Prey

132. Bruce Sterling, Tempo Fechado

133. Michael Crichton, State of Fear

134. David Thorpe, Híbridos

135. João de Fernandes Teixeira, Como Ler a Filosofia da Mente

136. Marcelo Leite, Promessas do Genoma

137. Liam Sharp, God Killers

138. Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov

139. Fate Fantastic (ed. Martin Greenberg e Daniel M. Hoyt)

140. Michael Crichton, Sphere

141. Thomas Merton, Book of Hours

142. Thomas Merton, A Vida Silenciosa

143. Norbert Elias, A Solidão dos Moribundos

144. Joe Haldeman, A Separate War and Other Stories

145. Something Magic This Way Comes (ed. Martin Greenberg e Sarah A. Hoyt)

146. Angela Mendes de Almeida, A República de Weimar

147. Michael Crichton, The Lost World

148. Batman e a Filosofia (ed.

149. Henry James, The Turn of the Screw (releitura)

150. John Updike, The Widows of Eastwick

151. William Gibson, Neuromancer (releitura - tradução)


Até o momento, 151 livros, dos 14 são releituras, e, destas, três para fins de tradução. Romances foram maioria esmagadora; mas também várias coletâneas de contos, a maioria bons, um ou outro fraco, e alguns excelentes. 49 foram resenhados.

Até o fim do ano, aguardem listas com os melhores livros lidos em 2008, divididos em romances, contos, noveletas e novelas.

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Antes tarde do que nunca - com uma semana de atraso, vocês já podem baixar o número 3 da TI aqui.

Para quem chegou agora: quando você clicar no link para download, outra janela do browser vai se abrir. Vá em Arquivo - Salvar e feche o browser. Abra em seguida seu PDF reader e boa leitura!!

Eu não disse no meu último post sobre leituras, mas o caso é que ando me apaixonando pela literatura infanto-juvenil - ou o que dizem que é literatura infanto-juvenil, ou YA (young adult), pelo menos nos países de língua inglesa. E que eu não acho que seja tão infanto assim - ou, melhor, que já deixou de ser faz tempo.

Não vou escrever nenhum ensaio aqui agora, mas o caso é que eu recentemente publiquei no Fantasy Book Critic (e em breve também no Post-Weird) uma resenha do EXCELENTE e IMPERDÍVEL livro The Knife of Never Letting Go, do inglês Patrick Ness.

Tendo acabado de ler também outra pequena pérola (ok, eu sei que é clichê, mas o que é que eu possa fazer se é verdade?), The Graveyard Book, da dupla Neil Gaiman/Dave McKean, e também lendo agora Un Lun Dun, o infanto-juvenil do mestre da New Weird, China Miéville (quem ainda não leu a GRANDE entrevista que meu amigo e sócio Jacques Barcia fez com ele, faça o favor de clicar aqui, ora pipocas).

E ainda tenho mais um livro na fila (End of the Century, de Chris Roberson, que tem um conto escalado para uma edição futura da TERRA INCOGNITA). Enfim, é livro que não acaba mais.

Mas o que todos esses livros têm em comum? Todos (com talvez a exceção do livro de Neil Gaiman) apresentam adolescentes que fogem aos estereótipos nos quais os adultos (ou seja, nós, estes ex-adolescentes que vêem essa fase da vida como se pertencesse a outra era geológica, e não há uma ou duas décadas, tão pouco tempo na vida do nosso universo) os tentam enquadrar. Os livros são pé-na-cara, pé-em-deus-e-fé-na-taba, com histórias sobre ritos de passagem, onde os protagonistas sofrem, amam, têm desilusões, mas conseguem se virar no mundo sem os adultos (bom, talvez com a little help de vez em quando), e saem de suas experiências com outro olhar sobre o mundo, outra visão, outro Weltanschaaung, como se diz em filosofia e psicanálise.

Aguardem em breve resenhas desses livros e mais considerações sobre essa nova literatura para jovens que serve, hoje mais do que nunca, para adultos.

UPDATE: A resenha de The Graveyard Book que fiz para o Fantasy Book Critic acabou de sair, aqui.

Meu sócio, parceiro de crime, amigo-quase-irmão Jacques Barcia lavrou um tento, como se dizia em tempos steampunk de antanho: conseguiu entrevistar o escorregadio China Miéville, autor de um dos top ten de FC e Fantasia de todos os tempos: Perdido Street Station.

A entrevista pode ser lida aqui, no Post-Weird Thoughts. Em inglês.


Acabo de receber da Amazon a coletânea Leviathan no. 4, editada por Forrest Aguirre. Já tinha ouvido falar muito bem dela, e parece que não vou me arrepender. Entre os autores, vários cujos contos eu já li em coletâneas como Steampunk, The New Weird ou Paper Cities: Michael Cisco, Ben Peek, Jay Lake (este é sensacional, recomendo fortemente), KJ Bishop e Stepan Chapman (outro que me surpreendeu).

E esqueci de agradecer em público ao meu sócio-amigo-quase-irmão, Jacques, que na Fantasticon me deu o romance Trial of Flowers - a Novel of the City Imperishable, do Jay Lake. Eu já sou fã do Lake por suas incríveis histórias de cidades bizarras, e estou louco para ler essa história, que se passa no mesmo ambiente de seu excelente conto Promises; a Tale of the City Imperishable. Valeu, meu camarada!!!!

Quem avisa é o Fernando Trevisan:


Caros,

É com prazer que anuncio que o Somnium Nº 101 - e-zine do Clube de Leitores de Ficção Científica (CLFC) - está on-line para download em:

http://is.gd/OIe
ou, se preferirem o endereço "longo":
http://clfcbr.org//index.php?option=com_content&task=view&id=17&Itemid=41

Nesta edição, temos quase 100 páginas de contos, resenhas, entrevistas, um dossiê especial sobre os rumos da FCB, entre outros.

*******

Também colocamos para download o nº 1 da revista Kaliopes, editada pelo Jacques Barcia:

http://is.gd/OMT
ou:
http://clfcbr.org/index.php?option=com_content&task=view&id=83&Itemid=1

com textos de Fábio Fernandes, Ana Cristina Rodrigues, Hal Duncan, Antonio Luiz C. M. Costa e Tibor Moricz, além de entrevista com a Cris Lasaitis.

*******

Quero aproveitar para anunciar que estou assumindo oficialmente como webmaster do portal do CLFC.

Agradeço à Ana o convite. Estou conversando bastante com nossa presidente sobre o Portal, que deve receber adições e sofrer algumas mudanças nas próximas semanas.

Conforme as coisas forem saindo do forno, prometo informá-los aqui na lista e lá no Orkut. Aos que quiserem participar/ajudar, basta entrar em contato comigo (enviando e-mail para fernandotrevisan@gmail.com) que, havendo necessidade, entrarei em contato.

Abraço a todos!


Quem foi à FANTASTICON 2008 teve a oportunidade de baixar em seu pen drive, em primeira mão, a Kalíopes (metade da platéia sacou seu pen drive assim que o Jacques anunciou que tinha o arquivo .PDF em seu notebook: quem disse que não vivemos em tempos cyber?)

Ambas as revistas já estavam sendo anunciadas há alguns meses, e sua publicação agora vem em excelente hora. A ficção científica e a fantasia brasileiras nunca tiveram um momento tão bom. Material não falta - e agora não faltam revistas. Parabéns à Ana Cristina Rodrigues, presidente do CLFC e editora do SOMNIUM, e ao Jacques Barcia, editor da Kalíopes.


Agora só falta uma. Conforme anunciamos na nossa mesa da FANTASTICON, eu e Jacques Barcia vamos lançar uma nova revista, voltada para a ficção científica: a TERRA INCOGNITA. Aqui mesmo no condomínio Verbeat. Em agosto. Aguardem.

As férias começaram ma non troppo: hoje retomo os estudos de doutorado (uma análise do conceito de pós-humano na ficção científica) e continuo trabalhando em projetos e escrevendo. E, claro, lendo bastante. Abaixo, uma lista do que tenho lido:

Perdido Street Station, de China Miéville - relendo este já clássico que inaugurou o subgênero literário chamado de New Weird. Miéville, que já escreveu mais dois livros ambientados no universo bizarro de New Crobuzon: The Scar e Iron Council, além de uma ótima coletânea chamada Looking for Jake, que contém uma história de New Crobuzon mas outras igualmente incríveis, lançou recentemente um infanto-juvenil que de bobo não tem nada: Un Lun Dun, que narra a incrível viagem de duas meninas por uma Londres oculta - algo no mesmo tom de Neverwhere, de Neil Gaiman, mas ao mesmo tempo bem diferente. Vale a pena conferir. Aguardem resenha em breve, além de uma surpresa no Post-Weird Thoughts.

Dreamsongs, Vol. 1, de George R. R. Martin - Comecei agora; o grande barato é ler os primeiros contos que o cara publicou em zines na década de 1960. Coisas meio lovecraftianas, mais para Old Weird que para New, mas também o cara tá com quase 70 anos, né? Muito bom

Mad Scientist Meets Cannibal, de Robert T. Jeschonek. Autor de livros de Star Trek, Jeschonek estreia com uma minicoletânea que faz parte do showcase da PS Publishing. O livro ainda não saiu, mas recebi uma ARC (Advance Reviewer Copy) para resenhá-lo no The Fix. Esse cara eu não conhecia, mas até agora estou adorando os contos da minicoletânea. Jeschonek lembra Frederic Brown e William Tenn. Bárbaro!!

A Magia das Máquinas - John Wilkins e a origem da mecânica moderna, de Ana Maria Alfonso-Goldfarb. Excelente livro, fruto da dissertação de mestrado da Professora Goldfarb, da PUC-SP, para pesquisa no romance que estou escrevendo agora (mais sobre isso depois).

São fragmentos de uma história do futuro que venho escrevendo há algum tempo. Com a criação do ótimo Letra e Vídeo, da Ana Cristina Rodrigues, aproveitei a oportunidade para reescrever algumas passagens e costurá-las numa narrativa que faz sentido, mas não tem um começo específico e está bem longe de terminar. Talvez não termine no blog, e certamente não terei tempo para escrever mais passagens nas próximas semanas, portanto deixo abaixo os links para os fragmentos, batizados com nomes de músicas de David Bowie:

Fragmento 1 - Ashes to Ashes

Fragmento 2 - Starman

Fragmento 3 - Space Oddity

Trabalhando muito em ritmo de fim de semestre, mas sempre me atualizando com novas leituras. Aqui, uma lista do que estou lendo neste momento:

Perdido Street Station, de China Miéville - O clássico da New Weird. Relendo. Preciso dizer mais?

The Word of God, de Thomas M. Disch - Tom Disch é um autor clássico norte-americano. Seu livro Camp Concentration é um dos melhores dos anos 1960. Aqui, ele pega onde Philip K. Dick largou e assume para si o papel de divindade. Eu vi a luz e me rendi: só espero que ele perdoe a nós, pobres pecadores, por não termos prestigiado a palestra que ele deu na PUC-RJ em 1990 (quero dizer, vocês é que vão arder no inferno, porque eu e mais meia-dúzia estivemos lá e vimos em seu rosto a tristeza por ter tão poucos interlocutores).

The Plots to Rescue the Tsar, de Shay McNeal - Um interessantíssimo livro e dos planos que foram feitos para o resgate do czar, sua mulher e seus filhos após a Revolução Russa - o que acabou não ocorrendo. Lendo como pesquisa para finalizar meu romance.

Dying of the Light, de George R. R. Martin - o primeiro romance de um dos maiores autores de fantasia de hoje, autor da saga A Song of Ice and Fire. Esse livro é de ficção científica, e é ambientado no mesmo universo da belíssima novela A Flor de Vidro, que traduzi há quase vinte anos para a finada edição brasileira da Isaac Asimov Magazine.

A Game of Thrones, de George R. R. Martin - o primeiro volume da saga de fantasia de Martin. Está começando bem. Há muito tempo eu não lia fantasia dita convencional, mas vários amigos e colegas me recomendaram tanto que acabei comprando para ver no que é que dá. Acho que vai dar samba (ou, no caso, uma canção celta do Clannad).

Aqui, agora, trabalhando e ouvindo no MP3 Player: Protection, Massive Attack. É bom. Todo mundo precisa de proteção de vez em quando.

ficção de polpa 2

areia nos dentesAcabo de receber, do Samir Machado de Machado, da Não Editora (excelente nome, se eu tivesse uma editora ia querer colocar um nome desses) os livros Ficção de Polpa vol. 2, coletânea de diversos autores, e Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky.

Nada a comentar neste instante, a não ser a EXCELENTE, embasbacante qualidade gráfica de ambos os livros. O primeiro, uma coletânea original de ficção científica "pulp", com uma capa que homenageia os grandes ilustradores do gênero, como Frank R. Paul. O segundo, um western que, me disseram, é meio weird - bem do jeito que eu gosto.
Aguardem resenha suculenta em breve. Meu obrigado ao Samir pelo envio.

Update 7 / 06: o Bruno Porto postou um comment querendo saber quem são os autores das capas. Muito justo, erro meu que corrijo agora. A capa do Ficção de Polpa 2 é do Samir Machado de Machado, e a ilustração é de Gisele Oliveira. A capa e todo o projeto gráfico do Areia nos Dentes são do Samir.

Por motivos de casamento e mudança, a Ana Cristina Rodrigues me convidou, juntamente com o amigo e parceiro de blog Jacques Barcia, a editar junto com ela o Letra e Vídeo. Continuamos recebendo e aceitando colaborações.

A primeira, que já estava na fila de Ana mesmo antes do convite, é o segundo fragmento do meu romance de futuro distante. O romance ainda não tem título, mas o fragmento é baseado na canção Starman, de David Bowie. Confiram.

Meu agradecimento novamente à Ana, pela confiança depositada neste humilde escriba.

Acabo de ser informado, por mestre Guilherme Kujawski, editor do site Cibercultura, do Instituto Itaú Cultural, que minha resenha sobre a coletânea The New Weird, editada por Ann e Jeff VanderMeer, acaba de ser publicada. Vocês podem conferir aqui.

Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)

Enquanto a novidade não vem dar na praia, como diria Herbert Vianna, saiu mais uma resenha minha na The Fix. Desta vez é um texto sobre a sensacional Weird Tales, a edição de numero 349, comemorativa de 85 anos da revista (85 anos com interrupção, infelizmente; ela ficou no limbo por mais de vinte anos e só voltou na década de 80, tendo ido recentemente também para a web). Este número é excelente: além de apresentar novos autores, como a ótima Sarah Monette, tem ainda a volta do sensacional Michael Moorcock e seu igualmente sensacional Elric de Melniboné, com sua espada devoradora de almas Stormbringer. Vale a pena assinar.



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    por Fábio Fernandes

  • Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Pesquisador de cibercultura e professor do cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC-SP. Interesses de pesquisa: comunicação e cibercultura, semiótica, teoria literária, ficção científica, tribos e subculturas, novas mídias, games.
  • foto: Pisco del Gaiso


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