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Por incrível que pareça, ainda mergulhado em trabalho (e não vou emergir antes do dia 15 de janeiro, aproximadamente), talvez eu poste um pouco menos do que gostaria. Talvez não. Em todo caso, começo agora a postar as minhas listas do ano. A primeira é talvez a mais boba de todos: aproveitando a deixa do meu amigo americano Larry, começo a série de listas de fim de ano relacionando todos os livros lidos em 2008 (esta lista, claro, poderá ser atualizada até o dia 31, e provavelmente será).

Nem vou disputar com ele: este ano foi um dos meus mais fracos da década em termos de quantidade de livros lidos (em termos de qualidade não, pelo contrário, mas sobre isso eu falo em outro post). Foram menos de duzentos livros, ao contrário do que eu havia suposto e escrito aqui há pouco tempo.

Não faz mal: 2009 será melhor. Enquanto isso, minha lista de livros lidos em 2008, sem ordem específica de leitura ou de preferência. Os links são para os livros que resenhei, seja aqui, seja em outras publicações:


1. Mary Shelley, Frankenstein (releitura)

2. William Gibson, Spook Country

3. Roman Jakobson, A geração que desperdiçou seus poetas

4. Stephen King, The Waste Lands

5. Stephen King, Wizard and Glass

6. Leon Trotski, A Revolução de Outubro

7. Joseph Roth, Berlim

8. Arkadi Vaksberg, O Laboratório dos Venenos

9. Stephen King, The Wolves of the Calla

10. Yevgeny Zamyatin, We

11. Flávio Medeiros, Quintessência

12. Maiakovski, Poemas

13. SF´s Best 11 (ed. David G. Hartwell e Kathryn Cramer)

14. Cory Doctorow, Someone Comes to Town, Someone Leaves Town

15. Stephen King, Bag of Bones

16. Alexandre Barbosa, Cuidado, a Internet está Viva!

17. The New Weird (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

18. Stephen King, Song of Susannah

19. Stephen King, The Dark Tower

20. Stephen King, Salem´s Lot

21. Ian McDonald, Brasyl

22. Ekaterina Sedia, The Secret History of Moscow

23. Octavio Aragão, Quadrophenia

24. Isaac Asimov, Foundation (releitura - tradução)

25. Isaac Asimov, Foundation and Empire (releitura - tradução)

26. Jeff Vandermeer, The Situation

27. The New Space Opera (ed. Jonathan Strahan e Gardner Dozois)

28. Charles Stross, Accelerando

29. David Gerrold, The Martian Child

30 Matthew Hughes, Template

31. Cormac McCarthy, The Road

32. Cormac McCarthy, No Country for Old Men

33. Jeffrey Thomas, Blue War

34. Adam Roberts, Splinter

35. Eric Brown, Helix

36. Paper Cities (ed. Ekaterina Sedia) - resenha de Jacques Barcia

37. Joe Haldeman, The Accidental Time Machine

38. Steven Gould, Jumper

39. Steven Gould, Reflex

40. Steven Gould, Jumper - Griffin´s Story

41. Kelly Link, Magic for Beginners

42. Eric Brown, Kéthani

43. Brad Meltzer, The Book of Lies

44. Tobias Buckell, Crystal Rain

45. Otis Adelbert Kline, The Swordsman of Mars

46. Stephen King, The Mist

47. Stephen King, The Girl Who Loved Tom Gordon

48. Thomas M. Disch, The Word of God

49. Heather Ingemar, A Slip of Wormwood

50. Robert T, Jeschonek, Mad Scientist Meets Cannibal

51. The Solaris Book of New SF Vol. 2 (ed. George Mann)

52. SF´s Best 13 (ed. David G. Hartwell e Kathryn Cramer)

53. Michael Chabon, The Yiddish Policemen´s Union

54. Robert J. Sawyer, Rollback

55. Jonathan Carroll, The Ghost in Love

56. Michael Chabon, Gentlemen of the Road

57. Steampunk (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

58. Fast Ships, Black Sails (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

59. Thomas M. Disch, Camp Concentration

60. John Scalzi, Old Man´s War

61. John Scalzi, The Ghost Brigades

62. John Scalzi, The Last Colony

63, John Scalzi, The Sagan Diary

64. John Scalzi, Zoe´s Tale

65. Asimov´s SF Magazine - 30th Year Edition (ed. Sheila Williams)

66. Vladimir Nabokov, A Defesa Lujin

67. José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira (releitura)

68. Ficção de Polpa 2 (ed. Samir Machado de Machado)

69. Antonio Xerxenesky, Areia nos Dentes

70. William S. Burroughs, The Job

71. Chris Roberson, The Dragon´s Nine Sons

72. Algys Budrys, Rogue Moon

73. David Louis Edelman, Infoquake

74, David Louis Edelman, Multireal

75, Neil Gaiman, The Graveyard Book

76. Ekaterina Sedia, The Alchemy of Stone

77. Monteiro Lobato, O Presidente Negro (releitura)

78. Erich Maria Remarque, Nada de Novo no Front (releitura)

79. Michael Crichton, Jurassic Park

80. Patrick Ness, The Knife of Never Letting Go

81, Michael Crichton, Eaters of the Dead

82. Jeff Carlson, Plague Year

83. Jeff Carlson, Plague War

84. Alan Pauls, O Passado

85. Clinton Davisson, Hegemonia

86. Christie Lasaitis, Fábulas do Tempo e da Eternidade

87. Tibor Moricz, Síndrome de Cérbero

88. Tibor Moricz, Fome

89. Aldous Huxley, Brave New World Revisited (releltura)

90. China Miéville, Looking for Jake

91. Bruce Sterling, Schismatrix Plus (releitura)

92. Anna Funder, Stasilândia

93. Ivonete Lucirio, Você Pode Viver 100 Anos

94. Arthur Conan Doyle, O Cão dos Baskervilles (releitura)

95. Futures From Nature (ed. Henry Gee)

96. Michael Crichton, The Great Train Robbery

97. Stephen King, Just After Sunset

98. Joe Abercrombie, The Blade Itself

99. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, The Road to Dune

100. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Sandworms of Dune

101. Caleb Carr, The Italian Secretary

102. Olaf Stapledon, Last and First Men (releitura)

103. Kevin J. Anderson, The Last Days of Krypton

104. Vanessa Bárbara, O Livro Amarelo do Terminal

105. Solaris (revista) (ed. Nelson de Oliveira)

106. Neuromancer (revista) (ed. Nelson de Oliveira)

107. Thomas M. Disch, 334

108. Dashiell Hammett, The Maltese Falcon (releitura)

109. Michael Crichton, The Terminal Man

110. China Miéville, Perdido Street Station (releitura)

111. Tobias Buckell, Ragamuffin

112. Brandon Sanderson, Mistborn

113. David M. Friedman, The Immortalists

114. Philip Roth, The Plot Against America

115. Richard Brautigan, An Unfortunate Woman

116. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Hunters of Dune

117. Tara Dixon-Engel e Mike Jackson, The Wright Brothers

118. Edmund Couchot, Des Images, du temps et des machines

119. Jeff Vandermeer, Predator: South China Sea

120. Ficção de Polpa 1 (ed. Samir Machado de Machado)

121. Martin Heidegger, The Concept of Time

122. George R. R. Martin, Dying of the Light

123. Santo Agostinho, Sobre a Potencialidade da Alma

124. John Rieder, Colonialism and the Emergence of Science Fiction

125. Joachim Fest, Hitler (Vol. 1)

126. Slavoj Zizek, Arriscar o Impossível

127. Zeljko Loparic, Ética e Finitude

128. Emmanuel Levinas, Ética e Infinito

129. Adam Roberts, The History of Science Fiction

130. Alan Moore, The League of Extraordinary Gentlemen - Black Dossier

131. Michael Crichton, Prey

132. Bruce Sterling, Tempo Fechado

133. Michael Crichton, State of Fear

134. David Thorpe, Híbridos

135. João de Fernandes Teixeira, Como Ler a Filosofia da Mente

136. Marcelo Leite, Promessas do Genoma

137. Liam Sharp, God Killers

138. Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov

139. Fate Fantastic (ed. Martin Greenberg e Daniel M. Hoyt)

140. Michael Crichton, Sphere

141. Thomas Merton, Book of Hours

142. Thomas Merton, A Vida Silenciosa

143. Norbert Elias, A Solidão dos Moribundos

144. Joe Haldeman, A Separate War and Other Stories

145. Something Magic This Way Comes (ed. Martin Greenberg e Sarah A. Hoyt)

146. Angela Mendes de Almeida, A República de Weimar

147. Michael Crichton, The Lost World

148. Batman e a Filosofia (ed.

149. Henry James, The Turn of the Screw (releitura)

150. John Updike, The Widows of Eastwick

151. William Gibson, Neuromancer (releitura - tradução)


Até o momento, 151 livros, dos 14 são releituras, e, destas, três para fins de tradução. Romances foram maioria esmagadora; mas também várias coletâneas de contos, a maioria bons, um ou outro fraco, e alguns excelentes. 49 foram resenhados.

Até o fim do ano, aguardem listas com os melhores livros lidos em 2008, divididos em romances, contos, noveletas e novelas.

São fragmentos de uma história do futuro que venho escrevendo há algum tempo. Com a criação do ótimo Letra e Vídeo, da Ana Cristina Rodrigues, aproveitei a oportunidade para reescrever algumas passagens e costurá-las numa narrativa que faz sentido, mas não tem um começo específico e está bem longe de terminar. Talvez não termine no blog, e certamente não terei tempo para escrever mais passagens nas próximas semanas, portanto deixo abaixo os links para os fragmentos, batizados com nomes de músicas de David Bowie:

Fragmento 1 - Ashes to Ashes

Fragmento 2 - Starman

Fragmento 3 - Space Oddity

Por motivos de casamento e mudança, a Ana Cristina Rodrigues me convidou, juntamente com o amigo e parceiro de blog Jacques Barcia, a editar junto com ela o Letra e Vídeo. Continuamos recebendo e aceitando colaborações.

A primeira, que já estava na fila de Ana mesmo antes do convite, é o segundo fragmento do meu romance de futuro distante. O romance ainda não tem título, mas o fragmento é baseado na canção Starman, de David Bowie. Confiram.

Meu agradecimento novamente à Ana, pela confiança depositada neste humilde escriba.

Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)

Nos dias em que estive de cama, não li tanto quanto gostaria, mas consegui finalizar um livro que havia começado há tempos e deixei de lado por causa das traduções e resenhas. Estou me referindo a Accelerando, de Charles Stross. Depois de Neuromancer e Snow Crash, Accelerando é O livro para se ler se você quiser entender um pouco mais sobre as mudanças de paradigma pelas quais o mundo vem passando nas últimas décadas. Accelerando é um fix-up de nove novelas (concebidas desde o começo como romance mas escritas devagar, ao longo de cinco anos) que têm como foco a Singularidade, uma teoria matemática bastante complexa mas que, ao longo das últimas décadas encontrou ressonância no trabalho tanto de físicos como Frank J. Tipler (autor do polêmico mas excelente The Physics of Immortality) quanto o padre e paleontólogo francês Teilhard de Chardin, ambos defensores de uma teoria do Ponto Ômega, literalmente o fim da humanidade para abrir caminho a uma outra inteligência, algo muito explorado em histórias de pós-humanos na New Space Opera. Mas Charles Stross foi um dos que melhor exploraram, em tempos recentes, a complexidade de tamanha empreitada em termos de esforço humano - e impacto na psique e no comportamento da raça. Accelerando precisa ser publicado urgentemente no Brasil.



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    por Fábio Fernandes

  • Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Pesquisador de cibercultura e professor do cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC-SP. Interesses de pesquisa: comunicação e cibercultura, semiótica, teoria literária, ficção científica, tribos e subculturas, novas mídias, games.
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