É uma tradução literal do título deste artigo de Joshua Benton para o NiemanJournalismLab da Harvard University.
No artigo, que comenta sobre o ódio visceral que muitos jornalistas têm do Twitter, Benton dá o link para o ótimo artigo de Dom Sagolla, um dos criadores do Twitter, sobre a origem de sua ferramenta de microblogging.
Fundamental para quem, como eu, defendeu o jornalismo blogueiro desde o começo e foi duramente criticado e acusado tanto de corporativismo (por outros blogueiros que incrivelmente também faziam jornalismo blogueiro, mas não tinham diploma - inveja do pênis midiático?) quanto de fútil (por colegas de mestrado, lá pelos idos de 2002).
Mas o mundo muda e é preciso mudar com ele. (Nada melhor que um clichê funcionando e em perfeito estado de conservação nessas horas. :-) O Twitter, assim como os blogs, está se tornando cada vez mais uma excelente ferramenta de disseminação de informação. E, antes que me acusem novamente de corporativismo, repito o que disse em 2001, quando escrevi este artigo para o Webinsider:
Mas, como dizia o escritor de ficção científica Theodore Sturgeon ao formular a Lei que leva seu nome, "90% de toda a ficção científica escrita é uma porcaria - mas, pensando bem, 90% de tudo o que se escreve é uma porcaria". Nem os blogs escapam desse postulado - mas qual é o problema, afinal? Há espaço para todos - e gosto para tudo. O importante talvez seja perceber que - pelo menos para quem pode ter acesso à internet, que ainda é uma minoria no mundo - existe a opção de se fazer ouvir.
Ou seja, cada um faz o que quer com seu blog ou endereço de twitter. Apenas defendo o direito de quem quer comunicar informações que lhe pareçam relevantes - da briga com o namorado/a namorada à enchente em frente à sua rua. O importante é ter liberdade de expressão.
Dica do Wildcat2030.
