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Quem viu o filme Amadeus deve se lembrar da cena em que o Imperador Joseph II da Áustria reclamou, a respeito da recém-composta As Bodas de Fígaro: "Notas demais, Mozart!"

(Não custa lembrar que a tirada é verídica: afinal, o filme se baseia na INCRÍVEL peça de Peter Shaffer, que, como muitos bons autores, tomou certas liberdades artísticas - Antonio Salieri, por exemplo, não só não era um invejoso medíocre como desfrutou de muita fama em seu tempo, e teve como aluno ninguém menos que Beethoven.)

Isso tudo foi só para dizer que não existem livros demais.

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Como dizia Freud, às vezes um charuto é apenas um charuto. Isso, claro, não precisa ser levado sempre ao pé da letra: o livro de estréia de Antônio Xerxenesky, Areia nos Dentes, não é apenas um charuto. Como também não é um cachimbo, aliás (a escolha de logomarca da Não Editora foi pra lá de metalinguística).

No evento Invisibilidades, promovido pelo Instituto Itaú Cultural no ano passado, o escritor Octavio Aragão levantou a possibilidade (para Octavio uma certeza) de que Areia nos Dentes era ficção científica: afinal, tinha zumbis - que, ao contrário do que pensam os insignes frequentadores de cinema, não são criação de filmes de horror, mas sim da ficção científica; os zumbis modernos (não estamos falando aqui da tradição do folclore haitiano, pesquisada por Wade Davis e publicado em seu hoje clássico A Serpente e o Arco-Iris, que virou um bom filme dirigido por Wes Craven em 1988) são criaturas da paranóia nuclear, fruto de mutações geradas pela radiação das bombas atômicas, ou, como na série de games e de filmes Resident Evil, por um vírus (o livro Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson, também trata disso - esqueçam a péssima versão para o cinema estrelada por Will Smith).

Octavio aceitou o livro como ele veio - como uma narrativa passada no Velho Oeste (no caso específico, a fronteira dos EUA com o México, em fins do século 19), envolvendo amor, morte, tiros e zumbis. Não que ele não tenha podido ou querido ler algo mais nessa narrativa; ele simplesmente fez a leitura mais evidente e mais impactante de Areia... - que é necessariamente a primeira leitura que se faz de um livro. E a leitura que mais lhe agradou.

Em sua entrevista para o Pós-Estranho, Xerxenesky nega: para ele, um charuto nem sempre é apenas um charuto. Areia... é mais do que isso, aliás, Areia... nem é isso:

Seria minha história um faroeste com zumbis? Duvido muito. Claro que tem esses elementos aos montes, claro que trabalha com toda essa carga cultural que me inspirou desde a adolescência, mas a verdade é que uso o termo "faroeste com zumbis" mais como método de despertar o interesse do leitor. Sempre acho que escrevi um romance sobre o ato de escrever, sobre como a literatura não pode corrigir ou alterar a realidade, mas como ela é uma boa maneira de aliviar o seu peso.

Peço licença para discordar.

É claro que Areia nos Dentes pode ter diversas leituras. Ele pode ser lido como a busca do pai, ele pode ser lido como uma experiência formal inovadora para os padrões brasileiros, tão acostumados à falta de storytelling e a uma estrutura narrativa mais próxima da literatura francesa e sua tradição de contes philosophiques, muito mais interessados na forma como a situação e o sentimento dos personagens se desenrolam do que na história propriamente dita, muitas vezes considerada secundária ou até mesmo um obstáculo indesejável (com as honrosas exceções de Raymond Queneau, Georges Perec e o grupo OuLiPo, que buscou e conseguiu um equilíbrio entre forma e conteúdo, e das novissimas gerações, representadas por Michel Houllebecq).

E pode também ser lido como um western com zumbis.

Isso não é absolutamente nenhum demérito para Areia nos Dentes nem para Antônio Xerxenesky, pelo contrário. Xerxenesky parece seguir, voluntariamente ou não, os passos de um grande escritor gaúcho que não tinha medo da narrativa: Érico Veríssimo. Em sua saga O Tempo e o Vento, Veríssimo explora a história do Sul do Brasil ao longo de séculos, numa narrativa mais influenciada pelas sagas épicas anglo-americanas que pela textualidade francesa, então em voga no Brasil.

O próprio Xerxenesky assume essa ligação com a narratividade contemporânea ligada aos EUA:

Somente depois de ler Cormac McCarthy que vi que era possível uma literatura que rompesse a obviedade e as limitações de trabalhar-se com o gênero faroeste. A mescla com o horror (no caso, os filmes de zumbis) também veio por meio dessas paixões naturais.

Então percebemos que um charuto é um charuto - além de ser também muito mais que um charuto.

Leiam Areia nos Dentes sem medo de enfrentar uma narrativa intelectualizada ao extremo. Xerxenesky é um intelectual de primeira água, mas está muito longe de ser chato, tanto pessoalmente quanto em seus escritos (aliás, faríamos muito bem se abandonássemos de vez essa visão preconceituosa do intelectual-como-chato e do papo-cabeça-como-algo-incompreensível. Não é nada disso, meus leitores e leitoras, não é por aí que a banda toca). Xerxenesky segue, ainda que apenas em parte, a estratégia narrativa de Ricardo Piglia: conta uma história na superfície e outra no fundo. Embora ele pareça gostar mais da narrativa de fundo (e é um direito dele como criador, foi o que o motivou), os leitores poderão perfeitamente se identificar com a narrativa da superfície (que não é superficial, prestem bem atenção). E se divertir com um livro que entretém sem ser raso. E que faz pensar sem ser didático.

Mas o mais importante mesmo (e, para mim, a principal razão pela qual vocês devem ler este livro correndo) é que Areia nos Dentes é um livro bom. Um livro bem escrito. Um livro que respeita a inteligência do leitor. Um livro que atesta a inteligência de seu autor.

Xerxenesky está apenas no começo: há muito que ler, muito que conhecer, muita estrada para percorrer. Mas que começo brilhante.

Continuo lendo non-stop: agora, Sunstorm, de Clarke e Baxter, o segundo volume da trilogia A Time Odyssey. Este volume parece ter muito mais o dedo do mestre Clarke (particularmente nas cenas ambientadas na lua). Deve agradar aos fãs mais hardcore dele. Estou gostando até agora, e curioso para ver onde isso vai dar (e não é essa uma das características de um bom livro?)

Ian McDonald, Scissors Cut Paper Wrap Stone. Na minha humilde opinião, junto com as histórias de Chaga (o romance Evolution´s Shore e a novela Tendeléo´s Story), é um dos melhores livros de McDonald. Esta novela cyberpunk não perdeu nem um pouco de seu vigor desde a publicação original, em 1994, e (Jacques vai discordar dessa) dá uma surra em Brasyl.

Falando em Tendeléo´s Story, ontem li pela primeira vez essa história, que acabou de ser republicada no ótimo volume The Best of The Best, Volume 2, editado por Gardner Dozois. É uma história sobre desterritorialização (a narrativa do exílio forçado da africana Tendeléo e de como ela vai parar em Londres depois que Nairóbi e as cidades ao redor são tomadas pelo esporo alienígena conhecido como Chaga) e sobre reencontro. Sobre adaptação e convivência com outras espécies. Altissimamente recomendado.

Enquanto isso, leio mais coisas em paralelo. Não só ficção científica. E vamos que vamos.

Conforme prometido no post da entrevista com Samir Machado de Machado, editor da Não Editora, resenho aqui as coletâneas Ficção de Polpa 1 e 2, dois bons trabalhos de uma editora que, com menos de um ano de vida, já está sendo reconhecida como a melhor editora gaúcha (com o Prêmio Açorianos) e uma das melhores small presses do Brasil.

Quando publicou a primeira edição do volume 1 da Ficção de Polpa, Samir ainda não tinha editora. O volume saiu pela Fósforo em 2007, e só recentemente ganhou uma reedição, desta vez na casa nova. Talvez por isso, e pelo fato de que havia um desconhecimento da produção de literatura fantástica no resto do Brasil, todos os autores eram gaúchos (com a exceção de Rodrigo Rosp e Rafael Spinelli, ambos nascidos no Rio de Janeiro mas morando desde pequenos no Rio Grande do Sul).

Essa concentração de autores da mesma região acabou gerando um efeito interessante quando a coletânea ficou conhecida fora do estado: tanto a editora e os autores descobriram que existia um universo razoavelmente grande de literatura fantástica fora do estado quanto o resto do Brasil passou a conhecer um punhado de autores até então fora do mapa da produção (de literatura fantástica ou não) no resto do país.


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O bom - o excelente - é a qualidade gráfica da coletânea, produzida à maneira das antigas pulp magazines dos anos 1920-1930, mas com todo cuidado para dar aos leitores uma obra durável, ao contrário das revistas daquela época. O projeto gráfico do próprio Samir (com ilustração de Gisele de Oliveira) dá ênfase a aspectos semelhantes a jornais e revistas da época, diagramando o texto em duas colunas, em papel pólen soft ligeiramente amarelado.

São dezesseis contos, mais dois extras: o conto The Hound, de H.P. Lovecraft, e o making-of da capa. A epígrafe do livro, de autoria do mestre dos quadrinhos Alan Moore deixa clara a intenção do editor: "A ficção de horror é o maior totem do século XX."

O primeiro conto, O Homem que Criava Fábulas, de Samir Machado de Machado, parte de uma premissa interessante e atual (a manipulação genética), mas a linguagem rebuscada e as personagens bidimensionais não conseguem compensar o final abrupto, feito para sacudir o leitor. O conto se salva pelo uso pontual e certeiro do humor.

Na segunda história, Carne, Guilherme Smee cria uma atmosfera semelhante aos contos de Clive Barker, com um final que consegue inverter a expectativa do leitor, embora sem deixar de dar pistas ao longo da narrativa (o que só torna a história mais coerente). O uso da primeira pessoa é difícil, mas Smee se desencumbe da tarefa adequadamente.

Lingüista, de Rodrigo Rosp, usa o tema da mulher fatal para construir um suspense sedutor, que leva o leitor pela mão a um destino que ele já sabe qual é desde o começo, mas que não consegue deixar de seguir mesmo assim. Com fortes tintas de Dario Argento, o conto tem o mérito de prender a atenção até o final, que, apesar de clichê, é (para nos mantermos dentro das intenções da história) saboroso.

Marcelo Juchem dá o tom surreal à coletânea em Cosmologia. Com uma narrativa passo-a-passo, bem urdida e com ênfase nas descrições, Juchem lembra Robert Sheckley em sua fase surrealista, entre os anos 1950 e 1960. Uma história de humor - negro, mas de humor mesmo assim.

Em Os Internos, Gustavo Faraon é o primeiro a usar a cidade de Porto Alegre como cenário de sua história. Com uma narrativa lenta e hipnótica, mais ou menos no mesmo tom de Lingüista, Faraon conduz o leitor aos subterrâneos de um sistema educacional paralelo, não muito diferente do retratado por Roger Waters e David Gilmour em The Wall. É um conto assustador, mais pela perspectiva de que, em algum lugar, ele pode ser uma cruel realidade.

Em Dias de Fome, Noites de Cão, Sergio Napp é rápido mas não rasteiro: seu conto muito curto (o que em inglês atualmente é chamado de flash fiction) mostra uma situação cíclica, mas nem por isso menos apavorante. Lembra, pela temática, o recentíssimo conto The Cat From Hell, de Stephen King.

Um dos contos mais instigantes da coletânea é O Homem dos Ratos, de Rafael Spinelli. A frase que abre a narrativa ("Não vou contar a história de Carlos desde o princípio") é enganadoramente simples em sua falsa negação, pois o narrador acaba nos contando a história de uma obsessão, que pode ser muito mais aterrorizante do que qualquer história de terror sobrenatural. As humilhações a que Carlos submete a esposa Marta, por força de sua doença (entregue de bandeja ao leitor já no título e na epígrafe de Freud), lembram os contos de Shirley Jackson.

Tempestade em Coney Island, de Rafael Kasper, é, por outro lado, talvez o conto mais fraco do primeiro volume da Ficção de Polpa. Diálogos fracos e alguns erros de pontuação (o primeiro diálogo logo de cara tem uma vírgula de menos) não compensam as tentativas de humor (o protagonista bebe cerveja Duff, a mesma marca de Homer Simpson).

Em Ventre, Roberta Larini produz uma narrativa convoluta sobre um serial killer (o "Colecionador de Ventres"), alternando narradores, até o final, que não chega a surpreender mas cuja construção é competente.

Outro excelente conto é Funghi, de Luciana Thomé. Também uma flash fiction, Funghi é um exercício lítero-gastronômico concentrado, que lembra The Neglected Garden, de Kathe Koja, considerado um dos precursores do subgênero híbrido New Weird. É um dos melhores da coletânea.

Vãos, de Alessandro Garcia, é a narrativa mais extensa da coletânea. A história, também ambientada no sul, tem um ritmo mais lento, menos apressado. A história de um homem que passa as férias com esposa e filho na casa de fazenda e tenta fazer com que a vida transcorra normalmente, apesar dos problemas e angústias que ficam sempre por ser ditas, num segundo plano perigosamente próximo de virar primeiro, é uma narrativa gótica bem disfarçada. A pretensa influência de um quadro macabro sobre o comportamento do filho, que nunca é explicitada de modo concreto, paira o tempo todo no ar, criando uma ameaça que pode ser sobrenatural ou não - mas será que a origem do mal importa quando ele se faz presente? Ótima narrativa.

A Meia-Noite do Fim do Mundo, de Fernando Mantelli, tinha tudo para ser um dos melhores contos da coletânea, não só pelo título, mas pelo começo da narrativa, que pega o leitor pelo pé. O mundo acaba e ponto final. O interessante é ver o que há depois, se é que há. E há, mas o diálogo de Ana, a última humana, com outro pretenso sobrevivente, é tão ruim que desconstrói a narrativa literária e a transforma em um roteiro de anime. Pena.

Outra história com porteira aberta para o surrealismo é Cabeça-de-Arroz, de Annie Piagetti Müller. A progressão da obsessão de uma senhora humilde, que não consegue parar de comer arroz e somente arroz, deixa o leitor incomodado como se estivesse vendo uma narrativa do tipo de O Anjo Exterminador, de Luís Buñuel. O medo que acomete aquele que lê é o da dúvida: isso poderia acontecer? Talvez não, pero que las hay hay, como diz o antigo ditado.

Falando em comida, O Fígado, de Sílvio Pilau, serve como um bom acompanhamento ao funghi e ao arroz. Mas desta vez com fartas doses de humor. O diálogo de um fígado de tamanho humano com seu dono faz o leitor rir. De nervoso.

O Desvio, de Antônio Xerxenesky, lembra uma história de John Constantine ou do Preacher. Os diálogos começam meio forçados, como se o protagonista quisesse parecer cool demais (o que, vemos logo em seguida, é exatamente o efeito desejado), mas pouco depois começam a ficar mais à vontade, e a história flui tranqüila (bom, tranqüila não é exatamente a palavra, não se você está de carona no meio do deserto com alguém em quem você não confia). O final, com sua pequena porém eficiente virada de plot, é muito bom.

Os contos brasileiros se encerram com Quando Eles Chegaram, de Rafael Bán Jacobsen. A narrativa, que mostra o que acontece com os humanos depois de uma invasão alienígena que os subjuga por completo, já foi bastante explorada pela literatura pulp, além de quadrinhos e séries clássicas como Além da Imaginação. Mas esse clichê (que eu não posso contar sob pena de revelar o final da história) sempre funciona se for bem escrito. E o conto de Jacobsen é bem escrito. Um bom fechamento para a coletânea.

A impressão que tive ao fechar o livro é que os autores, de modo geral, possuem duas características marcantes: 1) Uma cultura literária acima da média, o que é fundamental para quem quer ser escritor; e 2) Um desconhecimento quase completo do que se faz atualmente na ficção de horror, tanto no Brasil quanto fora. Desconhecimento na parte literária, quero dizer: a citação de Alan Moore na epígrafe deixa clara a afiliação do editor com o mundo pop por via dos quadrinhos, e talvez pela via do cinema também. Não da literatura - o que não é pecado nenhum, apenas a constatação de que, não importa em que parte do Brasil você se encontre, os problemas que envolvem a literatura contemporânea em sua interseção com o pop são sempre os mesmos, e podem se resumir à desinformação.

O que faz do primeiro volume de Ficção de Polpa uma coletânea acima da média do que se publica no Brasil atualmente é justamente a primeira característica mencionada. A cultura literária dos autores, mais inclinada na direção dos clássicos (ecos de Lovecraft, Poe, Arthur Machen, Dante, André Breton percorrem as entrelinhas dos contos) é que lhes dá um ar de novidade. Ar que foi ainda mais refrescante com o lançamento do Volume 2, em 2008, e que será a nossa próxima resenha.

Esta lista fecha minha série de 2008. Nela, ao contrário dos contos, novelas e noveletas, misturo brasileiros e estrangeiros com alegria e prazer, porque foi um ano muito rico para todos nós.


Joe Abercrombie, The Blade Itself


Jonathan Carroll, The Ghost in Love


Jeff Carlson, Plague Year


Michael Chabon, Gentlemen of the Road


Michael Chabon, The Yiddish Policemen´s Union


David Louis Edelman, Infoquake


David Louis Edelman, Multireal


Neil Gaiman, The Graveyard Book


William Gibson, Spook Country


Otis Adelbert Kline, The Swordsman of Mars


Ian McDonald, Brasyl


Flávio Medeiros, Quintessência (infelizmente, não encontrei o livro no sites da Cultura, da Saraiva, da FNAC e da Amazon)


Patrick Ness, The Knife of Never Letting Go


Chris Roberson, End of the Century


Chris Roberson, The Dragon´s Nine Sons


John Scalzi, Old Man´s War


Ekaterina Sedia, The Secret History of Moscow


Ekaterina Sedia, The Alchemy of Stone


Liam Sharp, God Killers


Antônio Xerxenesky, Areia nos Dentes

Por incrível que pareça, ainda mergulhado em trabalho (e não vou emergir antes do dia 15 de janeiro, aproximadamente), talvez eu poste um pouco menos do que gostaria. Talvez não. Em todo caso, começo agora a postar as minhas listas do ano. A primeira é talvez a mais boba de todos: aproveitando a deixa do meu amigo americano Larry, começo a série de listas de fim de ano relacionando todos os livros lidos em 2008 (esta lista, claro, poderá ser atualizada até o dia 31, e provavelmente será).

Nem vou disputar com ele: este ano foi um dos meus mais fracos da década em termos de quantidade de livros lidos (em termos de qualidade não, pelo contrário, mas sobre isso eu falo em outro post). Foram menos de duzentos livros, ao contrário do que eu havia suposto e escrito aqui há pouco tempo.

Não faz mal: 2009 será melhor. Enquanto isso, minha lista de livros lidos em 2008, sem ordem específica de leitura ou de preferência. Os links são para os livros que resenhei, seja aqui, seja em outras publicações:


1. Mary Shelley, Frankenstein (releitura)

2. William Gibson, Spook Country

3. Roman Jakobson, A geração que desperdiçou seus poetas

4. Stephen King, The Waste Lands

5. Stephen King, Wizard and Glass

6. Leon Trotski, A Revolução de Outubro

7. Joseph Roth, Berlim

8. Arkadi Vaksberg, O Laboratório dos Venenos

9. Stephen King, The Wolves of the Calla

10. Yevgeny Zamyatin, We

11. Flávio Medeiros, Quintessência

12. Maiakovski, Poemas

13. SF´s Best 11 (ed. David G. Hartwell e Kathryn Cramer)

14. Cory Doctorow, Someone Comes to Town, Someone Leaves Town

15. Stephen King, Bag of Bones

16. Alexandre Barbosa, Cuidado, a Internet está Viva!

17. The New Weird (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

18. Stephen King, Song of Susannah

19. Stephen King, The Dark Tower

20. Stephen King, Salem´s Lot

21. Ian McDonald, Brasyl

22. Ekaterina Sedia, The Secret History of Moscow

23. Octavio Aragão, Quadrophenia

24. Isaac Asimov, Foundation (releitura - tradução)

25. Isaac Asimov, Foundation and Empire (releitura - tradução)

26. Jeff Vandermeer, The Situation

27. The New Space Opera (ed. Jonathan Strahan e Gardner Dozois)

28. Charles Stross, Accelerando

29. David Gerrold, The Martian Child

30 Matthew Hughes, Template

31. Cormac McCarthy, The Road

32. Cormac McCarthy, No Country for Old Men

33. Jeffrey Thomas, Blue War

34. Adam Roberts, Splinter

35. Eric Brown, Helix

36. Paper Cities (ed. Ekaterina Sedia) - resenha de Jacques Barcia

37. Joe Haldeman, The Accidental Time Machine

38. Steven Gould, Jumper

39. Steven Gould, Reflex

40. Steven Gould, Jumper - Griffin´s Story

41. Kelly Link, Magic for Beginners

42. Eric Brown, Kéthani

43. Brad Meltzer, The Book of Lies

44. Tobias Buckell, Crystal Rain

45. Otis Adelbert Kline, The Swordsman of Mars

46. Stephen King, The Mist

47. Stephen King, The Girl Who Loved Tom Gordon

48. Thomas M. Disch, The Word of God

49. Heather Ingemar, A Slip of Wormwood

50. Robert T, Jeschonek, Mad Scientist Meets Cannibal

51. The Solaris Book of New SF Vol. 2 (ed. George Mann)

52. SF´s Best 13 (ed. David G. Hartwell e Kathryn Cramer)

53. Michael Chabon, The Yiddish Policemen´s Union

54. Robert J. Sawyer, Rollback

55. Jonathan Carroll, The Ghost in Love

56. Michael Chabon, Gentlemen of the Road

57. Steampunk (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

58. Fast Ships, Black Sails (ed. Ann e Jeff Vandermeer)

59. Thomas M. Disch, Camp Concentration

60. John Scalzi, Old Man´s War

61. John Scalzi, The Ghost Brigades

62. John Scalzi, The Last Colony

63, John Scalzi, The Sagan Diary

64. John Scalzi, Zoe´s Tale

65. Asimov´s SF Magazine - 30th Year Edition (ed. Sheila Williams)

66. Vladimir Nabokov, A Defesa Lujin

67. José Saramago, Ensaio sobre a Cegueira (releitura)

68. Ficção de Polpa 2 (ed. Samir Machado de Machado)

69. Antonio Xerxenesky, Areia nos Dentes

70. William S. Burroughs, The Job

71. Chris Roberson, The Dragon´s Nine Sons

72. Algys Budrys, Rogue Moon

73. David Louis Edelman, Infoquake

74, David Louis Edelman, Multireal

75, Neil Gaiman, The Graveyard Book

76. Ekaterina Sedia, The Alchemy of Stone

77. Monteiro Lobato, O Presidente Negro (releitura)

78. Erich Maria Remarque, Nada de Novo no Front (releitura)

79. Michael Crichton, Jurassic Park

80. Patrick Ness, The Knife of Never Letting Go

81, Michael Crichton, Eaters of the Dead

82. Jeff Carlson, Plague Year

83. Jeff Carlson, Plague War

84. Alan Pauls, O Passado

85. Clinton Davisson, Hegemonia

86. Christie Lasaitis, Fábulas do Tempo e da Eternidade

87. Tibor Moricz, Síndrome de Cérbero

88. Tibor Moricz, Fome

89. Aldous Huxley, Brave New World Revisited (releltura)

90. China Miéville, Looking for Jake

91. Bruce Sterling, Schismatrix Plus (releitura)

92. Anna Funder, Stasilândia

93. Ivonete Lucirio, Você Pode Viver 100 Anos

94. Arthur Conan Doyle, O Cão dos Baskervilles (releitura)

95. Futures From Nature (ed. Henry Gee)

96. Michael Crichton, The Great Train Robbery

97. Stephen King, Just After Sunset

98. Joe Abercrombie, The Blade Itself

99. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, The Road to Dune

100. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Sandworms of Dune

101. Caleb Carr, The Italian Secretary

102. Olaf Stapledon, Last and First Men (releitura)

103. Kevin J. Anderson, The Last Days of Krypton

104. Vanessa Bárbara, O Livro Amarelo do Terminal

105. Solaris (revista) (ed. Nelson de Oliveira)

106. Neuromancer (revista) (ed. Nelson de Oliveira)

107. Thomas M. Disch, 334

108. Dashiell Hammett, The Maltese Falcon (releitura)

109. Michael Crichton, The Terminal Man

110. China Miéville, Perdido Street Station (releitura)

111. Tobias Buckell, Ragamuffin

112. Brandon Sanderson, Mistborn

113. David M. Friedman, The Immortalists

114. Philip Roth, The Plot Against America

115. Richard Brautigan, An Unfortunate Woman

116. Brian Herbert e Kevin J. Anderson, Hunters of Dune

117. Tara Dixon-Engel e Mike Jackson, The Wright Brothers

118. Edmund Couchot, Des Images, du temps et des machines

119. Jeff Vandermeer, Predator: South China Sea

120. Ficção de Polpa 1 (ed. Samir Machado de Machado)

121. Martin Heidegger, The Concept of Time

122. George R. R. Martin, Dying of the Light

123. Santo Agostinho, Sobre a Potencialidade da Alma

124. John Rieder, Colonialism and the Emergence of Science Fiction

125. Joachim Fest, Hitler (Vol. 1)

126. Slavoj Zizek, Arriscar o Impossível

127. Zeljko Loparic, Ética e Finitude

128. Emmanuel Levinas, Ética e Infinito

129. Adam Roberts, The History of Science Fiction

130. Alan Moore, The League of Extraordinary Gentlemen - Black Dossier

131. Michael Crichton, Prey

132. Bruce Sterling, Tempo Fechado

133. Michael Crichton, State of Fear

134. David Thorpe, Híbridos

135. João de Fernandes Teixeira, Como Ler a Filosofia da Mente

136. Marcelo Leite, Promessas do Genoma

137. Liam Sharp, God Killers

138. Dostoiévski, Os Irmãos Karamázov

139. Fate Fantastic (ed. Martin Greenberg e Daniel M. Hoyt)

140. Michael Crichton, Sphere

141. Thomas Merton, Book of Hours

142. Thomas Merton, A Vida Silenciosa

143. Norbert Elias, A Solidão dos Moribundos

144. Joe Haldeman, A Separate War and Other Stories

145. Something Magic This Way Comes (ed. Martin Greenberg e Sarah A. Hoyt)

146. Angela Mendes de Almeida, A República de Weimar

147. Michael Crichton, The Lost World

148. Batman e a Filosofia (ed.

149. Henry James, The Turn of the Screw (releitura)

150. John Updike, The Widows of Eastwick

151. William Gibson, Neuromancer (releitura - tradução)


Até o momento, 151 livros, dos 14 são releituras, e, destas, três para fins de tradução. Romances foram maioria esmagadora; mas também várias coletâneas de contos, a maioria bons, um ou outro fraco, e alguns excelentes. 49 foram resenhados.

Até o fim do ano, aguardem listas com os melhores livros lidos em 2008, divididos em romances, contos, noveletas e novelas.

O fim de semana passou e eu acabei não falando nada sobre o "lançamento" do Portal Neuromancer na última sexta-feira, na PUC-SP.

Primeiro, por que as aspas na palavra lançamento? Porque o projeto de Nelson de Oliveira é uma ação entre amigos, que não tem fins lucrativos - o objetivo básico é criar um portfólio de contos de ficção científica para, no futuro próximo, gerar uma massa crítica que permita mostrar às editoras brasileiras a existência de (bons) autores brasileiros desse gênero. E, como tal, não está à venda: cada autor pagou pela publicação e recebeu vinte exemplares em troca, com os quais pode fazer o que quiser (até vender, mas o objetivo principal é distribuir para fãs e formadores de opinião)

Mesmo assim, eu achei que o livro-revista (que propositalmente não tem site - a classificação de "Portal" é uma brincadeira e uma saudável homenagem ao mundo da Web) merecia um landmark, um evento para marcar sua publicação. E organizei, no campus da PUC na Rua Marquês de Paranaguá, um bate-papo informal entre autores e alunos. O evento também era aberto para gente de fora, e a sala ficou lotada.

Foi muito bom. O papo foi tão agradável que rolou até às 22h (estava programado, também informalmente, para terminar às 21h), e depois alguns de nós foram tomar um chope num bar próximo. Para fechar o ano de 2008 com alegria e paz de espírito.

A lamentar, só o fato de que este escriba ESQUECEU a máquina fotográfica - embora o encontro tenha sido fotografado e até filmado. (Se alguém que registrou o evento estiver lendo isto, eu ficaria muito contente se pudesse receber cópias das fotos ou do filme. :-)

Quero agradecer a todos os que compareceram ao bate-papo da sexta lá na PUC. O editor Nelson de Oliveira e os autores Luiz Bras, Ataíde Tartari, Roberto Causo, Tiago Araújo, Marco Antônio de Araújo Bueno, Ana Cristina Rodrigues, pela ótima troca de idéia. Aos autores Rogers Silva e Lima Trindade, que moram em outras cidade e não puderam comparecer, mas enviaram vídeos para se apresentar ao público: missão cumprida! Mensagens transmitidas via Windows Media e saboreadas pelo distinto auditório. Aos autores J. P. Balbino e Geraldo Lima: sentimos falta de vocês! E aos meus alunos de Roteiro II e a todas as pessoas que estavam na platéia, que foram muito, muito simpáticas e participativas. Valeu!

Fiquei muito feliz com esse encontro, e espero que todos tenham tido a mesma sensação: a de que 2008 está acabando bem para nós, como escritores, e para a ficção científica ou o que quer que escrevamos ou venhamos a escrever. E de que 2009 será um ano ainda melhor.


Ontem em casa, depois de passar (infelizmente) rápido no lançamento do livro do Tibor Moricz (mais detalhes no próximo post) e de participar de uma banca de TCC na PUC, recebi uma grata surpresa: a caixa com os dois volumes contendo a novíssima tradução de Os Irmãos Karamázov, de Dostoiévski (claro, de quem mais? ;-), feita direto do russo por Paulo Bezerra com base na edição crítica russa das obras completas do autor, com ilustrações de Ulysses Boscolo.

Aguardem resenha no Le Monde Diplomatique em breve. Obrigado a Fernanda, da Editora 34, pelo envio.

Airman

Airman, de Eoin Colfer - Um livro steampunk do criador da série Artemis Fowl, que por sua vez também não é absolutamente nada do que eu esperava.

Para ser sincero, eu não esperava nada dessa série, porque não havia me interessado em lê-la até agora - mas, depois de começar a ler Airman e navegar um pouco pela Web para conhecer um pouco da história da série premiada de Coifer, agora fiquei com vontade. 2008 foi um ano fundamental para detonar de vez meus preconceitos contra a literatura dita infanto-juvenil.

Ele conseguiu o que só Henrique V. Flory havia conseguido: publicar dois livros seguidos em dois anos. (E, se vocês, meus leitores, não sabem quem é Henrique V. Flory, não os culpo, pois ele parou de escrever FC e hoje escreve livros de Administração, mas mesmo assim vocês perderam uma parte importante da história da FCB dos anos 1980/1990).

Estamos falando de Tibor Moricz, um dos autores mais comentados dos últimos tempos na comunidade de ficção científica brasileira. Depois de lançar Síndrome de Cérbero no começo de 2007, Tibor encerra 2008 com fome, ou melhor, com FOME, seu livro mais recente. Abaixo, uma entrevista inédita que Tibor concedeu exclusivamente para este blog, por e-mail.



Pós-Estranho - Para os leitores que não o conhecem: quem é Tibor Moricz? Fale um pouco de você.

Tibor Moricz - Nasci em São Paulo e morei aqui até os 14 anos, quando minha família se mudou para Araçatuba. Ficamos por lá até que eu fizesse 20 anos, viemos então para o Litoral de São Paulo, onde meus avós tinham uma pensão. Até hoje alterno momentos em Sampa e no Litoral. Mas minha residência fixa, hoje, é em Solemar na Praia Grande.
Sou um otimista por definição. Acredito que coisas boas virão (espero sempre que venham, espero... espe...ro...zzzzz) (risos).
Sou confiante, resoluto e firme nas minhas convicções. Sou um cara em constante mutação. Fica difícil ter um registro de mim mesmo nessas circunstâncias. Me adapto ao ambiente, sou camaleônico.


PE - Qual é o seu método? Você tem alguma disciplina para escrever?

TM - Sou completamente indisciplinado.
Escrevo quando me dá na telha e geralmente sem nenhuma idéia pré-concebida, nem argumento, nem roteiro, nem porra nenhuma. Simplesmente sento e começo a bater no teclado. Romances exigem um pouco mais de disciplina e para eles dedico algum tempo construindo um esqueleto que servirá sempre para firmar o capítulo seguinte (jamais a história toda).


PE - O que você acha da FC aqui e lá fora?

TM - Lá fora tenho muito pouco para achar. Meu inglês é bom para navegar pela Internet sem tropeços, mas fraco para a literatura. Além dos clássicos não conheço ninguém, fora o pouco que é traduzido aqui no país.
Me sirvo então do cardápio variado que a FC brasileira me oferece. Temos excelentes autores e um mercado que vai se abrindo ao gênero gradativamente.
Cada vez mais títulos vão sendo despejados, não só de FC, mas também de Fantasia. Tem muita coisa ruim, mas também muita coisa boa. Destaque para a Christie com seu excelente Fábulas do tempo e da eternidade.


PE - Quais são seus autores preferidos (tanto de FC quanto de qualquer outro gênero)?

TM - Não tenho autores preferidos. O melhor é aquele que está na leitura da vez. Sou um leitor atípico, não me prendo a autores, nem gêneros. Não conseguiria elaborar uma lista de preferências.

PE - Que autores influenciam sua escrita?

TM - Se sofro influências, elas vem de uma sopa primitiva, formada pela leitura de vários autores desde minha adolescência. Não consigo definir isso, não conseguem definir isso.


PE - Quais são seus próximos projetos literários?

TM - Sou um escritor indisciplinado, um leitor atípico e um péssimo projetista. Não faço projetos. Tenho um romance em avaliação numa importante editora em regime de exclusividade e outra obra em andamento; um romance que mistura discos voadores e aparições religiosas. Além disso, apenas um quadro negro, alguns gizes e muita disposição. Mas cada coisa a seu tempo. Não projeto nada para o futuro. Cada obra, seja conto ou romance, nasce ao sabor do acaso.


PE - Você tem fome de quê?

TM - De ver a literatura de gênero receber no país a importância que deveria ter. De encontrar colunas nas mídias mais importantes, discutindo o gênero. De ver a boa literatura vencer e a má definhar, vencida pelas engrenagens de mercado. De ver excelentes autores como você, Fábio, e outros, publicados e fazendo o sucesso que tanto merecem.

Além de Síndrome de Cérbero e Fome, Tibor terá um conto inédito publicado no número três da revista TERRA INCOGNITA, que estará online ainda esta semana.

A primeira semana de dezembro tem tudo para fechar o que já chamei (e continuo chamando) de Annus Mirabilis da Ficção Científica Brasileira com chave de ouro, platina, adamantium, escolham o metal. Anotem as datas dos eventos que vão sacudir São Paulo nos próximos dias:

3 de dezembro:

LANÇAMENTO DO LIVRO TEMPO FECHADO (HEAVY WEATHER), DE BRUCE STERLING

Local: FNAC Pinheiros - 3º andar
Praça dos Omaguás 34 - Pinheiros - S.Paulo - SP
Horário: 19h
Debate sobre o Tema: Mudanças climáticas - Ficção e realidade no futuro da humanidade
convidados:
Profa. Dra. Rita Yuri Ynoue (Doutora em meteorologia com expeeriência em Geociências - química da atmosfera atuando com: poluição urbana, modelagem fotoquimica, ozônio, aerossol urbano e distribuição de tamanho do material particulado.

Profa. Dra. Leila M. Vespoli de Carvalho (coordenadora do GEM no IAG / USP) com experiência em climatologia nos temas: oscilações infra-sazonais, extremos climáticos da Antártica; oscilação antártica e mudanças climáticas.

Prof. Dr. Fábio Fernandes - Doutor em Comunicação e Semiótica, jornalista, tradutor e escritor, autor dos livros Interface com o Vampiro (Writers, 2000) e A Construção do Imaginário Cyber (Anhembi Morumbi, 2006), criador dos blogs Pós-Estranho, em português, e Post-Weird Thoughts, com Jacques Barcia, em inglês.

Mediador: Douglas Quinta Reis editor da Devir Livraria

4 de dezembro:


LANÇAMENTO DO LIVRO FOME, DE TIBOR MORICZ

convite_fome


5 de dezembro:


LANÇAMENTO DO PORTAL NEUROMANCER


Convite_Portal_Neuromancer


UPDATE: No dia 6 é provável que tenhamos um outro lançamento, desta vez virtual - aguardem aqui confirmação, junto com hora e local (mas será em São Paulo, assim como todos os eventos acima)

Eu_Claudio

Eu, Cláudio e Cláudio, o Deus, de Robert Graves - Eu li o primeiro, um excelente romance histórico escrito por um dos papas do gênero, o saudoso Robert Graves, há muuuiito tempo, numa edição do Círculo do Livro (aliás, ainda existe?). Confesso que nem sabia da existência do segundo livro, mas vou me penitenciar rapidinho lendo ambos os livros para o Le Monde Diplomatique. Obrigado ao Rodrigo Gurgel, editor do Caderno Palavra, e a Marilu, da assessoria de imprensa da editora A Girafa.

tempo_fechado

Chegou outro dia mas só agora estou lendo (em português, porque eu já havia lido o original há alguns anos): Tempo Fechado, do mentor cyberpunk Bruce Sterling.

Sterling tem pouca coisa publicada no Brasil, e a maioria já está esgotada. Portanto, esse lançamento é uma excelente iniciativa da Devir, que aplaudo. O livro terá lançamento no próximo dia 3 de dezembro, na FNAC Pinheiros, com a participação deste humilde escriba (mais detalhes na seqüência). Obrigado à assessoria de imprensa da Devir pelo envio. Aguardem resenha em breve aqui.

Em tempo: Bruce Sterling cedeu generosamente um conto para publicação no número 4 da TERRA INCOGNITA. A edição estará disponível no final de dezembro.

livro-amarelo-do-terminal

É o título da resenha que escrevi sobre o ótimo O Livro Amarelo do Terminal, de Vanessa Bárbara, lançado pela CosacNaify. Aqui, no Le Monde Diplomatique.

Da mesma editora, estou terminando de ler agora O Passado, de Alan Pauls, belo de doer (e doloroso de ler, embora essencial) e na seqüência lerei o recente Conversas com Woody Allen, do qual vocês podem ter um gostinho aqui.

É o nome do artigo que acabo de publicar na revista online de cibercultura 404nOtF0und, editada pelo professor André Lemos, uma das maiores autoridades brasileiras em cultura cyber e blogueiro de primeira hora, autor do ótimo livro Cibercultura. Esse artigo faz parte de um livro que estou escrevendo sobre moda cyber, ainda sem editora.



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  • Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Pesquisador de cibercultura e professor do cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC-SP. Interesses de pesquisa: comunicação e cibercultura, semiótica, teoria literária, ficção científica, tribos e subculturas, novas mídias, games.
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