Começa pela capa: uma ilustração para A Guerra dos Mundos, de H.G.Wells, feita pelo brasileiro Alvim Correa em 1906 para uma edição de luxo.
Continua com uma introdução do mestre Gene Wolfe (lamentavelmente nunca publicado no Brasil), Speak Science Fiction Like an Earthling. sobre esse ramo fantástico da lingüística que é a criação de um jargão técnico imaginário, utilizando em obras de ficção científica.
O miolo é recheado com saborosos verbetes, de ACTIFAN (fã ativo) a ZINE, passando por CYBERSPACE, CYBORG, ZERO-GEE, e outros que nem se usam mais, como EDISONADE (histórias científicas ao estilo inventor-solitário, tipo Thomas Edison) e ASTROGATOR ("astrogador" ou navegador espacial)
E termina com uma portentosa bibliografia repleta de material para fazer a alegria de fãs e pesquisadores.
Estou falando de Brave New Words: The Oxford Dictionary of Science Fiction, editado por Jeff Prucher. Mais que uma diversão, é peça fundamental também para quem que escrever ficção científica e não "reinventar a roda". Ou descobrir coisas absolutamente indizíveis, como, por exemplo, que a primeira menção ao termo pós-humano não é recente, mas apareceu em 1936 num livro de... H.P. Lovecraft!
Não vou nem escrever mais para não estragar as deliciosas surpresas que aguardam quem quiser descobrir este livro. É um livro de referência fundamental para qualquer um que leve a ficção científica a sério.


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