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Em casa com gastrenterite, repousando. Enquanto não volto à ativa (aguardem em breve fotos e comentários sobre o EXCELENTE evento que foi o II GAMEPAD), posto aqui duas notícias que soube do Omelete via Twitter:

1. A Revista SET é cancelada - É uma triste notícia para este escriba, que não assinava, mas comprava religiosamente todo mês nas bancas a revista mais divertida, bem-humorada e informativa de cinema do Brasil. Falava de cinema pop e cabeça, de cinema estrangeiro e brasileiro, de lançamentos e clássicos, enfim, era coração-de-mãe: tinha espaço para tudo. Se eu fosse alguns anos mais novo, teria tentado trabalhar lá (juntamente com meu camarada André Gordirro, com quem trabalhei há uma década atrás na Tribuna da Imprensa).

2. O primeiro trailer de Bruno - Se vocês já viram algum programa da série Ali G., sabem do que estou falando. Se não viram, mas conhecem (quem não conhece?) Borat, não tem problema: Bruno é a entidade gay-fashionista-alemã que baixa em Sacha Baron-Cohen e que vai dar as caras (e talvez outras partes de sua anatomia) no Brasil no final de julho. Curta o trailer no Omelete ou aqui (a Universal Pictures desabilitou o recurso de embedding desse trailer em sites)!

Divulgando o trailer fresquinho, fresquinho, a pedido do próprio Neil Gaiman:



Lindo, não?

O trailer está muito, muito bom, daquele jeitinho que só Hollywood sabe fazer:


O filme mistura as minisséries Origem e Arma X, além de apresentar vários mutantes velhos conhecidos dos quadrinhos, tanto do bem quanto do mal (um certo mutante francês jogador de cartas, por exemplo). Trailer feito para tentar agradar gregos e troianos.

Se o filme vai ser bom ou não, só nos resta esperar até maio de 2009. Cruzem as garras de adamantium!

Vai estrear nesta sexta - nos EUA. A gente vai ter de esperar até o dia 9 de janeiro.


Mas parece que vai valer a pena.

Pra fechar a noite em grande estilo:


Agora me digam: vai ou não vai ser SENSACIONAL?

É o nome do artigo que acabo de publicar na revista online de cibercultura 404nOtF0und, editada pelo professor André Lemos, uma das maiores autoridades brasileiras em cultura cyber e blogueiro de primeira hora, autor do ótimo livro Cibercultura. Esse artigo faz parte de um livro que estou escrevendo sobre moda cyber, ainda sem editora.

Quem me cantou a pedra foi o mestre Jedi Tiagón:

A artista norte-americana Tanya Vlach, que perdeu um olho em um acidente de carro em 2005, está desafiando cientistas a criarem uma câmera que possa ser integrada à sua prótese, para gravar tudo o que mirar.

Mais aqui.

Isso tem tudo a ver com um livro excelente de um autor inglês pouquíssimo conhecido por aqui, D. G. Compton, The Continuous Katherine Mortenhoe. Só que, no livro, quem tem implante de gravação no olho é um jornalista, que acompanha os últimos dias de vida da última pessoa (a tal Katherine Mortenhoe) a morrer de doença numa Terra do futuro em que as pessoas são virtualmente imortais.

Esse livro foi adaptado para o cinema em 1980 por Bertrand Tavernier, e no Brasil recebeu o nome de A Morte ao Vivo, com Harvey Keitel e Romy Schneider. Até onde sei, não saiu em DVD ainda. Merecia.

Acabo de ver o clip da música-tema de Quantum of Solace, a mais nova aventura de James Bond, que estréia por estas bandas no dia 7 de novembro. Como Bondmaníaco, tenho um especial apreço pelas trilhas sonoras da série, e tenho tirado o chapéu para o trabalho excepcional do produtor David Arnold, encarregado desde 1997 das trilhas de Bond. Mas, desta vez, erraram feio a mão com Jack White compondo. Se não acreditam em mim, é só ver aqui embaixo:

Salvo engano, uma das canções-tema mais fracas de todos os tempos, infelizmente. (Fico imaginando um universo paralelo em que Amy Winehouse tivesse gravado de fato a versão oficial - poderia ter sido muito interessante).

Pelo menos os trailers oficiais do filme não ficam nada a dever a Casino Royale. É o meu consolo - e, espero, o de todos os bondmaníacos.

Estou vendo neste instante a entrevista de Fernando Meirelles para Marília Gabriela. Uma das melhores dos últimos anos. Fernando (que, para quem pegou os anos 1980 mas talvez não saiba dessa informação, era o Valdeci, câmera-man do Ernesto Varela, feito pelo Marcelo Tas, no tempo em que ambos eram sócios da Olhar Eletrônico) fala sobre o trabalho imenso que é fazer um filme, principalmente depois da filmagem. Sobre o que é reeditar um filme 12 vezes (foi o caso do Ensaio Sobre a Cegueira) depois de várias exibições, muitas delas para amigos e colegas, e aceitar críticas com humildade.

Recomendo também a leitura do blog do filme - a visão de Meirelles sobre o processo cinematográfico é fundamental para escritores de modo geral. Como dizia Borges, publicamos para parar de reescrever. Mas Borges reescrevia muito, e todo escritor que preza faz o mesmo. Quem diz que não faz ou mente ou é um péssimo escritor.

Como encerramento das atividades do semestre, a PUC-SP vai exibir hoje a primeira versão do filme Solaris, dirigida por Andrei Tarkovski em 1972.

A exibição ocorrerá na sala 20 do Campus Marquês de Paranaguá (Rua Marquês de Paranaguá, 111, Consolação), às 19h.

Este que vos digita fará a apresentação do filme. A entrada é franca.

O efeito de real de Roland Barthes ficou mais pobre: o homem que nos fez acreditar no Exterminador do Futuro, no Predador e, finalmente, que Tony Stark realmente podia caber na armadura do Homem de Ferro, morreu na madrugada de domingo para segunda. O reino do irreal-tornado-real não vai ser o mesmo sem Stan Winston. Que descanse em paz

Santos campos morfogenéticos de Sheldrake!! Ontem à tardinha, me bateu uma vontade LOUCA de rever pela sexagésima vez BEN-HUR, um dos top five cinematográficos da minha vida. Nem sabia por quê, mas eu tinha outras coisas pra fazer e deixei de lado.

É a prova, senhoras e senhores, de que não podemos nunca, mas nunca mesmo, deixar de ouvir o nosso gut feeling, aquela força poderosa que começa na boca do estômago e que é a somatização mais próxima que jamais teremos de uma coisa chamada telepatia. O Teorema de Bell explica isso. Todo mundo na Terra está interligado em nível subatômico desde o Big Bang, e por isso captamos algumas coisas estranhas no ar - coisas que, depois, descobrimos que não eram suspeitas, mas fatos que apenas aconteciam longe de nós.

Mais ou menos na hora em que senti essa vontade de ver Ben-Hur, morria em sua casa, aos 84 anos, Charlton Heston. Foi um dos atores mais importantes dos anos 1950 e 1960, e trabalhou tanto em grandes épicos como Os Dez Mandamentos, de Cecil B. de Mille, quanto Ben-Hur, de William Wyler e de pelo menos três grandes clássicos da ficção científica: O Planeta dos Macacos, No Mundo de 2020 e A ÚIltima Esperança da Terra (remake de Mortos que Matam, baseado no livro Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson, que gerou um terceiro filme recentemente com Will Smith).

Nos últimos anos, Heston se envolveu com uma série de polêmicas por ser o presidente da National Rifle Association, organização que defende o direito de cada americano ter (e usar) sua própria arma. Acostumou na fantasia, como diria mestre Chico Buarque. Mas vamos esquecer isso por um momento e nos lembrar dos grandes papéis que ele protagonizou durante uma longa e brilhante carreira. Heston foi um dos grande heróis de ação de Hollywood, botava Stallone, Willis e The Governator no bolso. Que descanse em paz. Quanto a mim, hoje eu vou MESMO rever Ben-Hur. Em homenagem.

Deu ontem à noite no Terra: a Warner vai finalmente adaptar a saga de Hyperion, do escritor americano Dan Simmons (já comentado aqui, sobre seu recém-lançado livro The Terror).

A saga (conhecida nos EUA como The Hyperion Cantos) é composta por quatro livros: Hyperion, The Fall of Hyperion, Endymion e The Rise of Endymion (todos os títulos foram retirados de poemas do romântico inglês John Keats, que inclusive tem uma participação pra lá de especial na saga, mas se eu contar estraga... ;-)

Simmons é um midas da literatura de gênero: seu primeiro livro, o belo e tristíssimo Song of Kali, ganhou o World Fantasy Award; na seqüência, o maciço e apavorante Carrion Comfort, um calhamaço de cerca de mil páginas, ganhou o Bram Stoker Award de horror. E, logo depois, seu primeiro grande livro de ficção científica, Hyperion, abiscoitou ao mesmo tempo os prêmios Hugo e Nebula de 1989.

Mas não se assustem com a notícia de que a Warner quer fundir os dois primeiros livros num só. Na verdade, os dois primeiros volumes foram escritos com essa intenção por Simmons, que acabou achando melhor dividi-los na hora de publicar. Vamos torcer para que em breve vejamos uma boa adaptação nas telonas - mas vamos combinar uma coisa? Vamos torcer mesmo para que uma editora se proponha a lançar Mr. Simmons no Brasil de uma vez por todas? ;-)

PS: A dica quem me deu foi o Flávio Medeiros. Valeu, Flávio!!!

UPDATE 8 de Abril: Recebi do simpaticíssimo Colin Harvey, meu colega do The Fix e autor de Vengeance, Lightning Days e The Silk Palace, a informação de que na verdade Hyperion ganhou apenas o Hugo, e em 1990. Desculpem a nossa falha! :-)
(My bad, Colin! Thanks for the correction!)



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    por Fábio Fernandes

  • Jornalista, tradutor. Escritor, roteirista e dramaturgo. Pesquisador de cibercultura e professor do cursos de Tecnologia e Mídias Digitais e Jogos Digitais da PUC-SP. Interesses de pesquisa: comunicação e cibercultura, semiótica, teoria literária, ficção científica, tribos e subculturas, novas mídias, games.
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