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Como encerramento das atividades do semestre, a PUC-SP vai exibir hoje a primeira versão do filme Solaris, dirigida por Andrei Tarkovski em 1972.

A exibição ocorrerá na sala 20 do Campus Marquês de Paranaguá (Rua Marquês de Paranaguá, 111, Consolação), às 19h.

Este que vos digita fará a apresentação do filme. A entrada é franca.

O efeito de real de Roland Barthes ficou mais pobre: o homem que nos fez acreditar no Exterminador do Futuro, no Predador e, finalmente, que Tony Stark realmente podia caber na armadura do Homem de Ferro, morreu na madrugada de domingo para segunda. O reino do irreal-tornado-real não vai ser o mesmo sem Stan Winston. Que descanse em paz

Santos campos morfogenéticos de Sheldrake!! Ontem à tardinha, me bateu uma vontade LOUCA de rever pela sexagésima vez BEN-HUR, um dos top five cinematográficos da minha vida. Nem sabia por quê, mas eu tinha outras coisas pra fazer e deixei de lado.

É a prova, senhoras e senhores, de que não podemos nunca, mas nunca mesmo, deixar de ouvir o nosso gut feeling, aquela força poderosa que começa na boca do estômago e que é a somatização mais próxima que jamais teremos de uma coisa chamada telepatia. O Teorema de Bell explica isso. Todo mundo na Terra está interligado em nível subatômico desde o Big Bang, e por isso captamos algumas coisas estranhas no ar - coisas que, depois, descobrimos que não eram suspeitas, mas fatos que apenas aconteciam longe de nós.

Mais ou menos na hora em que senti essa vontade de ver Ben-Hur, morria em sua casa, aos 84 anos, Charlton Heston. Foi um dos atores mais importantes dos anos 1950 e 1960, e trabalhou tanto em grandes épicos como Os Dez Mandamentos, de Cecil B. de Mille, quanto Ben-Hur, de William Wyler e de pelo menos três grandes clássicos da ficção científica: O Planeta dos Macacos, No Mundo de 2020 e A ÚIltima Esperança da Terra (remake de Mortos que Matam, baseado no livro Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson, que gerou um terceiro filme recentemente com Will Smith).

Nos últimos anos, Heston se envolveu com uma série de polêmicas por ser o presidente da National Rifle Association, organização que defende o direito de cada americano ter (e usar) sua própria arma. Acostumou na fantasia, como diria mestre Chico Buarque. Mas vamos esquecer isso por um momento e nos lembrar dos grandes papéis que ele protagonizou durante uma longa e brilhante carreira. Heston foi um dos grande heróis de ação de Hollywood, botava Stallone, Willis e The Governator no bolso. Que descanse em paz. Quanto a mim, hoje eu vou MESMO rever Ben-Hur. Em homenagem.

Deu ontem à noite no Terra: a Warner vai finalmente adaptar a saga de Hyperion, do escritor americano Dan Simmons (já comentado aqui, sobre seu recém-lançado livro The Terror).

A saga (conhecida nos EUA como The Hyperion Cantos) é composta por quatro livros: Hyperion, The Fall of Hyperion, Endymion e The Rise of Endymion (todos os títulos foram retirados de poemas do romântico inglês John Keats, que inclusive tem uma participação pra lá de especial na saga, mas se eu contar estraga... ;-)

Simmons é um midas da literatura de gênero: seu primeiro livro, o belo e tristíssimo Song of Kali, ganhou o World Fantasy Award; na seqüência, o maciço e apavorante Carrion Comfort, um calhamaço de cerca de mil páginas, ganhou o Bram Stoker Award de horror. E, logo depois, seu primeiro grande livro de ficção científica, Hyperion, abiscoitou ao mesmo tempo os prêmios Hugo e Nebula de 1989.

Mas não se assustem com a notícia de que a Warner quer fundir os dois primeiros livros num só. Na verdade, os dois primeiros volumes foram escritos com essa intenção por Simmons, que acabou achando melhor dividi-los na hora de publicar. Vamos torcer para que em breve vejamos uma boa adaptação nas telonas - mas vamos combinar uma coisa? Vamos torcer mesmo para que uma editora se proponha a lançar Mr. Simmons no Brasil de uma vez por todas? ;-)

PS: A dica quem me deu foi o Flávio Medeiros. Valeu, Flávio!!!

UPDATE 8 de Abril: Recebi do simpaticíssimo Colin Harvey, meu colega do The Fix e autor de Vengeance, Lightning Days e The Silk Palace, a informação de que na verdade Hyperion ganhou apenas o Hugo, e em 1990. Desculpem a nossa falha! :-)
(My bad, Colin! Thanks for the correction!)

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