Falei tanto no Invisibilidades (o blog está temporariamente fora do ar por problemas técnicos) que esqueci de agradecer a um grande amigo, que infelizmente não pôde ir, mas que esteve presente ao almoço dos colaboradores no sábado, antes do evento: trata-se do Ivo Heinz, que não só compareceu como cumprimiu uma promessa que havia me feito há tempos (e verdade seja dita: só não cumpriu antes porque EU não consegui me encontrar com ele antes): me deu uma cópia do livro Through Stranger Eyes, uma coletânea de ensaios de David Brin. Muito obrigado, Ivo!!
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Ainda não tive tempo de ver o filme do Fernando Meirelles, que, está todo mundo dizendo, é bom - espero, porque além de Meirelles ser um tremendo dum cineasta, ele não podia ter escolhido livro melhor para adaptar nesses tempos de cegueira coletiva da humanidade: Ensaio sobre a Cegueira é um dos melhores livros de José Saramago, e tem tudo a ver com ficção científica no que ela tem de melhor: a crítica à sociedade contemporânea.
Escrevi uma crítica do livro no Le Monde Diplomatique. Em breve, comentários sobre o filme aqui.
Tá lá na home, mas o link principal é este aqui.
O autor? Um ilustre desconhecido, inclusive para mim: Robert T. Jeschonek, que acaba de publicar seu primeiro livro, Mad Scientist Meets Cannibal, na verdade um showcase da PS Publishing, com poucos contos. Mas excelentes. Jeschonek lembra (como diz Mike Resnick no prefácio) R.A. Lafferty, muito pouco lembrado no Brasil, mas também lembra dois dos meus autores preferidos da velha guarda: William Tenn e Fredric Brown. Fiquem de olho nesse cara. Vale a pena.
Meu sócio, parceiro de crime, amigo-quase-irmão Jacques Barcia lavrou um tento, como se dizia em tempos steampunk de antanho: conseguiu entrevistar o escorregadio China Miéville, autor de um dos top ten de FC e Fantasia de todos os tempos: Perdido Street Station.
A entrevista pode ser lida aqui, no Post-Weird Thoughts. Em inglês.
Este é o livro que muita gente estava esperando. Lavínia é o mais recente livro da mestra Ursula K. LeGuin. Ambientado no mesmo cenário da Eneida, de Virgílio, LeGuin usa um recurso semelhantes ao que Marion Zimmer Bradley usa em As Brumas de Avalon: dar voz à mulher, relegada a um papel secundário (ou nulo) na história.
Na Eneida, Virgílio só cita Lavínia, a segunda esposa de Enéias, ao tratar de um presságio: na véspera do desembarque de Enéias em Latinum (região da Itália anterior à fundação de Roma), os cabelos de Lavínia's aparecem recobertos por uma espécie de fogo-fátuo, um augúrio de que a guerra está por vir.
Em Lavínia, Le Guin reverte inteligentemente o jogo, dando voz à personagem que da título ao livro. Filha do Rei Latinus e da Rainha Amata, governantes de Latinum, Lavínia foi prometida pela mãe (semi-enlouquecida pela perda de seus outros filhos por doenças ainda na infância) a seu sobrinho, Turnus, rei da vizinha Rutuli. Mas o rei discorda: seguindo as palavras de um oráculo, ele anuncia que Lavínia se casará com um estranho recém-chegado de Tróia, Enéias. Isso vai provocar uma guerra civil.
Estou apenas citando uma sinopse, porque acabei de receber o livro. Aguardem uma resenha mais saborosa em breve.
Acabo de receber da Amazon a coletânea Leviathan no. 4, editada por Forrest Aguirre. Já tinha ouvido falar muito bem dela, e parece que não vou me arrepender. Entre os autores, vários cujos contos eu já li em coletâneas como Steampunk, The New Weird ou Paper Cities: Michael Cisco, Ben Peek, Jay Lake (este é sensacional, recomendo fortemente), KJ Bishop e Stepan Chapman (outro que me surpreendeu).
E esqueci de agradecer em público ao meu sócio-amigo-quase-irmão, Jacques, que na Fantasticon me deu o romance Trial of Flowers - a Novel of the City Imperishable, do Jay Lake. Eu já sou fã do Lake por suas incríveis histórias de cidades bizarras, e estou louco para ler essa história, que se passa no mesmo ambiente de seu excelente conto Promises; a Tale of the City Imperishable. Valeu, meu camarada!!!!
As férias começaram ma non troppo: hoje retomo os estudos de doutorado (uma análise do conceito de pós-humano na ficção científica) e continuo trabalhando em projetos e escrevendo. E, claro, lendo bastante. Abaixo, uma lista do que tenho lido:
Perdido Street Station, de China Miéville - relendo este já clássico que inaugurou o subgênero literário chamado de New Weird. Miéville, que já escreveu mais dois livros ambientados no universo bizarro de New Crobuzon: The Scar e Iron Council, além de uma ótima coletânea chamada Looking for Jake, que contém uma história de New Crobuzon mas outras igualmente incríveis, lançou recentemente um infanto-juvenil que de bobo não tem nada: Un Lun Dun, que narra a incrível viagem de duas meninas por uma Londres oculta - algo no mesmo tom de Neverwhere, de Neil Gaiman, mas ao mesmo tempo bem diferente. Vale a pena conferir. Aguardem resenha em breve, além de uma surpresa no Post-Weird Thoughts.
Dreamsongs, Vol. 1, de George R. R. Martin - Comecei agora; o grande barato é ler os primeiros contos que o cara publicou em zines na década de 1960. Coisas meio lovecraftianas, mais para Old Weird que para New, mas também o cara tá com quase 70 anos, né? Muito bom
Mad Scientist Meets Cannibal, de Robert T. Jeschonek. Autor de livros de Star Trek, Jeschonek estreia com uma minicoletânea que faz parte do showcase da PS Publishing. O livro ainda não saiu, mas recebi uma ARC (Advance Reviewer Copy) para resenhá-lo no The Fix. Esse cara eu não conhecia, mas até agora estou adorando os contos da minicoletânea. Jeschonek lembra Frederic Brown e William Tenn. Bárbaro!!
A Magia das Máquinas - John Wilkins e a origem da mecânica moderna, de Ana Maria Alfonso-Goldfarb. Excelente livro, fruto da dissertação de mestrado da Professora Goldfarb, da PUC-SP, para pesquisa no romance que estou escrevendo agora (mais sobre isso depois).
Trabalhando muito em ritmo de fim de semestre, mas sempre me atualizando com novas leituras. Aqui, uma lista do que estou lendo neste momento:
Perdido Street Station, de China Miéville - O clássico da New Weird. Relendo. Preciso dizer mais?
The Word of God, de Thomas M. Disch - Tom Disch é um autor clássico norte-americano. Seu livro Camp Concentration é um dos melhores dos anos 1960. Aqui, ele pega onde Philip K. Dick largou e assume para si o papel de divindade. Eu vi a luz e me rendi: só espero que ele perdoe a nós, pobres pecadores, por não termos prestigiado a palestra que ele deu na PUC-RJ em 1990 (quero dizer, vocês é que vão arder no inferno, porque eu e mais meia-dúzia estivemos lá e vimos em seu rosto a tristeza por ter tão poucos interlocutores).
The Plots to Rescue the Tsar, de Shay McNeal - Um interessantíssimo livro e dos planos que foram feitos para o resgate do czar, sua mulher e seus filhos após a Revolução Russa - o que acabou não ocorrendo. Lendo como pesquisa para finalizar meu romance.
Dying of the Light, de George R. R. Martin - o primeiro romance de um dos maiores autores de fantasia de hoje, autor da saga A Song of Ice and Fire. Esse livro é de ficção científica, e é ambientado no mesmo universo da belíssima novela A Flor de Vidro, que traduzi há quase vinte anos para a finada edição brasileira da Isaac Asimov Magazine.
A Game of Thrones, de George R. R. Martin - o primeiro volume da saga de fantasia de Martin. Está começando bem. Há muito tempo eu não lia fantasia dita convencional, mas vários amigos e colegas me recomendaram tanto que acabei comprando para ver no que é que dá. Acho que vai dar samba (ou, no caso, uma canção celta do Clannad).
Aqui, agora, trabalhando e ouvindo no MP3 Player: Protection, Massive Attack. É bom. Todo mundo precisa de proteção de vez em quando.
O convite é da inglesa Victoria Hoyle, que faz parte do coletivo de escritoras do blog Eve´s Alexandria: uma leitura coletiva de Ulysses, de James Joyce, a começar em 16 de junho, no chamado Bloomsday (pra quem não sabe, a data que consta do próprio livro, o dia em que se passa a ação da história).
Ela não chegou a estabelecer nenhuma regra específica, mas pediu que todo mundo que quiser participar escreva um post no dia 16, dando suas primeiras impressões, e depois vá postando em seus blogs periodicamente, do jeito e na freqüência que achar mais conveniente.
Estendo o convite para meus conterrâneos, o que quer dizer: está valendo tanto ler no original quanto em tradução. O importante é ler. E comentar.
Alguém me acompanha nessa?
A informação é do Jeff VanderMeer, que ficou sabendo através do interessante blog Eve´s Alexandria: o ganhador do Arthur C. Clarke Award 2008 é Richard Morgan, por seu livro Black Man (título original britânico: a edição dos EUA tem o título de Thirteen).
Richard Morgan é um nome que eu sempre recomendo a amigos e editores. Seus três (até o momento) livros com as aventuras pós-cyber de Takeshi Kovacs, ex-Enviado da ONU no século XXV numa sociedade onde as pessoas trocam de corpos como quem troca de roupas e que alterna a cada livros papéis como os de detetive, mercenário e até criminoso, estão entre os mais criativos deste começo de milênio. Altamente recomendado. Ainda não li Black Man, mas se tiver um décimo da qualidade dos citados acima, já mereceu o prêmio. Leiam correndo esse cara.
I bought the pocket yesterday and read it in bed that night. I read it entirely, beginning to end, before I could sleep. Okay, it´s not a big book - but so what? It´s pretty damn good. I didn´t read anything by Gerrold in a long time, and when I saw the advertising for the movie starring John Cusack, I got interested at once.
The story of how Gerrold, a gay, single SF writer adopted an abused child and his struggle to bond with him is very touching. Everyone who has a child, of his/her own or adopted, should read it. It´s also a fun story - I mean it´s a story narrated in a very good-humored way. You can´t help laughing sometimes more than you can´t help shedding some tears.
That story also reminded me of a very brief moment in which my life almost touched theirs. I attended the 1995 WorldCon in Glasgow, when Gerrold won the Hugo for the novelette version of The Martian Child. It was my first international convention (it still is, though this situation is due to change soon), and I was so thrilled to meet so many writers I enjoyed reading (like Mike Resnick, with whom I had a great time at the kaffeeklatsch, and Gregory Benford, Geoffrey A. Landis, Iain M. Banks, and Robert Silverberg) that I hardly could even speak (that temporary inability made Terry Pratchett have some good laughs at me when I tried to talk to him).
All in all, that experience was very important to me - exhilarating and fun. I only have two regrets: in the first day of the convention, I was still so amazed I couldn´t bring myself to walk a few steps and talk to John Brunner, which was talking to some friends liks Hal Clement and Forrest J. Ackerman, and also seemed to be in a very good mood. Sadly, later that night, he suffered a massive heart attack and died. To say it was a terrible loss is an understatement.
The second is this: I was near a hot-dog booth at the food court when I saw Gerrold with his son David. It was in the last day, just after the award ceremony. Gerrold was holding the spaceship statuette and buying something for him and his son to eat. For a moment, I felt like going down there just to tell him how much I enjoyed some of his stories, like his classic Star Trek story The Trouble with Tribbles. But I hadn´t read the winning novellette yet, and I was afraid of being inconvenient. So, I didn´t.
I hope he can read these words someday (that´s the good side of the Net; maybe he will) and know that, as the poem of Vladimir Mayakovsky goes, once there was a happy man in Brazil. That was how his book made me feel.
Exactly two weeks ago, I queried Tachyon Publications (publisher of The New Weird) on review copies of some books, among them the forthcoming Steampunk (another enterprise of Ann and Jeff VanderMeer which I was itching to read). In 15 days the whole bunch arrived right at my doorstep: the aforementioned Steampunk (an advance reader copy), Thomas M. Disch´s The Word of God, The James Tiptree Award Anthology 3, Year´s Best Fantasy 7 (from the famous series edited by David G. Hartwell and Kathryn Cramer), Asimov´s Science Fiction Magazine 30th Anniversary Anthology, and Michael Swanwick´s new collection of stories The Dog Said Bow-Wow. Thanks to Jill Roberts, Managing Editor for Tachyon, for the swiftness, efficience and very good disposition (and sense of humor, as well).
And I just got it: the much-awaited Paper Cities - An Anthology of Urban Fantasy, edited by Ekaterina Sedia, author of the excellent The Secret History of Moscow, already reviewed here. The Fix has already published a great review here. Many thanks to Kathy Sedia and Matthew Kressel, publisher of Senses Five Press, for the kind attention and for the press material - Paper Cities won´t be reviewed here, but in a new place which will be online until next week.
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Acaba de chegar aqui em casa a aguardadíssima coletânea Paper Cities - An Anthology of Urban Fantasy, editada por Ekaterina Sedia, autora do excelente The Secret History of Moscow, já resenhado aqui. A revista online The Fix já publicou uma ótima resenha desse livro, que pode ser lida (em inglês) aqui. Meu obrigado a Kathy Sedia e a Matthew Kressel, publisher da Senses Five Press, pela gentileza, pela atenção e também pelo material de imprensa. Paper Cities não será revisado aqui, mas em outro lugar, que já está pintando aqui no ciberespaço. Vocês não perdem por esperar.
Nos dias em que estive de cama, não li tanto quanto gostaria, mas consegui finalizar um livro que havia começado há tempos e deixei de lado por causa das traduções e resenhas. Estou me referindo a Accelerando, de Charles Stross. Depois de Neuromancer e Snow Crash, Accelerando é O livro para se ler se você quiser entender um pouco mais sobre as mudanças de paradigma pelas quais o mundo vem passando nas últimas décadas. Accelerando é um fix-up de nove novelas (concebidas desde o começo como romance mas escritas devagar, ao longo de cinco anos) que têm como foco a Singularidade, uma teoria matemática bastante complexa mas que, ao longo das últimas décadas encontrou ressonância no trabalho tanto de físicos como Frank J. Tipler (autor do polêmico mas excelente The Physics of Immortality) quanto o padre e paleontólogo francês Teilhard de Chardin, ambos defensores de uma teoria do Ponto Ômega, literalmente o fim da humanidade para abrir caminho a uma outra inteligência, algo muito explorado em histórias de pós-humanos na New Space Opera. Mas Charles Stross foi um dos que melhor exploraram, em tempos recentes, a complexidade de tamanha empreitada em termos de esforço humano - e impacto na psique e no comportamento da raça. Accelerando precisa ser publicado urgentemente no Brasil.
ontem, mal me recuperando de uma gripe e já começando a sofrer uma recaída (crises de tosse horríveis, dores fortes de garganta e de cabeça - se eu ficar alguns dias sem postar, já sabem; estou de cama), tive o enorme prazer de um rápido encontro ontem ao cair da tarde com Ivan Hegenberg e Nelson de Oliveira. O Ivan eu já conhecia do Orkut e do famoso encontro da FC brasileira na Livraria Cultura. O Nelson, autor de ótimos livros como Naquela Época Tínhamos um Gato e Subsolo Infinito (um excelente livro, meu favorito dele, que poderia ser considerado uma espécie de predecessor nacional do New Weird), eu já conhecia de um evento ou outro, mas nunca havíamos nos falado.
Batemos um gostoso papo regado a muito café (chope nem pensar com esta gripe do cacete) e idéias. Falamos sobre a situação da ficção científica aqui e lá fora, das editoras e da renitência que elas ainda têm para publicar FC explícita, e ficamos pensando em idéias de como tangenciar essa má vontade proverbial dos editores, já que o público existe (estamos confirmando isso dia a dia) e quer ler FC. Falamos de projetos que estamos começando a esboçar (e que por enquanto são apenas projetos, mas se tudo correr bem em breve vocês ouvirão notícias auspiciosas) e percebi, mais uma vez, que todos esses anos em que escrevi não foram em vão. Existe vida inteligente que percorre o underground e que faz pontes com o mainstream. Ten Thousand Maniacs, todos nós - mas como é bom, como é saudável ter uma obsessão literária.
Recebi do Ivan seu primeiro romance, Será, e do Nelson a deliciosa coletânea infanto-juvenil Histórias de Imigrantes, editada por ele (e que já comecei a ler ontem) e Maya´ya (o eXtranho), de S.C.Balder (autora brasileira), o primeiro de uma trilogia de FC juvenil muito bem editada, também capitaneada pelo Nelson. Olhem como tem coisa aí. Ainda que não tivéssemos sonhos, há muita coisa acontecendo ao redor, e, como diz a velha canção, é preciso estar atento e forte. Não temos tempo de temer a morte. Vamos à luta, moçada!!
I´ve just got it: No Present Like Time, the second book in the Castle Trilogy (the first one, The Year of Our War, arrived a week ago - check here). Steph Swainston herself sent me one copy - an autographed one, by the way. Thanks a lot, Steph!
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Acabou de chegar: No Present Like Time, o segundo livro da Trilogia do Castelo (o primeiro, The Year of Our War, chegou há uma semana - veja aqui). A própria Steph Swainston me enviou um exemplar, e autografado. Obrigado, Steph!
Acabaram de sair novas traduções deste que vos digita: a primeira está na edição número 2 da minissérie de quadrinhos A Torre Negra, de Robin Furth e Stephen King: é um conto sobre a infância do Pistoleiro. É a minha estréia na tradução de quadrinhos, pelas mãos da Mythos/Panini. Aguardem em breve mais novidades: a próxima será o encadernado comemorativo de 70 anos da DC no Brasil do Lanterna Verde. Agradeço ao Fabiano (Oggh) Denardin o convite e a oportunidade de entrar uma área em que sempre desejei trabalhar.
A segunda não é exatamente uma nova tradução, mas uma revisão, feita por mim mesmo, de minha tradução de Reconhecimento de Padrões, para uma nova edição da Aleph. Essa edição foi inteiramente alterada, inclusive com direito a capa nova. Não deixem de conferir.
E, ainda este mês, a minha tradução de Neuromancer para a comemoração dos 25 anos da obra-prima de William Gibson. Este ano vem muita coisa boa por aí, muitas traduções de livros fundamentais que me deram muita alegria e, espero, dêem alegria para vocês também. Porque este ano, vocês já sabem, é o ano da virada.
Yesterday evening the mailman dropped at my mailbox Hal Duncan´s Vellum. First in a dualogy (the second one is Ink), Vellum tells the story of the obsession of a man for a book which shouldn´t exist, and that, once found (a thing that happens right in the beginning of the book, no surprises), throws jits reader and new owner in a downward spiral of madness - or it does?. I could detect influences of Borges, Cortázar and American post-modernist authors (Pynchon and Barthelme, although a light, subtle influence), and even (but that must be a very interesting and welcoming coincidence) Brazilian writer Osman Lins. Most intriguing: I started to read it almost immediately, and a review is soon to be expected. But not here in this blog. (More on that later). Thanks to Hal Duncan and the publicist at PanMacmillan for sending me the book.
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Ontem chegou aqui em casa Vellum, de Hal Duncan. Primeiro de uma série de dois (o segundo é Ink), Vellum conta a história da obsessão de um homem por um livro que não deveria existir, e que, uma vez encontrado (o que acontece logo no começo, sem surpresas), joga seu leitor e novo possuidor numa espiral de loucura - ou não. Influências de Borges, Cortázar e dos autores modernistas americanos (Pynchon e Barthelme, embora bem de leve), e até (mas talvez seja pura coincidência) o nosso Osman Lins. Interessantíssimo: comecei a ler ontem mesmo e em breve farei uma boa e suculenta resenha. Mas não aqui neste blog. (Mais detalhes sobre isso em breve. Obrigado a Hal Duncan e ao assessor de imprensa da PanMacmillan pelo envio do livro.
Você já conhece o TaikoDom, prezado leitor? Não? Pois então vá lá, no site oficial do projeto, e conheça: é um universo ficcional desenvolvido pela empresa catarinense Hoplon Infotainment e criado inteiramente pelo escritor de ficção científica Gerson Lodi-Ribeiro.
O TaikoDom se anuncia como um game -- mais precisamente, um MSG, Massive Social Game, como seus desenvolvedores anunciam no site: "os MSGs mesclam o melhor dos metaversos (mundos virtuais) com o melhor dos games massivos (MMOGs) para oferecer desafio, entretenimento e sociabilização além dos games atuais."
O mais bacana foi o fato de terem convidado o Gerson, escritor conhecido no meio, publicado no Brasil e em Portugal, autor de diversos livros como O Vampiro de Nova Holanda e Outros Brasis. Um dos nomes mais consagrados da ficção científica brasileira, que além de criar esse novo universo ficcional, está terminando de escrever uma trilogia de livros ambientados no universo do game: Sob os Véus de Tau-Ceti, Confronto com Quimera e Guia Tertius do Espaço Humano, a serem lançados até o final do ano.
Enquanto isso, ninguém precisa ficar com água na boca: a Hoplon disponibilizou para download grátis um pacote com várias pequenas narrativas de Gerson, segundo a empresa "uma pequena amostra do vasto acervo já escrito". Baixem aqui e divirtam-se!
Things are pretty hectic right now here, with translations, reviews and no less than two books of my own in the making (a novel and my doctorate thesis), so I find it easier to write more in Portuguese than I already had planned. Thing is, I read mostly in English, and, even though I find it really necessary to show to my Brazilian friends (and publishers) the treasure trove of books that they are missing, I also consider fundamental keeping a window wide open, a little something that may bridge the gap between our cultures.
This preamble is quite adequate for the book I just finished reading. Michael Chabon´s The Yiddish Policemen´s Union is, with Ian McDonald´s Brasyl, a strong candidate to both Hugo and Nebula Awards.
I already wrote a review about Brasyl here (in Portuguese, sorry), a book that I enjoyed reading -- but not as much as I liked to read The Yiddish Policemen´s Union.
The plot is a clever one, mixing elements of roman noir and espionage thriller: a man is murdered in a trashy hotel and a wasted, insomniac detective who lives in the same place ends up taking the case. It would be a run-of-the-mill detective novel... if it happened in our universe.
But it all happens in an alternate Earth, where the Jewish community was forced to get away from Israel em 1948 and accept to settle down in Alaska. As if this situation was not enough, the agreement with the U.S. was only temporary - and the murder happens less than two months to the Reversion, the return to American control. It´s a time of uncertainty, and no one can be trusted.
The atmosphere is noir, due to the cold, and perhaps tradition, everybody seems to dress like the Forties, but the year is 2008 -- exactly sixty years after the creation of the District of Sitka, where millions of Jews live now. There is the Internet, and cellphones (called Shoyfers, apparently a yiddish mobile phone brand), and, aside from this massive geographical dislocation, there are several tips pointing to other changes in that world - for instance, when Meyer Landsman, the detective, remembers a night at the movies with his ex-wife to see a Orson Wells´ classic flick -- Heart of Darkness, the famous aborted project of Wells which lead him to make Citizen Kane instead.
The dialogues are written in the best tradition of Raymond Chandler, which is to be expected but nonetheless gives the fans of detective stories a cozy, homely feeling. The story also follows a similar thread, convolute, intricate, which (specially in the end) grab us by the balls. And, boy, that can be cold in Alaska.
But not this book. Chabon did the same kind of superb job he did in The Amazing Adventures of Kavalier & Clay. My vote (if only symbolically) goes to him. In both awards.



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