Acabo de ser informado, por mestre Guilherme Kujawski, editor do site Cibercultura, do Instituto Itaú Cultural, que minha resenha sobre a coletânea The New Weird, editada por Ann e Jeff VanderMeer, acaba de ser publicada. Vocês podem conferir aqui.
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Acabo de ler a coletânea comemorativa de 30 anos da Asimov´s Science Fiction Magazine, que saiu no ano passado pela Tachyon Publications. A original americana, é claro, que continua circulando mensalmente até hoje. Sua versão brasileira durou apenas 25 edições.
A edição é grande, mas sua seleção, embora muito boa, deixa o leitor com um gosto de quero mais: afinal, nesses trinta anos de publicação, milhares de histórias foram publicadas, e, como a própria editora Sheila Williams disse no prefácio, seriam necessários vários volumes só para publicar uma seleta contendo a melhor história de cada mês. A coletânea, que contém 17 histórias, não tem sequer a melhor de cada ano.
Mas que isso não desanime o leitor curioso, pois o nível dessas dezessete histórias (quase todas contos, com uma ou outra noveleta - Williams deixou as novelas de fora por uma questão de tamanho) é de primeira água; algumas delas receberam prêmios, como Speech Sounds, de Octavia Butler, mas este não foi o principal critério de seleção das histórias. A escolha parece ter sido feita por representatividade, e esse mérito a antologia possui.
Ela começa com Air Raid, de John Varley, que depois se transformaria no começo do livro Millenium, um grande livro de Varley que não foi publicado no Brasil (mas que chegou a virar um filme fraco com Kris Kristofferson e Cheryl Ladd em 1989). Em seguida, uma história de Robert Silverberg ambientada no universo das Crônicas de Majipoor. Dinner in Audoghast, a primeira história de Bruce Sterling vendida para a Asimov, também está presente, com seu ar exótico e nada cyberpunk; o já clássico Robot Dreams, do Bom Doutor Isaac Asimov; Glacier, de Kim Stanley Robinson, e Cibola, de Connie Willis, ambos publicados na versão brasileira da revista.
A extinta edição brasileira não publicou muitas das histórias que estão neste volume. Para começar, porque ela acabou no início de 1991, e portanto não poderia mesmo ter publicado a maioria dessas histórias. Além das histórias citadas logo acima, Speech Sounds também foi publicada no Brasil. O conto de Asimov saiu numa de suas coletâneas. E mais nada.
As demais histórias constituem um panorama bastante abrangente do melhor que a ficção científica e fantasia americanas têm a oferecer, desde o quase-mainstream Ether OR, de Ursula K. LeGuin, de 1995, até o assustador The Happy Man, de Jonathan Lethem (um dos poucos autores consistentemente publicados por aqui, pela Companhia das Letras). As histórias de 2000 para cá estão entre as melhores, inclusive Lobsters, de Charles Stross, que depois se tornaria a primeira história do livro Accelerando (atualmente disponível para download grátis aqui), bem como o terrível e estranho Children of Time, de Stephen Baxter, de 2005, ambientado num futuro extremamente distante, e o irônico Eight Episodes, de Robert Reed, de 2006, que brinca com o poder da mídia e das séries de TV. É um panorama que dá muito o que pensar.
E, como não poderia deixar de ser, traz sempre uma pergunta à mente (pelo menos à minha mente): e se a Asimov tivesse continuado a ser publicada no Brasil?
Não me entendam mal: este definitivamente não é um post saudosista. Mas a pergunta de fato surge em momentos como esse, e não é só comigo: periodicamente perguntas sobre a Asimov brasileira despontam em listas de discussão e comunidades de Web, e esse tópico acaba sempre se tornando muito cansativo e repetitivo, pois sempre se repetem as mesmas coisas: a primeira delas é a pergunta óbvia mas necessária: por que ela acabou? E em seguida outras perguntas, como qual era a tiragem da revista? Ou: por que a Record ou outra editora não publica a Asimov hoje?
Até algum tempo atrás, eu fazia parte do grupo de ex-colaboradores da revista (traduzi contos e escrevi um artigo para ela) que procurava sempre responder essas perguntas para as pessoas. Hoje não acho mais que isso seja importante. Talvez algum dia alguém possa ou queira escrever uma biografia da Asimov brasileira, contando detalhes sobre como ela começou a ser publicada aqui, e tudo o que aconteceu até o seu fim. Eu não. O que não quer dizer que não possa fazer aqui uma pequena reflexão.
Nos anos 1960, uma peça fez muito sucesso na Broadway e também no Brasil: Os filhos de Kennedy, de Robert Patrick, que abordava a desilusão da juventude americana após a morte de John Kennedy e a Guerra do Vietnã. Alguns anos depois, o tradutor da peça, o cartunista e humorista Millôr Fernandes, não perdoaria a referência e escreveria ele próprio uma espécie de paródia dessa peça, intitulada Os Órfãos de Jânio - mostrando, por puro contraste entre as duas situações, que cada país tem a família que merece.
O que nos leva a uma pergunta fundamental dentro da esfera da ficção científica brasileira: somos filhos ou órfãos da Isaac Asimov Magazine brasileira? (esta pergunta se aplica também a fanzines ou qualquer outra publicação do gênero - o exemplo da Asimov é usado aqui por ser o mais emblemático). O que somos nós? Onde nos encaixamos, se é que existe encaixe ou nicho?
Esta é uma pergunta que não costuma ser muito feita por quem consome ou escreve ficção científica no Brasil, mas que talvez deva ser feita se quisermos nos conhecer um pouco mais e sair do que aparentemente é uma situação-ouroboros, ou seja, a cobra que morde o próprio rabo, gira, gira e não sai do lugar.
Quem somos nós? Somos nós mesmos ou o desejo de alguma outra coisa que nunca vem? Somos um fragmento do passado ou uma vontade de futuro?
Entre passado e futuro, outra pergunta se faz essencial: por que não somos o presente?
Estamos na Web. Temos espaço para todos. Segundo Richard Feynman em sua famosa palestra de 1959, there´s plenty of room at the bottom : há muito espaço no fundo... e em cima e no alto também. A Web não tem direção, é um rizoma, no melhor sentido deleuziano. O que nos levaria também a perguntar: somos deleuzianos, foucaltianos, carnavalescos ou somos apenas nós mesmos?
O que queremos?
Não posso falar por outros. Este blog é meu espaço, onde faço a minha reflexão, e convido os que me lêem a fazerem as suas próprias reflexões, seja aqui nos comentários, seja em seus próprios blogs ou sites. Mas o que posso fazer é falar por mim.
Eu sei o que eu quero. Quero ler e quero escrever. Quero publicar - mas já não sei se em papel. Não sei se esse espaço ainda existe ou se já nos foi fechado. Mas Deus fecha uma porta e abre uma janela, não é esse o ditado? (como diria Nelson Rodrigues, se não é devia ser). Toda vez que uma possibilidade se acaba, vamos para o próximo sonho.
E os meus sonhos irão se realizar. O bom da Internet é que ela permite essa abertura de janelas para o mundo. Hoje podemos ter muito mais revistas que tínhamos naquela época. Tivemos o Magazine de Ficção Científica da Editora Globo no começo da década de 1970 - e mais nada durante e muito tempo depois. Depois, a Asimov brasileira - e mais nada durante e muito tempo depois. Hoje, o que temos?
Na Web, temos a Black Rocket, o retorno do Somnium, agora definitivamente em formato digital no site do Clube de Leitores de Ficção Científica, a revista de fantasia Kaliopes estreando em breve... e vários sites e blogs que publicam periodicamente contos de FC.
Talvez seja preciso uma profissionalização dos editores e dos escritores? Talvez. Mas o mais importante num primeiro momento é - como sempre foi - a qualidade dos trabalhos. Primeiro é preciso escrever. E isso já tem muita gente boa fazendo. Neste momento existem pelo menos mais dois projetos relacionados à FC sendo preparados para lançamento no segundo semestre, Se esses projetos acontecerem, teremos ainda mais espaço, e mais possibilidades.
Mas que não fique nisso. Agora é a hora de todo mundo se juntar e fazer o que estiver a fim, do jeito que quiser - a Internet está aí para isso. O futuro já chegou, já passou e agora estamos vivendo o long now, o longo agora, um eterno presente - que não precisa virar um eterno retorno, uma eterna reclamação do que passou. Agora quer dizer agora, e existe muito espaço a ser ocupado. E vamos ocupá-los todos.
Exactly two weeks ago, I queried Tachyon Publications (publisher of The New Weird) on review copies of some books, among them the forthcoming Steampunk (another enterprise of Ann and Jeff VanderMeer which I was itching to read). In 15 days the whole bunch arrived right at my doorstep: the aforementioned Steampunk (an advance reader copy), Thomas M. Disch´s The Word of God, The James Tiptree Award Anthology 3, Year´s Best Fantasy 7 (from the famous series edited by David G. Hartwell and Kathryn Cramer), Asimov´s Science Fiction Magazine 30th Anniversary Anthology, and Michael Swanwick´s new collection of stories The Dog Said Bow-Wow. Thanks to Jill Roberts, Managing Editor for Tachyon, for the swiftness, efficience and very good disposition (and sense of humor, as well).
And I just got it: the much-awaited Paper Cities - An Anthology of Urban Fantasy, edited by Ekaterina Sedia, author of the excellent The Secret History of Moscow, already reviewed here. The Fix has already published a great review here. Many thanks to Kathy Sedia and Matthew Kressel, publisher of Senses Five Press, for the kind attention and for the press material - Paper Cities won´t be reviewed here, but in a new place which will be online until next week.
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Acaba de chegar aqui em casa a aguardadíssima coletânea Paper Cities - An Anthology of Urban Fantasy, editada por Ekaterina Sedia, autora do excelente The Secret History of Moscow, já resenhado aqui. A revista online The Fix já publicou uma ótima resenha desse livro, que pode ser lida (em inglês) aqui. Meu obrigado a Kathy Sedia e a Matthew Kressel, publisher da Senses Five Press, pela gentileza, pela atenção e também pelo material de imprensa. Paper Cities não será revisado aqui, mas em outro lugar, que já está pintando aqui no ciberespaço. Vocês não perdem por esperar.
ontem, mal me recuperando de uma gripe e já começando a sofrer uma recaída (crises de tosse horríveis, dores fortes de garganta e de cabeça - se eu ficar alguns dias sem postar, já sabem; estou de cama), tive o enorme prazer de um rápido encontro ontem ao cair da tarde com Ivan Hegenberg e Nelson de Oliveira. O Ivan eu já conhecia do Orkut e do famoso encontro da FC brasileira na Livraria Cultura. O Nelson, autor de ótimos livros como Naquela Época Tínhamos um Gato e Subsolo Infinito (um excelente livro, meu favorito dele, que poderia ser considerado uma espécie de predecessor nacional do New Weird), eu já conhecia de um evento ou outro, mas nunca havíamos nos falado.
Batemos um gostoso papo regado a muito café (chope nem pensar com esta gripe do cacete) e idéias. Falamos sobre a situação da ficção científica aqui e lá fora, das editoras e da renitência que elas ainda têm para publicar FC explícita, e ficamos pensando em idéias de como tangenciar essa má vontade proverbial dos editores, já que o público existe (estamos confirmando isso dia a dia) e quer ler FC. Falamos de projetos que estamos começando a esboçar (e que por enquanto são apenas projetos, mas se tudo correr bem em breve vocês ouvirão notícias auspiciosas) e percebi, mais uma vez, que todos esses anos em que escrevi não foram em vão. Existe vida inteligente que percorre o underground e que faz pontes com o mainstream. Ten Thousand Maniacs, todos nós - mas como é bom, como é saudável ter uma obsessão literária.
Recebi do Ivan seu primeiro romance, Será, e do Nelson a deliciosa coletânea infanto-juvenil Histórias de Imigrantes, editada por ele (e que já comecei a ler ontem) e Maya´ya (o eXtranho), de S.C.Balder (autora brasileira), o primeiro de uma trilogia de FC juvenil muito bem editada, também capitaneada pelo Nelson. Olhem como tem coisa aí. Ainda que não tivéssemos sonhos, há muita coisa acontecendo ao redor, e, como diz a velha canção, é preciso estar atento e forte. Não temos tempo de temer a morte. Vamos à luta, moçada!!
I just got it right now at my place a more than welcome republication: Tales From The White Hart, by Grand Master Arthur C. Clarke. Issued by PS Publishing Group (the same house that published Jeff VanderMeer´s The Situation), the volume is a collection of stories originally published in 1969, but this new edition also features a new story written in collaboration with Stephen Baxter. Can´t wait to read it - and review it.
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Como diz o grande mestre do rock: Welcome, my friends, to the show that never ends. Nem bem acabamos um encontro, e os livros continuam a chegar. O mais recente é um belo hardcover que contém uma das melhores coletâneas de Arthur C. Clarke: Tales From The White Hart, publicada aqui como Contos da Taberna. Essa coletânea, publicada originalmente em 1969, apresenta agora um novo conto, escrito por Clarke em parceria com Stephen Baxter, que, assim como Gentry Lee nos anos 1980/1990, foi seu parceiro mais constante entre meados de 1990 até sua morte. Aguardem resenha muito em breve.
There´s a new review of mine in The Fix: an appreciation of The Solaris book of New Science Fiction, Vol. 2. Great reading, highly rewarding.
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Tem resenha nova na revista online The Fix: um texto que escrevi sobre o volume 2 da antologia de contos inéditos de FC da editora inglesa Solaris. Muitos autores novos desconhecidos no Brasil (como os ótimos Neal Asher, Kay Kenyon e Eric Brown), além de alguns que já foram publicados por aqui, ainda que apenas de passagem (Paul Di Filippo, salvo engano na falecida Isaac Asimov Magazine brasileira, e Michael Moorcock, criador de Elric, aqui apresentando uma história inédita de seu anti-herói Jerry Cornelius. Vale a dica para as editoras brasileiras.
The Fix published today an extended review I did on The New Weird. I loved that anthology. Highly recommended.
This review refers only to the fiction part. I´m doing an article exclusively on the nonfiction part, which, IMHO, is as important as the fiction one. Just wait a few more days, please.
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O site The Fix, para o qual agora colaboro regularmente, acaba de publicar uma resenha extensa que escrevi sobre a coletânea The New Weird, já comentada aqui num post anterior. É em inglês, mas já posso adiantar o que tenho dito por aí em comunidades e e-mails a amigos: é sensacional. Vale a pena comprar, ler e guardar. (E insistir com as editoras para que publiquem.)
E não é tudo: até a semana que vem será publicado um artigo exclusivamente sobre a parte de não-ficção do livro, que considero tão importante quanto a parte dos contos. Aviso assim que estiver no site.
As told in the last post (right below, in Portuguese), I´ll be doing a series of short reviews of the Hugo and Nebula finalists in the next weeks, as time and circumstances allow me to do so.
The first one is Who's Afraid of Wolf 359?, by Ken MacLeod (The New Space Opera, ed. Gardner Dozois and Jonathan Strahan, HarperCollins/Eos). This short story is slightly reminiscent of Theodore Sturgeon´s The Skills of Xanadu, with an even madder twisted ending. MacLeod tells us the apparently simple story of a virtually immortal man (or, as he tells us himself in the very beginning of the story, maybe not, maybe his implanted memories are to blame on the fact that he really believes it), a gallant, gallivanting rogue who is caught with the wife of a powerful man and is force to face a very singular punishment: travel to the distant world of Wolf 359 and bring back anything that might have survived the collapse of civilization there. But he does find a civilization there, after all - it´s his reaction to the beings he finds in Wolf 359 that will be essential to a successful completion of his mission. That´s where MacLeod and Sturgeon goes their separate ways -- the space trigger-happy cowboy Bril of Kit Carson resists any kind of involvement with the inhabitantes of Xanadu, only to be slowly wooed by their gentle ways. Not so with MacLeod´s protagonist, which only wants to make a profit - any profit he can. It´s a short, curt story - and a funny one, which makes all the difference.
Eu já havia cantado a pedra num post anterior sobre os finalistas do Arthur C. Clarke Award. Agora, foram indicados os finalistas dos maiores prêmios da ficção científica de língua inglesa: o Hugo e o Nebula.
Os finalistas do Hugo nas categorias impressas são:
Melhor Romance
The Yiddish Policemen's Union, de Michael Chabon (HarperCollins; Fourth Estate)
Brasyl, de Ian McDonald (Gollancz; Pyr)
Rollback, de Robert J. Sawyer (Tor; Analog Oct. 2006-Jan/Feb. 2007)
The Last Colony, de John Scalzi (Tor)
Halting State, de Charles Stross (Ace)
Melhor Novela
"The Fountain of Age", de Nancy Kress (Asimov's July 2007)
"Recovering Apollo 8", de Kristine Kathryn Rusch (Asimov's Feb. 2007)
"Stars Seen Through Stone", de Lucius Shepard (F&SF July 2007)
"All Seated on the Ground",de Connie Willis (Asimov's Dec. 2007; Subterranean Press)
"Memorare", de Gene Wolfe (F&SF April 2007)
Melhor Noveleta
"The Cambist and Lord Iron: a Fairytale of Economics", de Daniel Abraham (Logorrhea ed. John Klima, BantamSpectra)
"The Merchant and the Alchemist's Gate", de Ted Chiang (Subterranean Press; F&SF Sept. 2007)
"Dark Integers", de Greg Egan (Asimov's Oct./Nov. 2007)
"Glory", de Greg Egan (The New Space Opera, ed. Gardner Dozois & Jonathan Strahan, HarperCollins/Eos)
"Finisterra", de David Moles (F&SF Dec. 2007)
Melhor Conto
"Last Contact", de Stephen Baxter (The Solaris Book of New Science Fiction, ed. George Mann, Solaris Books)
"Tideline", de Elizabeth Bear (Asimov's June 2007)
"Who's Afraid of Wolf 359?", de Ken MacLeod (The New Space Opera, ed. Gardner Dozois and Jonathan Strahan, HarperCollins/Eos)
"Distant Replay", de Mike Resnick (Asimov's April/May 2007)
"A Small Room in Koboldtown", de Michael Swanwick (Asimov's April/May 2007; The Dog Said Bow-Wow, Tachyon Publications)
E os finalistas do Nebula:
Romances
Ragamuffin,de Tobias Buckell (Tor, Jun07)
The Yiddish Policemen's Union, de Michael Chabon (HarperCollins, May07)
The Accidental Time Machine, de Joe Haldeman (Ace, Aug07)
The New Moon's Arms, de Nalo Hopkinson (Warner Books, Feb07)
Odyssey, de Jack McDevitt (Ace, Nov06)
Melhor Novela
"Awakening", de Judith Berman (Black Gate 10, Spr07)
"The Helper and His Hero", de Matt Hughes (F&SF, Mar07 (Feb07 & Mar07))
"Fountain of Age", de Nancy Kress (Asimov's, Jul07)
"Stars Seen Through Stone", de Lucius Shepard (F&SF, Jul07)
"Kiosk", de Bruce Sterling (F&SF, Jan07)
"Memorare", de Gene Wolfe (F&SF, Apr07)
Melhor Noveleta
"The Children's Crusade", de Robin Wayne Bailey (Heroes in Training, Martin H. Greenberg and Jim C. Hines, Ed., DAW, Sep07)
"Child, Maiden, Woman, Crone", de Terry Bramlett (Jim Baen's Universe 7, June 2007)
"The Merchant and the Alchemist's Gate", deTed Chiang (F&SF, Sep07)
"The Evolution of Trickster Stories Among the Dogs Of North Park After the Change", de Kij Johnson (Coyote Road, Trickster Tales, Ellen Datlow and Terri Windling, Ed., Viking Juvenile, Jul07)
"Safeguard", by Nancy Kress (Asimov's, Jan07)
"Pol Pot's Beautiful Daughter", de Geoff Ryman (F&SF, Nov06)
"The Fiddler of Bayou Teche", de Delia Sherman (Coyote Road, Trickster Tales, Ellen Datlow and Terri Windling, Ed., Viking Juvenile, Jul07)
Melhor Conto
"Unique Chicken Goes In Reverse", de Andy Duncan (Eclipse 1: New Science Fiction And Fantasy, Jonathan Strahan, Ed., Night Shade Books, Oct07)
"Always", de Karen Joy Fowler (Asimov's, May07 (Apr/May07 issue))
"Titanium Mike Saves the Day", de David D. Levine (F&SF, Apr07)
"The Story of Love", de Vera Nazarian (Salt of the Air, Prime Books, Sep06)
"Captive Girl", de Jennifer Pelland (Helix: A Speculative Fiction Quarterly, WS & LWE, Ed., Oct06 (Fall06 issue -- #2))
"Pride", de Mary Turzillo (Fast Forward 1, Pyr, Feb07)
Como vocês devem ter visto, alguns dos contos e novelas podem ser acessados de graça na Web (os links estão nos títulos). Como em prêmios mais famosos (digamos, Golden Globe e Oscar), alguns títulos se repetem na preferência dos eleitores (o Hugo é votado por todos os participantes da convenção mundial de FC, que este ano será realizado em Denver, Colorado, em agosto - mesmo não sendo afiliado a nenhum grupo de língua inglesa, eu votei no Hugo quando fui à WorldCon de 1995, em Glasgow, na Escócia; já o Nebula é restrito aos membros da Science Fiction and Fantasy Writers of America).
Não li todos os livros e contos acima, mas segue abaixo uma brevíssima avaliação dos que tive a oportunidade de ler até agora (aguardem nas próximas semanas mais dicas):
Brasyl, de Ian McDonald - fiz uma resenha sobre ele na revista Cibercultura do Itaú Cultural. Gostei; talvez seja a primeira vez que um autor de língua inglesa escreve uma história onde 99 por cento dos personagens são brasileiros, e não fica no estereótipo. Há alguns erros conceituais, mas na maior parte das vezes McDonald acerta, e a história é instigante (já imaginaram um acelerador de partículas na USP criando acidentalmente um portal para universos paralelos? Pois é, o cara imaginou).
"Glory", de Greg Egan - este eu li ontem mesmo, na coletânea The New Space Opera, editada por Gardner Dozois e Jonathan Strahan. Egan às vezes pode ser difícil de ler (talvez por uma deformação profissional - Egan é matemático), mas a leitura sempre compensa. Neste conto, entretanto, ele deixa de lado os cálculos e especulações densas para contar o que acontece quando uma avançada civilização galáctica decide fazer o primeiro contato com uma espécie hostil.
Estou lendo The Yiddish Policemen's Union, de Michael Chabon (que, pelo que tenho lido em alguns sites especializados, é o franco favorito, com Brasyl logo atrás). Aguardem em breve comentários aqui. Os contos online vêm em seguida. Mas fiquem de olho nos nomes: vários deles tinham aparecido em listas que fiz aqui de autores que precisam ser lidos e publicados no Brasil urgentemente. São nomes que têm algo a dizer. Leiam.
Post bilíngüe: recebi os livros O Tempo que o Tempo Tem - Por que o ano tem 12 meses e outras curiosidades sobre o calendário, de Alexandre Cherman e Fernando Vieira e De Cabeça Aberta - conhecendo o cérebro para entender a personalidade humana, um dos mais recentes livros de Steven Johnson, de quem já resenhei seu livro Emergence aqui. Obrigado a Daniela Name e Lívia, da TRILHA Comunicação & Conteúdo, que fazem a assessoria de imprensa da Jorge Zahar Editora, pelo envio dos livros. Aguardem resenhas em breve no Webinsider.
And now, for something not completely different: I just got from Night Shade Books two very nice books, which seem to be a real treat: The Best SF and Fantasy of the Year Vol. 2, edited by Jonathan Strahan, and Pump Six and Other Stories, by Paolo Bacigalupi, one of the recent names of the New Weird. Thanks to J.J.Adams, publicist for Night Shade, for having the books sent to me. Expect reviews soon.
Acabou de chegar: editada no ano passado por James Patrick Kelly e John Kessel, REWIRED é uma antologia que apresenta dezesseis contos escritos e publicados em diversas coletâneas entre 1996 e 2006. Embora a antologia se assuma como "pós-cyber", quase um terço de seus autores estava lá, na coletânea que começou tudo: Mirrorshades. Bruce Sterling, William Gibson, Pat Cadigan, Michael Swanwick estão entre os usual suspects; outros, como Paul Di Filippo, Walter Jon Williams e Mary Rosenblum, são da mesma geração, e não entraram na coletânea original por um triz. Já Greg Egan (um dos poucos a ter contos traduzidos no Brasil, na extinta Isaac Asimov Magazine) deslanchou a carreira mesmo nos anos 1990, assim como Jonatham Lethem (que também já publicou na Asimov, e cujos livros de ficção não-científica a Companhia das Letras tem publicado consistentemente no Brasil) e Gwyneth Jones. Por fim, a realmente nova geração, que já não está se encaixando muito em nenhuma classificação: David Marusek, Charles Stross e Cory Doctorow.
Sobre classificações: lendo ontem a introdução a The Space Opera Renaissance, mencionado em outro post, é possível perceber como a questão das classificações de subgêneros começa a incomodar até mesmo os autores e editores norte-americanos e ingleses (a questão do New Weird, debatida numa lista de discussão em 2003 e publicada parcialmente em The New Weird, também é muito esclarecedora). Mais sobre isso em breve.


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