é o título de um pequeno texto que escrevi para a Revista Continuum, do Itaú Cultural. Fui solicitado pela revista a escrever um texto sobre o Twitter, que é o meu mais recente objeto de estudo acadêmico.
O texto em questão era para a seção Arena, que propõe uma pergunta a dois entrevistados de opiniões geralmente opostas, podendo ser ou não complementares, para estimular um debate saudável. A pergunta era a seguinte:
As redes sociais, especialmente aquelas dedicadas ao relacionamento interpessoal, servem mais como instrumentos de reforço do caráter egocêntrico da personalidade de seus participantes do que como uma fonte de conteúdos relevantes ou de mobilização e discussão coletiva?
Minha resposta? Leiam aqui. E, abaixo, a da minha colega Raquel Recuero.

Gostei dos teus argumentos, são bem parecidos com os meus, e são os motivos pelos quais me abstenho das redes sociais.
Li em um blog outro dia, um comentário sobre o Facebook e o Twitter, que dizia algo como "uma festa repleta de desconhecidos que falam alto demais, com uma música ensurdecedora, que é justamente a que você menos gosta". e no meio disso você tenta se encontrar, ou encontrar alguém, ou dialogar. ninguém está nem aí.
quanto ao argumento da Raquel, "potencialmente mobilizadoras", creio que as redes ganharam um bom "potencial" nessa sociedade tão niilista que é a nossa, brasileira, porque a mobilização é um tanto mais fácil com a bunda na cadeira, e ainda tirando de leve uma casquinha de popularidade em cima...
seria interessante algum texto defrontando ambas opiniões. abraço.
Mas o que você diz é curioso, Rafael. Eu critico o Twitter mas não me abstenho jamais das redes sociais. O que critico é uma certa postura de uma fatia que ocupa esse espaço. A ferramenta nada tem a ver com isso, e continua sendo excelente para diversas funções de comunicação. ;-)