De preferência, num lugar onde não se fale português errado - ou não se fale português algum:
As campanhas do Ford Fusion têm sido muito bacanas e criativas. Mas deixar passar um erro de português desse calibre, me desculpem, é imperdoável. Tomei um susto danado ontem quando vi esse comercial em horário nobre na TV, com atores se passando por executivos e cometendo um erro tão crasso de português (o certo é "daqui a cinco anos" - a elisão, ou "engolimento", do a é típico da gíria paulistana, mas não é coerente com a situação apresentada no comercial.
Não sei exatamente qual foi a agência (segundo uma informação já não tão recente do Portal Imprensa, os comerciais mais recentes são responsabilidade da JWT). Bons tempos aqueles em que bambas como Orígenes Lessa (grande escritor, hoje praticamente esquecido no Brasil, pai de Ivan Lessa, que inteligentemente picou a mula e hoje vive em Londres) trabalhavam para a JWT. Lessa, aliás, para quem não sabe, criou a marca Kibon.
Pessoal da JWT, se forem vocês mesmos os responsáveis por esse filme, pelo amor de Lessa (dos dois): retirem esse acinte áudiovisual do ar e regravem. É a honra e a história de vocês que está em jogo.

que corrijam agora e não daqui cinco anos
O pior é saber que só uma minoria vai notar o erro.
Fábio! Pós-estranho jamais deixou de ser seguido por mim; continuo por cá.
E deixe-me logo discordar: não acho nem um pouco grave a falta do 'a' na fala dos personagens do comercial. A partícula, me parece, não soa natural nem mesmo em situações formais de fala, de modo que exigir sua presença me parece um capricho desnecessário. Erro, erro mesmo, nunca se pode dizer que há; pode-se sim é dizer, como vc colocou, que se trataria de uma inadequação a um determinado registro de fala (no caso, o de um almoço de negócios). Não há, contudo, a meu ver, qualquer atentado à verossimilhança. Pra mim, só deixa mais evidente o fato de que a preposição 'a', em já muitos casos, vem se tornando pouco usada. Acabará decerto fora da língua nessas situações específicas. Assim é a língua: não dura, moldada, mas fluida, mexível e mutável. :)
Eduardo, faço minhas suas palavras (ou seria "as suas palavras?" ;-D
Pois é, Daniel, pois é. Mas é assim mesmo. Uns notam, outros não. Provavelmente, se alguém da agência notar este post, vai tratar de me esculhambar ou de inventar uma maneira criativa e "ixperta" de explicar que foi de propósito, claro. ;-)
Caríssimo Daniel: obrigado por continuar me acompanhando, ainda que nem sempre concordando. Não incomodo com a discordância não, imagine: só que continuarei defendendo meu ponto de vista neste caso. Talvez fosse bom consultarmos ambos uma gramática para conferir se o uso do "a" é obrigatório aqui ou não. Pelo que me lembro de ter aprendido na escola, é obrigatório, e aí, me perdoe, meu amigo, mas é erro. Não há meio termo.
Há que se ter cuidado com o excesso de correção política. Senão viraremos todos uns poliglotas (ou será trogloditas? Meu Deus, Herr Alzheimer de vez em quando me faz umas visitas aqui e o negócio fica brabo, bravo, o diabo! :-)
Haha. Poliglota-troglodita foi bom. Bom, sem querer (e já o fazendo) me alongar no assunto, pois também vou manter meu respeito ao seu ponto de vista: consultar uma gramática é que seria o erro. Sobretudo uma escolar. Deveríamos consultar, isso sim, textos de sociolinguística ou de linguística histórica, pra entender o que seja língua de maneira menos dicotômica. E é uma belíssima propaganda! haha.
abração!
Acidente não. Acinte.
?
na verdade meus ouvidos "corrigiram" automaticamente o erro, mas foi bem notado, mas o motivo de postar aqui foi para perguntar se alguem sabe o nome da musica que toca no comercial, muito linda. alguem sabe?
se souberem, me avise por favor. alopes11@gmail.com
PS: desculpem pelos erros de portugues.
Oi, Fábio! Eu que li errado... :-D
Li *acidente* no lugar de *acinte* e achei que *acinte* seria melhor que *acidente*.
O acidente, no caso, sou eu mesmo. E parabéns pelo lançamento hoje. Pena que estou em Vitória.
Boa noite!
Essa "fala" do comercial AGRIDE meus ouvidos... Assim que verifico que o mesmo será veiculado trato de apertar a tecla mudo da minha tv. Pasmem, ainda ontem procurei o "Fale conosco" da FORD para registrar minha constatação de ERRO! Que bom que esse ERRO foi percebido por muitas pessoas e não apenas por mim. Lamentável...
Dá gastura ouvir este comercial. Perdeu a beleza da idéia num erro babaca, no mínimo bairrista, "ô meu".
A linguagem deste tipo de comercial deve ser universal, a menos que se trate de uma caracterização de personagem regional.
Olá Fábio! Também fiz uma crítica a referida peça em meu blog: publicidadeviva.blogspot.com Agradeço se você for lá e emitir sua opinião. Grande abraço e continue com seu belo trabalho.
Oi, Fábio!
Senti sua falta no Fantasticon de hoje (25/07). Estou com uma certa antologia para você autografar. :-)
Assim como uma mentira contada muitas vezes passa a ser verdade pela força da crença, um erro várias vezes repetido acaba sendo assimilado como acerto. É um saco! Mas é o que acontece.
E eu não me espantaria nadinha ao ver executivos da vida real falando ainda mais erradamente do que isso. Já peguei muitos advogados, engenheiros e administradores de empresas falando - e escrevendo - crimes gramaticais. Não confio nos conhecimentos de português de corporate sharks. :-P
Oi, Mila! Também senti a sua falta no Fantasticon do dia 26!
Separe a antologia que da próxima eu autografo! ;-)
Ah, e eu também não confio nem um pouco no conhecimento de português da maioria desse pessoal. (Já trabalhei com um bando deles.) Estava sendo irônico. :-)
Isso também me doeu, pra mim está errado e pronto. Nada de linguagem coloquial nem nada, tá errado!
A propósito, pra quem perguntou, a música é "Back in Black" do AC/DC e a modelo é amiga minha hehehe!
Abraços