Se o dia 4 de novembro foi uma grande festa da democracia para os EUA pela eleição de Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos, por outro a literatura (e o cinema) de ficção científica ficam mais pobres: morreu Michael Crichton, autor de livros como Jurassic Park e Devoradores de Mortos. Quase todos viraram filmes (o primeiro foi O Enigma de Andrômeda, dirigido por Robert Wise, cujo livro eu tive o prazer de traduzir) o último foi Linha do Tempo), e alguns ele próprio dirigiu, como Westworld - Onde Ninguém Tem Alma (um dos poucos roteiros originais, que não nasceu como livro, e O Grande Roubo do Trem. Foi o criador e um dos produtores da série de TV E.R. (Plantão Médico). Aguardem em breve um texto maior aqui e resenhas de alguns de seus livros.

Notícia das mais tristes, Fábio.
Eu praticamente cresci lendo os livros dele. Li Parque dos Dinossauros aos 11 anos e foi o livro qeu me fez tomar gosto pela leitura. Parece que ele deixou um livro pronto, ao menos.
Pois é, Samir. A primeira tradução de O Enigma de Andrômeda foi o primeiro livro que li dele. Por incrível que pareça, acabei vendo mais as adaptações para o cinema do que os livros - mas Devoradores de Mortos, Esfera e Jurassic Park já valem, não é? É uma pena, ele ainda era muito novo.
Meu autor favorito! :~~(
Perdi a conta de quantas vezes li cada livro dele, mas "Jurassic Park" é um dos livros mais significativos da minha vida em termos de interesse pela ciência e pensamento científico. Eu costumava dar aula de Teoria dos Sistemas usando uma parte dele. Também o "Prey", que nem é o mais tchan-nan-nan dele influenciou tremendamente a minha tese de doutorado com a discussão sobre os enxames.
Tinha vários livros ruins, mas seus insights nos bons superavam - imensamente - qualquer incongruência científica. Certamente um dos caras que mais soube escrever com a Ciência e um dos melhores contadores de história que o mundo já viu.
Pois é, Raquel; mesmo o escritor mais rrauns sempre tem algo a nos ensinar. O Crichton me pegou primeiro pelo cinema, e agora é que tem me pegado pela literatura. The Terminal Man influenciou a minha tese sobre a questão do ciborgue.
E concordo totalmente com a questão de ser um dos melhores contadores de histórias do mundo. Ele era tudo o que Dan Brown queria ser. :-)