Vladimir Nabokov escrevia um texto como quem tece uma estrutura delicada, respeitando a etimologia do texto como tessitura, como tecido, algo que é mais tramado e costurado do que criado do nada.
Existem duas maneiras de se revolucionar uma narrativa (Borges diria que são duas dentre muitas outras, incontáveis, mas isto ocuparia muito espaço aqui): pela forma e pelo conteúdo.
Autores como Julio Cortázar, Ítalo Calvino e todos os membros do grupo OuLiPo [1] (do qual Calvino também participou), como Raymond Queneau e Georges Perec, tinham um carinho especial pela forma de suas narrativas. Sem nunca descuidar do conteúdo, eles impunham a si mesmos regras franciscanas (ou seriam jesuíticas?) para escrever seus textos.
Este é o começo de minha resenha do livro A Defesa Lujin, recém-lançado pela Companhia das Letras, e que vocês podem ler na íntegra na última edição do caderno Palavra do Diplô, aqui.


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