Começou da maneira mais ingênua: numa comunidade do Orkut, eu e outros companheiros trocávamos idéias sobre clássicos da literatura, e alguns de nós contaram como foi sua "primeira vez" com este ou aquele autor. Não resisti e contei a história de como tomei conhecimento da existência de Jorge Luis Borges e o primeiro conto dele que li. Reproduzo quase literalmente:
... bem, não sei se já contei aqui, mas a história de como conheci Borges é em si mesma meio borgiana: fazem exatos 23 anos, num retiro num mosteiro budista. Numa tarde de domingo, após o almoço, voto de silêncio, num momento de repouso. Encontrei Ficções na pequena biblioteca do mosteiro. Sentei-me para pegar sol do lado de fora do templo e comecei a folhear o livro. Parei num conto cujo título era muito interessante: A Biblioteca de Babel.
Devorei o livro todo ali mesmo, claro. Mas nunca mais esqueci desse primeiro momento, do primeiro conto. Foi uma epifania.
Na seqüência, um colega nosso, o impagável Clinton Davisson, responde na lata:
Fábio, por um momento achei que você tinha conhecido o Borges pessoalmente em um mosteiro budista e não pode gritar ao ver o mestre por causa do voto de silêncio... hehehehehee
Vou escrever um conto sobre isso. Imagina, você vê O CARA, o the best e não pode gritar, não pode pedir autógrafo...rs
Mas quem se antecipou e escreveu um conto tendo como protagonistas este que vos digita e o genial mestre argentino foi a Maria Helena Bandeira, dona do blog Ovo Azul Turquesa. Nem três dias se passaram e ela já tinha o conto escrito, enviado para minha autorização (como se precisasse, né, Maria Helena?) e publicado, com todas as minhas bênçãos, no blog. Fiquei honradíssimo com a bela homenagem. Obrigado, Helena!!


O conto ficou muito legal. parabens a todo mundo, criaturas e croadores.
Obrigado! Como criatura, agradeço penhorado. Resta saber o que a "croadora" pensa disso... (desculpe, mas não resisti, Romeu)
;-D
Hehe, eu mereci, mas é isso que dá digitar em laptop com teclado pequeno... ;-)
Fábio!
Eu esqueci de lhe perguntar sobre sua experiência num mosteiro na Fantasticon! Aiai, saco, eu sempre esqueço coisas... eu não sou tão velha assim para esquecer coisas :P
Mas legal hein? Já estou a caminho do blog da Mel, para ver o conto...
Eu não lembro de qual foi a primeira vez que ouvi falar de Borges, sempre foi em resenhas e relatos sobre literatura, mas nunca tinha pegado/pego (qual desses dois verbos tá certo? Sempre tive dúvida até agora) para ler um livro dele. Só conheci recentemente, com o Ficções. Agora o Aleph tá na lista de leitura (nha, tô com 15 livros, eu acho muito. Imagina a sua lista...rs)
Beijos!