Santos campos morfogenéticos de Sheldrake!! Ontem à tardinha, me bateu uma vontade LOUCA de rever pela sexagésima vez BEN-HUR, um dos top five cinematográficos da minha vida. Nem sabia por quê, mas eu tinha outras coisas pra fazer e deixei de lado.
É a prova, senhoras e senhores, de que não podemos nunca, mas nunca mesmo, deixar de ouvir o nosso gut feeling, aquela força poderosa que começa na boca do estômago e que é a somatização mais próxima que jamais teremos de uma coisa chamada telepatia. O Teorema de Bell explica isso. Todo mundo na Terra está interligado em nível subatômico desde o Big Bang, e por isso captamos algumas coisas estranhas no ar - coisas que, depois, descobrimos que não eram suspeitas, mas fatos que apenas aconteciam longe de nós.
Mais ou menos na hora em que senti essa vontade de ver Ben-Hur, morria em sua casa, aos 84 anos, Charlton Heston. Foi um dos atores mais importantes dos anos 1950 e 1960, e trabalhou tanto em grandes épicos como Os Dez Mandamentos, de Cecil B. de Mille, quanto Ben-Hur, de William Wyler e de pelo menos três grandes clássicos da ficção científica: O Planeta dos Macacos, No Mundo de 2020 e A ÚIltima Esperança da Terra (remake de Mortos que Matam, baseado no livro Eu Sou a Lenda, de Richard Matheson, que gerou um terceiro filme recentemente com Will Smith).
Nos últimos anos, Heston se envolveu com uma série de polêmicas por ser o presidente da National Rifle Association, organização que defende o direito de cada americano ter (e usar) sua própria arma. Acostumou na fantasia, como diria mestre Chico Buarque. Mas vamos esquecer isso por um momento e nos lembrar dos grandes papéis que ele protagonizou durante uma longa e brilhante carreira. Heston foi um dos grande heróis de ação de Hollywood, botava Stallone, Willis e The Governator no bolso. Que descanse em paz. Quanto a mim, hoje eu vou MESMO rever Ben-Hur. Em homenagem.


Muito bem colocado, Fábio. E ele ainda participou daquele episódio de Friends com aquele trocadilho infame, mas divertido, de stink de fedor e stink as an actor. Preciso ver (pela primeira vez) Ben-Hur.
Muito bem colocado, Fábio. E ele ainda participou daquele episódio de Friends com aquele trocadilho infame, mas divertido, de stink de fedor e stink as an actor. Preciso ver (pela primeira vez) Ben-Hur.
Ben-Hur é imortal, vi a notícia do falecimento ontem.
A última vez que vi o Heston na tela foi com o Michael Moore enchendo o saco do coitado em um dos seus documentários. Tiros em Columbine.
Participou de Friends e de Saturday Night Live, numa boa, sem problemas. Foi muito bacana rever o velhinho nesses momentos.
Pois é, André, eu tive pena do cara nessa cena. Gosto do Michael Moore e não acho que ele estivesse exatamente errado não (a abordagem foi sacana, mas freqüentemente o jornalismo recorre a isso para conseguir seu objetivos), mas acho que pra mim o que falou mais alto foi a imagem que me ficou na cabeça de Heston como herói. Um herói Heinleiniano, como alguém disse muito bem hoje numa lista de discussão, um "anarquista de direita", mas um herói assim mesmo. Triste do povo que precisa de heróis, dizia Brecht, mas nós precisamos mesmo, o que se há de fazer? Continuo com saudades dos tempos em que ele fez filmes como mocinho.