ontem, mal me recuperando de uma gripe e já começando a sofrer uma recaída (crises de tosse horríveis, dores fortes de garganta e de cabeça - se eu ficar alguns dias sem postar, já sabem; estou de cama), tive o enorme prazer de um rápido encontro ontem ao cair da tarde com Ivan Hegenberg e Nelson de Oliveira. O Ivan eu já conhecia do Orkut e do famoso encontro da FC brasileira na Livraria Cultura. O Nelson, autor de ótimos livros como Naquela Época Tínhamos um Gato e Subsolo Infinito (um excelente livro, meu favorito dele, que poderia ser considerado uma espécie de predecessor nacional do New Weird), eu já conhecia de um evento ou outro, mas nunca havíamos nos falado.
Batemos um gostoso papo regado a muito café (chope nem pensar com esta gripe do cacete) e idéias. Falamos sobre a situação da ficção científica aqui e lá fora, das editoras e da renitência que elas ainda têm para publicar FC explícita, e ficamos pensando em idéias de como tangenciar essa má vontade proverbial dos editores, já que o público existe (estamos confirmando isso dia a dia) e quer ler FC. Falamos de projetos que estamos começando a esboçar (e que por enquanto são apenas projetos, mas se tudo correr bem em breve vocês ouvirão notícias auspiciosas) e percebi, mais uma vez, que todos esses anos em que escrevi não foram em vão. Existe vida inteligente que percorre o underground e que faz pontes com o mainstream. Ten Thousand Maniacs, todos nós - mas como é bom, como é saudável ter uma obsessão literária.
Recebi do Ivan seu primeiro romance, Será, e do Nelson a deliciosa coletânea infanto-juvenil Histórias de Imigrantes, editada por ele (e que já comecei a ler ontem) e Maya´ya (o eXtranho), de S.C.Balder (autora brasileira), o primeiro de uma trilogia de FC juvenil muito bem editada, também capitaneada pelo Nelson. Olhem como tem coisa aí. Ainda que não tivéssemos sonhos, há muita coisa acontecendo ao redor, e, como diz a velha canção, é preciso estar atento e forte. Não temos tempo de temer a morte. Vamos à luta, moçada!!


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