Cyberpunk e New Weird não são os únicos gêneros que me interessam. Um dos revampings mais interessantes dos últimos anos está sendo justamente o de uma subcorrente da FC que muitos julgavam que jamais voltaria (mas, como diz mestre Stephen King, às vezes eles voltam): a Space Opera.
Para quem não sabe o que é Space Opera, explico resumidamente: aventuras espaciais, geralmente com impérios galácticos, com muitas naves, armas laser e congêneres. Ou seja: o oposto do cyberpunk, que fez a escolha consciente de manter os pés numa Terra distópica.
Mas hoje, passados 25 anos do Movimento Cyberpunk e com o surgimento do conceito de pós-humano, como não voltar a sonhar com utopias e expansão da civilização da Terra (com tudo o que ela tem de bom e de ruim) para os confins distantes do espaço? É disso que autores mais recentes, como David Zindell, com sua fantástica saga de Neverness, e Alastair Reynolds, com a série de Revelation Space, tratam.
E é disso que trata a mais recente coletânea do casal David G. Hartwell e Kathryn Cramer. Responsáveis por uma das melhores coletâneas anuais de FC (Year´s Best SF), eles lançaram o que promete ser a obra definitiva sobre (como diz o título, claro) o Renascimento da Space Opera: The Space Opera Renaissance é um cartapácio de 941 páginas, mas tem tudo para se tornar um clássico das antologias. São 32 contos e novelas, que abrangem quase todo o período de vida da ficção científica como a conhecemos, desde os grandes clássicos (infelizmente pouco ou nada conhecidos no Brasil) como Edmond Hamilton, Jack Williamson e Leigh Brackett, até os mais recentes, como Dan Simmons (um dos primeiros a redefinir o gênero, com a saga de Hyperion), Alastair Reynolds (não, eu não vou me cansar de falar desse cara, porque ele é simplesmente on the of best), Allen Steele, Charles Stross, David Brin, Lois McMaster Bujold, Stephen Baxter e Paul McAuley, passando por outros autores já clássicos, como Samuel Delany, Michael Moorcock, Robert Sheckley e Iain M. Banks.
Aguardem mais comentários assim que eu ler o volume. Mas já posso adiantar que é om: eu já havia lido alguns dos contos em outras coletâneas, como Orphans of the Helix, de Dan Simmons, The Death of Captain Future, de Allen Steele, The Shobies´ Story, de Ursula K. LeGuin, e são o suficiente para dizer: vale a pena ter e ler.


Página pra caramba, deve ser um livro bonito.
Boa leitura, Fábio :]
Obrigado, André! Essa leitura vai me dar muito prazer! :-)