tattoo_celular.jpgQuando eu era mais novo, tinha um enorme fascínio por tatuagens. Cheguei a selecionar algumas imagens de revistas (todas de astronomia - a mais legal era uma gigantesca imagem de Júpiter, mostrando seus detalhes com precisão, inclusive a Grande Mancha Vermelha, a tempestade em forma ovalada que assola uma parte do planeta há cerca de 200 anos) e de livros (a nave Discovery, de 2001 - Uma Odisséia no Espaço, na concepção de Michael Whelan.

Mas o tempo passou e tudo o que acabei fazendo foi furar as duas orelhas, colocar brincos enormes de argola, deixar o cabelo crescer até as costas e andar pelas ruas de Londres em 1991 me sentindo Steve Vai ou Grimjack (quem me conhece hoje não acredita MESMO nisso, mas que aconteceu, aconteceu).

Recentemente, numa conversa entre amigos, eu disse que só colocaria uma tatuagem hoje se ela pudesse ser reconfigurável, ou seja, se eu pudesse mudá-la à vontade sem precisar passar de novo pelas agulhas ou por lasers, e se eu pudesse inclusive ocultá-la quando me enjoasse.

Pois é, não existe nada imaginado pelo ser humano que não possa ser realizado, com tempo, paciência e alta tecnologia. Uma das provas é o trabalho de Jim Mielke, criador da Digital Tattoo Interface, nada menos que uma tela de celular feita com tinta eletrônica e com tecnologia Bluetooth implantada subcutaneamente. A tela aparece e desaparece e pode até ser reconfigurada dependendo da função utilizada (tem até vídeo!).

Mais detalhes aqui.

Se isso der certo e for comercializado, já estou na fila.

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Esta página contém um post de Fábio Fernandes publicado em March 15, 2008 11:19 AM.

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  • São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2006

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