Tive a honra de ter meu livro resenhado por uma das tradutoras que mais admiro, a Ludimila Hashimoto, tradutora de Alan Moore (A Voz do Fogo) e dos livros de Terry Pratchett da série Discworld, em seu ótimo blog. Foi a melhor e mais bem sacada resenha sobre ele até agora. Ludi foi uma das poucas observadoras que sacaram o porquê da inserção de uma passagem especial sobre moda no livro. Meu mais sincero obrigado a ela.
Hoje não pude estar com minha mãe - a distância nos separa, infelizmente. Mas na semana que vem mataremos as saudades e comemoraremos tanto o dia de hoje quanto meu aniversário, no próximo dia 16 (sim, isto é uma "indireta" para presentes - de preferência livros, claro ;-).
A todas as mães que lêem este blog, meus mais profundos e sinceros desejos de saúde, paz e felicidade.
Não, prezados leitores, não é uma pegadinha. A PUC-SP está começando hoje um ciclo de animação japonesa, organizado por alunos do primeiro ano do curso de Tecnologia e Mídias Digitais. O primeiro filme será a versão comemorativa de 25 anos do clássico cyberpunk AKIRA, de Katsuhiro Otomo, e este que vos escreve teve o prazer de ser convidado para comentar o filme após sua exibição.
A exibição será às 13h, mas chegar um pouco antes é recomendável. Desculpem a postagem tão em cima da hora, mas só obtivemos confirmação de data ontem à noite. Avisarei com mais antecedência os próximos filmes (entre os quais estará o imperdível Serial Experiments: Lain)
As novidades não vão parar com a criação do Post-Weird Thoughts. O site Universo Fantástico já postou a programação da Fantasticon 2008, evento integrante do XVI Encontro Internacional de RPG. O Fantasticon 2008 acontecerá nos dias 05 e 06 de julho, no Colégio Marista Arquidiocesano, Vila Mariana, na capital de São Paulo. Eu estarei lá, participando de uma mesa redonda sobre as novas tendências da ficção científica, junto com os jornalistas e escritores Guilherme Kujawski e Sérgio Kulpas, parceiros de longa data, e meu irmão/parceiro recifense de recentíssima data, Jacques Barcia.
A programação pode ser acessada aqui. A dica é do organizador da Fantasticon, Silvio Alexandre.
Pessoal, este é só pra avisar que, na esteira do Pós-Estranho, criei um novo blog, o POST-WEIRD THOUGHTS. Nele, eu estou em parceria com o Jacques Barcia, meu mais novo grande amigo (que nunca vi pessoalmente, pasmem vocês, mas por quem ponho a mão no fogo). O PWT é um blog exclusivamente em inglês, basicamente para resenhas de livros. Mas não pensem que vou abandonar o Pós-Estranho não, pelo contrário. Isto é só o começo da dominação mundial. ;-)
Se eu tivesse esperado mais alguns minutos podia ter escrito um post só: além da resenha da Weird Tales 349 na The Fix, acaba de ser publicado meu primeiro conto num site de língua estrangeira.
O conto, baseado em O Artista da Carne, que saiu na coletânea Interface com o Vampiro, foi reescrito totalmente em inglês por mim mesmo e submetido a várias revistas lá fora. Quem levou foi a Nautilus, da Romênia, pilotada pelo editor e escritor Michael Haulica. Na tradução em romeno, o título ficou sendo Vampirul si geneticianul (o parabola). Não acho muito provável que algum dos meus leitores leia romeno (eu mesmo leio muito mal), mas queria compartilhar essa alegria com vocês.
Meu mais sincero obrigado ao Michael e ao amigo Horia-Nicola Ursu, o Ugly Bad Bear (que de feio e mau não tem nada, é gente boa toda vida), que leu o conto e o apresentou ao Michael. E ao tradutor, Radu Ganea.
Enquanto a novidade não vem dar na praia, como diria Herbert Vianna, saiu mais uma resenha minha na The Fix. Desta vez é um texto sobre a sensacional Weird Tales, a edição de numero 349, comemorativa de 85 anos da revista (85 anos com interrupção, infelizmente; ela ficou no limbo por mais de vinte anos e só voltou na década de 80, tendo ido recentemente também para a web). Este número é excelente: além de apresentar novos autores, como a ótima Sarah Monette, tem ainda a volta do sensacional Michael Moorcock e seu igualmente sensacional Elric de Melniboné, com sua espada devoradora de almas Stormbringer. Vale a pena assinar.
Reta final de tradução, mil reuniões pedagógicas, consultas médicas de check-up: esta é minha semana. Mas não pensem que andarei parado, sorumbático, meditativo e macambúzio: hoje é a véspera de um grande dia. Aguardem uma novidade pós-estranha para amanhã. E não se esqueçam do que eu já disse aqui.
Os meus leitores já repararam que não estou escrevendo rigorosamente todos os dias, como fazia até bem pouco tempo. Paciência, please, ao menos por enquanto: estou trabalhando muito e as traduções, bem como as aulas, demandam uma grande dedicação.
O que me salva é que minha dedicação aos livros não é menor. A quantidade de livros que estou lendo é grande e vai gerar uma boa quantidade de resenhas muito em breve, algumas para o The Fix (tem uma saindo por esses dias), outras para este blog, outras para um outro blog que está surgindo (pronto, falei). Provavelmente até o fim desta semana ou o começo da próxima estarei abrindo os trabalhos no outro - sem abandonar este nem um pouco, ressalto.
Enquanto isso, lendo os seguintes livros:
The Road, Cormac McCarthy - eu não levava muita fé nesse escritor, muito embora o filme baseado em seu livro No Country for Old Men tenha levado o Oscar, coisa e tal. Mas ontem achei o pocket na Cultura a um preço ridículo de tão barato e comprei. Resultado: quase não dormi esta noite. Não conseguia parar. Extremamente bem escrito. Uma história pós-apocalipse nuclear feita para figurar entre as melhores do gênero, como Damnation Alley, de Roger Zelazny, e The Memoirs of a Survivor, de Doris Lessing.
The Immortalists, de David M. Friedman - um dos melhores livros de não-ficção que li nos últimos tempos, que conta uma história interessante e assustadora ao mesmo tempo: a parceria inusitada entre o herói da aviação norte-americana Charles Lindbergh, responsável pela primeira travessia do Atlântico em 1927, e o cientista francês Alexis Carrel, Prêmio Nobel de Medicina de 1912. O objetivo da parceria: buscar a imortalidade através da perfusão de órgãos, ou seja, a manutenção da vida dos órgãos internos do corpo humano, inicialmente fora do corpo. Um projeto algo frankensteiniano, iniciado em 1930 e que vai se tornando mais assustador quando Lindbergh assume publicamente seu apoio à Alemanha nazista, às vésperas de uma Segunda Guerra Mundial que ele jurava aos militares americanos que jamais aconteceria. Contraditório como todo ser humano, Lindbergh era anti-semita e acreditava na superioridade da "raça" branca (coloco raça entre aspas porque esse conceito já caiu por terra cientificamente), mas ao mesmo tempo era capaz de gestos desprendidos e de uma grande dedicação em projetos que tinham motivação de ajuda humanitária. Foi ele, por exemplo, quem aperfeiçoou um modelo de centrífuga que até hoje é utilizado em laboratórios clínicos, e seu método de perfusão permitiu a evolução de procedimentos científicos para transplantes. Lendo para pesquisa, juntamente com o excelente The Plot Against America, de Philip Roth, uma história alternativa que narra o que poderia ter acontecido aos judeus dos EUA caso Lindbergh tivesse concorrido à presidência em 1940 (isso nunca aconteceu). Roth é sempre uma ótima leitura.
Continuo lendo Vellum, de Hal Duncan, além da biografia de Nietzsche escrita por Rüdiger Safranski, que também é biógrafo de Heidegger. Mais detalhes em breve.
Pedindo licença aos meus fiéis leitores para este marketing pessoal descarado, aviso que acabo de publicar um artigo na versão online do jornal Le Monde Diplomatique. Este artigo é a primeira parte. No máximo em duas semanas sai a próxima, e em breve um conto inédito.
Muito obrigado ao Rodrigo Gurgel pela honra e pela excelente oportunidade de contribuir para uma interlocução sobre a ficção científica como uma literatura sobre a qual vale a pena conversar e debater.


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