bodhisattva blues

(ou reflexões existenciais para zen-boêmios e vagabundos praticantes.)

destila o tema em quatro estrofes de versos livres. toma teu tempo e vai.


duas nobres verdades, uma mentira e uma meia-verdade

O mundo é sofrimento. Tudo é causa para mais sofrimento.

Prive-se de tudo para evitar o sofrer.

Seja bom.


existencialismo modulado em 2/3


chuva, 14:59, BELIEVE NOTHING (mantra de Nietzsche-Crowley, entre dentes; nobres verdades #4 & #5)

torna-te quem tu és. faz o que tu queres.


citação pertinente de dois versos de outlaw blues:
(ou a verdade como libertação & desapego - teu único porto num mar de merda.)

Don't ask me nothin' about nothin',
I just might tell you the truth.

...

agora improvisa e segue.

eis tudo.

insensitive clod

esta resenha d'Os Amantes do Círculo Polar me fez lembrar do meu problema com este filme. com este tipo de filme, aliás.

porque tamanho melodrama até se justifica se você estiver acompanhado. quando eu o assisti, estava. providenciei, então, o filme (sugestão dela, que o veria pela segunda vez, acho), já intuindo a tônica do roteiro que o título SUSCITA. não digo que não tem os seus momentos - porque tem -, mas ali no final, quando se dá o clímax e etc., a garota ao meu lado se comove quase que sinceramente e eu não evito a risada. (seguida por aquela cara de "tá certo, entendi que te comoveu, mas agora pára com isso que não é pra tanto.")

nunca mais a vi.


I don't dig this shit. at all.

JFK

shotgun painting

'nuff said.

just have something in there

1. Introdução / Alegoria:

Your mind and your experience call to me
You have lived and your intelligence is sexy


2. O mundo é sofrimento:


3. Workaround / Decepção:

Ivan Cardoso & cinema brasileiro

Porque aqui não gostam de cultura, só de falsos artistas. No Brasil, até banqueiro quer ser cineasta. Com o juro a essa altura, como é que o cara pode querer dizer que é artista? Inclusive, no dia em que quiserem fazer um debate, estou à disposição. Podem reunir a tropa de elite toda: os irmãos Salles, o O2, o José Padilha. Todos adeptos da política Bush contra o cinema, contra as drogas e contra o homem. Acabaram com o mundo, acabaram até com o capitalismo. Como é que um banqueiro pode se fingir que é pobre? Isso não existe.

o trecho acima é da entrevista com Ivan Cardoso feita pelo Fausto do Boteco Sujo - um blog cuja leitura recomendo fortemente. Ivan não só fala dos seus filmes e do que anda fazendo, como fala mal de todo mundo. com eventuais risadinhas sinistras.

faz uns tantos meses que postei por aqui cinco curtas dele, incluindo um mini-documentário sobre o Zé do Caixão e dois filmes sobre Hélio Oiticica.

Sou uma pessoa predestinada, porque quando tinha 16 anos conheci o Hélio Oiticica e ele me ensinou: "Ivan, tudo o que não pode ser feito, pode". Agora, imagina você se o Hélio conhecesse um banqueiro cineasta? Ele mandava para a putaquepariu! Rerrerrê. Expulsava da casa dele. Não tinha papo. O Hélio não tinha nem conta em banco.

aliás, quando surgiu o assunto da recente polêmica sobre a nudez no cinema, Ivan disse algo que sou obrigado a citar e concordar, porque, afinal, gozamos do mesmo sobrenome:

Agora, para falar essas besteiras todas, ele [Pedro Cardoso] devia usar o sobrenome verdadeiro dele que é Martins Moreira, e não ficar manchando o meu, que é Cardoso. Porque Cardoso que é Cardoso é gostoso e gosta de ver mulher nua no cinema.

o grifo é meu, obviamente.

esta frase passará a ser a epígrafe do blog.

agora vão lá, leiam toda a entrevista e vejam uns curtas.

...

enquanto isso, aqui na vizinhança, Biajoni publicou uma lista dos 25 melhores filmes brasileiros. não entrou nenhum do Ivan, mas tem um Sganzerla e dois Glauber - e uns tantos que não vi.

"I don't wanna leave"

SJ #4


"So don't. Stay here with me. We'll start a jazz band."

não que seja algo importante,

mas fiz ontem ou antes de ontem algo que devia ter feito lá nas primeiras semanas do blog: reorganizar as categorias. agora elas fazem um pouco mais de sentido.

minhas preferidas são essas duas, claro.

subterranean homesick bill

tinha subido este vídeo há pouco mais de um mês pra usar num post, mas acabei esquecendo. este é o comecinho de uma apresentação no Late Chicago Show, em 1990. a qualidade é ruim assim e este é o único ângulo de filmagem. o som, também, é meio tosco. vídeo pra fã, sacumé.

de qualquer forma, ver um mestre citando outro valeu TODA a filmagem.

noutras apresentações ele costumava abrir com Voodoo Chile tocando ao fundo, mas sem tecer comentários sobre a música. aliás, RECOMENDO o segundo vídeo deste post, que é uma boa piada com o Hendrix - e Rick Astley.

do jeito que a coisa vai, é capaz que Bill Hicks deixe de ser uma tag pra virar logo uma categoria neste blog.

RESPECT.

just for the record: seahorse

essa música tem algo, porque:

  1. o começo já me enganou algumas vezes. parece muito com algo do JOMF - que não consegui encontrar pra fazer a referência.
  2. a letra é boa. e simples.
  3. a virada em 6:20 é CERTA. sempre que escuto espero por mais disso e nunca me dão.

deste disco, acho que poderia dizer coisas análogas sobre Cristobal. mas só.

e apesar do verso I want to be a little seahorse ser repetido várias vezes, saibam que não me identifico, não.

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navalha / bcardoso

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boring stuff

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