categoria ~ street art.ivismo



sexta-feira, dezembro 04, 2009

leiturinha amiga para o final de semana

. have we forgotten not to forget? remembering not to remember in an age of unlimited memory

. o photoshop da discórdia: mais lenha no debate sobre o projeto de lei francês que obriga revistas a informar o uso de photoshop sobre fotos digitalmente alteradas

. quase uma crônica: a história da pink lady of malibu



quinta-feira, julho 23, 2009

quando agulhas de tricô se tornam armas

terrorismo poético com novelos de lã!

knit the city are part of an ongoing campaign to guerrilla knit the city of london and, beyond that, the world.


no part of the city is safe from knit the city's woolly war on the mundane, humdrum and expected.

(...)

guerrilla knitting or 'yarnstorming' (...) is the art of covering part of the world in a knitted or crocheted fabric. it is a street art that harks back to woolly thoughts of grandmas and nice cups of tea by the fire, takes that stereotype by the blue rinse and drags it kicking and screaming into the street to wrap round a lamppost, blanket a bollard, or swathe a signpost.

phantáztiko.

"phonebox cosy", a última ação da brigada do tricô, se passou no dia oito no parliament square, quando vestiram uma daquelas simpáticas cabines telefônicas vermelhas com touquinha e casaco.

o status quo, sempre muito confuso diante de demonstrações de criatividade e autonomia, não perdeu a chance de tentar burocratizar a situação na forma de uma hilariante advertência policial.

a história completa e galeria de fotos.



sexta-feira, junho 19, 2009

all together now

não restam dúvidas de que o espaço público é o grande palco de expressão de nossa época so far. e não me refiro apenas à street art.

o improve everywhere mp3 experiment 6 foi uma espécie de happening comandado via arquivo mp3 baixado por cerca de duas mil pessoas que se encontraram num parque numa determinada data; apertaram play todos ao mesmo tempo; e seguiram os comandos de uma voz.

fodíssimo!



terça-feira, maio 19, 2009

sous les pavés, la beauté

ao lado de la beauté est dans la rue (a beleza está nas ruas), sous les pavés, la plage! (sob as pedras da calçada, a praia!) é a máxima situacionista que mais aprecio. o artista português vhils se inspirou nela para batizar seu mais recente trabalho nas ruas de lisboa, "scratching the surface", que gerou um filminho-arte e um manifesto que fez crescer flores no meu peito sonhador. o original, em inglês, está aqui; abaixo, a tradução freestyle:

arranhando a superfície


"sous les pavés, la plage!" (debaixo das pedras da rua, a praia!) - graffiti anônimo, paris 1968.

paris, maio de 1968. quando os enragés começaram a arrancar os paralelepípedos do boulevard st. michel para usá-los como armas contra as forças da velha ordem, se depararam com a areia que existia debaixo deles. a terra. debaixo do concreto, a terra. debaixo do ambiente urbano, natureza. debaixo do artificial, vida.

por trás de todas essas paredes de tijolo e concreto, essas duras, cinzentas superfícies que condicionam nossa existência, por trás de todas essas cidades, existe vida. existem indivíduos, existe natureza. "arranhando a superfície" é um ato de criação tirado de formas sem vida. é a subversão das formas sem vida. o ato de gravar a idéia de vida num muro, de criar a imagem de um indivíduo, uma peça iconográfica de simbolismo representativo que vai durar. como se torná-lo eterno ao trazê-lo à vida onde a vida não poderia existir. ao extraí-lo daquilo que é natimorto por sua própria natureza, por seu design.

então até a concessão de todos os muros que separam, impõem, que condicionam, um sistema social que esmaga com o intuito de controlar e perpetuar as costuras existentes nas divisões existentes nessa eterna divisão e mantém os indivíduos em seus lugares, será mais e mais fácil esquecer quem nós somos, de onde viemos e do que se trata a natureza. como é fácil perder a noção do que se trata nossa própria natureza quando somos pegos nesse ambiente saturado e inorgânico.

ainda por cima amei o emprego do termo indivíduo no lugar de pessoas ou homem ou ser humano. muito michel onfray.

via wooster collective.



quinta-feira, maio 14, 2009

a ascenção da arte de rua: a casa branca

um dos blogs que mais visito é o wooster collective, especializado em street art. esta semana seus dois autores estiveram na casa branca, a convite de obama, para debater o cenário das artes com uma comissão e outros convidados. o post que publicaram após o evento adiciona bastante à discussão levantada por andrew keen em "o culto do amador".

alguns trechos:

when sara and i started the wooster collective eight years ago, it felt to us at the time that the only lens the media was providing as a way into understanding street art and graffiti was vandalism. as a gatekeeper, mass media's control of what was being said about graffiti and street art made it impossible for most people to appreciate the positive role that it can play in our lives. the media had shut out, and refused to amplify, any diversity of thought. and because of this, graffiti has never been recognized by mainstream society as an "important" art movement. even though it's in every city in the world.


we want this to change.

the great thing about the internet, as we all know, is that no media company or city government controls it. any of us, including two people who happen to live on wooster street, can become a media entity. all they need is a point-of-view. by simply celebrating unauthorized acts of public art when it seemed nobody else was - and then having people spread the positive message it sends - wooster, by happenstance, has in essence become a media entity.

as the popularity of the wooster website started to grow, and we began meeting other people who felt the same way as we did, it quickly became clear to us that many people understood that graffiti and street art was not about just about vandalism. but rather, that it raises important issues about the need to reclaim our public space; the need for us to affirm our existence on this planet by writing on walls; the need and importance of spontaneous acts of creativity to make our cities more "livable". and so, so much more.

(...)

yesterday, along with about sixty amazing organizations who are committed to grassroots arts initiatives, we met with various officials in the obama administration, to listen and learn what the administration was thinking in regards to the arts, to ask questions, and then to participate in working sessions on issues that we felt passionate about. (ours was the need to better understand the issues around public and private space)

(...)


it was about letting people who make decisions at the highest level know that the definition of what "art" is needs to change in our society. if art is "over there" and health and science and transportation is "over here" - then art will always be something that is perceived as elitist, misunderstood, undervalued, etc. it will always be something that is only found in museums and in galleries, not put on our streets and on our walls with the artist taking the risk of getting arrested.



quarta-feira, maio 06, 2009

alto astral: papergirl

um dia a berlinense aisha ronniger subiu em sua bicicleta e circulou pela cidade distribuindo, aleatoriamente e à moda dos entregadores de jornal estadunidenses, maços de arte visual para os passantes. a iniciativa, que pessoalmente considero a irmã mais branda do terrorismo poético, data de 2006 e hoje já conta com vários paperboys, papergirls e artistas (no ano passado foram 76 de nove países). a coisa tomou tal proporção que periga se tornar a grande sensação do próximo verão europeu.

i have art for my home now, right? yes, looks like it. i´ve been to so many galleries today and everything was so pricey. i am happy about this great surprise here!

- moça agraciada (1'16") em videozinho muito obrigatório.

a papergirl original explica que o movimento é uma alternativa às limitações impostas pela prefeitura de berlim para a arte de rua desde 2005 e que também vale como performance. um dos objetivo é trazer diversão de volta à sisuda cena das artes visuais.

as obras distribuídas são contribuições enviadas por e-mail ou em pessoa pelos artistas. tal qual grafittis e stencils de rua, nada passa por curadoria: não há diretrizes para temas, formatos ou quantidade. cada maço de imagens possui cerca de dez a quinze das peças doadas, que são randomicamente combinadas. dois transeuntes jamais recebem o mesmo conjunto de obras.

vou mandar umas cool.agens em alta para eles e ver o que acontece!



quarta-feira, maio 06, 2009

escrito nas calçadas

ela mora em coimbra, portugal, e ele em chicago, stêitz. como expressão de amor, eles pintam coraçõezinhos usando pedras das calçadas da cidade lusa:

we´ve been able to maintain a long distance relationship for the past 2,5 years. since then, we continue to paint some of these hearts every time we are together in coimbra. what is interesting about portugal´s calçadas is that you can take a combination os a minimum of three stones and find the shape of an abstract heart form. the heart can grow by adding more stones to the original three.

mimo.

via wooster collective.



segunda-feira, abril 20, 2009

dias cinzentos para gray ghost

lembram do gray ghost, o palhaço que costumava cobrir com tinta os stencils de banksy em nova orleans no ano passado? pois bem. seu rolinho maldito atacou um muro street art friendly em outubro último e agora saiu o veredicto da justiça: sessenta dias de suspensão de atividades antigraffiti, além de ter que pedir permissão para apagar arte de rua antes de fazer por conta própria.

gimme five!



sexta-feira, março 27, 2009

latinhas em riste

hoje é dia do graffiti. comemorarei flanando pelo streetfiles.org e, evidentemente, pelo baixocalão.com.

a propósito, estarei atualizando diariamente o blog do bc com notícias sobre artes plásticas e convidando artistas lowbrow do mundo para expor no já célebre sítio.

stay tuned.



sexta-feira, março 20, 2009

livro alivia vontade de graffiti para leigos

(porque os profissionais se jogam nas ruas)

wallbook

walls notebook: variadas superfícies de nova york para rabiscar.

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