às vezes o gnt consegue levar coisas relevantes ao público. quinta e sexta passadas poderiam contar como referência desses poucos momentos de inspiração da emissora: eles veicularam dois documentários do muso do ateísmo richard dawkins (e eu consegui perder ambos).
qualquer iniciativa de dawkins para popularizar a idéia de que a fé, assim como o desejo e o ciúme, tem origens evolucionárias e ajudou a garantir a sobrevivência da espécie humana é louvável. felizmente, e a exemplo de seus documentários, ele não deixou a tarefa apenas para "deus, um delírio". e o melhor: sua abordagem científica sobre religião simplesmente não pára de repercutir nas mídias científicas do mundo inteiro.
religion and belief in a supernatural being is a natural consequence of how we are wired as human beings: our brains evolved to become "belief engines." and for that reason, we should not accept that our beliefs, particularly our religious beliefs, are correct.
tal repercussão é importante porque, em geral, teístas evitam livros e documentários que abalem seus sistemas de crenças. matérias em revistas e websites, muito menos autorais, são mais confortáveis. mesmo que a princípio reajam com claro rancor à neuroteologia (não perca os comentários desse e deste artigos), uma proliferação amigável sobre a questão talvez leve teístas a uma reflexão sobre os extremos das religiões e de que forma isso impede a realização pessoal e uma melhor coexistência com as diferenças.
ainda existe uma impressão sub-consciente de que nós, ateus, comemos criancinhas. talvez tenha algo a ver com a diminuição ou ausência da culpa, mecanismo clássico de domesticação das religiões. acontece que não é preciso ter culpa para ser ético e moral - pelo contrário: em nome da religião, muita coisa imoral e antiética tem sido feita desde sempre. além disso, ateus não respondem ao impulso de cooptar (e, logo, dominar) outras pessoas, típico de qualquer religião. querer organizar ateus é como querer organizar gatos: missão impossível. seus únicos compromissos são consigo próprios. não batemos boca com freiras e monges que acreditam que as evidências de atividade cerebral durante preces são
physical conduit between human beings and god. according to them, it would only make sense that god would give humans a way to communicate with the almighty through their brain functions.
concordo que teístas, como crianças, sempre moldarão as evidências a favor de ilusões. fantasia e indulgência são parte fundamental da natureza do crer. ainda assim, os respeito: afinal, não há nada mais humano do que crer.
só não venham me encher o saco.