categoria ~ sci-fi



sexta-feira, julho 24, 2009

apaguem as luzes: seres humanos também são bioluminescentes

na verdade, todos os animais são. invadimos a área vip de vagalumes, medusas e peixes!

isto se manteve em segredo até agora porque a luz que emitimos é mil vezes mais fraca do que nossos olhos podem captar. além disso, é bem pouquinha e varia ao longo do dia: seu mínimo acontece às dez da manhã e o pico é às quatro da tarde.

these findings suggest there is light emission linked to our body clocks, most likely due to how our metabolic rhythms fluctuate over the course of the day.


(...)

faces glowed more than the rest of the body. this might be because faces are more tanned than the rest of the body, since they get more exposure to sunlight - the pigment behind skin color, melanin, has fluorescent components that could enhance the body's miniscule light production.

preparem-se para escutar dos maluquetes associações esotéricas que ligam a luz à aura do espírito e coisas do gênero.

via geekologie.



quinta-feira, julho 23, 2009

hal? não, muito obrigado

o apoio popular à uma guerra engorda sobremaneira se o soldado a ser mandado pro front não é seu filho, irmão ou marido, mas um robô; de modo que cresce a população de dróides criados para propósitos beligerantes. para travar batalhas, o grau de inteligência artificial tem se tornado cada vez maior - assim como o receio de um futuro singularista. começam a suscitar sérias discussões sobre ética robótica:

there is a common misconception that robots will do only what we have programmed them to do,

disse patrick linn, chefe do documento produzido pela marinha estadunidense sobre o assunto. e aqui, mais uma vez, a ficção científica antecipa a realidade: as três leis da robótica, criadas pelo romancista russo isaac asimov...

1. a robot may not injure a human being or, through inaction, allow a human being to come to harm

2. a robot must obey orders given to it by human beings, except where such orders would conflict with the first law
3. a robot must protect its own existence as long as such protection does not conflict with the first or second law

... e servem como base real para a ética dos robôs começa a ser considerada muito frouxa pela comunidade científica. elas precisam de um upgrade. prova disto seriam episódios como o robô que quase matou um coleguinha humano numa fábrica sueca ou o dróide que se apaixonou por uma assistente e tentou impedir que fosse embora no fim do expediente.

as robots have become more sophisticated and more integrated into human lives, asimov's laws are just too simplistic, says chien hsun chen, coauthor of a paper published in the international journal of social robotics last month (...) accordingly, robo-ethicists want to develop a set of guidelines that could outline how to punish a robot, decide who regulates them and even create a "legal machine language" that could help police the next generation of intelligent automated devices.

estima-se que em 2030 (se chegarmos lá) a ampla coexistência entre humanos e robôs já caracterizará a sociedade - pelo menos no primeiro mundo.

via geekologie.



sexta-feira, julho 10, 2009

novo material leva frenesi à comunidade científica

laboratórios mundo afora colaboraram para a criação do graphene,

a carbon sheet that's only one atom thick but is stronger than diamond and conducts electricity 100 times faster than the silicon in computer chips.

o graphene é o material mais fino do universo e ao mesmo tempo o mais forte que se conhece. mesmo assim, é tão flexível quanto um saco plástico, podendo ser dobrado ou enrolado. and i go, wow.

o prodígio é inteiramente feito de carbono, com átomos hexagonais que lembram colméias. titãs da tecnologia, como ibm e o pentágono, já estudam formas de aplicação do material, que deve incluir touch screens, células solares, armazenamento de energia, telefones celulares e, mais pra frente, chips de computador.

via yahoo news.



quinta-feira, julho 02, 2009

conheça ida, a ancestral que bateu lucy na ascendência antropóide

como parte da tour de force empreendida por cientistas para divulgar aquela que está sendo considerada a mais recente oitava maravilha do mundo, nosso estimado history channel transmitiu um especial de uma hora e meia sobre ida, o mais antigo ancestral do homem.

ida é extraordinária não apenas por remeter a espécie humana ao tempo em que ainda vivíamos em árvores - cerca de 47 milhões de anos atrás. ela também é completíssima, com 95% dos ossos em perfeito estado. lucy, a australopitecus até então considerada a mais antiga ancestral do homem, é muito mais jovem e escassa, com cerca de 3.2 milhões de anos e apenas 40% de seu esqueleto.

outro fato notável sobre ida é que, ao contrário de lucy, ela não foi encontrada na tradicional áfrica, mas num sítio arqueológico alemão. está tão bem preservada que foi possível encontrar marcas da comida que estava em seu estômago quando morreu.

de cara os cientistas que se debruçaram sobre ida concluíram que se trata de um primata. mas isso não faz dela automaticamente um ancestral humano. primatas são divididos em duas categorias: os pró-símios, onde brincam alegremente os lêmures; e os antropóides, uma festa de miquinhos, gorilas, chimpanzés e humanos. ida se parece muito com um lêmure mas não possui traços fundamentais da espécie. na verdade, ela já guardava um ossinho que permitiria que os macacos se tornassem bípedes no futuro, o que a coloca definitvamente no segundo grupo. comemorando o bicentenário de darwin, seu nome científico é darwinius masillae.

as controvérsias, muito comuns quando de descobertas de tal magnitude, me parecem de má qualidade até agora.

.

há um quesito, contudo, em que lucy supera ida: o nome. após descobrirem o gênero da célebre australopitecus, um pesquisador perguntou a outro como deveriam batizá-la. a resposta foi, "bem, com um nome de mulher. lucy, por exemplo... como lucy in the sky with diamons". amay!

já ida ganhou este nome em referência à filha do descobridor do fóssil. quando morreu, a ida ancestral tinha, em tempo humano, a mesma idade da menina: seis anos, ou seis meses de vida darwinius masillae.



terça-feira, junho 30, 2009

a história que levará mil anos para ser lida...

... mas que, no entanto, só possui nove palavras.

a idéia pertence ao artista conceitual e jornalista jonathon keats e visa

to rejuvenate literature in the age of hyperspeed media by writing a story that will take a millennium to tell.


(...)

"something essential is lost when ingesting words is all about speed. my thousand-year story is an antidote. given the printing process i've used, you can't take in more than one word per century. that's even slower than reading proust."

para isso ele se associou à opium magazine, que trouxe, na capa de sua sua infinity issue, a história toda - escondida sob artifícios de impressão que levarão mil anos para revelar as nove palavras.

the cover is printed in a double layer of standard black ink, with an incrementally screened overlay masking the nine words. exposed over time to ultraviolet light, the words will be appear at different rates, supposedly one per century.


"the precise quantity of ink covering each word is different, so that the words will appear one at a time," keats said. "provided that your copy of opium is kept out in the open, and regularly exposed to sunlight over 1,000 years to be read progressively by the next dozen or so generations.

a wired questiona se o papel da capa conseguirá durar tanto tempo assim:

"the high-quality acid-free paper on which opium is printed will certainly last that long," keats answered. "whether humankind will, of course, remains an open question."


sexta-feira, junho 26, 2009

forever young

outro dia eu desejava que os bebês pudessem permanecer para sempre bebês. porque bebês são deliciosos e, quando crescem, ficam malcriados, respondões, desaparecem na madrugada sem deixar vestígios e há sempre as más companhias, doenças venéreas, acidentes de carro, álcool e drogas, violência urbana e todo o tipo de coisa que acaba com a saúde emocional de alguns pais. mas depois de saber que brooke greenberg tem dezesseis anos e continua sendo um bebê de alguns meses, com dentinhos de leite e tudo, eu mudei de idéia:

brooke hasn't aged in the conventional sense. dr. richard walker of the university of south florida college of medicine, in tampa, says brooke's body is not developing as a coordinated unit, but as independent parts that are out of sync. she has never been diagnosed with any known genetic syndrome or chromosomal abnormality that would help explain why.

imagine ser um bebê para sempre. imagine para os pais a frustração de não poder ver sua cria se desenvolver e sair pro mundo.

previsível: o caso de brooke está sendo esmiuçado por pesquisadores que visam descobrir o mecanismo que possibilita manter o corpo jovem para sempre, combatendo o envelhecimento.

via neatorama.



quinta-feira, junho 18, 2009

everything



quarta-feira, junho 17, 2009

apêndice: o fim do envelhecimento

grande complemento para a discussão acerca da imortalidade, trazida ontem pelo narghee-la. aparentemente um certo aubrey de grey lançou um livro que avisa que os meios para conter o envelhecimento já se encontram ao alcance da ciência:

the most realistic way to combat aging, de gray suggests, is to rejuvenate the body at the molecular and cellular level, removing accumulated damage and restoring us to a biologically younger state. comprehensive rejuvenation therapies can feasibly postpone age-related frailty and disease indefinitely, greatly extending our lives while eliminating, rather than lengthening, the period of late-life frailty and debilitation.

beautiful. no entanto, de gray também aponta para as armadilhas que as próprias células armam para o organismo - tipo mutações que levam ao câncer, por exemplo.

mais no daily galaxy.



terça-feira, junho 16, 2009

who wants to live forever?

mutações genéticas podem levar à imortalidade, afirmam pesquisadores de harvard.

torço para que não passe de um desafio científico. não vejo nada que justifique o alcance da imortalidade por parte da população. inclusive porque população, com um super na frente, seria uma das primeiras graves conseqüências a encarar: imagine se continuamos sujeitos ao instinto de perpetuar nossos genes através dos filhos num mundo onde ninguém mais morre. não ia caber mais pessoa nenhuma. a saída seria escolher entre a perpetuação genética através dos filhos - usufruir da experiência da paternidade e morrer um dia - ou através da imortalidade, e aproveitar a vida até que o sol se esvaia.

mesmo assim a opção highlander continua me desafiando. seria preciso inventar um modo de desascelerar drasticamente - ou impedir - o envelhecimento. o primeiro caso é o mais plausível, mas longe de ser o ideal. desascelerar o envelhecimento de um imortal não impedirá que, cedo ou tarde, ele chegue a condições orgânicas caquéticas. e aí, qual vai ser? sucessões de procedimentos de troca de pele e órgãos e enxertos e implantes de chips tecnológicos? será que a experiência da vida continuará agradando ao sujeito, agora que o envelhecimento o obrigou a migrar da condição humana para a pós-humana?

e no caso da possibilidade de impedir o envelhecimento, daria pra escolher em que idade parar de envelhecer fisicamente? que tipo de sociedade, de valores, de abismos isso geraria, sobretudo se o mundo ainda admitisse os seres humanos que preferem se reproduzir, envelhecer e morrer?

muito provavelmente o pensamento sobre vida e morte sofreria mudanças. ser imortal não significa ser indestrutível e sim ser organicamente capaz de sobreviver indefinidamente. também não significa que o indivíduo tem bom caráter. e aí, se ele for um criminoso irrecuperável, ou for condenado à prisão perpétua quando ele próprio é perpétuo? espera-se o sol explodir ou cogita-se a eliminação do cara?

não curto ambições imortais. na verdade já tem bem uns seis anos desde que comecei a dizer para mim mesma que, se eu morresse hoje, já teria vivido muita coisa incrível, que fez a vida valer muito a pena. a experiência da morte é a única certeza da vida. imagino se a vida deveria continuar se chamando vida para aqueles que nunca se vão.



sexta-feira, maio 29, 2009

firmamento desfigurado

após identificar o maior buraco-negro do universo até então conhecido, cientistas descobrem uma deformação ainda maior no espaço: algo que eles chamam de cosmic ghost, uma evidência de explosão tão massiva que provavelmente se deve a um buraco-negro equivalente a um bilhão de supernovas.

alguém aí consegue conceber um bilhão de supernovas? com apoio da wiki, narghee-la vai nos ajudar a entender uma reles supernova:

a supernova (pl. supernovae) is a stellar explosion.

estamos falando de uma estrela bem maior que o sol. quando morrer, o sol não vai supernovificar, mas se transformar numa gigante vermelha.

supernovae are extremely luminous and cause a burst of radiation that often briefly outshines an entire galaxy, before fading from view over several weeks or months. during this short interval, a supernova can radiate as much energy as the sun could emit over its life span.

em apenas semanas ou meses, minha gente.

the explosion expels much or all of a star's material at a velocity of up to a tenth the speed of light, driving a shock wave into the surrounding interstellar medium. this shock wave sweeps up an expanding shell of gas and dust called a supernova remnant.

e essa é apenas uma supernova. o cosmic ghost é vezes um bilhão disso.

é importante entender que ainda não se trata oficialmente de um buraco-negro, mas de uma evidência - daí o termo "ghost". de qualquer modo, a fonte se chama hdf 130, está a mais de dez bilhões de anos-luz de distância e surgiu três bilhões de anos após o big-bang.

o daily galaxy fala um bocado sobre os raios x emitidos e tudo o que eles significam para a ciência, mas eu não liguei muito. o simples fato da estupidez do fenômeno fez valer este post.

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