categoria ~ robotikos



terça-feira, janeiro 05, 2010

criminoso é rendido por policial robô nos eua

seria mais um episódio de seqüestro não fosse o dróide usado pela polícia de virginia para render warren taylor, fora-da-lei e usuário de cadeira de rodas. fiquei absolutamente fascinada quando vi a foto.

aparentemente robôs policiais são usados há cerca de vinte anos pelos tiras. isto explica a atitude blasé dos jornais estadunidenses, que relegaram citações sobre o v-a1 para reles legendas, quando muito. o site robotics tmcnet, no entanto, honrou o robozinho:

looking decidedly old-school - think earthbound trash compacter wall-e rather than his sleeker, designed-for-space counterparts - the state police robots are equipped with cameras that let an operator study a situation from afar, and a mechanical arm that can grasp and carry objects (...) they also carry two-way communication rigs and chemical detection equipment.

ele não é super amigo?

via geekologie.




terça-feira, dezembro 29, 2009

ceia de natal com a nora fembot

e, pasmem, não foi no japão - terra onde homens se apaixonam por fronhas com estampas de personagens de anime.

o inventor canadense le trung (que vá lá, também tem olho puxado) contraiu tantas dívidas para criar aiko, a mulher de sua vida, que precisou voltar para a casa dos pais. na companhia da esposa mecânica, é claro.

le, who built his first robot when he was four, has dedicated his life to creating the perfect humanoid and his success so far with aiko has won him worldwide attention.


aiko, whose name is japanese for 'love-child' has an amazing artificial intelligence and can speak 13,000 different sentences in two languages [inglês e japonês, a saber]

'aiko can recognise faces and says hello to anyone she has met,' he said. 'she helps me pick what to have for dinner and knows what drinks I like.'

aiko tem cabelo humano e sua pele de silicone sabe a diferença entre um carinho e um beliscão. mas embora pareça perfeita, ela ainda não consegue fazer algo que qualquer humano aprende ainda bebê: andar.

fotos e mais detalhes no daily mail.



sexta-feira, dezembro 04, 2009

pessoa controla o próprio braço robótico com o pensamento

se toda essa história de transhumanismo parecia meio sci-fi demais pra você, é possível que não pareça mais. pierpaolo petruzziello perdeu seu braço num acidente de carro e o substituiu por uma prótese robótica para a qual os comandos são dados via pensamento. e isso não é tudo: pierpaolo pode sentir seu braço-robô, graças a um punhado de eletrodos ligados ao seu sistema nervoso.

ok pra vocês? super ok pra mim.

a bbc news contou a história numa reportagem pra tevê; o geekologie repercutiu.



sexta-feira, outubro 09, 2009

mera coincidência

caí num artigo que compara as velocidades de desenvolvimento da inteligência biológica (animal) e artificial (robôs).

the largest nervous systems doubled in size about every fifteen million years since the cambrian explosion 550 million years ago; robot controllers double in complexity (processing power) every year or two,

o que significa que eles só precisam de mais cinqüenta anos para nos alcançar:

not only will they be able to think autonomously, but robot intelligence and capabilities would equal (and most likely quickly surpass) any human capability.

chama-se singularidade, algo que freqüentemente abordo por aqui. mas o que realmente me impressionou foi o único comentário deixado (até agora) no final do artigo. ele não apenas faz um tipo de questionamento que eu sempre me faço, com riqueza de detalhes, como assina jojo.

por um momento cheguei a estranhar o fato de não me lembrar ter publicado o comentário.

robots are one of my favorite subjects. they are going to destroy our society.


but the real reason this happens won't be because they can work 24x7 without rest or are stronger or can process info faster.

no, the problem will be that robot workers will eliminate the jobs of many average human workers, particularly those in blue-collar and service lines of work. there will be robot painters, robot road repair, robot street sweepers, robot cashiers, robot repairers, etc.

the reality is that there are great masses of people who barely get by in school, who aren't creative, who will never be innovators. these people depend on average jobs that don't require heavy lifting in the form of brain power.

but what will we do with these people when robots have taken away their make work jobs? we will be left with a great excess of people w/o jobs and nothing to do, a sure recipe for social unrest!

people could stop breeding on their own in response but i think that unlikely to occur. therefore, government (that means taxes of some kind), will have to support all the non-workers (give them food, a roof over their heads, keep them occupied) while lacing their food with birth control drugs, or else convert them to protein a la soylent green.

(...)

be careful what you wish for. it might come true but the unintended consequences might be greater than expected....

posted by: jojo | october 09, 2009 at 01:49 am

a grande conclusão, no entanto, coube à própria rebecca sato, autora do artigo: a de que serão os próprios humanos que evoluirão para robôs avançados, que é o que anunciam os implantes cerebrais neste raiar de trans-humanismo:

their belief is that with futuristc technologies being developed in multiple fields, human intelligence may eventually be able to "escape its ensnarement in biological tissue" and be able to move freely across boundaries that can't support flesh and blood - while still retaining our identities.

via the daily galaxy.



quinta-feira, outubro 08, 2009

debate sobre o que é vida movimenta conceitos pouco ortodoxos

cyborgé chegado o momento em que a ciência começa a questionar a própria idéia sobre o que é vida. bactérias sintéticas, por exemplo, são criadas pelo homem e estão vivas. algumas pessoas, como eu, vão mais longe e crêem que robôs já são capazes de se emocionar - algo profundamente atribuído à experiência animal e humana:

"we're all machines," says rodney brooks author of "flesh and machines," and former director of m.i.t.'s computer science and artificial intelligence laboratory, "robots are made of different sorts of components than we are - we are made of biomaterials, they are silicon and steel - but in principle, even human emotions are mechanistic." a robot's level of a feeling like sadness could be set as a number in computer code, he said. but isn't a human's level of sadness basically a number, too, just a number of the amounts of various neurochemicals circulating in the brain? why should a robot's numbers be any less authentic than a human's?

desde o episódio do dróide que impediu sua tutora humana de ir embora do ambiente de testes, no japão, penso sobre isso. a experiência com os robôs cuja última geração havia evoluído para mentir para outros robôs só reforçou a idéia.

para rodney brooks, a proximidade entre humanos e robôs é tão estreita que seu objetivo é materializá-la num dróide empático a ponto de nos sentirmos mal ao desligá-lo. ele também crê que ensinar um robô a andar é mais humano do que criá-lo automaticamente capaz de fazê-lo.

aí eu já não sei. tanta gente animada com a perspectiva de implantar um chip no cérebro, uploadar informações e nunca mais precisar ir à escola! por que submeter robôs à forma tradicional de aprendizado?

anyway, cynthia breazeal, que já estudou no laboratório de brooks, pondera mais apropriadamente. ela diz que a questão não é sobre se robôs um dia terão emoções humanas, mas quais são as emoções que serão genuínas a um robô:

robots are not human, but humans aren't the only things that have emotions.

o início do debate sobre o que é vida já atinge a esfera dos projetos que buscam por vida extraterrestre. cientistas começam a cogitar que, ao contrário da nossa, a vida extraterrestre pode ser inorgânica.

via the daily galaxy.



quinta-feira, agosto 20, 2009

chokita: robôs aprendendo a mentir para outros robôs

num experimento feito pela école polytechnique fédérale de lausanne, suíça, mil robôs foram criados para cooperar uns com os outros na busca de

a beneficial resource, and avoiding a poisonous one.

(um recurso benéfico e outro perigoso, digamos assim)

os robôs da primeira geração, quando encontravam o recurso benéfico, acendiam uma luzinha azul para avisar aos demais robôs. os que ficavam no recurso do bem ganhavam notas mais altas e os que ficavam no do mal, notas baixas.

os duzentos robôs com as notas mais altas foram então randomicamente unidos em pares entre si e seus "genomas" foram combinados, originando, sozinhos, uma nova geração de programação (é pessoal, eles se "reproduzem" - "mate"). em nove gerações, os robôs se tornaram experts em encontrar o recurso benéfico.

no entanto havia uma pegadinha: o número de acessos para o recurso benéfico era limitado, de modo que apenas alguns robôs conseguiriam se beneficiar dele, e a superpopulação de robôs poderia acabar afastando os primeiros que chegavam lá.

após 500 gerações, o que aconteceu é perturbador: 60% dos robôs evoluíram para deixar a luzinha azul apagada quando encontrassem o recurso benéfico para evitar concorrência e ficar tudo para eles. ainda pior: um terço dos robôs evoluíram para identificar os mentirosos, que seriam os robôs com luz apagada - exatamente o oposto da programação original.

a repercussão que se deu nos comentários do artigo da popsci falam por si:

"whoa whoa whoa. you lost me at "mated." i think that´s the breakthrough here, not the lying."


"so they can lie? now if we can just get them to kill each other off they will be truly human."

"definitive proof that complicated behaviors develop naturally based on survival of the fittest."

"so does this mean that politicians can now be manufactured?"

e a melhor:

"look at that... intelligent design in action."


quinta-feira, julho 23, 2009

hal? não, muito obrigado

o apoio popular à uma guerra engorda sobremaneira se o soldado a ser mandado pro front não é seu filho, irmão ou marido, mas um robô; de modo que cresce a população de dróides criados para propósitos beligerantes. para travar batalhas, o grau de inteligência artificial tem se tornado cada vez maior - assim como o receio de um futuro singularista. começam a suscitar sérias discussões sobre ética robótica:

there is a common misconception that robots will do only what we have programmed them to do,

disse patrick linn, chefe do documento produzido pela marinha estadunidense sobre o assunto. e aqui, mais uma vez, a ficção científica antecipa a realidade: as três leis da robótica, criadas pelo romancista russo isaac asimov...

1. a robot may not injure a human being or, through inaction, allow a human being to come to harm

2. a robot must obey orders given to it by human beings, except where such orders would conflict with the first law
3. a robot must protect its own existence as long as such protection does not conflict with the first or second law

... e servem como base real para a ética dos robôs começa a ser considerada muito frouxa pela comunidade científica. elas precisam de um upgrade. prova disto seriam episódios como o robô que quase matou um coleguinha humano numa fábrica sueca ou o dróide que se apaixonou por uma assistente e tentou impedir que fosse embora no fim do expediente.

as robots have become more sophisticated and more integrated into human lives, asimov's laws are just too simplistic, says chien hsun chen, coauthor of a paper published in the international journal of social robotics last month (...) accordingly, robo-ethicists want to develop a set of guidelines that could outline how to punish a robot, decide who regulates them and even create a "legal machine language" that could help police the next generation of intelligent automated devices.

estima-se que em 2030 (se chegarmos lá) a ampla coexistência entre humanos e robôs já caracterizará a sociedade - pelo menos no primeiro mundo.

via geekologie.



terça-feira, julho 21, 2009

tava demorando: publicidade lunar

aparentemente o pessoal da moonpublicity aproveitou o gancho do quadragésimo aniversário do homem na lua para informar ao mundo que eles construíram um robô que forma, na poeira lunar, logomarcas e mensagens publicitárias que podem ser vistas aqui da terra.

os argumentos que a empresa usa contra os que se opõem à idéia são risos.

via geekologie.



quinta-feira, maio 07, 2009

add me - not!

ainda decidindo se fiquei assustada ou achei ridículo: cientistas estão criando páginas de facebook para robôs para que humanos se acostumem a desenvolver relacionamentos com eles.

its creators hope that embedding it in a social web will give rise to a sustainable friendship can grow up between man and machine.


the coupling of robot and social network is the idea of dr. nikolaus mavridis and co-researchers as they look into ways of overcoming the reluctance of people to stay in touch with robots.

tipo a minha.

while robots that can engage people have been produced before now, research suggests that humans lose interest - at most a few weeks after being introduced - as the behavioural repertoire of the machine is exhausted.

in a paper on the pre-print website archive.org server, the researchers say they want to find out if this can be thwarted by giving humans and robots a pool of shared memories and if they are part of the same social circle of friends.

se eu mal confio no meu computador, imagina num computador com formas humanas.

mais no bbc news.



segunda-feira, março 16, 2009

strike a pose - not!

semana que vem o mundo assistirá - os japoneses ao vivo - a primeira maneca-robô do mundo a deslizar sobre uma passarela.

admito: deslizar é um exagero. a fembot hrp-4c ainda precisa de muito óleo e lanternagem pra chegar a um milésimo da graça das modelos convencionais. mesmo nosso tecnológico hussein chalayan a dispensaria do casting. como as formas quadradonas de 4c poderiam vender um esvoaçante longo versace? como enaltecer uma saia-lápis ysl com essa bunda de gaveta? e o footwear? de quem foi a brilhante idéia do tênis brutamonte?

não força, rapaziada. algumas tarefas não podem ser mecanizadas.

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