num experimento feito pela école polytechnique fédérale de lausanne, suíça, mil robôs foram criados para cooperar uns com os outros na busca de
a beneficial resource, and avoiding a poisonous one.
(um recurso benéfico e outro perigoso, digamos assim)
os robôs da primeira geração, quando encontravam o recurso benéfico, acendiam uma luzinha azul para avisar aos demais robôs. os que ficavam no recurso do bem ganhavam notas mais altas e os que ficavam no do mal, notas baixas.
os duzentos robôs com as notas mais altas foram então randomicamente unidos em pares entre si e seus "genomas" foram combinados, originando, sozinhos, uma nova geração de programação (é pessoal, eles se "reproduzem" - "mate"). em nove gerações, os robôs se tornaram experts em encontrar o recurso benéfico.
no entanto havia uma pegadinha: o número de acessos para o recurso benéfico era limitado, de modo que apenas alguns robôs conseguiriam se beneficiar dele, e a superpopulação de robôs poderia acabar afastando os primeiros que chegavam lá.
após 500 gerações, o que aconteceu é perturbador: 60% dos robôs evoluíram para deixar a luzinha azul apagada quando encontrassem o recurso benéfico para evitar concorrência e ficar tudo para eles. ainda pior: um terço dos robôs evoluíram para identificar os mentirosos, que seriam os robôs com luz apagada - exatamente o oposto da programação original.
a repercussão que se deu nos comentários do artigo da popsci falam por si:
"whoa whoa whoa. you lost me at "mated." i think that´s the breakthrough here, not the lying."
"so they can lie? now if we can just get them to kill each other off they will be truly human."
"definitive proof that complicated behaviors develop naturally based on survival of the fittest."
"so does this mean that politicians can now be manufactured?"
e a melhor:
"look at that... intelligent design in action."