categoria ~ revolta!



quinta-feira, setembro 18, 2008

as novas de jah

1. quatro rastafáris processam o chefe por ter que esconder suas dreads durante o expediente:

the equal employment opportunity commission filed suit in manhattan federal court against the grand central partnership [entidade empregadora dos rastas], alleging that the hair-raising order discriminates against the men because of their religious beliefs.


the men - deon bailey, brian lee, frantz seraphin and milton marcano - all work as security patrol officers for the partnership.

the partnership's dress code requires officers to have their hair "properly cut" or tucked "neatly inside their security department issued uniform caps." but the men's "growing dreadlocks have become increasingly difficult to tuck fully inside the uniform caps," the lawsuit says. all four have been repeatedly reprimanded, and bailey, lee and seraphin were briefly suspended from work.

the dress code also requires that officers be "clean shaven," and in 2005, seraphin, who had started growing a beard "in accordance with his rastafarian beliefs," shaved it off after he was threatened with firing, according to the lawsuit.

mais no new york post.

2. esta não é tão nova, mas aproveito para registrar aqui no narghee-la: a itália libera porte de maconha para rastafáris:

segundo a suprema corte de justiça italiana, os juízes devem reservar um tratamento diferenciado aos seguidores da religião rastafári encontrados carregando grande quantidade de maconha, considerando que, para os adeptos desta religião, fumar maconha favorece a contemplação e a reza, o que se baseia "na crença de que a erva santa tenha crescido sobre a tumba do rei salomão".

via essa galera aqui.



quinta-feira, setembro 04, 2008

rage against the machine - again

vídeos da banda cantando à capela no histórico episódio de minesotta: 1. o início; 2. a gig + a vibe; 3. discurso causticante do zack de la rocha. trecho:

the reality is, we´re just four musicians from los angeles who use our voice and our talent and our resistanceship and our words to stand up against those unjust policies. and why the fuck are these cops so afraid of us? are they afraid of us? no, they´re not afraid of four musicians! they´re afraid of you!

a multidão vem abaixo, inclusive eu aqui na minha cadeira. vale cada segundo.



quarta-feira, setembro 03, 2008

rage against the machine é pivô de protestos nos eua

contagiante!

rage against the machine sparkle a protest march after not being allowed to play at a political rally in minnesota yesterday.


the returning rock radicals had planned to make an impromptu performance at the ripple effect all-dayer: a left-wing rally held to coincide with the republican party convention.

however, when the performance was not allowed to go ahead, the band sang through a megaphone to the 200-strong crowd on state capitol lawn in st. paul and led them through chants, according to the minnesota star tribune.

the band arrived close to the 7 pm curfew time, apparently without a proper permit to perform. when it became clear they would not get to play, the crowd began chanting 'the star spangled banner' and the band's signature chant, "fuck you, i won't do what you tell me."

zack de la rocha and tom morello then walked to the front of the crowd behind the barriers and sang acapella versions of hits 'bulls on parade' and 'killing in the name'. they then led the swelling crowd on a march towards the nearby xcel energy centre, leading to further protests downtown.

it is claimed that the band did not arrive on time to make the show's curfew. however, event organisers have questioned police tactics. caitlin burns, a stage and logistics manager claimed: "a state patrolman held the band and wouldn't let them enter (backstage) until it was too late."

captain mary schrader of minnesota state patrol denied that power was cut early, saying: "the concert ended on time. actually it was quite a peaceful day of music otherwise."

via nme.



segunda-feira, maio 19, 2008

por conta dos quarenta anos do maio de 68 francês, este mês ando piscando estrelinhas. esta semana o grito traz um especial sobre 1968 e a minha coluna vem com os provos - porque não é possível que ninguém saiba onde tudo isso começou.



quarta-feira, maio 07, 2008

hoorray



quarta-feira, abril 30, 2008

the artist in you

fuck you art intelligencia. weak fuckers. you can all get in circle and talk about how art is dead and in need of re-contextualization, but it is your art that is dead. your fake meaning and questions have spiraled into a post-art wasteland. your need to control the situation and fear of risk and truth is what got you here. you must continue with your high art jack off if you want to maintain your relevance. it is only in the flimsy context that you and the other pathetic vampires have put forward as important that you retain a shred of meaning. faced with time tested professional artistic ability and deep conscious personal truth you will wither and die. put me in context and i will stomp your fucking head into pulp. your greed has created a blood sucking, soul shattering beast that is growing full and sick and purple with the blood of the weak and brilliant. you can't be like us and you don't want to do what it takes to get to that point because you are so full of pain, evil, denial, mountains of bullshit, miles of rocky path and insurmountable passages. when the brave return they are battered and strong. if you control them, then who will doubt your power?


they may be strong, but your shame is stronger. hear this: there is no elephant in the room. it is far worse. there is a crippled and shaking old theorist taking their last breath. we are coming. we are here.

- que tônus, hã? tim biskup via kitsune noir.



quarta-feira, abril 30, 2008

sejamos realistas: exijamos o impossível.

utopia

acenando aos ensejos dos quarenta anos do maio de 68, legendo a fotografia de jill freedman com a pérola situ do título.

it makes me want to rock!!!



terça-feira, junho 13, 2006

TUDO O QUE EU ESPERAVA LER SOBRE O CASO:

"Um rio que tudo arrasta se diz violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem"
- Bertold Brecht

BADERNA MIDIÁTICA

Quem abriu a página da rádio CBN nesta terça-feira leu os tópicos: "Servidor é internado em estado grave/ Grupo deixa rastro de destruição/ PT investiga ação de membro da executiva/ Preso diz que violência foi espontânea/ Polícia detém centenas de manifestantes/ Aldo exige prisões para ler reivindicações/ Alckmin culpa Lula por invasão e Lúcia Hippólito: Democracia não é baderna".

Para Lúcia Hippólito, "chegou a hora da gente parar de confundir democracia com baderna. Isso é vandalismo puro e simples". Durante todo o dia as rádios CBN e Bandnews acentuaram o tom na repressão verbal ao protesto dos camponeses do MLST. "Um absurdo total", dizia um dos âncoras, que apenas uma hora após o incidente entrevistava, ao vivo, o presidente da União Democrática Ruralista (UDR).

Eu lamento muito pelos seguranças feridos ao defender um Parlamento que não faz por merecer seu empenho. Mas lamento também pelo descaso desse governo com a Reforma Agrária. Lamento pelas condições desumanas em que vivem milhares de camponeses pobres. Lamento pelos que são obrigados a viver em acampamentos, sem a mínima infra-estrutura. Lamento pela concentração fundiária no Brasil, onde 1% dos proprietários possui 48% das terras agricultáveis do país.

E lamento mais ainda a mídia reacionária, oficialista, entreguista e oportunista que existe no Brasil. O único - repito, único - veículo a dar voz aos manifestantes foi a Radiobrás. Lá era possível ao menos escutar a versão do MLST, enquanto os demais noticiários desciam o cacete em cima dos camponeses, do socialismo, da revolução, do Planalto, do Lula, assim mesmo, tudo misturado. Dizia a radiobras.gov.br que os manifestantes alegaram terem sido agredidos pelos seguranças antes de iniciarem a invasão à Câmara dos Deputados.

No final da noite, a CBN teve a felicidade de entrevistar o presidente da Comissão Pastoral da Terra, Dom Tomás Balduíno, que deixou a entrevistadora incomodada. Além de criticar a imprensa por criminalizar os movimentos sociais, Dom Tomás não vacilou: "Acho que os camponeses bateram na porta certa". Mas não seria melhor uma manifestação pacífica?, quis saber a moça. "Sim, e eles fariam o quê? Entregariam uma carta? Um protocolo? Se fosse assim, o destino seria o lixo, como sempre foi". Enquanto tentava prosseguir a aula sobre conflito no campo, a entrevistadora o interrompeu querendo saber se ele estava justificando a violência. "Não, mas acho uma violência infinitamente maior o que está sendo feito com um milhão de camponeses pobres no campo brasileiro".

Quem ouviu a entrevista, ouviu. Quem não ouviu, não vai ouvir mais. Isso porque entre os itens acerca do protesto que a CBN destaca em sua página só há opiniões contrárias aos manifestantes. E não adianta digitar "Dom Tomás Balduíno" no campo de pesquisa. O último link sobre o presidente da Comissão Pastoral da Terra é um comentário debochado de Arnaldo Jabor em 21 de abril de 2004. Os demais veículos da mídia colombina seguiram o mesmo caminho; assustados com a vulnerabilidade da Casa corrupta, de que tanto se beneficiam, viram seu bezerro de ouro ameaçado.

Curioso, mas não se nota a mesma indignação da trupe com os ladrões que superfaturam ambulâncias.

PS: Se confirmada a versão divulgada pela Radiobrás, o fato terá sido parecido com o protesto contra os crimes da globalização, em Seattle, 1999. Enquanto o Centro de Mídia Independente exibia pela internet a manifestação pacífica e as agressões da polícia, as agências noticiosas apenas começaram a transmitir quando os manifestantes reagiram. E as únicas imagens publicadas pela mídia grande, aqui no Brasil, foram essas últimas.

- Marcelo Salles quebrando tudo no CMI



quinta-feira, outubro 20, 2005

DESOBEDIÊNCIA CIVIL OBRIGATÓRIA

Fiel a sua essência anarquista, que nas duas últimas eleições manteve-se relativamente intacta por intermédio da teclinha ANULA da urna eletrônica, limitar-se-á a seu recôndito doméstico no próximo domingo.

Em outras palavras, não brindará o referendo com seu voto.

Ainda não ficou claro se haverá alternativa ao sim ou não, arriscando-se chegar na hora e ser forçada a optar e, assim, acabar participando da PALHAÇADA.

Na obrigação de não ferir seus princípios, subversãozinha pequetita de nada: justificará sua ausência com já acertado atestado médico.

Só falta escolher a ENFERMIDADE.

Está entre disenteria e colapso nervoso, mas aceita sugestões.



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