garanto que ela não vem. se vier, terá dado espaço pro boi dormir e sairá de fininho, escalando a cortina que já na primeira esquina será saia daquelas bufantes, alfinetes no avesso mas um resultado elegante. se vier, entrará com as barras manchadas da sujeira da calçada e ainda assim fará a noite parecer de gala, ciganas gritando nas grades querendo ler sua mão. ela lhes oferecerá um pé e lhes pedirá que relatem as possíveis más sortes, tudo o que vem lutando para que não lhe aconteça não, ó, de novo não. quereria poder depender apenas do outro e que ele não se fizesse um fraco, um infante ou um louco. só um pouco! para que daí ela lhe entregasse a chave e, num entrave, ele abrisse sua janela numa madrugada secreta, e então celebrassem melhor do que eu aqui nessa festa.
garanto que ela não vem, porque muito desejo lhe resta e as trepadeiras da casa são as tranças que o levam até sua cama.