agora o tráfego do narghee-la está sendo acompanhado pelo google analytics. yey!
categoria ~ narghee-la
statistic.fied
findo bicolor
e hoje encerramos a semana em preto & branco.
retomaremos a normalidade cromática na segunda-feira.
semana do preto & branco
o fascinante volume de céus nublados das últimas semanas me inspiraram a celebrar este inverno com cinco dias dedicados a imagens exclusivamente em preto e branco.
e cinza, que é a mistura dos dois.
nenhuma imagem será tratada em grayscale.
os textos prosseguem randômicos, como de costume.
efeito narghee-la: resultado
pulmões límpidos como uma tarde de verão, segundo laudo da radiografia. ainda falta a palavra final do pneumologista, mas já me antecipo: seis anos frenéticos de tambak não me fizeram mal algum.
pena que falta carvão para comemorar.
férias, dois pontos: efeito narghee-la
eis que surge o momento de olhar para a radiografia da verdade e descobrir o quão nocivos têm sido os seis anos de fumo de narghee-la para meus pulmões. se é que têm sido nocivos. a princípio o estetoscópio de dr. marcelo, pneumologista, não captou nenhum ranger de alvéolos ou anomalias do tipo.
justifiquei minha consulta com a falta de consenso médico a respeito do efeito do narguilé sobre a saúde e falei sobre pesquisas que aterrorizam a opinião pública (digo, minha mãe) ao afirmar que meia hora de shisha equivaleria a um maço de cigarros. doutor examinou as duas embalagens de diferentes marcas de tambak que levei para avaliação e riu, concordando com minha hipótese a respeito de algum lobby da phillip morris.
as chapas de pulmão ficam prontas amanhã. apesar de muito relevantes para toda uma comunidade narguílica, estou ainda mais ansiosa para a visita ao gastroenteorologista. ando sentindo dores de estômago do tamanho do canadá.
eu deveria ter ataque do estômago no trabalho, onde existe tensão, e não em plenas férias.
relatório narghee-la: dezembro 2008 - status
já há mais de ano que adquiri minhas segunda, terceira e quarta narghee-las e nem contei aqui. bem. o lado bom é que poupei os leitores de três diferentes postagens exaltando cada uma, limitando-me a uma notificação objetiva neste parágrafo. quanta sorte a de vocês.
portanto: contando com a grande narghee-la rosé síria, são quatro. a segunda, amarela, é pequena e serve para levar para reuniões de amigos iniciados e viagens; a terceira, magenta, é uma míni-narghee-la para consumo discreto em reuniões onde a intimidade com tambak não prepondera; e a quarta, azul, quase do tamanho da rosé, fica na sala.
a oferta de narghee-las e acessórios cresceu sobremaneira no rio de janeiro e os preços estão um pouco mais módicos. com o aumento abusivo do valor das transportadoras, encerrei encomendas com a importadora de são paulo. desenvolvi relacionamento muito amistoso com o senhor roberto, dono da mr. smoker (prado júnior) e ele faz todas as minhas vontades no tocante a sabores de tambak, peças de borracha e tamanho de mangueiras. inclusive disponibilizou para o público uma narghee-la para fumar sem compromisso numa das mesas da tabacaria. a melhor variedade e qualidade de narghee-las da cidade com as cifras mais afáveis da praça.
não mais me atenho a tambaks vermelhos. a marca el nakhla, antes onipresente, perdeu quase todo espaço para a razoável el basha, a boa prince e a ótima amaren. segundo o relatório narghee-la, que inclui opiniões de apreciadores de fino trato, os melhores sabores são rosas vermelhas (amaren), laranja (qualquer marca), uvas verdes (qualquer marca), menta (amaren ou prince), pistache (qualquer marca) e a raríssima mel (prince). prefiro não entrar em detalhes sobre a completa falta deste sabor no mercado. dá vontade de chorar.
cardamomo e canela, da premium sherazade, prosseguem sendo dois clássicos das mil e uma noites de fumaça.
meu senso particular de dignidade e reverência à tradição veda o uso de vinho, champagne ou halls na garrafa; maconha ou hashish na cabeça de cerâmica; e sabores vulgares como coca-cola ou red bull.
o melhor carvão continua sendo vendido a quilo ou meio-quilo em formato triangular.
vamos aplaudir o tio chico. ele nos tirou da escuridão.
friburgo, rj - o dentista carioca francisco braga, 58, elucidou um dos maiores mistérios das antigas tradições árabes: o material que antecedeu o carvão no fumo da narghee-la.
ao observar a preparação do argile portátil* de joana coccarelli, 31, durante a festa de aniversário do pai da moça, sábado passado, tio chico - como é conhecido em seu meio social - revelou que sua avó, natural da turquia, utilizava casca de coco maduro para acender seu artefato de metal.
a senhora, que na juventude assemelhava-se à jovem turca da foto ao lado, raspava a polpa da fruta e improvisava fagulhas próximas aos fiapos ressecados do exterior.
"não resta a menor dúvida sobre a veracidade da informação porque não resta a menor dúvida de que o tio chico é turcão", declarou joana. já o aniversariante seu pai, carlos coccarelli, 60, não está tão seguro: "pode se esperar qualquer coisa de um sujeito que, num restaurante, aguardava as pessoas dizerem aos garçons que já estavam satisfeitas para ir-lhes pedir pessoalmente para comer o resto de suas refeições".
apesar da controvérsia, especialistas afirmam que a ligação entre o fruto e a narghee-la procede, já que o coco pode ser incendiado com esforços naturais de geração de fogo, dispensando fogões. eles acreditam que a procura por coco maduro levará ao aumento do preço da água de coco já no próximo verão.
* a ser introduzida aos leitores em edição futura.
verídicoooooooooh
tava pensando em largar as drogas este mês: narghee-la, álcool e açúcar refinado. só de pilha.
ok, ok. nem só de pilha. ando meio curiosa sobre minha capacidade de manter o controle quando de situações de privação. eu sei que é uma idéia meio sobrevivência em ambiente hostil (perdida no meio da tundra) e pós-apocalíptico (fim do estoque dentro de um bunker), mas também tem um fundinho d-tox.
fiz vários pensamentos a manhã inteira e assumo que um mês sem nenhum dos três é uma tarefa árdua para uma pessoa tão auto-aduladora como eu. então acho que abrirei uma exceção por semana para um dos itens proibidos.
no final do período, a horrível abstinência certamente teria me elevado um degrau na corrida maluca espiritual, se eu acreditasse nisso.
publicarei boletins periódicos sobre o desafio.

