categoria ~ musika



terça-feira, junho 07, 2005

antes do fim da primeira

antes do fim da primeira música já tinha gente se levantando pra dançar no fundo do teatro ~ o coroa da zabumba era o folclore himself ~ no pandeiro batucava um enfant térrible que era a cara do harry potter ~ o francês do violino deve contar vantagem de racine na zoropa ~ o gorducho do acordeom faz vista de ex-metal, isso é garantido ~ as músicas eram a própria perfeição do álbum, plus o calor inenarrável de uma carismática presença de palco ~ por um momento ou dois hermeto desceu-me em flashes [.bip.] na segunda metade da noite o povo invadiu o corredor central que dividia as poltronas e abriu uma ciranda ~ identifiquei elis e thiago no meio da festa e fui com eles ~ uma garota me puxou pela mão e me juntei à quadrilha ~ fizemos túnel, olha a chuva e cuidado com a cobra com outras trinta pessoas ~ no fim carlos malta mais pife muderno desceram do palco pra abraçar a gente ~ É JUNHO E VOLPI NÃO PRECISA DE BANDEIRINHAS

Fachada com Bandeirinhas.jpg



quinta-feira, junho 02, 2005

PLURI BRAZUCA BONG GANG sábado:

PLURI BRAZUCA BONG GANG
sábado: Carlos Malta e Pife Muderno na Sala Baden Powell
terça: Quebradeiras de Coco do Babaçu + Nêga Gizza no CCBB
duas terças depois: Ceguinhas de Campina Grande + Mawaca no CCBB

E você aí comendo esse enlatado importado. Blé.



quinta-feira, abril 28, 2005

RINGO: What day is today?

RINGO: What day is today?
LENNON: It´s SITAR DAY.
RINGO: Then George must be here.

Lennon abre uma porta e surge a GÊNESE da minha paixão por cítaras: um SOLO LENTÍSSIMO, descrição musical para a ANIMAÇÃO-ALUCINAÇÃO que leva George Harrison ao topo de um CÉU PSILOCIBÍNICO:

georgeinthesky.jpg
where were you while we were getting high in this marmalade sky?

Eu assistia isso com leite e biscoitos em minha tenra infância.

A próxima experiência direta com as cordas de Sarasvati foi quando vi o Sallun pela primeira vez no chill-out do Goa Gil.

Semana passada, depois de cinco meses de perseguição, chegou meu DVD do Yellow Submarine e eu repeti a cena do George umas mil vezes. Novecentas delas eu tinha a cítara no colo e tentava tirar o solo.

Não rolou porque eu não conheço a escala que ele usa.

~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~

Ver e escutar pessoas tocando cítara fodamente me dá vontade de tocar. Outro dia tava assistindo Anoushka Shankar, A Magnânima, no DVD do Concert for George e arrisquei mapear o início do primeiro solo dela. Até que deu pra fazer alguma coisa. Eu só não tinha aquele cara da tabla pra acompanhar. O maluco fica VESGO quando toca.

Nessa linha, Pedra Branca é o álbum que mais rodou nos meus ouvidos em todos os tempos. Há dois anos é o TOP. Eu não enjôo. Muitas vezes eu acabo com a cítara no colo, acompanhando as melodias que o Sallun começou a me ensinar.

Semana passada cheguei a tirar "Sol Brilhante", o HIT. Era como se eu já soubesse todas as notas. E isso é O MAIOR TESÃO.



terça-feira, abril 19, 2005

um índio descerá de

Entrevista com Indio.jpg

um índio descerá de uma estrela colorida brilhante ~ de uma estrela que virá numa velocidade estonteante ~ e pousará NO CORAÇÃO DO HEMISFÉRIO SUL DA AMÉRICA num claro instante

depois de exterminada a última nação indígena ~ e o espírito dos pássaros das fontes de água límpida ~ mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

virá ~ impávido que nem mohammed ali ~ virá que eu vi ~ apaixonadamente como peri ~ virá que eu vi ~ TRANQÜILO E INFALÍVEL COMO BRUCE LEE ~ virá que eu vi ~ o axé do afoxé, filhos de gandhi ~ virá

um índio PRESERVADO EM PLENO CORPO FÍSICO ~ em todo sólido, todo gás e todo líquido ~ em átomos, palavras, alma, cor, em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico ~ num ponto eqüidistante entre o atlântico e o pacífico ~ do objeto sim resplandecente descerá o índio ~ e as coisa que ele dirá, fará não dizer assim ~ de um modo explícito

e aquilo que nesse momento se revelará aos povos ~ SURPREENDERÁ A TODOS não por ser exótico ~ mas pelo fato de poder estar sempre ~ estado oculto quando terá sido o óbvio ~ apagar

~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~

Passou o rodopio inicial que o Fórum Social Mundial me causou e agora tá na cara que, dentre todas as informações e movimentos e ACORDAS que eu tomei em Porto Alegre, aquele que definitivamente me devolveu ao Brasil foi estar com os índios no Puxirum. Se os auditórios removeram meus delírios Business, os pele-vermelhas se encarregaram de dissolver meu GO INTERNATIONAL.

Então eu cheguei no âmago do humano nacional e identifiquei traços nativos no rosto de todas as criaturas que trabalham comigo.

Hoje as criancinhas sairão da escola com a cara pintada e um cocar de papel, mas muito poucas reconhecerão em vida os reais horrores e alegrias de um 19 de abril.

Pisar numa tribo é bem mais complicado do que eu pensei e agora o Folopo e o Iuri parecem entrar pro meu time. Começamos a cogitar Amazônia.

Enquanto isso tem "Os Índios Antes do Brasil", que documenta pormenores de nossa realidade populacional pré-lusa, com surpreendentes revelações sobre a complexidade de algumas tribos; e "Os Índios Brasileiros e a Revolução Francesa", que o Pablo (pasmem, aniversariante de hoje) me emprestou e relata o impacto estonteante que nosso homem natural causou sobre as cortes, filosofias e gênios europeus.

Tal qual Hans Stadens contemporâneos, alemães desembarcam aos borbotões por aqui, perseguindo o EVERLASTING mito das peles pardas e exuberância selvagem.

Desde que resolvi ficar, o tesão pelas raízes revelou-me que este é mesmo o ÉDEN.

Durmamos pelados esta noite.



segunda-feira, março 28, 2005

white leather ~ mongoose ~

white leather ~ mongoose ~ any weather ~ turn it loose ~ monkey ~ from the suburbs ~ CATCHY CATCHY ~ left my car ~ slowly slowly ~ at the bar ~ softly softly ~ healthy ~ broadcast ~ through the trees ~ and the breeze ~ with a ninja ~ subaru

faith, love and charity

no glenn hoddle ~ no supermodel ~ no dennis wise ~ WITH HIS HOME AND AWAY EYES ~ no david vine ~ no john virgo

you love green peace ~ i love green peace ~ love green pea ~ butter bean ~ and broad bean ~ black-eye beans ~ and kidney beans ~ mung beans ~ and runner bean

be courageous ~ go to barbados ~ you believe me ~ then you leave me ~ me myself ~ WE OURSELVES ~ green white and gold ~ red white and blue ~ red gold and green ~ get protected ~ then get connected

broadcast ~ ghetto blast ~ dig it all ~ digital ~ birkenstocks ~ and reeboks ~ you do de-tox ~ you do re-tox ~ YOU DON´T GET NO ORTHODOX ~ so i'll feed you ~ if you're ill ~ keep it clean ~ and serene

train you ~ make you faster ~ make you able ~ run your label ~ or your station ~ or your money ~ OR YOUR LIFE

COOL ~ shoop, shoop, shoop

"broadcast", finley quayle



terça-feira, março 22, 2005

LENNY KRAVITZ a 500 metros

LENNY KRAVITZ a 500 metros do lar - não fui. Fiquei em casa fazendo gelatina de manga.

Estimativa de 500 mil pessoas, pô. Eu sou meio RUIM para aglomerações.

É por isso que faço spinning às seis e meia. É por isso que almoço às onze e meia. É por isso que vou à praia às nove. Se tem muita gente, eu PASSO MAL. Nessas horas minhas influências aquarianas de amor universal se esvaem, eu me lembro daquela frase do Ivan, "seres humanos me irritam", e me escondo feito um jacú.

Outro dia o Sallun me levou para almoçar num pico hare krishna maravilhoso na Augusta. Foi eu vislumbrar a fila na porta pra começar a suar frio e pedir pra ir pra outro lugar. Demos sorte que entramos antes de eu começar a falar SÉRIO.

É evidente que CLUBES NOTURNOS fazem a exceção - mas clubes noturnos não ultrapassam os três dígitos de lotação (não os bons). E casas de shows e eventos tipo TIM Festival são estudados para não deixar a aglomeração atrapalhar a experiência. Já rave dá pra ter mais de seis mil cabeças porque sempre rola em amplas áreas SILVESTRES ou LITORÂNEAS.

No Fatboy Slim do ano passado eu tava mesmo MUITO desencanada. Eu fui mesmo sabendo sobre a alta probabilidade de chegar lá e querer voltar pra casa. Era o JP botando pilha de um lado, Joca do outro and there went us. Acabou que foi divertido a NÃO MAIS PODER (e olha que tinha umas 250 mil pessoas).

Mas NORMALERWEISER eu abomino. As palmas das mãos suam, a garganta trava - quase uma síndrome do pânico.

Ainda deu pra deixar o cafezinho de hoje pronto na garrafa térmica e terminar o livro do De Quincey. Chuva fina na janela é que é SHOW.



segunda-feira, março 21, 2005

TOP SEVEN SONIC DELIGHTS FOR

TOP SEVEN SONIC DELIGHTS FOR A NARGHEE-LA SESSION
~ Ross Daly + Kimmo Pohjonen, a dobradinha MASTER do verão exótico 2005. Teletransporte para alguma casa de chá turca
~ DVD do Cinematic Orchestra musicando "The Man With a Movie Camera", filme documental russo de costumes (1929). Relíquia by Iuri Kothe
~ Rajastão. Teletransporte para alguma tenda nômade num deserto pedregoso
~ "Lebanese Blonde", do Thievery Corporation. Papoulas serpenteantes estrangulam o Taj Mahal, enclausurando Venus in Furs, restauradora de arabescos
~ "Bolero", de Ravel. Teletransporte para a garupa do camelo de Rodolfo Valentino em "O Sheik"
~ "Terra Vermelha", do Pedra Branca. Sherazade enfurecida queima burkas em praça pública
~ Improvisos na cítara, ela de um lado e a mangueira do outro. Shakti cria uma dança do ventre hindustani

Mas nada soa mais absolutamente GÊNIO DA LÂMPADA do que a chegada do meu Sallun, amanhã, nas minhas mil e uma noites.

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