todo trabalhado no minimalismo.
loosho.
todo trabalhado no minimalismo.
loosho.
i´m just sitting here watching the wheels go round and roundi really love to watch them roll
no longer riding on the merry-go-round
i just had to let it go!
- lennon, definindo o momento mais estonteante da vida. não perca o clip.
mandei, uma a uma, as músicas do álbum "yes, i´m a witch" pra carol, que mora nos eua e morre de medo de tomar uma dura por baixar mp3.
ainda não é o álbum mais recente da yoko ono, mas é de 2007 e ridiculamente atual. é de cair pra trás quando lembramos que na época a deusa estava com 74 anos. aquarianos são mesmo à prova do tempo.
o disco inteiro leva participações especiais: tem cat power, flaming lips, anthony hegarty (do and the johnsons), peaches, le tigre e outros artistas, donde se conclui que:
1. mesmo velha yoko marcha imperturbável na vanguarda
2. nem tudo está perdido nessa nova geração de músicos, que paga o maior pau pra primadona nipônica.
gente, imagina ser convidado pra gravar com ela. é de tirar a calcinha pela cabeça.
daí uma das missões da minha existência passou a ser conseguir outros álbuns da musa maior. baixei o "between my head and the sky" (2009) e o "rising", mas ainda não os escutei. fiquem ligados para futuros comentários relacionados.
nah, é architecture in helsinki and i´m in love with it!
andei reclamando que os anos 00 foram muito fraquinhos em bandas, mas desde que recobramos internet em casa el perro del mar, fever ray e lykke li me fizeram mudar de idéia.
aparentemente os anos 80 foram tão fantásticos que a mattel resolveu lançar cindy lauper, blondie e joan lett como bonecas em formato barbie.
a cindy ficou nadaver e o modelão periguete da blondie é pior ainda, mas a joan lett até que vai.
confira a versão plástico das divas no blogue.
e quem sabe o próximo clipe será da música que o querido dimitri br fez para um post narghee-la que diz "estrelas tatuadas não se apagam jamais"? surpráise-surpráise!
todo dia primeiro de cada mês o dimi leva ao ar pelo dia hum um videozinho para uma de suas canções. o do mês de outubro trouxe a participação especialíssima de zélia duncan.
dimitri é tão aficcionado em ciências quanto eu; coincidência ou não, as músicas dele que eu mais curto são ladainha tridimensional e mir (que eu posso imaginar qualquer grande nome da mpb interpretando no palco).
inevitabilíssimo mencionar os quarenta anos de "abbey road", o penúltimo álbum dos beatles:
ao todo, 15 músicas preenchem 47 minutos e 24 segundos do álbum, que permitiu aos beatles utilizar recursos tecnológicos inovadores à época, como uma mesa de som de oito canais - normalmente os Beatles usavam apenas quatro - e um sintetizador moog. abbey road é o nome da rua onde fica até hoje o estúdio utilizado pelos beatles durante toda a carreira. a foto da capa registra os quatro atravessando a própria abbey road. e reforçou um dos mitos mais bizarros da história do pop,
que é o de que paul mccartney estaria morto (leia na continuação da matéria do andré forastieri).
os quarenta anos de "sgt pepper´s", no entanto, causou-me muito mais sensação. na época eu fazia parte de um núcleo de discussão sobre anarquismo e resolvemos comemorar a data na mansão dos arquitetos, santa teresa, onde alguns deles moravam. a idéia era ir fantasiado e muitos dos convidados adotaram temas beatlemaníacos: o marcio foi de fool on the hill, a branca foi de ringo starr (com direito a terninho cinza e baquetas luminescentes), felipe araújo foi de mr. kite e eu fui de julia.
tinha alguém de lucy in the sky with diamonds. quer dizer, muitos estavam de lucy in the sky with diamonds (rysus)...
aliás, a lucy que teria inspirado a lendária faixa morreu esta semana. eu só não acredito que tem gente que ainda acha que a música não tinha a intenção de aludir ao lsd numa época em que lennon e harrison o consumiam diariamente. é o poder da negação.
um psicólogo estadunidense chamado nick troop analisou toda a carreira de nosso ídolo david bowie
para escrever uma música que, segundo ele, seria garantia de sucesso para o camaleão,
de acordo com andré forastieri, web colunista da mtv.
por meio de um negócio chamado 'averiguação linguística e contagem de palavras', o psicólogo comparou a linguagem utilizada e os sucessos registrados por bowie nas paradas ao longo dos 26 discos e 266 canções já lançadas.
o expert da universidade de hertfordshire descobriu que as músicas com emoções positivas e processos sociais garantiram mais sucesso a bowie.baseado nas descobertas, o psicólogo, fã do artista, escreveu a música 'team, meet girls; girls, meet team'. com ela, acha que bowie terá sucesso, caso decida gravá-la.
assisti ao filminho onde troop fala pessoalmente sobre sua teoria e fiquei bem revoltada. acho que quem está precisando de análise sou eu - para conseguir lidar com uma babaquice sem precedentes como essa.
é o que os estados unidos (e a globo) adoram fazer: esmiuçar candidamente o segredo da magia das artes, criar uma fórmula e enfiar goela abaixo de um público acostumado a consumir pastiche.
mas o pior é troop tocando e cantando, aos 4'21", a tal música-fomulinha de sucesso criada por ele próprio, que ele considera o "ideal bowie song".
despertou meu lado she-eeta.