categoria ~ let´s get unconscious, honey



segunda-feira, março 01, 2010

estudo liga infidelidade masculina a baixo qi

é isso mesmo, garotas: aquele paspalho comprometido que dá em cima de você é comprovadamente patético. de acordo com satochi kanazawa, especialista em psicologia evolutiva da london school of economics,

"homens inteligentes estão mais propensos a valorizar a exclusividade sexual do que homens menos inteligentes".


kanazawa analisou duas grandes pesquisas americanas (...) que mediam atitudes sociais e qi de milhares de adolescentes e adultos. ao cruzar os dados das duas pesquisas, o autor concluiu que as pessoas que acreditam na importância da fidelidade sexual para uma relação demonstraram qi mais alto.

e, cereja em cima do bolo,

de acordo com o estudo, o ateísmo e o liberalismo político também são características de homens mais inteligentes.

i´m delighted. e muito bem servida. ;)

como se não fosse o bastante, kanazawa concluiu que a fidelidade masculina é um indicador da evolução de nossa espécie - idéia que põe em xeque a noção de que o ser humano é irremediavelmente polígamo, algo fartamente alardeado nas últimas décadas por estudos científicos em geral. nada disso: ainda segundo o mais recente especial sobre a ciência da sedução, que estreou mês passado no discovery channel, humanos não estão condenados à infidelidade, mas sim programados para optar também pelo comportamento monógamo, com mais vantagens para seus descendentes.

pau no cu dos casanovas!

via carol rheinheimer no facebook, via o globo.



quinta-feira, novembro 12, 2009

pão-durice é coisa de macho

um estudo acaba de descobrir que a testosterona está intimamente ligada à avareza. check it out:

to make this case, redwine and her colleague paul zak, at the claremont graduate university in california, gave a testosterone-containing gel to 25 male university students, and then tested their generosity.


the students then played a simple economic game with another participant via a computer. one volunteer is tasked with splitting $10 with another volunteer in any way he likes. the other volunteer either accepts the offer or rejects it as unfair, in which case no one gets any money. each volunteer played this game in both roles, on and off the testosterone gel.

overall, the testosterone cream caused a 27 per cent reduction in the generosity of the offers, from averages of $2.15 to $1.57, redwine and zak found.

no entanto a ocitocina, hormônio liberado durante o orgasmo e na amamentação, pode corrigir o complexo de tio patinhas, tornando o homem mais generoso. isso deve explica por quê eles não fazem contas na hora de comprar um brilhantão para uma periguete qualquer.

via neatorama.



terça-feira, setembro 29, 2009

strange



terça-feira, setembro 15, 2009

homens mentem seis vezes por dia - duas vezes mais que mulheres

considerando que as mulheres falam mais que os homens, a coisa fica realmente feia!

e qual é a mentira mais comum que eles contam? hein? hein? "não é nada, estou ótimo". tipo assim!

confira a lista dos dez caôs mais freqüentes:

1. nothing's wrong, i'm fine

2. this will be my last pint
3. no, your bum doesn't look big in that
4. i had no signal
5. my battery died
6. sorry, i missed your call
7. i didn't have that much to drink
8. i'm on my way
9. it wasn't that expensive
10. i'm stuck in traffic

por outro lado, richard newman, especialista em linguagem corporal, afirma que a maior parte das pessoas acredita saber quando o outro está mentindo, mas a realidade não é bem essa:

"most people can't read the signals. they assume that if someone is hiding the truth, they would hide their face and avoid eye contact. in fact, the opposite is true. liars usually do everything they can to convince you of the truth, sitting still and looking at you to watch your reaction"

sempre desconfio quando alguém diz "olha pra mim, tô falando a verdade".

estejam avisadas, meninas!

via daily mail.



segunda-feira, agosto 31, 2009

i´m afraid of americans

um psicólogo estadunidense chamado nick troop analisou toda a carreira de nosso ídolo david bowie

para escrever uma música que, segundo ele, seria garantia de sucesso para o camaleão,

de acordo com andré forastieri, web colunista da mtv.

por meio de um negócio chamado 'averiguação linguística e contagem de palavras', o psicólogo comparou a linguagem utilizada e os sucessos registrados por bowie nas paradas ao longo dos 26 discos e 266 canções já lançadas.


o expert da universidade de hertfordshire descobriu que as músicas com emoções positivas e processos sociais garantiram mais sucesso a bowie.

baseado nas descobertas, o psicólogo, fã do artista, escreveu a música 'team, meet girls; girls, meet team'. com ela, acha que bowie terá sucesso, caso decida gravá-la.

assisti ao filminho onde troop fala pessoalmente sobre sua teoria e fiquei bem revoltada. acho que quem está precisando de análise sou eu - para conseguir lidar com uma babaquice sem precedentes como essa.

é o que os estados unidos (e a globo) adoram fazer: esmiuçar candidamente o segredo da magia das artes, criar uma fórmula e enfiar goela abaixo de um público acostumado a consumir pastiche.

mas o pior é troop tocando e cantando, aos 4'21", a tal música-fomulinha de sucesso criada por ele próprio, que ele considera o "ideal bowie song".

despertou meu lado she-eeta.



terça-feira, agosto 11, 2009

eu sou você daqui a pouco

estou aqui pensando na vida de kim noble e suas personalidades diversas.

não sei se é angustiante para ela - talvez ela tenha catorze diferentes opiniões sobre sua condição - mas com certeza não é tedioso. deve ser mais difícil para quem está perto. ou fácil, no caso dela ter um marido afeito a casos extraconjugais: ele pode cometer adultério com catorze diferentes mulheres sem exatamente pular a cerca. uma poligamia muito cômoda.

obviamente kim é um caso para acompanhamento médico vitalício - e espero que todas as suas personas estejam de acordo. apesar de conhecer sua paciente, a cada sessão o psiquiatra provavelmente precisará perguntar quem está ali para se consultar. se uma das personas for avessa ao tratamento, estará explicada uma eventual ausência. essas coisas acontecem.

assim como cada mulher em kim possui um estilo diferente de pintar, creio que também possuam gostos distintos. seria legal organizar quem será responsável por cada área de suas vidas - por exemplo, quem escolhe o corte de cabelo, quem vai ao shopping, etc. vocês sabem, para não dar briga. mesmo assim deve ser complicado: por exemplo, a persona judy está em ação e de repente bonny entra em cena e começa a reclamar que odeia o vestido azul que está usando. estou aqui rezando para que não aconteça de duas personas ocuparem a consciência ao mesmo tempo, tipo judy voltar para defender o vestido azul, sob o risco de se sucederem bate-bocas estilo gollum, do senhor dos anéis.

destinos de viagem também devem ser um desafio: uma gosta de praia, a outra de montanha: quem estiver in charge na hora de comprar as passagens, ganha. depois, é só rezar para que a mulher certa esteja no comando na hora de fazer as malas, ou pode rolar uma sabotagem, como encher a bagagem de biquínis quando o destino for aspen.

se eu já me canso com os dois ou três lados conflitantes da minha personalidade, imagina kim, que tem catorze.

coragem, colega.



quinta-feira, julho 30, 2009

amor-objeto: bidimensional

o new york times publicou artigo sobre uma situação já comentada aqui no narghee-la: japoneses que se apaixonam e namoram personagens de animes e jogos eletrônicos. a matéria abre com o romance entre um cara chamado nisan, 37, e nemutan, personagem de game estampada no tecido de uma grande almofada, tipo a que bebês abraçam na hora de dormir.

nisan knows she's not real, but that hasn't stopped him from loving her just the same. "of course she's my girlfriend," he said, widening his eyes as if shocked by the question. "i have real feelings for her."

quando o jornalista encontrou nisan para a entrevista num restaurante, nemutan estava sentada à mesa diante de um prato com sopa de abóbora. nisan leva a boneca para todo lado; dentro do carro, ela fica no banco de trás, presa pelo cinto de segurança. ele tem cerca de sete cópias dela - uma, só o tecido, na gaveta do escritório. nisan quer ser enterrado com nemutan nos braços.

nisan is part of a thriving subculture of men and women in japan who indulge in real relationships with imaginary characters. these 2-d lovers, as they are called, are a subset of otaku culture - the obsessive fandom that has surrounded anime, manga and video games in japan in the last decade.


(...)

like most otaku, the majority of 2-d lovers go to work, pay rent, hang out with friends (some are even married). unlike most otaku, though, they have real romantic feelings for their toys. the less extreme might have a hidden collection of figurines based on anime characters that they go on "dates" with during off hours. a more serious 2-d lover, like nisan, actually believes that a lumpy pillow with a drawing of a prepubescent anime character on it is his girlfriend.

acho que não se encaixa na patologia que levou uma mulher a se casar com o muro de berlim, mas é tão louco quanto.

os estudiosos do fenômeno atribuem o comportamento à excessiva timidez dos japoneses: mais de um quarto de homens e mulheres entre 30 e 34 anos são virgens e metade da população adulta não tem amigos do sexo oposto. toru honda, guru do movimento, defende que o relacionamento moe é uma resposta ao amor contemporâneo, que seria totalmente moldado dentro do capitalismo:

honda argues that romance was marketed so excessively through b-movies, soap operas and novels during japan's economic bubble of the '80s that it has become a commodity and its true value has been lost; romance is so tainted with social constructs that it can be bought by only good looks and money.

argumento com o qual concordo plenamente, mas que, no cenário 2-d, cai em contradição:

whatever a particular 2-d lover's bent, there is a product made for him. moe subculture has spawned a substantial market of goods centered on the desire to live in 2-d, from virtual girlfriends to body pillows to busty desktop-size figurines to cafes with waitresses dressed up as video-game characters. every day, 2-d lovers come from all over japan to tokyo's akihabara district just to scour specialty shops and attend fan events in search of new character girlfriends to add to their collections.

evoluções chocantes no artigo completo.



terça-feira, julho 21, 2009

estatística utilíssima

gapé de fato o grande porém das conversas via internet: a impossibilidade de captar a informação não-verbal do que está sendo dito. como sabemos, dependendo do tom de voz e da linguagem corporal, um simples "querido" pode tanto exprimir a mais tenra consideração quanto o mais desprezível repúdio. é muito irritante, por exemplo, recordar de uma discussão onde uma frase foi proferida com deboche e, dias depois, seu emissor arrependido nega a calda de emoções que carregavam a comunicação, se limitando às simples palavras.

está na hora de resgatar uma pesquisa realizada nos anos 60 e 70 por albert mehrabian, psicólogo da ucla. ele concluiu que informações sobre sentimentos e atitudes derivam 7% de palavras, 38% do tom de voz e 55% da linguagem corporal e expressões faciais. é o verbal, vocal and visual.

de modo que, numa conversa ao vivo, os afetos expressados em linguagem não verbal podem desmentir palavras objetivas...

if words and body language disagree, one tends to believe the body language.

... ao mesmo tempo que, num chat online, é possível que aquelas palavras aparentemente secas estejam na verdade cheias de açúcar em cima.

é tão legal medir o senso comum!



sexta-feira, julho 17, 2009

estou me sentindo melhor...

ran kivetz, a professor of business at columbia university, recently conducted a series of experiments that identified a paradox in our behavior: doing the "right" thing - putting our responsibilities ahead of momentary pleasures - often leaves us unhappy down the road. when we skip a vacation to work overtime or pass up that awesome vintage porsche for a used minivan - sure, we pat ourselves on the back for a week or two. but as the years go by, we invariably regret our monkishness and wish we'd enjoyed ourselves more.

... porque dificilmente deixo para mais tarde uma alegria que posso ter agora.

chama-se auto-indulgência.

(a menos que eu esteja com preguiça. então chama-se procrastinação.)

our future selves, it seems, will wish we'd been bigger hedonists. why? because while we think we're planning for the future by being pragmatic, we forget we also want our lives to include lovely, dazzling moments of fun and not just the daily cubicle grind. "when you view your life from a broader lens," kivetz says, "there's a focus on feeling you'll miss out on the pleasures of life."

e viva michel onfray.



terça-feira, junho 16, 2009

conhece-te a ti mesmo...

... e não hesite em pedir ajuda a um amigo. pesquisadores descobriram que interpretamos muito mal nossa própria linguagem corporal quando assistimos a nós mesmos em vídeo. todos possuímos um blind-spot que somente quem está de fora é capaz de reconhecer.

com isso suspeita-se que a totalidade de nosso comportamento é também composta por elementos inconscientes; e que eles não são reconhecidos pelo próprio indivíduo por força da necessidade que temos em defender aquilo que pensamos ser. muitas pessoas relutam em mudar sua auto-percepção mesmo diante de poderosas evidências.

sujeitos tímidos e vaidosos devem estar realmente preocupados agora.

o experimento no bps research digest.

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