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sexy santa claus
infância em pico socialista contada através de desenhos

i was born at the beginning of it all, on the red side - the communist side - of the iron curtain." through annotated illustrations, journals, maps, and dreamscapes, peter sís shows what life was like for a child who loved to draw, proudly wore the red scarf of a young pioneer, stood guard at the giant statue of stalin, and believed whatever he was told to believe. but adolescence brought questions. cracks began to appear in the iron curtain, and news from the west slowly filtered into the country. sís learned about beat poetry, rock 'n' roll, blue jeans and coca-cola. he let his hair grow long, secretly read banned books, and joined a rock band. then came the prague spring of 1968, and for a teenager who wanted to see the world and meet the beatles, this was a magical time. it was short-lived, however, brought to a sudden and brutal end by the soviet-led invasion. but this brief flowering had provided a glimpse of new possibilities - creativity could be discouraged but not easily killed.
deu num livro infantil para todas as idades.
quero!
tenho vontade de adesivar uma cópia extra-large dessa capa na parede da minha sala - ou, quem sabe, do conteúdo do livro. spaced out - radical environment of the psychedelic sixties traz cerca de 450 fotografias e ilustrações do design, arquitetura e cultura visual inspirada pelo lsd até então inéditos.


lição 1. sua lingerie definitiva será um cinto de castidade de chumbo, para proteger seus gametas de possíveis modificações genéticas. você também estará protegida de uma gravidez indesejada e de um conseqüente bebê de seis braços.
lição 2. quando os pêlos da sobrancelha começarem a cair, guarde-os para implantar no lugar dos cílios que você já não tem (ou para formar um bigode, no caso das transexuais-to-be).
a) pense bem: pelo menos você não precisa mais se depilar
b) pense melhor: no more bad hair days
c) loiras: é o fim da discriminação
lição 3. esqueça o microondas. será possível assar o jantar apenas assoprando um pernil. cuide para não ejetar saliva, isso poderá chamuscar a receita.
lição 4. tire partido do bronzeado adquirido com a radiação que você mesma está emitindo: use e abuse de modelitos branco, dourado e coral. não se esqueça: pode nevar lá fora mas em você faz verão o ano todo.
lição 5. o único drink que aceitará depois do trabalho é frozen marguerita. seu pretendente deve saber disto. toda e qualquer outra bebida alcoólica provocará queimação de estômago, sob risco de eliminar seu aparelho digestivo e provocar mau-hálito sulfúrico.
estilo de vida do momento: transforme a dependência de empregada numa sauna gelada. pense num iglu indoors: blocos de gelo forram paredes e formam degraus, enquanto um avançado sistema de congelamento no teto mantém a temperatura constante. acredite amiga, você vai querer morar lá.
marco livros com cartões de visita
e
entradas para shows já assistidos

teria sido oportuno
se the god delusion
não fosse deus, um delírio*
mas uma ilusão
só para não deixar dúvida
que delírio-êxtase
é patologia
na terra dos ateus
não largo mais
e ontem passei por crente na rua,
dessas carolas de bíblia na mão
quando em verdade e verdade
vos digo:
é o grande testamento
dos céticos
é einstein
nas alturas
when one person suffers from a delusion, its called insanity;
when many people suffer from a delusion, its called religion.
* de richard dawkins, cia das letras
"A feitiçaria viola as leis que procuram deter seu fluxo - padres, reis, hierofantes, místicos, cientistas & vendedores consideram a feitiçaria uma inimiga porque ela representa uma ameaça ao poder de suas charadas & à resistência de sua teia ilusória" ~ "O amor é estrutura, sistema, o único código não contaminado pela escravidão & pelo sono drogado. Precisamos nos tornar vigaristas & persuasivos para proteger sua beleza espiritual num bisel de clandestinidade, num secreto jardim de espionagem" ~ "... só podemos rezar para que o ÊXTASE ACONTEÇA & arranque-os de detrás dos volantes de seus carros, dos programas de auditório & das camas castas, leve-os todos para o céu & deixe-os viver nossa vida humana"
texto: Hakim Bey, "Caos" (grifos do autor)
links/imagens: Salvador Dalí
O QUE QUEREMOS É QUE AS IDÉIAS VOLTEM A SER PERIGOSAS
(outra máxima situacionista)
REGOZIJO ao constatar que já li metade da bibliografia recomendada:
1. INTRODUÇÃO: PARA UMA POLÍTICA DO PRESENTE - para produzir no presente, construir nossos territórios de discernimento no presente; saber de suas condições de uso, de suas regras, de suas distribuições de espaço, tempo, grana, sarro; saber das suas distribuições de afeto e pensamento; saber da economia dos corpos. para produzir a anarquia no presente, saber também das suas esfinges. o primeiro eixo temático trata de uma introdução ao tema do anarquismo no presente, bem como de uma análise da geopolítica contemporânea, focando principalmente os aparelhos de captura do capital globalizado, suas ligações com a função-Estado e as novas formas de produção econômica.
bibliografia sugerida:
Denise Sant'Anna. Corpos de passagem - ensaios sobre a subjetividade contemporânea. Editora Estação Liberdade, São Paulo, 2001.
sugestões complementares:
Antonio Negri e Michael Hardt. "Transições de soberania" e "Transições de produção", no livro Império. Editora Record, Rio de Janeiro, 2001.
Gilles Deleuze. "Post-scriptum sobre as sociedades de controle", no livro Conversações. Editora 34, Rio de Janeiro, 1992.
Michel Foucault. "Aula de 17 de março de 1976", no livro Em defesa da sociedade . Editora Martins Fontes, São Paulo, 2002.
Stéfanis Caiaffo. "Cartografias da experiência militante", na Revista Verve#8. Núcleo de Sociabilidade Libertária, São Paulo, 2005.
2. PARA UMA ESTÓRIA DO MOVIMENTO ANARQUISTA - contribuições dos clássicos à anarquia no presente, assim como análise das condições de emergência de um movimento anarquista na história. acertos e erros à luz da atualidade; ecos aos que triunfaram, flores aos que falharam. entre os cânones e os marginais, o trajeto destas idéias oblíquas que apontam estória geral das anarquias.
bibliografia sugerida:
George Woodcock. Anarquismo vol.2 - O movimento: uma história das idéias e movimentos libertários (coleção Biblioteca Anarquista). Editora L&PM, Porto Alegre, 1984.
3. ZONAS AUTÔNOMAS TEMPORÁRIAS: POLÍTICAS DA DESERÇÃO - opor a deserção ao engajamento; ou, pelo menos, propor a deserção como engajamento específico. esvaziar os espaços do Poder, trazendo ao cotidiano a questão da autonomia temporária em quaisquer dos âmbitos onde possa ser exercida. a revolta e o levante substituem a revolução como horizonte sem foco. a iminência parda de Hakim Bey apresenta novas modalidades para o tráfico libertário de informações e afetos, pirataria política.
bibliografia sugerida:
Hakim Bey. TAZ - Zona Autônoma Temporária. Editora Conrad, São Paulo, 2001.
sugestões complementares:
Guy Debord. Panegírico. Editora Conrad, São Paulo, 2002.
Raoul Vaneiguem. "Segunda parte: A inversão de perspectiva", no livro A arte de viver para as novas gerações. Editora Conrad, São Paulo, 2002.
4. TERRORISMO POÉTICO E OUTROS CRIMES EXEMPLARES: FÁBULAS E SITUAÇÕES - ainda Hakim Bey, ecoando as derivas e psicogeografias situacionistas, apresenta novas modalidades de intervenção contra a mesmice da existência. nos manifestos e panfletos de seu anarquismo ontológico, o fabuloso mundo das disciplinas e da moralidade sã, seja ela de direita ou de esquerda, é motivo de escárnio e riso; o cotidiano rotineiro será sua vítima.
bibliografia sugerida:
Hakim Bey. CAOS - Terrorismo poético e outros crimes exemplares. Editora Conrad, São Paulo, 2002.
sugestões complementares:
Paola Berenstein Jacques (org.). Apologia da deriva - Escritos situcionistas sobre a cidade . Editora Casa da Palavra, Rio de Janeiro, 2003.
5. MATERIALISMO HEDONISTA: POLÍTICAS DO PRAZER - o uso do corpo e dos sentidos, principal ferramenta na revolução do hedonista. se Michel Serres nos mostra a importância da pele, o mais profundo de nós mesmos, Michel Onfray a desdobra em ferramenta libertária quando revela uma instigante galeria hedonista margeando a história oficial da filosofia. nesta galeria, saber, poder e prazer não podem ser entendidos separadamente.
bibliografia sugerida:
Michel Onfray. A arte de ter prazer - Por um materialismo hedonista.
Editora Martins Fontes, São Paulo, 1999.
sugestões complementares:
Michel Serres. "Véus", no livro Os cinco sentidos - Filosofia dos corpos misturados I . Editora Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2001.
6. ANARQUISMO SOMÁTICO: POLÍTICAS DA PAIXÃO - dentre os poucos que conseguiram a façanha da expulsão tanto da sociedade psicanalítica quanto do partido comunista, Reich aparece como um pensador libertário. atualizado por Roberto Freire, em cruzamentos com a psicologia da gestalt, a antipsiquiatria e a capoeira angola, as idéias reichianas apontam para uma anarquia ligada às energias vitais que percorrem cada corpo singular em seu presente, trazendo o amor e o orgasmo como principais dinamizadores políticos.
bibliografia sugerida:
Roberto Freire e Fausto Brito. Utopia e paixão - A política do cotidiano . Editora Trigrama, São Paulo, 2001.
sugestões complementares:
André Compte-Sponville. Tratado do desespero e da beatitude. São Paulo, Martins Fontes, 1997.
Michel Maffesoli. A sombra de Dioniso - Contribuição a uma sociologia da orgia . Editora Zouk, São Paulo, 2005.
Roberto Freire. Sem tesão não há solução. Editora Trigrama, São Paulo, 2001.
7. ESCULTURA DE SI: POLÍTICAS DO CORPO - tomar o cuidado de si como escultura de si, produção de um corpo preocupado não somente com a funcionalidade da carne, mas também com a existência como o encadear de instantes sublimes. Michel Onfray retoma a figura do Condottiere para falar da moral estética, da existência como obra de arte que transfigura a vida em cada instante com suas provas de abundância e seus desejos de eternidade.
bibliografia sugerida:
Michel Onfray. A escultura de si - A moral estética. Editora Rocco, Rio de Janeiro, 1995.
sugestões complementares:
Gilles Deleuze e Félix Guattari. "28 de novembro de 1947 - Como criar para si um Corpo sem Órgãos", no livro Mil platôs - Capitalismo e esquizofrenia vol.3. Editora 34, Rio de Janeiro, 1996.
Michel Serres. Variações sobre o corpo. Editora Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2004.
8. O ÚNICO E A SUA PROPRIEDADE: POLÍTICAS DA SOLIDÃO - contra as massas e seu caráter unificador, Max Stirner elegeu o único, solitário em sua potência, radical em seus princípios. considerado precursor do pensamento de Nietzsche, a quem acusam de tê-lo plagiado, Stirner é um anarco-individualista que leva ao extremo a alternativa filosófica do egoísmo. autor de um único livro arrasado por Marx em 300 de suas páginas, Stirner foi relegado à margem da história. não existem fotos suas; anarquia explosiva de um infame.
bibliografia sugerida:
Max Stirner. O único e sua propriedade. Editora Antígona, Lisboa, 2004.
sugestões complementares:
Saul Newman. "Stirner e Foucault: em direção a uma liberdade pós-kantiana", na Revista Verve#7. Núcleo de Sociabilidade Libertária, São Paulo, 2005.
Saul Newman. "Guerra ao Estado: o anarquismo de Stirner e Deleuze", na Revista Verve#8. Núcleo de Sociabilidade Libertária, São Paulo, 2005.
9. CELEBRAÇÃO DO GÁS LACRIMOGÊNIO: DESOBEDIÊNCIAS E REBELDIAS - a lei, o direito, os direitos, todo o sistema burocrático e parasita, seus aparatos materiais e ideológicos; a grana, o a-mais, a extorsão sempre renovada na avidez da burguesia; tudo aquilo cujo principal objetivo sempre será tanto a eficácia produtiva quanto a docilidade política. desobedecer, rebelar, romper os limites do agradável; o uso da agressividade e da violência dentro do sistema.
bibliografia sugerida:
Ned Ludd. Urgência das ruas. Editora Conrad, São Paulo, 2001.
sugestões complementares:
Henry David Thoureau. A desobediência civil. Editora L&PM, Porto Alegre, 2002.
UMA PALAVRINHA SOBRE "CAOS", DE HAKIM BEY
Eu, incrivelmente íntima das diabruras libertárias, fechei o livro na décima-sétima página me sentindo TÃO CATÓLICA.
É a CADEIRA-ELÉTRICA dos escritos radicais.



