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segunda-feira, julho 28, 2008

infância em pico socialista contada através de desenhos

the wall
i was born at the beginning of it all, on the red side - the communist side - of the iron curtain." through annotated illustrations, journals, maps, and dreamscapes, peter sís shows what life was like for a child who loved to draw, proudly wore the red scarf of a young pioneer, stood guard at the giant statue of stalin, and believed whatever he was told to believe. but adolescence brought questions. cracks began to appear in the iron curtain, and news from the west slowly filtered into the country. sís learned about beat poetry, rock 'n' roll, blue jeans and coca-cola. he let his hair grow long, secretly read banned books, and joined a rock band. then came the prague spring of 1968, and for a teenager who wanted to see the world and meet the beatles, this was a magical time. it was short-lived, however, brought to a sudden and brutal end by the soviet-led invasion. but this brief flowering had provided a glimpse of new possibilities - creativity could be discouraged but not easily killed.

deu num livro infantil para todas as idades.

quero!



quinta-feira, julho 10, 2008

niilismo sideral

niilismo espacial



quarta-feira, junho 18, 2008

spaced out

tenho vontade de adesivar uma cópia extra-large dessa capa na parede da minha sala - ou, quem sabe, do conteúdo do livro. spaced out - radical environment of the psychedelic sixties traz cerca de 450 fotografias e ilustrações do design, arquitetura e cultura visual inspirada pelo lsd até então inéditos.



segunda-feira, abril 28, 2008

artists and computers.jpg



sexta-feira, fevereiro 29, 2008

atomic guide.jpg

lição 1. sua lingerie definitiva será um cinto de castidade de chumbo, para proteger seus gametas de possíveis modificações genéticas. você também estará protegida de uma gravidez indesejada e de um conseqüente bebê de seis braços.

lição 2. quando os pêlos da sobrancelha começarem a cair, guarde-os para implantar no lugar dos cílios que você já não tem (ou para formar um bigode, no caso das transexuais-to-be).
a) pense bem: pelo menos você não precisa mais se depilar
b) pense melhor: no more bad hair days
c) loiras: é o fim da discriminação

lição 3. esqueça o microondas. será possível assar o jantar apenas assoprando um pernil. cuide para não ejetar saliva, isso poderá chamuscar a receita.

lição 4. tire partido do bronzeado adquirido com a radiação que você mesma está emitindo: use e abuse de modelitos branco, dourado e coral. não se esqueça: pode nevar lá fora mas em você faz verão o ano todo.

lição 5. o único drink que aceitará depois do trabalho é frozen marguerita. seu pretendente deve saber disto. toda e qualquer outra bebida alcoólica provocará queimação de estômago, sob risco de eliminar seu aparelho digestivo e provocar mau-hálito sulfúrico.

estilo de vida do momento: transforme a dependência de empregada numa sauna gelada. pense num iglu indoors: blocos de gelo forram paredes e formam degraus, enquanto um avançado sistema de congelamento no teto mantém a temperatura constante. acredite amiga, você vai querer morar lá.



quarta-feira, junho 15, 2005

DRAMA DAMA DRAMA Disparado é

DRAMA DAMA DRAMA
Disparado é "A Dama de Xangai" o pior filme que eu vi na vida. Tecnicamente nem posso dizer que vi porque parei no meio. Mas vi - o suficiente pra atuação da Rita Hayworth me CONSTRANGER. É o CIO mais PATÉTICO do cinema. Cantoras de R&B conseguem ser menos risíveis na MTV.

E olha que eu tinha as melhores referências de Rita. Ela me deixou SEM DORMIR na noite que se seguiu a "Gilda".

Em segundo lugar vem "Xanadu", mas "Xanadu" eu até COMPREI. Foi bem mais caro que "Un Chien Andalou/ L´Age D´Or" e "Rogopag", de modo que a Livraria da Travessa o tem como trash cult. A estrela é Olívia Newton-John, que representa maravilhosamente, ainda que sem peitões, papéis estilo Doris Day, canta as melodias mais trabalhosas sorrindo, dança um bocado e na película de 1980 ainda desliza como um CISNE sobre patins pré-rollerblade. Olívia foi minha primeira ídola (isto vai contra tudo o que Camille Paglia me ensinou) e estou aqui para eximi-la do fato da íntegra do filme ser inexeqüível. O resto dos atores e a trama de "Xanadu" são uma legítima TORTURA, mas ainda vale a pena passar de número musical para número musical, quase todos do mirabolante Electric Light Orchestra. A canção "All Over the World" é o clímax da ROLLER DISCO ESTRAVAGANZA, com inúmeras gostosas de vestido drapeado e Gene Kelly sapateando entre dançarinos drag glitterizados estilo DZI CROQUETE.

Empatado vem o execrável "Delta de Vênus", inspirado na literatura erótica de Anaïs Nin. Centenas de milhares de vezes eu encontrei o livro em jornaleiros mas em TODAS ELAS faltou-me coragem de comprar e desfazer a má impressão, já que incompetente não é a escritora mas o diretor. Este sim usa os piores clichês para criar uma atmosfera pervertida e tudo o que consegue é nos fazer RIR. Gargalhar SONORAMENTE. Diversas vezes eu cheguei a pensar que a proposta real era puxar pro humor. Eu deveria ter sido direta e encarado a PRATELEIRA DO PORNÔ.

Agora, EMPUTECIDA eu fiquei com "O Guia do Mochileiro das Galáxias". Sobretudo porque raramente eu vou ao cinema e quando vou eu quero ACERTAR. Já tinha ouvido falar do livro e pensei que veria uma versão estelar da vida easy rider que eu amo. Nada, me retorci na poltrona o tempo todo. Que porra é essa de HITCHIKER SEM MOCHILÃO? Que raio é aquele povo REAÇA, velho e gordo, liderado por um PAULO FRANCIS EXTRATERRENO, azucrinando a viagem? E a mocinha, que começa toda sagaz e de repente se encareta numa esposinha de Presidente da GLAMLÁXIA?

Mochileiros do mundo, BEWARE OF THE BADTRIP.

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Talvez o cara mais superestimado do cinema seja o Orson Welles. Desde a faculdade me empurravam "Cidadão Kane" como o filme mais importante do mundo e eu nunca PUDE. "A Dama de Xangai" me fez ter CERTEZA de que eu não estava assim tão errada - pelo menos não em relação a MIM MESMA.

Foi o curta "La Ricotta", do Pasolini, que evitou que eu começasse o parágrafo acima com certamente. Welles faz o papel de um diretor num hilariante set de filmagens sobre a paixão de Cristo. Desempenhou SENSACIONAL. Apostemos nos ares europeus: diferentemente do habitual, Welles não exibe aquele ranço AMERICAN DISGUISED FASCIST. Em "La Ricotta" ele surge sedutoramente bem-humorado.

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Aqui no Brasil o grande INESCRÚPULO foi "Olga". Oh, meu Deus. OH, MEU DEUS. Não satisfeito com aquela estética global VOMITANTE, o diretor de novela Jayme Monjardim cometeu algumas das piores picaretagens que uma esquerda torta sonharia. E isto quem diz sou EU, esta notória simpática por mulheres revolucionárias que termina de ler com DEVOÇÃO a autobiografia de Pagu. Para dissolver as diversas controvérsias que giram em torno de Olga e conquistar a empatia do público, o diretor liqüefaz todo o conteúdo político numa banheiras de lágrimas, jogo de luzes, closes tensos e trilha sonora dramática.

Mas voltando, PAGUEI PAIXÃO por "Paixão Pagu". Nunca mais serei A MESMA.



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